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sábado, outubro 25, 2008
Movimentações Eleitorais
Paulo Pedroso publica um texto sobre o comportamento eleitoral dos portugueses e as suas mais recentes tendências.
Esquecendo os nomes dos "grupos", esquerda comunista e radical é (no mínimo) pouco rigoroso, parece-me que a questão fundamental destes gráficos são as fronteiras. Se é verdade que um PS, quando em oposição pode ser visto como Centro-Esquerda, quando está no Governo isso já não acontece - veja-se por exemplo as posições deste partido sobre o Código do Trabalho. Assim sendo, o gráfico terá de ser mais dinâmico e muito ténue no que concerne às fronteiras entre o único grupo, de acordo com Pedroso, que apenas tem um partido e os que estão, teoricamente, à sua direita.
Esquecendo os nomes dos "grupos", esquerda comunista e radical é (no mínimo) pouco rigoroso, parece-me que a questão fundamental destes gráficos são as fronteiras. Se é verdade que um PS, quando em oposição pode ser visto como Centro-Esquerda, quando está no Governo isso já não acontece - veja-se por exemplo as posições deste partido sobre o Código do Trabalho. Assim sendo, o gráfico terá de ser mais dinâmico e muito ténue no que concerne às fronteiras entre o único grupo, de acordo com Pedroso, que apenas tem um partido e os que estão, teoricamente, à sua direita.
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sábado, outubro 18, 2008
O que Sócrates diz e o governo não escreve:
"Sócrates diz que Orçamento de Estado de 2009 é para ajudar empresas e famílias"
Público
Nos tempos que correm, os portugueses vão sofrendo com as consequências das "gentes de Sócrates" terem uma maioria absoluta.
O orçamento de Estado, apresentado de uma forma atrapalhada e pouco transparente, não revela especial interesse no apoio às famílias e às empresas (que não estejam ligadas à banca). BE e PCP, durante esta semana, fizeram propostas justas e que vão ao encontro das preocupações das pessoas e que, ontem, foram chumbadas pela mole de deputados de Sócrates.
O BE apresentou uma proposta contra a especulação nos preços da gasolina (o barril do petróleo está a mais de metade do preço do que estava há 2 meses, e as gasolinas pouco baixam) e um regime de crédito bonificado para com os cidadãos desempregados - REJEITADO.
O PCP apresentou uma resolução que defende a descida da Taxa de Juro e o estabelecimento de um spread máximo, a aplicar pela CGD, de 0,50% (o spread médio subiu de 0,61% há um ano para 0,95% nos nossos dias) - REJEITADO.
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Nos tempos que correm, os portugueses vão sofrendo com as consequências das "gentes de Sócrates" terem uma maioria absoluta.
O orçamento de Estado, apresentado de uma forma atrapalhada e pouco transparente, não revela especial interesse no apoio às famílias e às empresas (que não estejam ligadas à banca). BE e PCP, durante esta semana, fizeram propostas justas e que vão ao encontro das preocupações das pessoas e que, ontem, foram chumbadas pela mole de deputados de Sócrates.
O BE apresentou uma proposta contra a especulação nos preços da gasolina (o barril do petróleo está a mais de metade do preço do que estava há 2 meses, e as gasolinas pouco baixam) e um regime de crédito bonificado para com os cidadãos desempregados - REJEITADO.
O PCP apresentou uma resolução que defende a descida da Taxa de Juro e o estabelecimento de um spread máximo, a aplicar pela CGD, de 0,50% (o spread médio subiu de 0,61% há um ano para 0,95% nos nossos dias) - REJEITADO.
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terça-feira, julho 29, 2008
Para refletir com factos:
DN de 29.07.2008
Maioria das propostas do Governo apoiada pelo PSD
Existe de facto um 'bloco central' na aprovação parlamentar das leis oriundas do Governo. Os números são indesmentíveis. A maioria dos diplomas (30 em 55) obteve luz verde da bancada social-democrata. Segue-se o CDS-PP. À esquerda, o panorama é exactamente o oposto
Em 55 propostas do Governo, PSD votou a favor de 30
O PSD é o partido que mais vezes vota ao lado do PS na aprovação das propostas do Governo. Na última sessão parlamentar, os sociais-democratas votaram favoravelmente mais de metade das iniciativas que o Executivo de José Sócrates levou à Assembleia da República: de um total de 55 propostas de lei aprovadas em votação final global, a maior bancada da oposição deu o seu acordo a 30.
Os deputados do PSD são também os que menos vezes votaram contra os diplomas do Governo - fizeram-no em 14 propostas. E optaram pela abstenção em 11 casos. A seguir ao PSD é ainda à direita que as leis socialistas encontram maior adesão: o CDS-PP votou 24 vezes ao lado do PS (absteve-se em 16 e votou contra 15).
À esquerda, a tendência é bem diferente: PCP e BE acusam o Governo de ser de direita e agem em conformidade. Os dois partidos têm votações muito semelhantes - ambos chumbaram 32 propostas oriundas dos ministérios. O Bloco aprovou 18, os comunistas menos uma. A posição inverte-se na abstenção, com o PCP a votar essa opção seis vezes e os bloquistas cinco.
O PEV revela números iguais aos dos comunistas nas votações finais globais (a última etapa do processo legislativo no Parlamento, após o que os diplomas seguem para aprovação do Presidente da República).
A terceira sessão legislativa - que decorreu entre Setembro de 2007 e Julho de 2008 - marcou um decréscimo significativo nos diplomas que o Governo levou ao Parlamento: no ano anterior foram 60, agora 43. O facto de o número de propostas aprovadas ser superior deve-se à circunstância de algumas terem transitado da sessão anterior.
Dos 55 textos do Executivo aprovados nesta sessão, houve 13 casos em que o PS puxou da sua maioria absoluta para fazer aprovar propostas de lei que recolheram o parecer desfavorável de todas as bancadas da oposição. Em percentagem representa cerca de 24%, mas desta lista constam alguns dos mais emblemáticos diplomas da sessão. A começar no Orçamento do Estado, continuando pela gestão e avaliação do desempenho da administração pública, as alterações ao Estatuto do Jornalista (que voltou ao Parlamento depois de ter sido vetado por Cavaco), a lei de Segurança Interna ou a da Organização e Investigação Criminal. Além destas, há mais seis propostas em que o PS foi o único partido que votou a favor, mas com abstenções entre a oposição.
Bloco antagoniza-se
A situação contrária aconteceu exactamente o mesmo número de vezes: no último ano, 13 propostas do Governo mereceram aprovação unânime no plenário. Tratou-se, em vários casos, da transposição de directivas europeias, noutros de um processo negocial nas comissões parlamentares que acabou em consenso.
As votações da terceira sessão legislativa vêm confirmar a tendência de anos anteriores: o PSD é o partido que mais vota favoravelmente as propostas de lei do Executivo de Sócrates, seguido pelo CDS.
Já os comunistas são os campeões nos "chumbos". O Bloco de Esquerda foi o partido que variou mais em termos de votação - na primeira sessão os bloquistas votaram mais vezes a favor do que contra, no segundo ano inverteram a tendência, que mantém agora.
Maioria das propostas do Governo apoiada pelo PSD
Existe de facto um 'bloco central' na aprovação parlamentar das leis oriundas do Governo. Os números são indesmentíveis. A maioria dos diplomas (30 em 55) obteve luz verde da bancada social-democrata. Segue-se o CDS-PP. À esquerda, o panorama é exactamente o oposto
Em 55 propostas do Governo, PSD votou a favor de 30
O PSD é o partido que mais vezes vota ao lado do PS na aprovação das propostas do Governo. Na última sessão parlamentar, os sociais-democratas votaram favoravelmente mais de metade das iniciativas que o Executivo de José Sócrates levou à Assembleia da República: de um total de 55 propostas de lei aprovadas em votação final global, a maior bancada da oposição deu o seu acordo a 30.
Os deputados do PSD são também os que menos vezes votaram contra os diplomas do Governo - fizeram-no em 14 propostas. E optaram pela abstenção em 11 casos. A seguir ao PSD é ainda à direita que as leis socialistas encontram maior adesão: o CDS-PP votou 24 vezes ao lado do PS (absteve-se em 16 e votou contra 15).
À esquerda, a tendência é bem diferente: PCP e BE acusam o Governo de ser de direita e agem em conformidade. Os dois partidos têm votações muito semelhantes - ambos chumbaram 32 propostas oriundas dos ministérios. O Bloco aprovou 18, os comunistas menos uma. A posição inverte-se na abstenção, com o PCP a votar essa opção seis vezes e os bloquistas cinco.
O PEV revela números iguais aos dos comunistas nas votações finais globais (a última etapa do processo legislativo no Parlamento, após o que os diplomas seguem para aprovação do Presidente da República).
A terceira sessão legislativa - que decorreu entre Setembro de 2007 e Julho de 2008 - marcou um decréscimo significativo nos diplomas que o Governo levou ao Parlamento: no ano anterior foram 60, agora 43. O facto de o número de propostas aprovadas ser superior deve-se à circunstância de algumas terem transitado da sessão anterior.
Dos 55 textos do Executivo aprovados nesta sessão, houve 13 casos em que o PS puxou da sua maioria absoluta para fazer aprovar propostas de lei que recolheram o parecer desfavorável de todas as bancadas da oposição. Em percentagem representa cerca de 24%, mas desta lista constam alguns dos mais emblemáticos diplomas da sessão. A começar no Orçamento do Estado, continuando pela gestão e avaliação do desempenho da administração pública, as alterações ao Estatuto do Jornalista (que voltou ao Parlamento depois de ter sido vetado por Cavaco), a lei de Segurança Interna ou a da Organização e Investigação Criminal. Além destas, há mais seis propostas em que o PS foi o único partido que votou a favor, mas com abstenções entre a oposição.
Bloco antagoniza-se
A situação contrária aconteceu exactamente o mesmo número de vezes: no último ano, 13 propostas do Governo mereceram aprovação unânime no plenário. Tratou-se, em vários casos, da transposição de directivas europeias, noutros de um processo negocial nas comissões parlamentares que acabou em consenso.
As votações da terceira sessão legislativa vêm confirmar a tendência de anos anteriores: o PSD é o partido que mais vota favoravelmente as propostas de lei do Executivo de Sócrates, seguido pelo CDS.
Já os comunistas são os campeões nos "chumbos". O Bloco de Esquerda foi o partido que variou mais em termos de votação - na primeira sessão os bloquistas votaram mais vezes a favor do que contra, no segundo ano inverteram a tendência, que mantém agora.
segunda-feira, julho 14, 2008
sábado, julho 05, 2008
À esquerda?
Onde se fala de Refundação da Esquerda - Jorge Costa
Onde se fala que PS e PSD são falsos gémeos - Rui Tavares
Onde se fala de abrir espaço de manobra ao PS - Jorge Cordeiro
Onde se fala da carochinha - Vítor Dias
Onde se fala que PS e PSD são falsos gémeos - Rui Tavares
Onde se fala de abrir espaço de manobra ao PS - Jorge Cordeiro
Onde se fala da carochinha - Vítor Dias
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sexta-feira, junho 13, 2008
sábado, junho 07, 2008
Praça das Flores, símbolo de resistência
Sendo a cidade, desde a sua constituição enquanto tal, o centro das mais importantes dinâmicas sociais transformadoras e de reunião das populações, as praças e espaços públicos são o primeiro elemento urbano que os regimes autoritários tendem a procurar dominar.
A venda temporária da Praça das Flores a uma empresa de automóveis, por despacho conjunto dos vereadores Perestrello (PS) e Sá Fernandes (BE), para além de impedir o direito ao descanso de quem vive nas sua imediações atenta contra o direito à livre utilização do espaço público. Nenhuma eleição legitima esta venda.
A venda temporária da Praça das Flores a uma empresa de automóveis, por despacho conjunto dos vereadores Perestrello (PS) e Sá Fernandes (BE), para além de impedir o direito ao descanso de quem vive nas sua imediações atenta contra o direito à livre utilização do espaço público. Nenhuma eleição legitima esta venda.
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sexta-feira, junho 06, 2008
segunda-feira, junho 02, 2008
O Rock in Rio da Esquerda

Imagem via Arrastão [link corrigido]
Regressado das trevas da maioria absoluta, Manuel Alegre ir-se-á revelar de esquerda em concerto bloquista.
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quarta-feira, abril 16, 2008
terça-feira, abril 15, 2008
Enrico Berlinguer
Hoje, por motivos óbvios, devo recordar Berlinguer.
Nunca percebi bem o "eurocomunismo", por que se batia e, sobretudo, contra o que se batia. Com as últimas eleições em Espanha e Itália, eventualmente terá concluído o seu ciclo histórico.
Bem a propósito, descobri uma impressionante reportagem no You Tube, sobre o seu funeral:
Nunca percebi bem o "eurocomunismo", por que se batia e, sobretudo, contra o que se batia. Com as últimas eleições em Espanha e Itália, eventualmente terá concluído o seu ciclo histórico.
Bem a propósito, descobri uma impressionante reportagem no You Tube, sobre o seu funeral:
Esquerda travestida, acaba sempre falida!
Além de vencer, Berlusconi levou tudo, os anéis e os dedos dos Italianos. Mas este post não é sobre Berlusconi, mas sobre a esquerda.
A esquerda foi abalroada. A fraca prestação do Governo Prodi e a sua continua cedência aos partidos ditos de centro (que o fizeram cair), mais uma vez, revelou-se um logro. Veltroni, presidente da Câmara de Roma, nem na sua região conseguiu vencer. A Rifondazione Comunista coligada com os Verdes e o Partido dos Comunistas Italianos, atrás dum arco-iris e sem a foice e o martelo, ficou, pela primeira vez, de fora do Parlamento e do Senado, perdendo 3/4 dos seus votantes. O partido sósia do Bloco de Esquerda, a Sinistra Crítica, pouco fez se não retirar uns votos aqui e ali.
A Itália é dos países que conheço no qual a consciência política é maior. Falo com um amigo italiano, que me faz a lista dos amigos de esquerda que não foram votar. Estão "incazzati con la sinistra", diz.
[resultados no site do La Repubblica]
A esquerda foi abalroada. A fraca prestação do Governo Prodi e a sua continua cedência aos partidos ditos de centro (que o fizeram cair), mais uma vez, revelou-se um logro. Veltroni, presidente da Câmara de Roma, nem na sua região conseguiu vencer. A Rifondazione Comunista coligada com os Verdes e o Partido dos Comunistas Italianos, atrás dum arco-iris e sem a foice e o martelo, ficou, pela primeira vez, de fora do Parlamento e do Senado, perdendo 3/4 dos seus votantes. O partido sósia do Bloco de Esquerda, a Sinistra Crítica, pouco fez se não retirar uns votos aqui e ali.
A Itália é dos países que conheço no qual a consciência política é maior. Falo com um amigo italiano, que me faz a lista dos amigos de esquerda que não foram votar. Estão "incazzati con la sinistra", diz.
[resultados no site do La Repubblica]
sábado, abril 12, 2008
terça-feira, abril 08, 2008
Coligações ou o preço do poder?
A propósito da eterna questão "coligações" que o Bernardino levanta nos comentários ao meu post "A internacionalização de Sá Fernandes ou a esquerda perdida" tenciono, em breve, escrever sobre a matéria.
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segunda-feira, outubro 08, 2007
Durão Barroso e a Construção da História
Durante o fim-de-semana operário, alguém terá tentado que o vídeo "Durão Barroso e o Ensino Burguês" que revelava um jovem com um discurso de chavões e pouco claro, e que declarava que qualquer coisa era anti-operário, desaparecesse.
Contudo o jovem Durão vai brotando por várias páginas.
Contudo o jovem Durão vai brotando por várias páginas.
quinta-feira, outubro 04, 2007
Desculpe?
Continuando a ironia da imagem anterior e regressando ao tema, gosto particularmente da entrevista de Carlos Luís Figueira ao site da Renovação Comunista, na qual disciplinadamente refere o seguinte:
"Tenho uma opinião favorável, de princípio, ao acordo de coligação estabelecido entre a candidatura de Ricardo Sá Fernandes e a maioria socialista na Câmara de Lisboa."
"Tenho uma opinião favorável, de princípio, ao acordo de coligação estabelecido entre a candidatura de Ricardo Sá Fernandes e a maioria socialista na Câmara de Lisboa."
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quarta-feira, outubro 03, 2007
Durão Barroso e o Ensino Burguês [actualizado]
[vídeo a partir do Spectrum]
Durante o fim de semana, este vídeo foi retirado. Contudo já está online noutro sítio.
segunda-feira, setembro 03, 2007
Ainda o "Caso de Silves"
Este é um daqueles texto que tenho lido e relido com prazer:
# Paulo Varela Gomes escreveu:
Agosto 21, 2007 às 4:22
A reacção - histérica - ao caso de Silves e ao post do Miguel é um caso dos mais interessantes acontecidos em Portugal de há muito tempo para cá. Neste país de cobardolas, qualquer gesto decidido assume de imediato foros de escândalo. Neste país que enterrou uma revolução debaixo de um manto de mentiras, silêncios e cumplicidades traidoras, qualquer recordação - por mais ténue - daquilo que se passou em 1974-75 cheira a ameaça insuportável. Neste país onde os poderosos violam a lei todos os dias, onde a polícia e os tribunais servem sobretudo para ajudar os poderosos a não cumprir a lei, onde a lentidão e ineficácia dos tribunais criam um estado de não-direito, ninguém se lembra de exigir que seja aplicada toda a força da lei (de imediato! rigorosamente!) quando os salários não são pagos, os patrões fogem aos impostos, as empresas e os bancos defraudam os cidadãos. Mas ai de quem puser o pé num centímetro quadrado da sacrossanta propriedade privada agrária, esse símbolo por excelência da Ordem multi-secular.
Que extraordinário país! Um povo todos os dias enganado, roubado, o mais pobre da Europa, o mais ridículo. E nem um carro incendiado, nem uma montra partida, nem um protesto violento. Dóceis como carneiros, que é naquilo que foram treinados, é aquilo que são - envergonham-me vocês, oh ordeiros de dedinho sentencioso no ar e voz tremeluzende de indignação só porque meia dúzia de miúdos resolveram violar a lei. Pode não ter sido correcto o que os miúdos fizeram, mas mostraram mais coragem que vocês todos juntos. Respeitem ao menos isso: que ainda haja portugueses capazes de arriscar alguma coisa por aquilo em que acreditam. Respeitem ao menos quem é capaz de um gesto.
[comentário a post do blogue Sem Muros]
# Paulo Varela Gomes escreveu:
Agosto 21, 2007 às 4:22
A reacção - histérica - ao caso de Silves e ao post do Miguel é um caso dos mais interessantes acontecidos em Portugal de há muito tempo para cá. Neste país de cobardolas, qualquer gesto decidido assume de imediato foros de escândalo. Neste país que enterrou uma revolução debaixo de um manto de mentiras, silêncios e cumplicidades traidoras, qualquer recordação - por mais ténue - daquilo que se passou em 1974-75 cheira a ameaça insuportável. Neste país onde os poderosos violam a lei todos os dias, onde a polícia e os tribunais servem sobretudo para ajudar os poderosos a não cumprir a lei, onde a lentidão e ineficácia dos tribunais criam um estado de não-direito, ninguém se lembra de exigir que seja aplicada toda a força da lei (de imediato! rigorosamente!) quando os salários não são pagos, os patrões fogem aos impostos, as empresas e os bancos defraudam os cidadãos. Mas ai de quem puser o pé num centímetro quadrado da sacrossanta propriedade privada agrária, esse símbolo por excelência da Ordem multi-secular.
Que extraordinário país! Um povo todos os dias enganado, roubado, o mais pobre da Europa, o mais ridículo. E nem um carro incendiado, nem uma montra partida, nem um protesto violento. Dóceis como carneiros, que é naquilo que foram treinados, é aquilo que são - envergonham-me vocês, oh ordeiros de dedinho sentencioso no ar e voz tremeluzende de indignação só porque meia dúzia de miúdos resolveram violar a lei. Pode não ter sido correcto o que os miúdos fizeram, mas mostraram mais coragem que vocês todos juntos. Respeitem ao menos isso: que ainda haja portugueses capazes de arriscar alguma coisa por aquilo em que acreditam. Respeitem ao menos quem é capaz de um gesto.
[comentário a post do blogue Sem Muros]
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sábado, setembro 01, 2007
Ainda sobre as FARC
Ler "O burburinho sobre as FARC", no excelente As Vinhas da Ira
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sexta-feira, agosto 31, 2007
Esquerda paralítica ou a história que se repete?
Como o tempo não me tem deixado escrever sobre as questões que o Nuno Ramos de Almeida coloca no seu texto "Esquerda Paralítica(leituras de Verão)", socorro-me de um parágrafo do Rui Faustino no Intercom.
"As políticas de coligação dos partidos comunistas na Europa no fim da IIª Guerra Mundial foram uma traição vergonhosa das ideias de Marx e Lenine na luta contra o capitalismo. Isso salvou o capitalismo e deu-lhe margem de manobra para preparar as condições políticas para um novo período de ascensão económica. Agora, o colapso do estalinismo na Europa de Leste e na URSS, ou, como os capitalistas preferem pretender, o colapso do “comunismo” deu-lhes um novo balão de oxigénio.Todavia, a crise do estalinismo, que foi prevista pelos marxistas, é uma mera antecâmara da crise do capitalismo na Europa Ocidental e por todo o mundo. As próximas décadas serão também turbulentas nos países capitalistas. O Maio de 68 não foi um acidente. Foi o reflexo do inevitável movimento da classe trabalhadora em condições de crise."
[o artigo completo]
"As políticas de coligação dos partidos comunistas na Europa no fim da IIª Guerra Mundial foram uma traição vergonhosa das ideias de Marx e Lenine na luta contra o capitalismo. Isso salvou o capitalismo e deu-lhe margem de manobra para preparar as condições políticas para um novo período de ascensão económica. Agora, o colapso do estalinismo na Europa de Leste e na URSS, ou, como os capitalistas preferem pretender, o colapso do “comunismo” deu-lhes um novo balão de oxigénio.Todavia, a crise do estalinismo, que foi prevista pelos marxistas, é uma mera antecâmara da crise do capitalismo na Europa Ocidental e por todo o mundo. As próximas décadas serão também turbulentas nos países capitalistas. O Maio de 68 não foi um acidente. Foi o reflexo do inevitável movimento da classe trabalhadora em condições de crise."
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