quarta-feira, maio 17, 2006

18 de Maio - DL 73/73


Amanhã, 18 de Maio, discussão e votação na Assembleia da República do projecto de lei nº 183/X - Arquitectura, um direito dos cidadãos, um acto próprio dos arquitectos
Ponto de encontro na Assembleia da República às 14:30h

Para quem vem do Norte do País (Organização OASRN):
08:00h | Partida do Porto
12:00h | Chegada prevista a Lisboa
14:30h | Entrada na Assembleia da República
15:00h | Início do debate em plenário
18:00h | Votações do projecto de Lei
19:00h | Regresso ao Porto

DL 73/73

Martins da Cruz


Este senhor foi/é:
- Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal organizador da Cimeira da Guerra nas Lages e conhecido dos portugueses por ter metido uma cunha ao seu colega do Ensino Superior para a admissão da sua filha num curso superior.
- representante dos interesses da Carlyle, conhecido do mundo pela sua aparição no filme de Michael Moore
- Afinsa, o que fazia não sei, mas este senhor está sempre onde é preciso...

terça-feira, maio 16, 2006

Ivania Elena

É sempre bom ver notícias de sucesso de uma amiga que vive, há muito, no estrangeiro. Portuguesa, bailarina e agora também actriz. Aqui fica o seu site.

Será que será?

De comentário a post

Agora quem quer desesperadamente esta terra são os Austrálias!!! Estão em pulgas para terem um pretexto para que possam pôr as "garras" sobre Timor-Leste... Este episodio dos 800 militares em Darwin, e dos barcos ao largo de Timor, apenas me ajuda a confirmar algo que tenho vindo a verificar... A Austrália começa a julgar-se os Estados Unidos da Ásia... Metem dó! Julgam-se os maiores e os donos disto tudo... O que acho piada é o facto de eles saberem que os timorenses vão bem mais "à bola" com os "tugas", do que com eles!!! E isso deixa-os pior que estragados!!! Agora até gostava que a GNR viesse mesmo... só para meter nervos aos "cangurus"!

oRdEp
Dili, East Timor

Claro que concordo

O jMAC no Hardblog, tem vindo a publicar uma (até agora) trilogia de posts de opinião, intitulados "inutilidade pública". Para já apetece-me comentar o primeiro de 2 de Maio.

"Se a perspectiva de estágio não-remunerado é o horizonte mais próximo, com toda a exploração esclavagista a que procedem os patronos, expliquem-me como poderá o candidato disponibilizar os ditos 300 à corporativa instituição"
jMAC, Hardblog

Não posso deixar de concordar com o fundamental da argumentação do jMAC neste post.
O candidato à Admissão da OA, para além de estar a iniciar um processo no qual os seus direitos laborais não estão minimamente assegurados, paga um processo que não deveria, na minha opinião acarretar.
Mas façamos o enquadramento da questão. Quando o primeiro Regulamento Interno de Admissão (RIA) começou a ser preparado, na segunda metade dos anos 90, quando nem eu nem creio que o próprio jMAC, éramos associados, foi posta a questão: Quem paga o processo de admissão?
Por mais imaginação que tenhamos havia três hipóteses: o Estado, o sócio da OA ou o candidato. Na impossibilidade de ser o Estado (que ao que julgo saber financia parte do processo de admissão dos advogados) ficámos apenas com duas hipóteses.
Na altura decidiu-se que o ónus recairia, então, sobre o candidato coisa que se prolonga até aos dias de hoje.
Contudo, como o jMAC bem sabe e como muito lamento, a Ordem dos Arquitectos é uma organização tricéfala constituida por três poderes com três gestões diferentes (CDN e as duas Secções Regionais) e um único responsável por dar a cara (CDN). Este valor de 300 € (receita das secções regionais) é definido em função das despesas que as secções regionais têm com o processo. Neste caso as informações que tenho é que, enquanto numa secção dá um ligeiro lucro, na outra dá prejuizo, por isso, tendo já havido algumas pressões para que o valor ainda possa ser mais aumentado.
No novo sistema de admissão, lutarei para que este valor diminuia significativamente.

sexta-feira, maio 12, 2006

A Carta

Carta do Presidente Iraniano Ahmedi-nejad ao Presidente dos EUA George W. Bush traduzida a partir do Inglês (julgo que a tradução para português terá sido feita pelo André Levy)

quinta-feira, maio 11, 2006

Paradoxos do "capitalismo democrático"

Questiona-se a legitimidade de Evo Morales em nacionalizar as reservas de gás e petróleo do país, que constava no seu programa sufragado nas eleições na Bolívia. Não se questiona a legitimidade de um Governo eleito por 2.588.312 dos 8.944.508 eleitores tomar medidas contra a opinião generalizada da população e que não constava do programa eleitoral sufragado. Recordo, por exemplo, o encerramento das maternidades.

quarta-feira, maio 10, 2006

Timor

"- Que a tensão é pouco sentida, não fosse o deserto das ruas" - é isso que nos dizem os relatos dos que por lá estão. Por vezes lá se vai soltando a frase: "O que eles (americanos/australianos) queriam é que nos fossemos embora".
Através dos blogues do Guilherme e do Pedro pode-se acompanhar em directo as vidas de dois portugueses em Díli. Arak atek!

Aos muitos que têm pedido notícias:

O dia de ontem foi bem passado! Das urgências da Maternidade Alfredo da Costa, passeando até aos jardins da Gulbenkian, cirandando para apressar, e de novo a maternidade. Mas nada! A Amélia ainda não dá sinais de querer conhecer mais alguém que não a sua mãe. A médica diz que de Domingo não passa...

segunda-feira, maio 08, 2006

Publicidade Institucional:

Da gaveta para fora. Ensaios sobre Marxistas
As Edições Afrontamento e a Livraria Bulhosa têm o prazer de convidar V. Exa. para a sessão de apresentação do livro
A sessão terá lugar no dia 11 de Maio, pelas 18.30 horas, na Livraria Bulhosa, Campo Grande, 10 B, em Lisboa. A obra será apresentada por António Borges Coelho, José Bragança de Miranda e Luís Trindade.
O livro é organizado por José Neves.
Participam na obra: António Louçã, Fernando Oliveira Baptista, Francisco Louçã, Frederico Ágoas, Gisela da Conceição, João de Almeida Santos, José Bragança de Miranda, José Neves, Manuel Gusmão, Michael Löwy e Toni Negri.

sábado, maio 06, 2006

Último post sobre o DL73/73 antes da decisão da Assembleia

Mais uma vez uma reflexão, não sobre o decreto, mas sobre os interesses instalados que põe em causa. Interesses esses mensuráveis pelo autêntico pânico que está a provocar nas caixas de comentários deste blogue(*).
Julgo que o Diogo me começará a dar razão, quando algures escrevi que, a luta séria (concorde-se ou não) que a Apela tem vindo a travar contra o actual sistema de admissão da Ordem, está a ser alimentada e utilizada por todos os interesses instalados para que os "sistemas" não se alterem. Mas há mais:
Quando se fala sobre a remuneração dos estagiários e jovem arquitectos, diz-se que a culpa é da Ordem e que a alteração ao decreto não devia passar.
Quando se fala sobre o facto de não existirem concursos públicos e as obras serem adjudicadas directamente, diz-se que a culpa é da Ordem e que a alteração ao decreto não devia passar.
Quando se verifica que o Estado homologou licenciaturas cuja carga horária anual é igual à carga anual de apenas uma disciplina noutras licenciaturas, diz-se que a culpa é da Ordem e que a alteração ao decreto não devia passar.
Quando se põe a hipótese da petição não ser aprovada na Assembleia da República, diz-se que a culpa é da Ordem e que a alteração ao decreto não devia passar.
Tudo, tem sido utilizado para denegrindo, mentindo e caluniando, deixar a mensagem que a alteração ao decreto não devia passar. E viva o bloco central de interesses!

DIA 18 DE MAIO TOD@S À ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA PARA DERROTAR OS INTERESSES INSTALADOS!

(*) este post é dedicado ao indivíduo que anonimamente tem vindo a espalhar afirmações mentirosas, calúniosas e ameaças mas que, de uma forma azelha faz os comentários sob diversos nomes (para parecer que o próprio são muitos), esquecendo-se que existe um sistema de análise de visitas que revela que essa pessoa é sempre a mesma...

quarta-feira, maio 03, 2006

"O nosso esforço não acaba aqui"

A Assembleia da República vai discutir e votar, a 18 de Maio, a Iniciativa Legislativa de Cidadãos «Arquitectura: Um direito dos cidadãos, um acto próprio dos arquitectos», que pretende revogar parcialmente o Decreto 73/73.

ler "O nosso esforço não acaba aqui" de Helena Roseta

As nacionalizações na Bolívia

Perante a decisão de Evo Morales que determina que a Bolívia recupera a propriedade, posse e controlo das reservas de gás e petróleo do país, os meios de comunicação portugueses têm vindo a difundir, a grande preocupação que esta decisão provocou no governo do Brasil. Contudo a realidade desmente a ideia que se pretende difundir.
Aqui deixo transcrita a nota do governo brasileiro, emitida no dia de ontem, sobre a decisão da Bolívia:

O gasoduto Bolívia-Brasil está em funcionamento há sete anos, como resultado de negociações empreendidas por sucessivos governos há mais de cinqüenta anos.
A decisão do governo boliviano de nacionalizar as riquezas de seu subsolo e controlar sua industrialização, transporte e comercialização, é reconhecida pelo Brasil como ato inerente à sua soberania. O Brasil, como manda a sua Constituição, exerce pleno controle sobre as riquezas de seu próprio subsolo.
O governo brasileiro agirá com firmeza e tranqüilidade em todos os foros, no sentido de preservar os interesses da Petrobras e levará adiante as negociações necessárias para garantir o relacionamento equilibrado e mutuamente proveitoso para os dois países.
O governo brasileiro esclarece, finalmente, que o abastecimento de gás natural para seu mercado está assegurado pela vontade política de ambos os países, conforme reiterou o presidente Evo Morales em conversa telefônica com o presidente Lula e, igualmente, por dispositivos contratuais amparados no Direito Internacional. Na mesma ocasião, foi esclarecido que o tema do preço do gás será resolvido por meio de negociações bilaterais.
Os presidentes deverão encontrar-se nos próximos dias para aprofundar questões do relacionamento Bolívia e Brasil e da segurança energética da América do Sul.

Brasília, 2 de maio de 2006



10 detidos
19 armas de fogo apreendidas
1 pistola de nove milímetros
2 pistolas de calibre 6,35
500 munições
22 carregadores de nove milímetros
2 silenciadores

A receita para uma manhã de divertimento e pancadaria dos GOE. Se naquele bairro de Camarate moravam 2000 pessoas então quererá dizer que 0,50 % das pessoas do bairro foram detidas. Contudo "podemos ficar descansados" pois cada um dos habitantes daquele bairro apanhou o seu susto, ao ver um encapuçado com uma arma irromper-lhe pela casa.

terça-feira, maio 02, 2006

Victor Palla (1922-2006)


Texto do Daniel Melo no Fuga para a Vitória

Retratos de Maio III

General William "Gus" Pagonis ao serviço da Sears: "I'm using the skills I used in the military exactly here in the civilian world. The difference is instead of moving ammunition, water and fuel, I'm moving dresses appliances and lipstick" .

Em 1991 durante a 1ª Guerra do Golfo, o General William "Gus" Pagonis, dirigiu a logística para as operações do exército norte-americano na Arábia Saudita e no Kuwait. Esta missão incluía a deslocação de 40 000 contentores com mais de sete milhões de refeições, a protecção de diversos acampamentos com mais de 300 000 soldados, o transporte de mais de 12 000 tanques e outros veículos de combate, o transporte de mais de 800 milhões de munições e o abastecimento com mais de 1,3 biliões de barris de gasolina . Em 1993 a multinacional "Sears", com mais 800 lojas e 3700 postos, confrontada no ano anterior com uma perda de 3.9 biliões de dólares, nomeou o General Pagonis para seu vice-presidente com a responsabilidade de organizar uma radical reestruturação na área da logística da empresa. Com o sistema que implementou, o general, conseguiu fazer a "Sears" poupar um bilião de dólares anuais, eliminando distribuidores, transportadores e todo o departamento de entregas ao domicílio. Este acontecimento fez com que a empresa começasse a dar preferência a empregados provenientes da escola militar de West Point.

Retratos de Maio II

"Normas de Conduta do Freeport Designer Outlet" afixadas na sua entrada:

1. Não é permitido o uso da forças, linguagem menos própria, gestos obscenos ou comentários racistas e/ou religiosos nas instalações da Freeport Designer Outlet.
2. Não são permitidos comportamentos intimidatórios que possam provocar distúrbios
3. Não é permitido correr, andar de bicicleta, ou utilizar outros meios de transporte tais como skate ou patins, obstruir ou interferir com o normal percurso do tráfego de peões
4. A colocação do lixo será efectuado apenas nos locais indicados. É proibido colocar o lixo em lugares que não tenham sido destinados para esse efeito
5. É proibido escrever, desenhar ou destruir qualquer propriedade da Freeport Designer Outlet
6. Com excepção para os cães de guia, qualquer outro tipo de animal está proibido de entrar nas instalações da Freeport Designer Outlet
7. Não é permitido tocar ou cantar qualquer tipo de música
8. Não é permitido a promoção comercial de qualquer tipo de actividade sem o prévio consentimento da Freeport Designer Outlet.
9. Não é permitido qualquer tipo de peditório ou outros tipos de contribuições, doações ou distribuições de folhetos comerciais e/ou promocionais, ofertas de amostras ou retirar dinheiro das fontes de água
10.Todos os visitantes do centro devem estar devidamente vestidos para frequentar o espaço comercial
11. Não é permitido sentar em locais para além daqueles marcados com bancos
12. Não é permitido o consumo de bebidas alcoólicas fora dos pontos de venda autorizados/licenciados
13. Apenas com a autorização prévia da Administração da Freeport Leisure Designer Resourt poderá fotografar o local.

Retratos de Maio I

A Wal-Mart iniciou a sua actividade em 1962 tendo-se constituído, a partir de 1995, como a maior multinacional de grandes superfícies comerciais do mundo. Em 2000, equiparando os seus lucros ao produto interno bruto dos países mais ricos, a Wal-Mart ocuparia a 24ª posição com 165,0 biliões de dólares de proveitos, à frente de países como a Noruega (145,4 biliões de dólares), África do Sul (131,1 biliões de dólares), Arábia Saudita (128,9 biliões de dólares), Portugal (107,7 biliões de dólares) ou Israel (99,1 biliões de dólares).

1º de Maio

Passaram 120 anos do primeiro 1º de Maio em Chicago. Tantas coisas mudaram no mundo e tão poucas mudaram no mundo do trabalho.