quinta-feira, janeiro 31, 2008

"Só esses?"

Foi o comentário mais ouvido esta tarde na Assembleia da República entre os deputados do PS. Também houve quem celebrasse a saída de Correia de Campos.

[notícia do Expresso]

quarta-feira, janeiro 30, 2008

"Remodelação"

A saída de Correia de Campos e de Isabel Pires de Lima não surpreende ninguém. A Ministra da Cultura fez um péssimo trabalho e até 2009 o governo terá de tentar voltar a seduzir todos os intelectuais e gentes do espectáculo das áreas próximas do PS para integrarem as listas de notáveis para as eleições.
O Ministro da Saúde fez um óptimo trabalho para os grupos privados, foi mantido até à última, e só uma enorme contestação popular o terá feito cair. A Correia de Campos e a Sócrates deverão ser atribuídas todas as culpas de carácter criminal decorrentes das decisões contra o Serviço Nacional de Saúde que tomaram.

domingo, janeiro 27, 2008

Itália

Procurando perceber o que se passa após a demissão do Governo de Prodi, fica a frase do Il Manifesto:

PRODI SE N'E' ANDATO BERLUSCONI NON E' ANCORA TORNATO GODIAMOCI QUESTO MAGICO MOMENTO
[Prodi já foi, Berlusconi ainda não voltou, gozemos este momento mágico]

BCP, a arma secreta para o controle do défice do Estado no ano 2008!

por Delfim Sousa [*]

Este documento foi emitido e enviado aos media no dia 2 de Janeiro de 2008. Resistir.info aguardou até hoje que, face à gravidade da denúncia, ele fosse noticiado pela comunicação social – os jornais económicos e aqueles que se dizem "de referência". Como isso não aconteceu – o silêncio foi total – é legítimo suspeitar que estão a praticar a auto-censura. Foi por essa razão que resistir.info resolveu publicá-lo, embora consciente de que o seu autor (ex-militante do CDS) é um homem de formação conservadora.
É estranho o manto de silêncio, o tabu, sobre a provável e principal razão que envolve o interesse súbito de "todo o mundo" sobre o Banco Comercial Português: a possível transferência para a Segurança Social do fundo de pensões dos colaboradores do Banco avaliado em cerca de quatro mil milhões de euros. Esta transferência, a concretizar-se, será contabilizada como receita extraordinária da Segurança Social neste ano 2008 e controlará o défice do Estado satisfatoriamente. Esta solução que estará na mira do Governo Sócrates (sem dúvidas), já foi testada pelo Governo de Guterres (com a transferência do fundo de pensões do BNU, realizado pelo ex-ministro Sousa Franco) e pelo Governo de Santana Lopes, para controlar o défice e cumprir os valores limite fixados pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento. Assim, no ano de 2004, o ex-ministro das Finanças Bagão Félix transferiu fundos de pensões de empresas públicas (entre outros, o Fundo da Caixa Geral de Depósitos) para a Caixa Geral de Aposentações, conseguindo um encaixe financeiro de cerca de 1,9 mil milhões de euros (segundo foi noticiado). Estamos, na verdade, no cerne das negociações das cadeiras na Administração do BCP! Isto é, poderá o PS garantir um perfeito e tranquilo sucesso orçamental no Ano 2008, com uma total concordância do maior partido da oposição (?), tendo em vista o ano de eleições de 2009? Mas, é bom recordar e não esquecer (PS e PSD) o parecer do Tribunal de Contas sobre este tipo de operações:
"O impacto directo sobre as finanças públicas, que se projectará por um período longo, resultante das transferências referidas, tem um efeito positivo sobre as receitas do Estado no ano em que ocorreram, mas têm um efeito inverso nos anos posteriores, uma vez que as receitas não serão suficientes para suportar o valor das despesas".
Neste cenário, bem descrito pelo Tribunal de Contas, afirmamos que não se augura nada de bom para os reformados e trabalhadores no activo com a transferência do Fundo de Pensões para o Estado. Denunciamos a apatia e a ingenuidade dos Sindicatos e da Comissão de Trabalhadores do BCP em não verem e não perceberem o fundo real da situação. Ou, será que querem ver e perceber? Porque será que não defendem os legítimos interesses dos trabalhadores com absoluta firmeza e determinação? O Accionista mediático do BCP, Joe Berardo, o homem que "Sabe Tudo", que no seu apostolado de críticas e denúncias emite opiniões diversas, ainda não se pronunciou sobre esta matéria? Ou, será que sabe e não quer dizer? Ou, sabe mesmo da medida desejada pelo Governo de Sócrates? O Senhor Joe Berardo não é seguramente um "capitalista do povo", como quer fazer passar na imagem que vende. Pelo contrário, Berardo defende unicamente o seu dinheiro, os seus investimentos e o Fundo de Pensões representa uma responsabilidade para o Banco que quer ver eliminada, ou antes, transferida para o Estado. Finalmente, independentemente dos respeitáveis nomes que são apontados como candidatos às cadeiras do Conselho de Administração Executivo do BCP, os accionistas, os clientes, os colaboradores do Banco, gostavam de saber da voz dos Candidatos a Presidente , nos próximos dias que antecedem a Assembleia Geral, quais são os modelos e as orientações que pretendem imprimir na organização, se vão seguir a política das fusões, se vão continuar o Programa em marcha "Millennium 2010", etc. Ou seja, os Curricula Vitae de Santos Ferreira e Miguel Cadilhe são inquestionáveis, mas urge sentir e reflectir as linhas orientadoras de liderança que sustentam as suas candidaturas. Até agora vivemos no campo vago da dança dos nomes. Historicamente, o Banco Comercial Português sempre nos habituou à excelência na liderança e à clareza sólida dos objectivos a atingir. Por esta via, se atingiu o patamar de importância que o BCP hoje ocupa no sistema financeiro português.

[*] Accionista, Ex-Quadro do BCP, Ex-Sindicalista, Ex-Membro da Comissão de Trabalhadores do BCP, delfimsousa1@netcabo.pt


[via Abafos & Desabafos]

quinta-feira, janeiro 17, 2008

OPA hostil sobre as autarquias

Hoje na Assembleia da República prepara-se um verdadeiro assalto aos valores democráticos. PS e PSD, juntos em cartel como sucede sempre nestas situações, aprovarão uma lei autárquica que transformará toda a lógica das Câmaras Municipais. De acordo com este dois partidos os principais problemas nas Câmaras Municipais não são a corrupção, a burocracia, o distanciamento para com o povo. Para o PS e o PSD o principal problema é haver oposição nas Câmaras Municipais.
Desta forma os dois partidos que reinam em Portugal há mais de 30 anos, preparam-se para dar uma última machadada na representatividade dos governos municipais. Assim autarcas corruptos, que trabalhem pouco ou que se utilizem das respectivas Câmaras Municipais para alcançar lugares de protagonismo dentro dos seus partidos, agradecem.
Em 2009, competirá ao povo não ficar em casa e dar-lhes a resposta que merecem.

domingo, janeiro 13, 2008

Tratado de Lisboa

Em Portugal, poucos confiariam que a máquina mediática do Bloco Central deixasse que a discussão sobre a ratificação do Tratado de Lisboa fosse um pouco além do "ser-se ou não, a favor da Europa". Contudo, poucos pensariam que, para evitar a discussão e o voto em países em que a discussão política vai um pouco mais além do pensamento único, o Bloco Central Europeu impusesse a todos a decisão na secretaria.

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«Comunismo e Nacionalismo»

Fui assistir ao doutoramento do Zé Neves sobre «Comunismo e Nacionalismo» em Portugal no século XX, e também me irritei com o pedantismo académico entre verdades fechadas e pensamentos de café. Aqui fica um interessante texto do Rick Dangerous sobre a matéria.

domingo, janeiro 06, 2008

em mudanças...

Comecei a escrever na blogosfera em 21 d Agosto de 2003, numa coisa a que chamei Ranbomblog. Mais tarde, fiz a mudança de site e de design do blogue para o Randomblog02. Nos próximos tempos estarei novamente de mudança de design e interactividade do blogue, no mesmo sítio, para o mais pós-moderno :RB02:.

O. [II]

Excelente texto sobre o Olímpio, do Jorge Silva Melo.

Luiz Pacheco 1925-2008

Pela blogosfera despontam inúmeros escritos de homenagem ao Pacheco. Eu, opto pelo silêncio remetendo, mais uma vez, a homenagem para o escrito do José Mário Silva.

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Salários: Presidentes das empresas portuguesas ganham 30 vezes mais que trabalhadores

2 de Janeiro de 2008, 17:21

Lisboa, 02 Jan (Lusa) - Os presidentes das empresas portuguesas ganham, em média, 21,7 mil euros por mês, um valor 30 vezes superior ao rendimento salarial médio mensal dos trabalhadores por conta de outrém, que se situa nos 720 euros.
O ranking das funções mais bem pagas em Portugal, da Mercer Consulting, a que a agência Lusa teve acesso, revela que os presidentes delegados recebem em média, por ano, 304 mil euros (vencimento base e componentes fixas), o que, dividido por 14 meses, representa 21,7 mil euros por mês.
Seguem-se os administradores delegados, que usufruem de 167,8 mil euros por ano (12 mil euros por mês), e os directores gerais, com uma média anual de 127,4 mil euros (9 mil euros por mês), adianta o ranking da Mercer, com base em dados recolhidos junto das empresas em Junho de 2007.
Os últimos dados do Inquérito ao Emprego do Instituto Nacional de Estatística (INE), referentes ao terceiro trimestre do ano passado, revelam que o rendimento salarial médio mensal líquido dos trabalhadores por conta de outrém é de 720 euros.
Na tradicional mensagem de Ano Novo, o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, interrogou-se se "os rendimentos auferidos por altos dirigentes de empresas não serão, muitas vezes, injustificados e desproporcionados, face aos salários médios dos seus trabalhadores".
Os dados do INE revelam que o rendimento salarial médio mensal líquido dos trabalhadores por conta de outrém, por sectores de actividade, é de 779 euros nos serviços, 636 euros na indústria, construção, energia e água e 489 euros na agricultura, silvicultura e pesca.
Tendo em conta o escalão de rendimento salarial mensal líquido, os dados do INE referem que 41 por cento dos trabalhadores por conta de outrém integrava o escalão de rendimento salarial entre os 310 e os 600 euros.
Com salários entre os 600 e os 900 euros situavam-se cerca de 25 por cento dos trabalhadores por conta de outrém, de acordo com os dados do terceiro trimestre do ano passado.
Pelo contrário, apenas 0,5 por cento dos trabalhadores por conta de outrem integram o escalão de rendimento salarial mensal líquido de 3.000 ou mais euros.
Também apenas 0,6 por cento dos trabalhadores por conta de outrém recebe entre 2.500 e 3.000 euros.

TSM.
Lusa/Fim