sexta-feira, agosto 31, 2007

Eleições na Ordem dos Arquitectos V

A propósito do post que aqui escrevi e da pergunta que dmny faz sobre onde se gasta o dinheiro da Ordem, ler "O Estado das Coisas".

Esquerda paralítica ou a história que se repete?

Como o tempo não me tem deixado escrever sobre as questões que o Nuno Ramos de Almeida coloca no seu texto "Esquerda Paralítica(leituras de Verão)", socorro-me de um parágrafo do Rui Faustino no Intercom.

"As políticas de coligação dos partidos comunistas na Europa no fim da IIª Guerra Mundial foram uma traição vergonhosa das ideias de Marx e Lenine na luta contra o capitalismo. Isso salvou o capitalismo e deu-lhe margem de manobra para preparar as condições políticas para um novo período de ascensão económica. Agora, o colapso do estalinismo na Europa de Leste e na URSS, ou, como os capitalistas preferem pretender, o colapso do “comunismo” deu-lhes um novo balão de oxigénio.Todavia, a crise do estalinismo, que foi prevista pelos marxistas, é uma mera antecâmara da crise do capitalismo na Europa Ocidental e por todo o mundo. As próximas décadas serão também turbulentas nos países capitalistas. O Maio de 68 não foi um acidente. Foi o reflexo do inevitável movimento da classe trabalhadora em condições de crise."
[o artigo completo]

Ainda "o acordo"

Mais um excelente artigo do Rui Faustino sobre o Governo da Câmara Municipal de Lisboa.

quarta-feira, agosto 29, 2007

Coisas realmente importantes

Através do Troll Urbano, acedi a um ranking realmente importante para a nação ("UEFA Country Coefficients 2006/2007"), onde se pode constatar que Portugal ainda tem seis equipas nas competições europeias por causa do contributo do "glorioso".

Diz que é uma espécie de eleições

Para quem estiver numa de absurdos ou mal com a vida, venha descarregar os seus ódios na caixa de comentários deste post (só se pede que o português seja minimamente perceptível!).
Este blogue seguirá dentro de momentos, e continuará a acompanhar as eleições para a Ordem dos Arquitectos, pelo menos até ao dia 14 de Setembro.

segunda-feira, agosto 27, 2007

Qual D. Sebastião

O meu amigo e camarada de muitas lutas Zé Neves, primeiro foi anunciado como co-autor no Muro, entretanto destruído, e agora espera-se a sua estreia no blogue que desvendou a Socratespedia, o Zero em Conduta. Tanto num como noutro a sua participação tem sido silenciosa.
Nem tanto ao mar, nem tanto à tese...

Orçamento Participativo na CML (II) e o voto contra da CDU

Na reunião da CML de 22 de Agosto, o vereador José Sá Fernandes, apresentou a proposta intitulada "Metodologia para um Orçamento Participativo" que foi aprovada com os votos do PS, PSD, "Cidadão Por Lisboa" e Bloco de Esquerda e votos contra de "Lisboa com Carmona" e CDU.
Concordo com a argumentação do José Carlos Mendes quando refere que a proposta enumera um conjunto de princípios consensuais e que pouco ou nada prefigura do sistema participativo a ser montado. Aliás, só assim se poderá explicar o voto favorável do PSD. A proposta de orçamento participativo, cumpre um papel político para dentro do BE, pois José Sá Fernandes - vereador com pelouro, pareceu marcar a agenda política.
Tal como foi apresentada, esta proposta apenas serve para que se inicie um processo que, no calendário vago da proposta, será para ser implementado no orçamento do último ano de mandato da actual legislatura.
Por outro lado, não é claro, o que em meu entender seria o mais importante nesta fase, de que forma poderão ser expostos e confrontados conceitos e ideias alternativas de cidade, ou se o serão. Um Orçamento Participativo instrumentalizado apenas pelos detentores do Governo da CML (PS+BE), pode ser um terrível instrumento para os interesses dos lisboetas ou apenas mais um acto eleitoralista.
Contudo parece-me que foi um erro o voto contra dos vereadores da CDU.
A proposta é fraquinha, mas fala de algo necessário. É óbvio que, Sá Fernandes necessita desesperadamente de marcar a agenda, em tom genérico, com estas propostas ditas "fracturantes" (neste caso até com o voto do PSD). Assim não incomoda o PS e procurar arrefecer as críticas dentro do BE, situação que se repetirá ao longo dos dois anos de mandato.
Neste caso, entendo que o voto da CDU deveria ter sido a favor, utilizando os mesmos argumentos que invocou mas pondo imediatamente em marcha, com a experiência que tem noutras autarquias (Sesimbra, Setúbal ou Palmela), um Orçamento Participativo, de facto. Assim, na minha opinião, deixa-se enredar na artimanha política rapidamente transformada numa gritaria, aludindo ao facto da CDU não querer os cidadãos a participar e de ter votado contra tal como Carmona (veja-se que aqui a notícia não é o OP, mas sim quem votou contra).
Eu não tenho dúvidas, que uma das coisas que mais se teme pelas bandas da Praça do Município, é que a CDU apresente uma proposta, não uma declaração de princípios, para a concretização do Orçamento Participativo e também não tenho dúvidas que o PSD nunca votará a favor da mesma.

Orçamento Participativo na CML

Alguns "trabalhos" e muita limpeza em casa, impediram-me de escrever qualquer coisa sobre o voto do PCP contra a proposta de Sá Fernandes sobre o Orçamento Participativo. Prometo que, assim que pouse a esfregona e desligue o berbequim, escreverei umas linhas sobre o assunto.
Algum material de apoio:
- A proposta
- Os argumentos contra a posição do PCP por Ana Sártoris e Bernardino Aranda.
- Os argumentos a favor da posição do PCP por José Carlos Mendes

domingo, agosto 26, 2007

sexta-feira, agosto 24, 2007

Celestino de Castro, a homenagem no Avante!.

Depois de já muito ter escrito sobre ele nas "páginas" deste blogue, aqui fica um link para outro texto.

quinta-feira, agosto 23, 2007

II Encontro Internacional Civilização ou Barbárie, em Serpa



[para saber mais]

O Cantigueiro

Através do "Tempo das Cerejas" cheguei ao novo blogue de um canta-autor de que há muito não ouvia falar nem escrever: Samuel.

Assim que tiver tempo procurarei actualizar e reduzir, com os acrescentos necessários, a listagem de blogues.

Tangentes

Em Itália, estas negociatas chamam-se "tangentes".
Parece que em 2001, o PSD encomendou a uma empresa de publicidade uma campanha de mais ou menos 250.000€. Até aqui tudo bem. Hoje sabe-se que, quando tocou a facturar, o PSD remeteu para a construtora (entre outras coisas) Somague.
O PSD está incomodado, Mendes e Menezes dirão sempre que a culpa não é deles e Mendes dirá que agora isto já não funciona assim...
Mas pondo de lado o PSD, o que ganhou a Somague com este "negócio"?
Para os media, isto é "gente de bem", alto-patrocinadores das patuscadas do "Compromisso Portugal", e que "justamente" estão em quase todas as grandes obras lançadas pelo Estado (esteja o PS ou o PSD no poder).
Para o observador atento, é óbvio que faz parte do seu trabalho, a manutenção do PS e do PSD no poder.

A Direita (II)

A direita, por vários blogues (como por exemplo o 31 da armada ou o Insurgente) e artigos de opinião (Maria José Nogueira Pinto), tem vindo a repisar argumentos sobre a acção de destruição do milho transgénico (assunto sobre o qual já aqui escrevi).
Pacheco Pereira, como outros também o fizeram, coloca a questão nestes termos: "se a manifestação de Silves fosse de skinheads ou do PNR, contra uma herdade que tinha trabalhadores indocumentados do Magrebe, a GNR colocaria dois guardas a vigiá-la ou haveria um aparato bélico por tudo quanto era campo?"
Esta argumentação mistificadora da questão, esquece, no calor do entusiasmo direitista, uma diferença fundamental: os skinheads organizariam essa acção para destruir os indocumentados (que até parece que são seres humanos!) e não o milho!
Contudo o que está por trás desta argumentação pode ser interessante.
Na realidade, em Portugal, as acções violentas da Esquerda sempre foram residuais e circunscritas a momentos históricos específicos, o que não acontece com a Direita portuguesa.
Só assim se pode explicar a obsessiva conotação desta estúpida acção a um crime violento e terrorista, e a sua imprudente equiparação às acções da extrema direita.

A Direita (I)

Mesmo numa altura em que a Direita em Portugal, tem dos seus resultados eleitorais mais baixos, o domínio nos orgãos de comunicação social é evidente.
Atente-se ao DN de hoje no qual opinam: Pedro Lomba, Maria José Nogueira Pinto e Ferreira Fernandes.
Com esta nova direcção, o DN transformou-se no jornal de sentido único, que o Público já era com a ortodoxia de José Manuel Fernandes.

terça-feira, agosto 21, 2007

A poesia está na rua.


Imagem retirada do grafitosd'alx

Passo frequentemente por este belíssimo grafitti que enriquece a vida da cidade de Lisboa. Tento uma tradução, embora perca em musicalidade:
Que o medo da loucura, não nos faça amainar (ou abrandar) a bandeira da imaginação.

Eleições na Ordem dos Arquitectos IV

Quando te falarem da independência da tua Secção Regional, desconfia.
Uma Ordem dos Arquitectos, estruturada em duas secção regionais (Sul e Norte) assenta num sistema antigo e desactualizado de rivalidade entre as escolas do Porto e Lisboa. Com a pouca vontade que as novas gerações para dar continuidade a esta rivalidade, chegou o tema da pretensa "independência" das Secções Regionais.
Dou por adquirido que qualquer orgão da Ordem dos Arquitectos deve ter dentro das suas competências estatutárias, independência dos outros, e estranho que alguém que se pretende candidatar à Ordem dos Arquitectos o utilize como argumento de candidatura.
Contudo, não tenho dúvidas que este discurso da "independência", para além de se basear num sentimento de alguma inferioridade e desconfiança do próximo, apenas serve para ocultar a força com que núcleos e delegações começam a exigir transformarem-se em Secção Regional.
Essa sim, é a questão a que os candidatos devem responder.

Amelia's TOP 3, do YouTube [actualização]

Já lá vão duas semanas sem televisão, com a Amélia a fidelizar-se no YouTube. Aqui fica o seu TOP3:


O "Mahnahmahnah!" é claramente o videoclip de eleição da Amélia. Em qualquer sítio, em qualquer lugar, quando houve alguma coisa que se pareça com Mahnahmahnah, responde imediatamente "- Quer!"


O "Coro dos Escravos Hebreus" da ópera Nabucco de Giuseppe Verdi tem é, sobretudo, da lavra dos avós. A Amélia gosta especialmente desta interpretação por se centrar nos gestos do maestro e poder imitá-los.


O "Hasta Siempre Comandante" de Carlos Puebla, é uma descoberta do dia de hoje. Com um bom ritmo caribeño no início a voz suave do cantautor vai embalando. Adormeceu depois do almoço e a seguir ao jantar com o doce cantar cubano.

Eleições na Ordem dos Arquitectos III

Durante a discussão do último orçamento e até à Assembleia Gera da sua aprovação (inclusivé), existiu uma forte tendência defendida por membros das direcções regionais para o aumento da quota de 190,00€ para 200,00€, sem nenhum acréscimo de serviços.
No próximo acto eleitoral é preciso que se esclareça, que listas pretendem aumentar as quotas, ou consideram que esta medida é necessária para a gestão da Ordem.

Em minha opinião, e neste caso puxo dos galões de tesoureiro nacional da Ordem, esta medida não só não é necessária como é gravosa para a enorme maioria dos membros.
Independentemente daquilo que, muito a custo, neste último mandato se conseguiu resolver, como por exemplo um sistema de contabilidade unificado em vez dos diferentes softwares que existiam e que tornavam impossível a ligação das várias contas do CDN, SRS e SRN, ainda falta muito por fazer.
Saberá o associado que o Presidente da Ordem dos Arquitectos, quando quer saber o número de sócio de um arquitecto, tem que o requerer às Secções Regionais? Saberá o associado que a OA não tem uma Base de Dados nacional? Saberá o associado, por que ainda não tem um cartão da OA? Saberá o sócio, por que não existe ainda um registo de autorias das obras de arquitectura? Perceberá o sócio, por que existem 3 sites da Ordem a funcionar de uma forma perfeitamente desconjuntada, pagando a OA a 3 gráficos, 3 endereços, 3 ... tudo? Perceberá o sócio por que não existe um portal da Ordem dos Arquitectos com serviços online?
Tudo isto foram decisões políticas que estão registadas em actas.
Todas estas decisões implicam que a OA gaste mais do que aquilo que o sócio possa entender.

Mrs. Kirsty Sword Gusmão

O Público "presenteia-nos" hoje com um entrevista à Mrs. Gusmão. Uma daquelas entrevistas para primeiras-damas, onde se fala das suas acções de caridade.
Ora, no terreno, há quem fale desde sempre desta senhora, como uma agente da Austrália. O que o Público e a maioria dos media portugueses continua a ignorar ou a esconder, é a forma como estes pretensos heróis à distância, Xanana e Horta, têm vindo a vender Timor aos EUA e Austrália, à custa do povo timorense.
Não é irrelevante, que apesar da intensa campanha e da utilização de todos os meios económicos, Xanana, de consensual há alguns anos tenha passado a derrotado nas eleições legislativas.
A luta pela independência e liberdade deste povo martirizado, ainda continua.

segunda-feira, agosto 20, 2007

A Saída de Fernando Santos e o regresso de Camacho

Diz-se que foi pelo resultado no Bessa, pelo jogo com o FC Copenhagen, pelas declarações de Nuno Gomes no final do jogo com o Leixões, mas só eu sei que foi pelo que escrevi há alguns dias neste blog.
Nuno Gomes, Mantorras, Luisão, Petit e Moreira, são estes os únicos resistentes de quando Camacho por cá passou e construiu uma equipa - de que Trapattoni no ano seguinte se veio a aproveitar.
Só é pena que Camacho só chegue agora.

domingo, agosto 19, 2007

Destruição de transgénicos ou acção boomerang



Irrita-me a expressão "se fizeres isto, perdes a razão", pois normalmente utiliza-se para evitar que ajamos em circunstâncias em que temos toda a razão.
Contudo os 100 ecologistas que destruíram um campo de milho transgénico em Silves, não só perderam a razão, como atrasaram uma discussão sobre os alimentos transgénicos, que urge fazer em Portugal.
A sua acção directa, apenas prejudicou o agricultor e teve como reacção nesta "época pateta", que as discussões se centrassem sobre fait-divers eco-terroristas(!?) e direito de propriedade, secundarizando o impacto pretendido.

sábado, agosto 18, 2007

Felgueiras Gate

Há muito que não se ouve falar deste caso e estranhamente a comunicação social, dele, parece estar alheada remetendo-o para os fundos das páginas:

Conselho de Estado autorizou Jorge Coelho a depor no "saco azul" do PS

18.08.2007, António Arnaldo Mesquita, PÚBLICO

O Conselho de Estado (CE) autorizou Jorge Coelho a prestar depoimento por escrito no julgamento do processo do "saco azul" do Partido Socialista de Felgueiras, apurou o PÚBLICO.
Arrolado pela defesa do arguido Horácio Costa, ex-vereador e antigo assessor da principal arguida, Fátima Felgueiras, Jorge Coelho vai responder às questões que lhe forem colocadas pelo advogado Pedro Martinho, podendo os restantes causídicos acrescentar novas perguntas, oportunidade que lhes foi dada pelo colectivo. Pedro Martinho foi notificado anteontem do deferimento do CE, durante a sessão que decorreu na parte da manhã, para assegurar a validade da prova.
Os esclarecimentos que Jorge Coelho deverá prestar relacionam-se com documentos que os dois titulares da conta onde era movimentados os fundos do "saco azul", Horácio Costa e Joaquim Freitas, garantem ter remetido para o então ministro de Estado do Governo de António Guterres. Ambos garantiram ao tribunal terem alertado Jorge Coelho e outros dirigentes nacionais do PS para eventuais irregularidades no financiamento do PS de Felgueiras.
Ao Tribunal de Felgueiras também já chegou a autorização concedida pela Assembleia da República para o deputado Renato Sampaio depor. Actual líder da federação distrital do Porto do PS, Renato Sampaio deverá ser questionado sobre diligências que terá feito para demover Horácio Costa e Joaquim Freitas de colaborarem com os investigadores do caso do "saco azul". Horácio Costa assegurou na sala de audiências que Sampaio lhe terá prometido um emprego de "muito receber e pouco fazer", no caso de não colaborar no esclarecimento dos factos. Esta revelação foi formal e prontamente desmentida pelo líder da distrital do Porto do PS, horas depois de ter sido feita pelo ex-assessor de Fátima Felgueiras.
No julgamento devem depor ainda oralmente Narciso Miranda e Armando Vara, devendo o primeiro-ministro José Sócrates enviar um testemunho escrito.

sexta-feira, agosto 17, 2007

Benfica, por benfiquista



Chegada a hora do início de mais uma temporada de bola, aqui ficam os "bitaites", deste fervoroso benfiquista:
Devolver à procedência: Butt, Luís Filipe (caso Nelson fique), Stretenovic, Bergessio e Freddy Adu, esperando ainda para ver o que fazem Diáz e Di Maria.
Fazer regressar: Rui Nereu para terceiro guarda-redes, João Pereira para disputar o lugar com Nelson, os defesas centrais José Fonte ou Hugo Carreira e Nunes (Málaga) ou Manuel do Carmo (PSV Eindhoven) e os médios João Coimbra, Tiago Gomes e Hélio Roque(emprestados).
Recuperar jogadores do plantel tais como: Moreira, Manú, Nuno Assis e Yu Dabao
Não querendo fazer todas estas mexidas, diria que a única e quase unanimemente considerada como vital será a substituição de Fernando Santos, cujos estragos já se começam a equivaler aos dos tempos de Artur Jorge.
Para o substituir, deixemo-nos de tretas, e contrate-se o enorme Diamantino (que com a passagem a treinador ganhou o direito a também utilizar apelido) Miranda. Mantendo Chalana e regressando Diamantino, pudemos também ter garantido que o Benfica não perderá escandalosamente com a equipa de segundo escalão que este brilhante jogador do Benfica dos Anos 80 estiver a treinar.

Ainda José Sócrates no wikipedia

A Fernanda Câncio no artigo que hoje escreve no DN e no post e comentários do 5dias, confunde a discussão. Será legítimo que o cidadão altere aquilo que a Wikipédia diz sobre o próprio? Legítimo é. E fiável também pode até ser.
Contudo o que aqui está em causa não é isso.
O que está em causa na descoberta feita pelo Vasco Carvalho, é a tentativa continuada de ocultação de factos relativos ao Primeiro Ministro e, sobretudo, a utilização instrumental do aparelho de Estado para reescrita da história.

quinta-feira, agosto 16, 2007

Contra-Informação

Com base na ferramenta criada por um estudante de doutoramento de Caltech que nos permite aceder ao historial de alterações feitas no Wikipédia, Vasco Carvalho do Zero de Conduta demonstra o zelo que o aparelho de Estado português tem para com o que é escrito sobre José Sócrates.
Uma investigação de serviço público.

quarta-feira, agosto 15, 2007

Celestino de Castro [actualização]

Hoje à tarde realizou-se o funeral do Celestino de Castro, com família, amigos, camaradas e representação do PCP e da Ordem dos Arquitectos.
Contudo, não posso deixar de salientar, a ensurdecedora ausência da Faculdade que lhe deu o diploma (FAUTL) e da Faculdade que ficou encarregue de gerir o seu espólio (FAUP) doado, em vida, ao PCP.

No site da Ordem dos Arquitectos está um texto que reescrevi a partir da entrevista que lhe fiz em 2004.
[link]

[actualização]
No site da Secção Regional Sul da OA ou da Trienal, claro, nem uma palavra para o seu associado.

O Bloco de Esquerda no seu pior

A Isabel Faria, do Troll Urbano e da Mesa Nacional do BE, havia enviado, há alguns dias, um texto contra "O Acordo" PS/BE, para a Esquerda.net o site do BE. A "linha justa" lá publicou o texto, mas precedido de um texto ultra-sectário do meu ex-camarada João Semedo. João Semedo bate na direita, no PS, no PCP, e lá pelo meio acusa os militantes do BE críticos do acordo, de apenas quererem umas linhas na comunicação social.
Ontem e hoje acho que este tipo de argumentação é uma vergonha.

terça-feira, agosto 14, 2007

Eleições na Ordem dos Arquitectos II

Nas eleições para a Ordem dos Arquitectos, haverá argumentos e propostas que abrangerão toda e qualquer candidatura. Descentralização, transferência de poderes para as delegações e núcleos, revogação do Decreto 73/73, promoção da arquitectura...
Partamos apenas do último ponto - Promoção da Arquitectura.
Continuaremos no estafado modelo das exposições, comissariados, publicações e convites aos famosos? Que modelos de gestão para as áreas da cultura? As actividades culturais terão necessariamente de dar lucro, as despesas terão de equivaler às receitas ou entende-se que uma parte da quota paga pelo associado deverá reverter para actividades desta índole? E que modelos para a escolha dos comissários, júris, exposições monográficas? Concurso ou nomeação pela Ordem?
Será que ainda ninguém percebeu que na Ordem dos Arquitectos, com quase 16 mil associados, já nem todos se conhecem? Quando se fala em reforçar a participação dos associados, então que se comece por aqui, descobrindo-o e não alinhando em receitas e com pessoas que independentemente de quem está à frente da Ordem, estão sempre à sua volta.

segunda-feira, agosto 13, 2007

Celestino de Castro e Herculano Neves

“Raças, crenças, lutas, ideais, arte, tudo isso vai passando e uma grande dúvida se vai cavando dentro de nós sobre os nossos dias em que se tornará tudo isto que hoje vemos à nossa volta? Em que desandará toda a civilização actual? O que haverá de estável nos nossos dias que poderá manter-se e continuar?”

CASTRO, CELESTINO e HERCULANO NEVES (1948), "Em que se fala de uma pretendida feição nacional a dar à obra arquitectónica e tantas vezes invocada", em "I Congresso Nacional de Arquitectura - Relatório da Comissão Executiva, Teses, Conclusões e Votos do Congresso", pp. 54-60, Lisboa: Sindicato Nacional dos Arquitectos, 1948.

Celestino de Castro (1920-2007)


[Celestino de Castro à conversa com Pitum Keil do Amaral, no Congresso dos Arquitectos em Almada (Novembro de 2006)]
Sandra Ramos, in site da Ordem dos Arquitectos

Foi uma figura central do modernismo português, porém, embora referenciado em muitas publicações, o seu trabalho que se confunde com a sua vida, é pouco conhecido.
Entrevistei-o em 2004[1], para falarmos sobre o 1º Congresso Nacional de Arquitectura (1948) e o Inquérito à Arquitectura Popular (publicado pela 1ª vez em 1961 e recentemente reeditado pela Ordem dos Arquitectos[2]) e acabámos a falar da sua vida, de Portugal, da União Soviética e do Mundo de hoje. Não quis que a entrevista tivesse imagem, pois o que lhe interessava era que as pessoas ouvissem o que tinha para dizer.
Para além da sua participação nestes dois momentos históricos para aquilo que entendemos hoje como arquitectura portuguesa, Celestino de Castro, teve um percurso profissional e de vida indissociável da história de Portugal. Com muitas encomendas de projectos nos anos 50, usufruindo de uma certa abertura do regime, nos anos 60 é obrigado “a mergulhar” na clandestinidade (1963) e, dois anos mais tarde, a exilar-se em França (1965). Regressa a Portugal em 1974 (no mesmo voo de Álvaro Cunhal e Domingos Abrantes), trabalhando fugazmente na Câmara Municipal de Lisboa, para mais tarde vir a desempenhar funções na Direcção Geral das Construções Hospitalares até Junho de 1990.
A sua experiência de vida, de liberdade e de falta dela, de trabalho em França, de viagens de Moscovo a Washington, de sonho e utopia para aquilo que, mantendo-se sempre fiel aos seus príncipios, entendia ser o caminho para a emancipação do seu povo torna-o, uma figura incontornável da arquitectura portuguesa do séc. XX.
Até amanhã, camarada.


[1] CELESTINO DE CASTRO, in entrevista/vídeo a Tiago Mota Saraiva - Lisboa 2004, espólio da Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa.

[2] AAVV (2004), "Arquitectura Popular em Portugal", 4ª edição, Vol. I e II, Lisboa: Centro Editor Livreiro da Ordem dos Arquitectos [Lisboa 1961].

sábado, agosto 11, 2007

Coisas que ficaram por dizer


Demonstrar solidariedade para com aqueles que ousam combater o autoritarismo vigente.

sexta-feira, agosto 10, 2007

"Foi Assim (ou assado?)"

Durante este período de suspensão, estive pouco atento a leituras na blogosfera, contudo não posso deixar de salientar o excelente texto do Nuno Tito sobre o livro "Foi Assim" de Zita Seabra.

quinta-feira, agosto 09, 2007

"O Acordo"

É um facto que durante a campanha eleitoral Sá Fernandes manifestou disponibilidade para um acordo com "as forças de esquerda" para viabilizar um governo da cidade. Contudo poucos se arriscariam a prever que o BE assinaria um acordo (sozinho!) com o PS, para constituir uma força minoritária de governo da Câmara Municipal de Lisboa - ainda não consegui perceber se o acordo abrangerá a Assembleia Municipal e as Freguesias.
Não partilho a tese que este acordo é uma traição para com as pessoas que votaram na candidatura proposta pelo BE, pois julgo que ainda ninguém percebeu realmente qual a génese sociológica dos votantes do BE, sob que forma é que se manifestam, nem se estarão ou não de acordo em que o BE assuma o papel de consciência crítica do regime neo-liberal (leia-se o que escreve o Rui Faustino sobre a Convenção do BE).
Contudo é irrefutável, por mais silêncios que se pretendam gerir, que há militantes do BE ou simples votantes, que se sentem traídas por este acordo.
Comecemos pelo passado, que como qualquer força política o BE começa a ter. Tal como nos recorda, o Rick Dangerous a última candidatura do BE à CML antes de Sá Fernandes, tinha uma linha estratégica clara de rejeição da candidatura da coligação PS/PCP (com princípios bem mais à esquerda do que a que foi preconizada por António Costa). Há seis anos a candidatura, encabeçada por Miguel Portas, dizia ser inaceitável qualquer tipo de alianças à esquerda pois considerava existirem projectos de cidade inconciliáveis. Então, Santana Lopes venceu as eleições com uma diferença sofrida, de menos de mil votos, tendo o BE obtido alguns milhares de votos sem que elegesse qualquer vereador.
Hoje, é Portas, Louçã e Pedro Soares (nº 2 da Candidatura e coordenador autárquico do BE-Lisboa) que vêm a terreiro de três em três dias defender o acordo como um dever de estado(comentando as declarações de Francisco Martins Rodrigues, comentando as declarações de Marcelo Rebelo de Sousa e comentando as declarações de Joaquim Fortunato respectivamente).
Por outro lado, a tese que Daniel Oliveira procura defender no Arrastão, que com esta aliança o BE tenderá a ocupar o "espaço que vai da esquerda mais radical à esquerda reformista mais consequente" parece-me que ainda fragiliza mais a opção tomada - nunca, nem à esquerda nem à direita uma coligação favoreceu o partido menos votado.
Contudo a tese do Daniel Oliveira é válida e revela uma linha política que, metendo a foice em seara alheia, gostaria que fosse discutida por todos os militantes e simpatizantes do BE continuamente iludidos por folclores socialistas.
Eu que, conforme já o escrevi neste blogue, sempre vi o BE como o partido com o qual o PCP deveria trabalhar no sentido da construção de uma sociedade diferente, preciso que o BE se esclareça.
Um BE de esquerda, com socialistas, libertários e esquerdistas faz-me falta.
Um BE muleta do PS, consciência crítica do neoliberalismo ou como o PP da esquerda, não me faz falta.

[deixo para mais tarde a apreciação sobre o documento "Acordo sobre Políticas para Lisboa"]

De regresso...

Em Lisboa prepara-se tudo, 2 anos de campanha, pelo meio um PDM e algumas decisões complicadas e anúncios estúpidos. Sá Fernandes com o PS e o BE em delírio. A Ordem que vai a votos, por enquanto, sem entusiasmar. O Benfica que vende as pérolas prognosticando-se mais uma temporada de sofrimento. Entretanto haverá uma ou outra reflexão sobre o atelier e sobre a necessidade de trabalhar fora de Portugal. Alto, que o principal motivo deste interregno chama mais uma vez: Papá!!!!!!!!

Eleições na Ordem dos Arquitectos I

As eleições para a Ordem dos Arquitectos estão, pretensamente, ao rubro com candidatos que despontam por baixo de cada pedra que se levanta - o que não é bom nem mau...
Para já ainda há pouco a dizer, mas algo a lamentar.
As gerações mais jovens e enorme maioria dos associados da OA*, parecem continuar alheadas da participação na instituição para a qual disciplinadamente continuam a pagar 190,00 €/ano sem a fiscalizar, e a aceitar de uma forma mais ou menos silenciosa todas as decisões que dela provêem sem nela participar.
Será que, ao contrário de outros, não se apercebem da importância que a Ordem tem na sua vida actual, seja pela sua existência seja pelas suas ausências?
Será que a Margarida Pinho se revê no discurso de algum pré-candidato?
Iremos ficar por aqui?

* ver estudo "Inquérito à Profissão" realizado pelos investigadores do ICS: Manuel Villaverde Cabral (coordenador) e Vera Borges

DISCLAIMER:
Fiz parte do Conselho Directivo Nacional da OA nos dois últimos mandatos tendo desempenhado, nos três últimos anos, a função de Tesoureiro Nacional.
Concordo com o ponto dos Estatutos da OA que limita a dois mandatos (seis anos) o tempo de participação no mesmo orgão directivo da OA.