quarta-feira, maio 17, 2006

18 de Maio - DL 73/73


Amanhã, 18 de Maio, discussão e votação na Assembleia da República do projecto de lei nº 183/X - Arquitectura, um direito dos cidadãos, um acto próprio dos arquitectos
Ponto de encontro na Assembleia da República às 14:30h

Para quem vem do Norte do País (Organização OASRN):
08:00h | Partida do Porto
12:00h | Chegada prevista a Lisboa
14:30h | Entrada na Assembleia da República
15:00h | Início do debate em plenário
18:00h | Votações do projecto de Lei
19:00h | Regresso ao Porto

DL 73/73

Martins da Cruz


Este senhor foi/é:
- Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal organizador da Cimeira da Guerra nas Lages e conhecido dos portugueses por ter metido uma cunha ao seu colega do Ensino Superior para a admissão da sua filha num curso superior.
- representante dos interesses da Carlyle, conhecido do mundo pela sua aparição no filme de Michael Moore
- Afinsa, o que fazia não sei, mas este senhor está sempre onde é preciso...

terça-feira, maio 16, 2006

Ivania Elena

É sempre bom ver notícias de sucesso de uma amiga que vive, há muito, no estrangeiro. Portuguesa, bailarina e agora também actriz. Aqui fica o seu site.

Será que será?

De comentário a post

Agora quem quer desesperadamente esta terra são os Austrálias!!! Estão em pulgas para terem um pretexto para que possam pôr as "garras" sobre Timor-Leste... Este episodio dos 800 militares em Darwin, e dos barcos ao largo de Timor, apenas me ajuda a confirmar algo que tenho vindo a verificar... A Austrália começa a julgar-se os Estados Unidos da Ásia... Metem dó! Julgam-se os maiores e os donos disto tudo... O que acho piada é o facto de eles saberem que os timorenses vão bem mais "à bola" com os "tugas", do que com eles!!! E isso deixa-os pior que estragados!!! Agora até gostava que a GNR viesse mesmo... só para meter nervos aos "cangurus"!

oRdEp
Dili, East Timor

Claro que concordo

O jMAC no Hardblog, tem vindo a publicar uma (até agora) trilogia de posts de opinião, intitulados "inutilidade pública". Para já apetece-me comentar o primeiro de 2 de Maio.

"Se a perspectiva de estágio não-remunerado é o horizonte mais próximo, com toda a exploração esclavagista a que procedem os patronos, expliquem-me como poderá o candidato disponibilizar os ditos 300 à corporativa instituição"
jMAC, Hardblog

Não posso deixar de concordar com o fundamental da argumentação do jMAC neste post.
O candidato à Admissão da OA, para além de estar a iniciar um processo no qual os seus direitos laborais não estão minimamente assegurados, paga um processo que não deveria, na minha opinião acarretar.
Mas façamos o enquadramento da questão. Quando o primeiro Regulamento Interno de Admissão (RIA) começou a ser preparado, na segunda metade dos anos 90, quando nem eu nem creio que o próprio jMAC, éramos associados, foi posta a questão: Quem paga o processo de admissão?
Por mais imaginação que tenhamos havia três hipóteses: o Estado, o sócio da OA ou o candidato. Na impossibilidade de ser o Estado (que ao que julgo saber financia parte do processo de admissão dos advogados) ficámos apenas com duas hipóteses.
Na altura decidiu-se que o ónus recairia, então, sobre o candidato coisa que se prolonga até aos dias de hoje.
Contudo, como o jMAC bem sabe e como muito lamento, a Ordem dos Arquitectos é uma organização tricéfala constituida por três poderes com três gestões diferentes (CDN e as duas Secções Regionais) e um único responsável por dar a cara (CDN). Este valor de 300 € (receita das secções regionais) é definido em função das despesas que as secções regionais têm com o processo. Neste caso as informações que tenho é que, enquanto numa secção dá um ligeiro lucro, na outra dá prejuizo, por isso, tendo já havido algumas pressões para que o valor ainda possa ser mais aumentado.
No novo sistema de admissão, lutarei para que este valor diminuia significativamente.

sexta-feira, maio 12, 2006

A Carta

Carta do Presidente Iraniano Ahmedi-nejad ao Presidente dos EUA George W. Bush traduzida a partir do Inglês (julgo que a tradução para português terá sido feita pelo André Levy)

quinta-feira, maio 11, 2006

Paradoxos do "capitalismo democrático"

Questiona-se a legitimidade de Evo Morales em nacionalizar as reservas de gás e petróleo do país, que constava no seu programa sufragado nas eleições na Bolívia. Não se questiona a legitimidade de um Governo eleito por 2.588.312 dos 8.944.508 eleitores tomar medidas contra a opinião generalizada da população e que não constava do programa eleitoral sufragado. Recordo, por exemplo, o encerramento das maternidades.

quarta-feira, maio 10, 2006

Timor

"- Que a tensão é pouco sentida, não fosse o deserto das ruas" - é isso que nos dizem os relatos dos que por lá estão. Por vezes lá se vai soltando a frase: "O que eles (americanos/australianos) queriam é que nos fossemos embora".
Através dos blogues do Guilherme e do Pedro pode-se acompanhar em directo as vidas de dois portugueses em Díli. Arak atek!

Aos muitos que têm pedido notícias:

O dia de ontem foi bem passado! Das urgências da Maternidade Alfredo da Costa, passeando até aos jardins da Gulbenkian, cirandando para apressar, e de novo a maternidade. Mas nada! A Amélia ainda não dá sinais de querer conhecer mais alguém que não a sua mãe. A médica diz que de Domingo não passa...

segunda-feira, maio 08, 2006

Publicidade Institucional:

Da gaveta para fora. Ensaios sobre Marxistas
As Edições Afrontamento e a Livraria Bulhosa têm o prazer de convidar V. Exa. para a sessão de apresentação do livro
A sessão terá lugar no dia 11 de Maio, pelas 18.30 horas, na Livraria Bulhosa, Campo Grande, 10 B, em Lisboa. A obra será apresentada por António Borges Coelho, José Bragança de Miranda e Luís Trindade.
O livro é organizado por José Neves.
Participam na obra: António Louçã, Fernando Oliveira Baptista, Francisco Louçã, Frederico Ágoas, Gisela da Conceição, João de Almeida Santos, José Bragança de Miranda, José Neves, Manuel Gusmão, Michael Löwy e Toni Negri.

sábado, maio 06, 2006

Último post sobre o DL73/73 antes da decisão da Assembleia

Mais uma vez uma reflexão, não sobre o decreto, mas sobre os interesses instalados que põe em causa. Interesses esses mensuráveis pelo autêntico pânico que está a provocar nas caixas de comentários deste blogue(*).
Julgo que o Diogo me começará a dar razão, quando algures escrevi que, a luta séria (concorde-se ou não) que a Apela tem vindo a travar contra o actual sistema de admissão da Ordem, está a ser alimentada e utilizada por todos os interesses instalados para que os "sistemas" não se alterem. Mas há mais:
Quando se fala sobre a remuneração dos estagiários e jovem arquitectos, diz-se que a culpa é da Ordem e que a alteração ao decreto não devia passar.
Quando se fala sobre o facto de não existirem concursos públicos e as obras serem adjudicadas directamente, diz-se que a culpa é da Ordem e que a alteração ao decreto não devia passar.
Quando se verifica que o Estado homologou licenciaturas cuja carga horária anual é igual à carga anual de apenas uma disciplina noutras licenciaturas, diz-se que a culpa é da Ordem e que a alteração ao decreto não devia passar.
Quando se põe a hipótese da petição não ser aprovada na Assembleia da República, diz-se que a culpa é da Ordem e que a alteração ao decreto não devia passar.
Tudo, tem sido utilizado para denegrindo, mentindo e caluniando, deixar a mensagem que a alteração ao decreto não devia passar. E viva o bloco central de interesses!

DIA 18 DE MAIO TOD@S À ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA PARA DERROTAR OS INTERESSES INSTALADOS!

(*) este post é dedicado ao indivíduo que anonimamente tem vindo a espalhar afirmações mentirosas, calúniosas e ameaças mas que, de uma forma azelha faz os comentários sob diversos nomes (para parecer que o próprio são muitos), esquecendo-se que existe um sistema de análise de visitas que revela que essa pessoa é sempre a mesma...

quarta-feira, maio 03, 2006

"O nosso esforço não acaba aqui"

A Assembleia da República vai discutir e votar, a 18 de Maio, a Iniciativa Legislativa de Cidadãos «Arquitectura: Um direito dos cidadãos, um acto próprio dos arquitectos», que pretende revogar parcialmente o Decreto 73/73.

ler "O nosso esforço não acaba aqui" de Helena Roseta

As nacionalizações na Bolívia

Perante a decisão de Evo Morales que determina que a Bolívia recupera a propriedade, posse e controlo das reservas de gás e petróleo do país, os meios de comunicação portugueses têm vindo a difundir, a grande preocupação que esta decisão provocou no governo do Brasil. Contudo a realidade desmente a ideia que se pretende difundir.
Aqui deixo transcrita a nota do governo brasileiro, emitida no dia de ontem, sobre a decisão da Bolívia:

O gasoduto Bolívia-Brasil está em funcionamento há sete anos, como resultado de negociações empreendidas por sucessivos governos há mais de cinqüenta anos.
A decisão do governo boliviano de nacionalizar as riquezas de seu subsolo e controlar sua industrialização, transporte e comercialização, é reconhecida pelo Brasil como ato inerente à sua soberania. O Brasil, como manda a sua Constituição, exerce pleno controle sobre as riquezas de seu próprio subsolo.
O governo brasileiro agirá com firmeza e tranqüilidade em todos os foros, no sentido de preservar os interesses da Petrobras e levará adiante as negociações necessárias para garantir o relacionamento equilibrado e mutuamente proveitoso para os dois países.
O governo brasileiro esclarece, finalmente, que o abastecimento de gás natural para seu mercado está assegurado pela vontade política de ambos os países, conforme reiterou o presidente Evo Morales em conversa telefônica com o presidente Lula e, igualmente, por dispositivos contratuais amparados no Direito Internacional. Na mesma ocasião, foi esclarecido que o tema do preço do gás será resolvido por meio de negociações bilaterais.
Os presidentes deverão encontrar-se nos próximos dias para aprofundar questões do relacionamento Bolívia e Brasil e da segurança energética da América do Sul.

Brasília, 2 de maio de 2006



10 detidos
19 armas de fogo apreendidas
1 pistola de nove milímetros
2 pistolas de calibre 6,35
500 munições
22 carregadores de nove milímetros
2 silenciadores

A receita para uma manhã de divertimento e pancadaria dos GOE. Se naquele bairro de Camarate moravam 2000 pessoas então quererá dizer que 0,50 % das pessoas do bairro foram detidas. Contudo "podemos ficar descansados" pois cada um dos habitantes daquele bairro apanhou o seu susto, ao ver um encapuçado com uma arma irromper-lhe pela casa.

terça-feira, maio 02, 2006

Victor Palla (1922-2006)


Texto do Daniel Melo no Fuga para a Vitória

Retratos de Maio III

General William "Gus" Pagonis ao serviço da Sears: "I'm using the skills I used in the military exactly here in the civilian world. The difference is instead of moving ammunition, water and fuel, I'm moving dresses appliances and lipstick" .

Em 1991 durante a 1ª Guerra do Golfo, o General William "Gus" Pagonis, dirigiu a logística para as operações do exército norte-americano na Arábia Saudita e no Kuwait. Esta missão incluía a deslocação de 40 000 contentores com mais de sete milhões de refeições, a protecção de diversos acampamentos com mais de 300 000 soldados, o transporte de mais de 12 000 tanques e outros veículos de combate, o transporte de mais de 800 milhões de munições e o abastecimento com mais de 1,3 biliões de barris de gasolina . Em 1993 a multinacional "Sears", com mais 800 lojas e 3700 postos, confrontada no ano anterior com uma perda de 3.9 biliões de dólares, nomeou o General Pagonis para seu vice-presidente com a responsabilidade de organizar uma radical reestruturação na área da logística da empresa. Com o sistema que implementou, o general, conseguiu fazer a "Sears" poupar um bilião de dólares anuais, eliminando distribuidores, transportadores e todo o departamento de entregas ao domicílio. Este acontecimento fez com que a empresa começasse a dar preferência a empregados provenientes da escola militar de West Point.

Retratos de Maio II

"Normas de Conduta do Freeport Designer Outlet" afixadas na sua entrada:

1. Não é permitido o uso da forças, linguagem menos própria, gestos obscenos ou comentários racistas e/ou religiosos nas instalações da Freeport Designer Outlet.
2. Não são permitidos comportamentos intimidatórios que possam provocar distúrbios
3. Não é permitido correr, andar de bicicleta, ou utilizar outros meios de transporte tais como skate ou patins, obstruir ou interferir com o normal percurso do tráfego de peões
4. A colocação do lixo será efectuado apenas nos locais indicados. É proibido colocar o lixo em lugares que não tenham sido destinados para esse efeito
5. É proibido escrever, desenhar ou destruir qualquer propriedade da Freeport Designer Outlet
6. Com excepção para os cães de guia, qualquer outro tipo de animal está proibido de entrar nas instalações da Freeport Designer Outlet
7. Não é permitido tocar ou cantar qualquer tipo de música
8. Não é permitido a promoção comercial de qualquer tipo de actividade sem o prévio consentimento da Freeport Designer Outlet.
9. Não é permitido qualquer tipo de peditório ou outros tipos de contribuições, doações ou distribuições de folhetos comerciais e/ou promocionais, ofertas de amostras ou retirar dinheiro das fontes de água
10.Todos os visitantes do centro devem estar devidamente vestidos para frequentar o espaço comercial
11. Não é permitido sentar em locais para além daqueles marcados com bancos
12. Não é permitido o consumo de bebidas alcoólicas fora dos pontos de venda autorizados/licenciados
13. Apenas com a autorização prévia da Administração da Freeport Leisure Designer Resourt poderá fotografar o local.

Retratos de Maio I

A Wal-Mart iniciou a sua actividade em 1962 tendo-se constituído, a partir de 1995, como a maior multinacional de grandes superfícies comerciais do mundo. Em 2000, equiparando os seus lucros ao produto interno bruto dos países mais ricos, a Wal-Mart ocuparia a 24ª posição com 165,0 biliões de dólares de proveitos, à frente de países como a Noruega (145,4 biliões de dólares), África do Sul (131,1 biliões de dólares), Arábia Saudita (128,9 biliões de dólares), Portugal (107,7 biliões de dólares) ou Israel (99,1 biliões de dólares).

1º de Maio

Passaram 120 anos do primeiro 1º de Maio em Chicago. Tantas coisas mudaram no mundo e tão poucas mudaram no mundo do trabalho.

sexta-feira, abril 28, 2006

Retirado do Abrupto


"Século" - Novembro de 1956

Para conhecimento dos interessados:

PROPOSTA DE RECOMENDAÇÃO Remuneração Estágios

Uma Ordem profissional não é um sindicato.
A Ordem dos Arquitectos, para além de ter uns Estatutos retorcidos e que só podem ser alterados em Assembleia Geral com 10% dos associados (cerca de 1 400 sócios), tendo depois de ser submetidos à Assembleia da República, não pode (por lei) tomar posições de carácter sindical/laboral (infelizmente). Mas pode fazê-lo sob a forma da ética e da deontologia.
Desta forma, para conhecimento e divulgação, aqui deixo a proposta de recomendação aprovada pelo CDN no dia 17 de Dezembro de 2004 e que foi tornada pública no Boletim dos Arquitectos do mês seguinte.

quarta-feira, abril 26, 2006

a Baixa do PORTO

a Baixa do PORTO
Mais um blogue que faz anos. Neste caso é um verdadeiro serviço público para a cidade do Porto. Parabéns.

25 de Abril, o melhor e o pior

Foi no estrangeiro que passei o melhor e o pior 25 de Abril de que me recordo:
Em Madrid (1999) - Lavapiés, depois de ver inúmeras pessoas pelas ruas de cravo na lapela, aquela festa da liberdade no bar "Grândola" de umas peruanas a viver em Espanha. Eu e o Jorge, levámos cassetes, distribuímos cravos e cantámos a "Grândola" com sotaque castelhano.
Em Roma (2001) - também em Itália é feriado e dia da Libertação, neste caso das tropas nazis, a trabalhar.

c(R)avaco?

Ontem pela primeira vez depois do 25 de Abril, um Presidente da República discursou na Assembleia da República sem um cravo vermelho na lapela.
Tal como não me agrada ver Cavaco Silva a cantar a "Grândola, Vila Morena" como se se tratasse do "Atirei o pau o gato", não me agradam os seus formais "discursos de esquerda" sem conteúdo ideológico, nem gostaria de o ver usar o cravo na lapela como se de uma papoila se tratasse.

32 anos após o 25 de Abril

Uma manhã de zapping.
Respiro os discursos de Heloísa Apolónia, João Semedo e Abílio Fernandes e fico ofegante com os disparates da direita, de fascismos recalcados, de Telmo Correia.
Aproximam-se os discursos de PS, PSD, o Presidente da AR e Cavaco. Nos intervalos a opinion maker da SIC vai-nos dizendo que o discurso de Cavaco será um discurso de esquerda... Intolerável! Mudo de canal. Não oiço Cavaco mais o seu "discurso de esquerda". Circulo pelos outros canais, sem 25 de Abril.
Paro na TVI, Lili Caneças diz que vivia melhor antes e que o 25 de Abril não teria acontecido sem Salgueiro Maia e o pobre Professor Marcelo (o original)... Cinha Jardim, com arrogância, interrompe e diz que o 25 de Abril é um dia triste que matou a sua mãe e por aí em diante...

segunda-feira, abril 24, 2006

Comentário certeiro:

Num recente post no Abrupto, Pacheco Pereira indigna-se pela exploração que a TVI fez da morte de um dos actores da série "Morangos com Açúcar". Leia-se, a pertinente resposta de um dos seus leitores:

No seu breve comentário acerca da morte de um actor de uma telenovela da TVI, considerou a exploração daquela como reveladora da miséria humana. O que a mim me parece é que «exploração» e «miséria» não são os dois conceitos mais apropriados para avaliar a decisão da TVI, se a avaliação e a análise desta decisão se basear nos pressupostos teóricos do liberalismo. São dois conceitos que remetem mais depressa para uma análise marxista, que vê neles uma expressão da alienação dos homens.Para um liberal que se preze, a TVI limitou-se a aproveitar uma oportunidade para conquistar audiências, para dessa forma se impôr no mercado. Como os liberais fazem questão em lembrar-nos, aquilo a que se assistiu foi apenas à espontaneidade dos agentes económicos que procuram satisfazer os seus interesses. Dizem-nos, também, que é dessa espontaneidade e da iniciativa individual que surgem produtos inovadores (como a morte em directo) capazes de conquistar os consumidores. Nessa medida, a morte como espectáculo e como mercadoria é, «apenas», mais um negócio em que os indivíduos podem e devem apostar e arriscar.E isto é assim porque para o liberalismo não tem existir qualquer imposição legal ou ética limitadora da iniciativa individual, pois isso seria um ataque ao livre funcionamento do mercado. Portanto, numa economia capitalista o ser e o dever-ser são o mesmo: o que o agente económico é, é o que agente moral deve ser; o interesse daquele confunde-se com os valores deste. Assim, qualquer indignação por parte do ser moral só pode ser uma expressão de um dualismo artificial, criado por quem quer fazer a quadratura do círculo.
(Rui Fernando)

sexta-feira, abril 21, 2006

Paisagens da Destruição



{Destruição}


conversas, sons, projecções e deambulações em Abril no Monte

sábado__22__conversas
15h00

// paisagens da destruição e demolições na cidade [José Pulido Valente/Tiago Mota Saraiva]
// difusão do comunicado da Frente para Antecipação do Grande Terramoto de Lisboa
// apresentação do Mapa de Embelezamento Racional da Cidade de Lisboa
---------------------------------------------------------------------
O Monte § Rua do Monte Olivete, 30A, r/c 1200-280 Lisboa § ao Príncipe Real (perpendicular à Rua da Escola Politécnica, junto à Antiga Faculdade de Ciências) § <www.monteolivete.blogspot.com> § <monteolivete@gmail.com

terça-feira, abril 18, 2006

De comentários a post:

Pelo interesse que a discussão pode acarretar aqui ficam os comentários que foram surgindo a este texto:

Biranta on 4/15/2006 02:07:48 PM
O panorama aqui descrito, para os arquitectos, não é diferente do que se vive nas outras profissões (INCLUSIVE, nas restantes licenciaturas). Conheço, de relance, a petição (se é a mesma que foi noticiada como tendo sido encabeçada por Helena Roseta). Porém, parece-me duma ingenuidade, absurda, imaginar que a situação se resolve ou pode melhorar com a aprovação de alguma lei como a referida. É assim como imaginar que se podem curar tomores com aspirinas... A doença é mais profunda e exige "bistori"; isso são paliativos!
Os cidadãos deste país (e as diferentes classes profissionais ou académicas) têm de começar a perceber, para bem de todos, mas também e principalmente para seu próprio bem, que não podemos resolver os problemas parcialmente, empurrando uns para "caberem" outros, que irão continuar a fechar os olhos aos procedimentos cretinos e anacrónicos, apenas porque o "problema" deles "está resolvido". Não está! Ou se resolve o problema de fundo (de idoneidade e rectidão no exercício de toda e qualquer função, relativamente a todo e qualquer problema concreto) ou perceberemos, rapidamente, que o problema se mantém, quiçá se agrava. É o que se constuma designara como: "mudar alguma coisa para ficar tudo na mesma". Eu confio nas gerações mais novas e acredito que o seu papel vai ser determinante para alterar a nossa negra realidade, o que não acredito é que este tipo de medidas (proteccionistas quase) possa contribuir fortemente para isso, até pela sua especificidade (de se aplicarem, apenas, a uma classe profissional).

Varela on 4/15/2006 06:34:54 PM
Caro Tiago, Colegas e Outros.
Continua-se com a perigosa opção de misturar vários problemas num só. A questão da precariedade de trabalho dos jovens arquitectos é um facto, mas é um problema concreto de regulação laboral. Crie-se um sindicato!
ATENÇÃO. Por ser verdade ou boato, tem vindo a constar que a recente iniciativa para revogar do Decreto 73/73 está a ter como obstáculo actual um determinado ministro que, por motivos ou interesses que desconheço, tem vindo a protelar o processo. Enquanto nós andamos entretidos a administrar Weblogs e a escrever cartas para jornais, outros, lá se vão mexendo …
Não que a revogação deste “decreto” seja a panaceia para a resolução dos problemas dos arquitectos, mas porque é uma causa justa e, que sirva de exemplo de união dos jovens arquitectos já que dos aburguesados, das estrelas candentes e dos pré qualificados para os concursos já esperamos e nada fizeram.
É que se não conseguirmos levar a bom termo este processo, definitivamente vamos ser eternamente vistos na sociedade como uma classe de “Roger Rabbits”.
Saudações cordiais,
Nuno Helder Varela
nunovarela@clix.pt

Tiago Mota Saraiva on 4/17/2006 11:26:15 AM
Caro Biranta, embora a discussão do 73/73 não seja o centro do texto, julgo que a alteração da lei não resolve mas pode melhorar.
Caro Nuno, dar visibilidade e pôr as pessoas a discutir e a raciocinar sobre este problema, é uma das formas para combater os obscuros meandros e silêncios instalados.

FRQSTR=19026324|19026324|19026324|19026324|19026324 on 4/17/2006 08:27:46 PM
Que estranho...
Nada tenho contra a geração de arquitectos dos anos 90. Mas você, Tiago, é membro do Conselho Directivo da OA. Espanta-me que na sua preocupação paire apenas o destino dos diplomados nesse tempo. Seria de supor que a preocupação se estendesse aos arquitectos de outras gerações, inclusivé, as seguintes. Ou a OA não representa todos os Arquitectos?
Não residirá nesta postura o mesmo mal do qual acusa o estado?
Sobre a revisão do 73/73 (da qual sou a favor)parece-me que a OA adoptou o mesmo espírito de orgulhoso isolamento e imposição. Não estranho, portanto, que a votação em plenário - da iniciativa de cidadãos- redunde num fracasso.
Na minha opinião, acho difícil tentar abraçar problemas maiores, de repercussões externas quando, internamente, se sabe que para os menores tem havido uma total incapacidade para os resolver.
A comunicação social tem veiculado sistematicamente os problemas internos a que me refiro e que são do conhecimento geral.
Por fim, pergunto: É normal que a única forma de um membro efectivo comprovar que é arquitecto seja através de uma folha A4 (dobrada em 2/3 partes)? Então e as cédulas...ou cartões?
Eu sei que isto é "insignificante" mas é de insignificâncias que o mundo é feito...

António on 4/18/2006 12:26:14 AM
Também sou da opinião que a revogação do 73/73 não vai resolver o problema colocado pelo Tiago no seu Post, no entanto julgo que iria clarificar o mercado de trabalho e desta forma alguma coisa seria melhorada.
No entanto sinto que as coisas não andam. À mais de vinte anos que oiço falar deste anacrónico decreto, da Associação passou-se para a Ordem, julgo que uma das vantagens propagadas pelos defensores da criação da ordem, era a de que seria mais simples a alteração da lei com a existência de uma ordem, mas com um misto de sensação de impotência e chateado continuo a ver adiado esse momento.
Penso que a Ordem deveria fazer mais qualquer coisa, não sei o quê, mas sinto uma estranha sensação de que a ordem está sendo enrolada por uma maioria politica que, provavelmente, não está interessada na alteração da lei, mais que não seja por uma questão de evitar chatices.
Em relação à questão colocada pelo Nuno, sobre a criação de um Sindicato, acho a ideia interessante e gostaria que pudesse ser desenvolvida e discutida, para perceber de que forma um sindicato poderia contribuir para a resolução deste problema e de outros que se colocam à classe.
Saudações.
António

Varela on 4/18/2006 04:49:55 PM
Caro Tiago.
Não foi propriamente para obter uma reacção do administrador que coloquei a minha incitação.
Não deixa de ser sintomático, senão mesmo preocupante, que quando é colocada uma missiva num jornal nacional com a possibilidade de posterior discussão, arquitectura e jovens arquitectos, as intervenções por parte dos interessados são escassas e mesmo nulas!
A aguardar…
Varela

Tiago Mota Saraiva on 4/18/2006 07:42:16 PM
Caro Nuno,
Tens razão no que dizes. É confrangedor ver toda esta gente de que falo, emparedada por muro de silêncios e medos.
Em virtude da minha deformação marxista, parece-me que o primeiro passo, a ser dado por cada um, é formar uma consciência de classe (só uma deficiente cultura política pode confundi-lo com uma qualquer forma de corporativismo).
A partir desse momento estão criadas as condições para que se passe à acção, seja através da constituição sindicato (como propões tu e inúmeros outros colegas), de uma participação activa na Ordem dos Arquitectos ou de outras formas de luta que se entenda.
Para mim também é confrangedor, ver uma associação de jovens licenciados como a APELA (ou o blog arqportugal) que tanto destaque mediático consegue, estar apenas preocupada (com ou sem razão) com o acesso à Ordem dos Arquitectos de uns quantos jovens licenciados e, pura e simplesmente, esquecer o problema social gravíssimo que se assiste diariamente na profissão.
Aliás, é ainda mais confrangedor saber, que esta associação, nem sequer é contra o facto da maioria dos estágios não serem remunerados.

Reacções ao artigo do Público

Foram curiosas, embora espectáveis, as reacções ao artigo que publiquei no Público.
Com certeza por deficiência minha, o centro das críticas (a favor ou contra), ou pelo menos o motivo das reacções, recaiu sobre o que escrevi sobre o DL 73/73. Contudo esse não era o objecto do artigo, mas sim, a condição em que vive uma determinada geração de arquitectos que, por sinal, representa metade da actual classe profissional. Sobre o DL 73/73, já escrevi aqui, aqui, aqui e aqui.
O centro do discurso, reflectido no seu título original e também na comparação com o CPE do governo francês, é a precariedade e a violenta exploração que sofre toda esta geração de arquitectos (e bem sei que não é só nesta profissão que isto se passa!). O meu discurso é, com certeza, de classe. Não o renego!
Existe uma condição comum a toda esta gente, e escrevi o artigo para que mais pessoas disso ganhem consciência.

segunda-feira, abril 17, 2006

Ausências

Os deputados não estiveram. Foi-nos dado um ranking de nomes da maioria ou do PSD que, na sua maioria, desconhecemos. Aqueles senhores que se sentam nas bancadas de trás da Assembleia, que não discursam, nem trabalham e que apenas são agentes de um ou outro interessado.
Quando oiço estas estórias, recordo-me sempre do então colega de liceu que, quando questionado sobre a sua vida futura, respondia querer ser deputado, acrescentando, do PS ou PSD e daqueles que se sentam lá atrás. O rapaz entretanto virou homem e agora já é lider numa das "jotas".

sábado, abril 15, 2006

A CONDIÇÃO DO JOVEM ARQUITECTO ou UMA GERAÇÃO SEM CONDIÇÃO

Em virtude do «emagrecimento», que tive de fazer no texto que hoje vem publicado no "Público", aqui fica o original:

Actualmente cerca de metade dos inscritos na Ordem dos Arquitectos tem menos de 35 anos de idade. Colocando a questão noutros termos, de acordo com o Decreto-Lei que é Estatuto desta organização profissional, metade dos cidadãos habilitados a exercer todos os actos próprios da arquitectura em solo nacional têm idade inferior a 35 anos.
Esta geração, formada nas universidades dos anos 90, foi cobaia de todos os sistemas (provas globais de acesso sobre "cultura", específicas, aferição ou globais) e é responsável por ter destacado das demais, as licenciaturas de arquitectura das universidades estatais, ao serem ano após ano os cursos superiores com as médias de entrada mais altas do país (quase sempre superior a medicina, até então crónica liderante). Nas universidades privadas, os sucessivos governos, iam alegremente permitindo o florescer do negócio das licenciaturas de arquitectura sem condições, que fundamentalmente, lhes resolvia o problema das universidades públicas estranguladas. Entretanto esta geração, não ficou às portas da Ordem como por vezes se pretende fazer crer, mas foi chegando à profissão.
É na profissão que, a geração na qual se enquadram os melhores alunos da última década, tem vindo a ser alvo de um violento processo de exclusão.
A maioria procurou iniciar a sua actividade profissional a partir do trabalho assalariado. Perante um mercado sequioso por retirar o máximo do trabalhador oferecendo-lhe o mínimo e com o aumento exponencial da qualidade da procura, constituiu-se um sistema de concorrência ultraliberal - desde a total ausência de remuneração até à precariedade do recibo verde. Não se andará muito longe da verdade ao afirmar que os princípios da lei que o governo francês procura impor com o CPE, já faz regra, nos ateliers de arquitectura em Portugal - seja sob a forma de estágios sem remuneração, de jovens arquitectos com salários abaixo dos mínimos ou de vínculos laborais inexistentes através da institucionalização do recibo verde.
Como consequência muitos partiram para o estrangeiro num processo idêntico à "mala de cartão" dos anos 60 mas, desta vez, com o certificado de habilitações nos braços.
Os mesmos governos que nos anos 90, para justificarem a inevitabilidade da implementação de uma propina, faziam sentir aos estudantes das universidades públicas que os seus cursos eram demasiado dispendiosos para o erário público (a arquitectura aparecia sempre no topo das listagens), no início desta década, dirigiram o discurso para a inevitabilidade da contenção da despesa e do consequente emagrecimento da administração pública. Assim, mais uma vez alegremente, assistem ao exílio destes técnicos superiores, sem rentabilizarem o investimento que diziam ter feito na sua formação.
Por outro lado, os que foram iniciando a sua actividade profissional por conta própria em Portugal, alguns como último recurso, confrontaram-se com um sistema vigente de cumplicidades e amizades, de promoções entre pares, que de tempos a tempos, resolve enfeitar o meio com uma ou outra "jovem revelação". Para os que ficaram, o acesso à encomenda pública é cada vez mais vedado designadamente a partir do momento em que os concursos começaram a ser massivamente participados e vencidos por jovens desta geração. Com a conivência do Estado, nos concursos públicos, quase que passou a ser regra haver uma prévia qualificação por curriculae vitae ou, simplesmente, deixaram de se fazer, contrariando a forma como os mais brilhantes arquitectos portugueses contemporâneos tiveram, em jovens, acesso à profissão (entre outros: Siza Vieira, Souto Moura, Carrilho da Graça ou Gonçalo Byrne).
Dentro em breve, em virtude de uma iniciativa de cidadãos da qual sou signatário, a Assembleia da República discutirá a revogação parcial do Decreto-Lei 73/73 no que diz respeito à prática profissional da arquitectura. Este decreto de 1973, que no seu preâmbulo se identifica como provisório, procurava entre outras coisas colmatar a existência de poucos arquitectos, permitindo a qualquer cidadão a assinatura de projectos de arquitectura. A lei, que na altura se pretendia qualificadora num país com escassas centenas de arquitectos, transformou-se num absurdo, quando a respectiva ordem profissional ameaça superar os catorze mil associados.
A aprovação deste diploma de revogação parcial e do reconhecimento que a prática profissional da arquitectura tem uma especificidade para a qual é necessária uma formação específica, é o passo mais importante para a geração da qual faço parte. A geração que teve as mais altas classificações do ensino secundário, que entretanto concluiu a universidade, e que se confronta diariamente com este mercado negro de trabalho, não pode ficar mais à espera.

Tiago Mota Saraiva - arquitecto
Autor do blog: http://www.rb02.blogspot.com

quinta-feira, abril 13, 2006

O Padrinho

We'll be back


Eles andam aí...

Ontem no programa da SIC-Notícias "Quadratura do Círculo", Pacheco Pereira (PSD), António Lobo de Xavier (CDS) e Jorge Coelho (PS) foram, mais ou menos eloquentemente, reconhecendo a inevitabilidade da existência de uma lei em Portugal parecida com o CPE francês.

Constatação do óbvio

"O Contrato para o Primeiro Emprego (CPE) de Villepin, não é nada que o governo de Sócrates não pudesse propor"
António Lobo de Xavier, in Quadratura do Círculo

quarta-feira, abril 12, 2006

A ler:

"Piratas Informáticos !?" - Magnólia
Um bom texto de desmistificação da última campanha das editoras discográficas.

terça-feira, abril 11, 2006

Lisboa alberga líderes de 300 maiores empresas do mundo


Imagem Indymedia - Portugal

Recebido por email:
De acordo com o jornal Público, Lisboa será nos dias 16, 17 e 18 de Setembro palco de recepção de cerca de 300 altos-quadros e dirigentes de multinacionais, como a BP, Pepsi, Motorola, Disney, Shell ou Texaco. O presidente da câmara municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues declarou que a escolha para o local do evento se deveu ao facto de Portugal estar longe do mapa do terrorismo e da insegurança. Depois de Bill Gates, Portugal parece querer reforçar o seu papel de pensão luxuosa da grande criminalidade legal. A presença dos grandes responsáveis por um mundo mais desigual e injusto, em que a pobreza, a miséria, a precaridade e a destruição ambientais constituem factores de captação de investimento, deverá ser alvo de uma resposta nas ruas. Definitivamente, não queremos ser parte do mapa do terrorismo e da insegurança. Pela nossa parte, estamos dispostos a participar na organização de acções que demonstrem a nossa indignação com a visita destas pessoas.

Bella Italia III

Da noite agitada, uma vitória retirada a ferros e aquela sensação estranha de que na recontagem rolarão muitos €urosconis.

segunda-feira, abril 10, 2006

Bella Italia II


Berlusconi perde!

Última hora

A VITÓRIA DO POVO FRANCÊS
Os vâmpiros desta vez perderam:



O negócio da gripe

Recebido por email:
Sabes que o vírus da gripe das aves foi descoberto há 9 anos no Vietname? Sabes que desde então morreram apenas 100 pessoas em todo o mundo durante estes 9 anos? Sabes que os americanos foram quem informou da eficácia do TAMIFLU
(antiviral humano) como preventivo? Sabes que o TAMIFLU apenas alivia alguns sintomas da gripe comum? Sabes que a sua eficácia no tratamento da gripe comum está a ser questionada por grande parte da comunidade científica? Sabes que perante um suposto vírus mutante como o H5N1 o TAMIFLU apenas aliviará alguns sintomas? Sabes que a gripe das aves até ao momento apenas afecta as aves? Sabes quem comercializa o TAMIFLU? Laboratórios ROCHE. Sabes a quem comprou a ROCHE a patente do TAMIFLU em 1996? À GILEAD SCIENCES INC. Sabes quem era o presidente da GILEAD SCIENCES INC. E seu principal accionista? DONALD RUMSFELD, actual Secretário da Defesa dos Estados Unidos da América. Sabes que a principal base do TAMIFLU é o anis estrelado? Sabes quem é que detém 90% da produção desta árvore? ROCHE. Sabes que as vendas do TAMIFLU passaram de 254 milhões em 2004 para mais de 1.000 milhões em 2005? Sabes quantos milhões mais pode ganhar a ROCHE nos próximos meses se continuar este negócio do medo?
Ou seja, o resumo do negócio é o seguinte: os amigos do sr. Bush decidem que um fármaco como o TAMIFLU é a solução para uma pandemia que ainda não ocorreu e que causou 100 mortos no mundo inteiro desde à 9 anos. Este fármaco não cura nem sequer a gripe comum. O vírus não afecta o ser humano em condições normais. Rumsfeld vende a patente do TAMIFLU à ROCHE e esta paga-lhe uma verdadeira fortuna. A ROCHE adquire 90% da produção do anis estrelado que é a base do antiviral. Os governos de todo o mundo ameaçam com uma pandemia e compram à ROCHE quantidades industriais desse produto. Nós acabamos por pagar o medicamento a Rumsfeld, Cheney e Bush que fazem um belo negócio...
ESTAMOS LOUCOS, OU SOMOS TODOS IDIOTAS?


Ver Sociocracia

quarta-feira, abril 05, 2006

Tutto rosso!

Appel au blocage de l'économie:

Réunies en coordination la semaine dernière, les sites mobilisés et bloqués du grand ouest appellent au blocage économique du pays. Centrales d'approvisionnement, zone commerciales, zones d'activités économiques... Tout ce qui ressemble de près ou de loin (mais de près, c'ets quand même mieux) à une usine à fric sera bloqué mercredi de nantes jusqu'au mans...
En ce qui concerne les modalités, commencons a bloquer dès le mercredi matin, pour empecher les salariés et usagers d'accéder à ces zones. Ces dernières ont souvent été conçues d'un seul bloc, elles ne comportent donc que quelques entrées stratégiques (axes routiers, rond points...) tout a fait blocable par des poubelles, palettes, grilles et tout ce qui nous tombera sous la main... Restons sur place toute la journée et empéchons l'activité économique.
Pour tous ceux qui crieront au scandale et qui expliqueront que ce sont aux salariés de rejoindre le mouvement d'eux même, il faut préciser que ces derniers seront considérés comme au chomage technique et qu'il ne s'agit pas, en l'occurence, de faire débrayer les usines, mais bien d'empecher ces dernières de fonctionner, si les travailleurs veulent se joindre a nous, tant mieux. Pour aller dans ce sens, diffusez des tracts, expliquez aux gens le but de cette action, mais n'oublions pas que les centrales syndicales n'ont pas pour objectf d'appeler à la grève générale (elles l'ont dit elles-même). La grève générale a pour but, de paralyser léconomie et de permettre aux salariés de lutter. Si les élites syndicales ont oublié leur rôles et ont abandonné la lutte au profit d'un réformisme nauséabond, c'ets a nous de reprendre leurs armes...
Tous à vos bloquages, mercredi. Prévenez les A.G, les précaires et même les syndicalistes moitivés... Plus on est de fous...

Rennes

terça-feira, abril 04, 2006

Câmara Municipal de Évora suspendeu arquitecto por não aceitar cunha

A ler aqui.

O Tigre e a Neve


O amor é o mais revolucionário dos sentimentos.
2003. A guerra no Iraque torna-se cada vez mais ameaçadora. Em Roma, Attilio (Roberto Benigni) poeta, está apaixonado por Vittoria (Nicoletta Braschi) e todas as noites sonha com o casamento de ambos.
Mas Vittoria não mostra interesse por ele e perde a paciência perante os esforços de sedução deste poeta teimoso e irracionalmente apaixonado. Um dia Attilio recebe uma chamada de um grande poeta iraquiano (Jean Reno) cuja biografia Vittoria está a escrever em Bagdad: Vittoria foi vítima de um dos primeiros bombardeamentos anglo-americanos na cidade e está moribunda no hospital. Animado pelo seu amor louco e a fim de salvar a sua amada, Attilio parte para o Iraque...


Um filme fantástico no qual o espectador deambula continuamente entre o rir e o chorar, da forma que Benigni já nos habituou. O argumento é constituído por uma história com várias histórias cheias de mensagens e significados: desde uma religiosidade pluralista e positiva, à desmistificação do conceito ocidentalizado que todo o árabe tem o seu harém e que por isso não pode amar.

A ler:

O primeiro–ministro italiano, Silvio Berlusconi, afirmou neste sábado, em Nápoles (sul), em plena campanha eleitoral para as próximas eleições legislativas, que o regime comunista chinês cozinhava as crianças.

segunda-feira, abril 03, 2006

USA

Ao que a comunicação social quer esconder a blogosfera procura dar voz - Os Eua, a guerra e a contestação interna.
Via Para mim tanto faz

sexta-feira, março 31, 2006

Lendo blogues...

«As grandes transformações sociais deram-se porque houve quem acreditasse que lutando podia tornar possível o que outros diziam não o ser.»
Álvaro Cunhal

via Abafos e Desabafos

Aspirina B


A blogosfera perde muito com a dissidência de dois dos seus mais ilustres - Luís Raínha e o Nuno Ramos de Almeida do Aspirina B. Provavelmente deixará de contar com a minha visita diária.

quarta-feira, março 29, 2006

Absurdo

Excelente post.

Apelo

13h50, le 29/03/06, à Paris. La lutte anti-capitaliste, sous-jacente à la lutte contre la précarisation des jeunes et des moins jeunes, est aujourd'hui à un tournant. Le capitalisme français n'est qu'un exemple assez miteux du capitalisme international. Pour donner à notre lutte un nouvel essor, il est temps d'opérer une tentative d'internationalisation du mouvement.

Près de 3 millions de manifestants hier en France. C'est un chiffre plus que significatif. Mais même si le pouvoir français envisageait de revenir en arrière (on peut rêver), il ne pourra rien face à l'internationalisation du mouvement capitaliste.
Pour pouvoir réellement caresser l'espoir de "transformer" ce Monde injuste, une lutte internationale est impossible à esquiver. Dans cette perspective, il nous faut des organisations internationales. De nombreux exemples existent : le FMI, Euronext, l'OMC...
L'engouement international, et son soulèvement, ne peut être motivé, je crois, que par des images fortes, symboliques. Accrocher de tels lieux permettrait également de montrer clairement à la face du Monde les causes de notre soulèvement.
Ne nous laissons pas endormir, agissons ! ! ! ! ! !
Bisous

A importância dos blogues

A importância dos blogues, revela-se na capacidade de fazer circular informação à margem da que nos querem vender - Domaine d'Extension de la Lutte de Guy Birenbaum

Pode-se ler uma tradução no blogue deste camarada.

"Le problème, c'est pas la chute, c'est l'atterrissage"

Das manifestações em França contra o CPE, a comunicação social portuguesa no meio de alguma histeria, preocupou-se em passar a imagem dos "vândalos de origem africana" que invadiram a cidade de Paris. Para além da imagem ter um conteúdo racista, não convém aprofundar as motivações.
A montra partida do McDonalds, tem um conteúdo político. Muitos dos "vândalos" trabalharam temporariamente no McDonalds, distribuiram pizzas no PizzaHut ou foram seguranças dos Bancos nos quais actualmente nem sequer podem abrir conta.
A revolta dos subúrbios é política, e reproduz uma raiva genérica contra uma sociedade que se desmorona. "Le problème, c'est pas la chute, c'est l'atterrissage"
Mathieu Kassovitz, "La Haine" (1995)

terça-feira, março 28, 2006

Lisboa ao rubro


Desde as 15.00 que os automóveis "circulam mais" em Lisboa. É o regresso a casa de um país que espera, apagar as tristezas do regime, com a alegria de ver o David derrotar o Golias.
Esta noite é um daqueles momentos em que o futebol é mais do que um desporto: é política, é amor, é raiva, é vida.

O Simplex na net

O site do Simplex.
O governo descobriu a internet, mas ainda não sabe fazer sites acessíveis.

Paris ao rubro

De acordo com a correspondente da TSF, hoje estão a decorrer as maiores manifestações de sempre, em toda a França. Quem quiser pode ir acompanhando o evoluir da situação através do Paris Indymedia. Assim se prova que o povo está contra o CPE.
A pergunta fica no ar:
Se o governo mantém uma lei contra a opinião generalizada dos cidadãos, pode-se continuar a dizer que é um governo democrático e legítimo?

333

Podiam ter sido 222 ou 444, mas não, foram 333. A mais bonita: prever que não seja necessário licenciamento municipal em obras que não alterem a fachada ou a estrutura do edifício existente. Excelente... mas já era assim.

"Il n’est pas acte plus libre que la destruction des biens que l’on me promet en enchange de mon esclavage"


Parece que lá para meados de Abril irei a casa destes senhores, dizer uma ou outra coisa, sobre a matéria.

sexta-feira, março 24, 2006

Ostblog


O blog de um jornalista alemão em Paris: ostblog

quinta-feira, março 23, 2006

Pio Leyva


Pouco dado a elogios funebres, aqui fica a homenagem: Pio Leyva (Morón 1917 - La Habana 2006)

Paris ocupada

Foi ocupada a Direcção Regional do Trabalho de Paris 19º, aqui fica o comunicado dos ocupantes.

Tenham vergonha!


Há um senhor, que ocupou o lugar de Ministros dos Negócios Estrangeiros no governo de Durão, que há alguns dias, deu uma entrevista a uma estação pública de rádio. Este senhor, para além de nunca se lhe ter conhecido grandes ligações a Portugal pois desde sempre foi o representante de interesses estrangeiros (ora americanos, ora espanhóis) em Portugal, deu uma entrevista a um canal público de rádio a "malhar forte e feio" no anterior Presidente da República. Longe de mim defender Sampaio, mas este senhor, que não se lhe conhece grandes feitos em prol da pátria e que é mais conhecido por se ter sido o Ministro que foi obrigado a demitir-se por ter posto uma cunha a outro Ministro (sem que daí tenha havido qualquer consequência judicial) teve a arrogância de voltar à ribalta como se nada fosse, e como se tratasse da pessoa mais séria do mundo. Tenham vergonha!

quarta-feira, março 22, 2006

Cyril Ferez II

Mais um video da carga policial sobre os manifestantes em Paris. Numa primeira fase às 19.00 vê-se Cyril ainda consciente, com a cara ensanguentada a ser levado pelos CRS. No segundo video, filmado uma hora depois, já por terra, continua a ser espancado.
O video
Como "sou de modas" e não gosto de dar um ar demasiado sério a este blog, sou forçado a aceitar o repto do Às duas por três:

O que estava a fazer há 10 anos atrás?
* A estudar na FAUTL e na luta anti-propinas. Também trabalhava num atelier e preparava o exílio em Madrid - 1997

O que estava a fazer o ano passado?
* Em Junho mudava de casa, em Julho mudava de atelier, em Agosto sabia que ia ter uma filha e mudava de vida...

Cinco snacks de que gosto:
* Tremoços com cervejola - uma bela conversa ou um jogo de bola
* Bola de Berlim
* Sopa de Caldo Verde
* Ovo cozido
* Pastel do Fruta Almeidas

Cinco músicas cuja letra conheço de cor:
* Quase todas do Zeca

Cinco coisas que faria se fosse milionário:
* Vestia uma camisola vermelha
* Brincava com os meus gatos
* Esperava ansioso o nascimento da Amélia
* Ia trabalhar todos os dias
* Não fazia nada que já não fizesse antes

Cinco coisas que gosto de fazer:
* Ler
* Estar
* Ouvir
* Rir
* Trabalhar (pelo qual peço desculpa...)

Cinco coisas que nunca voltaria a vestir/calçar:
* Umas botas que comprei e que sempre me estiveram largas e que periodicamente tento vestir
* (só me lembro desta)

Cinco "brinquedos" favoritos:
* Os brinquedos dos gatos
* O computador (pelo qual também peço desculpa...)
* O carimbo do atelier
* A fita métrica
* (não me lembro de mais e até já tive de por a fita métrica e o carimbo que não fazem sentido nehum...)

Passo a brincadeira para os seguintes... e desculpem lá...
Entre Sonhos
Tessituras
Titaml
Malaposta
Blogotinha

Euskadi - já não há mais desculpas

A ETA divulga hoje em comunicado, que pode ser lido aqui, o cesar-fogo permanente.

Civilização?

Via email, chegou-me este link com o aviso de que não seria aconselhável a pessoas impressionáveis.
Impressionei-me.

Cyril Ferez

O meu analfabetismo internético não me ajuda a colocar este video no blog, por isso aqui fica o link:
video

Somos todos jovens franceses

Camaradagem

O Nuno Ramos de Almeida no seu Aspirina B, fez uma simpática referência a este humilde cidadão que vos escreve.
Agradeço e devolvo a camaradagem e afinidades que sempre fui sentido nos teus textos seja no Aspirina, no Já ou na Vida Mundial - da qual julgo ter todos os números.

terça-feira, março 21, 2006

Recordando o G8 em Génova


Carlo Giuliani foi morto por um tiro proveniente de uma arma de um polícia durante as manifestações contra o G8 em Génova. Tendo-se encontrado a arma e identificado quem disparou, a tese do juiz foi que a bala, embora tendo sido disparada para o ar, fez ricochete numa pedra lançada pelos manifestantes alterando o seu trajecto.
Com Berlusconi não se fez nem fará justiça, e do nosso lado do muro ficou mais um mártir. Cinco anos passados, não precisamos de mais mártires.

Manifestante entre a vida e a morte


Noticia no Libération
Cyril Ferez tem 39 anos, é operador da companhia telefónica Orange e sindicalista do SUD PTT. Encontra-se em coma, desde Sábado passado, por ter tido o azar de se ter cruzado com o pelotão das CRS (corpo de intervenção), na altura da dispersão da manifestação.


Decreto Lei 73/73 | Mistificações

Comentando um meu post recente sobre o DL 73/73, alguém coloca a questão nos seguintes termos:
"Acho que os Agentes Técnicos de Arquitectura e Engenharia têm todo o direito de exercer a sua profisão, têm o direito a se defender de pessoas que simplesmente lhe querem tirar o unico sustento"
Esta é a forma como se tem conseguido perpetuar este Decreto Lei. Tentar através de uma mistificação social dizer que existem os "ricos" e os "pobres" e que aqueles "pobres" que "desenham" os projectos de arquitectura sustentam "pobres" famílias numerosas. Aquilo que se omite é que os "pobres" às vezes são muito ricos, recebendo muito por um pobre "serviço de arquitectura" que demorou um dia a preparar. Alicerçada a esta mistificação do "pobre" e do "rico" aparece sempre a ideia de que o "pobre" agente técnico, tem um atelier muito "pobre" e está muito longe de ter relações de promiscuidade com funcionários da câmaras que "orientam" os processos e com as construtoras. A terceira mistificação é que existem muitos agentes técnicos.

Novo Vizinho

Aqui no Randomblog tem sido época mais de leituras do que de escritas, de qualquer forma aqui fica o anúncio de um novo Vizinho: Malaposta.

sábado, março 18, 2006

Liberdade de Expressão

No dia 24 de Fevereiro, o Serviço de Informações da Polícia Dinamarquesa (PET) pôs-se em contacto com o fornecedor de Internet do Arbejderen (O Trabalhador) , jornal diário publicado pelo Partido Comunista da Dinamarca ML em versão impressa e electrónica. A polícia obrigou o fornecedor a retirar um Apelo, redigido pela associação Rebelião, da página web do jornal, sob a ameaça de, caso não o fizesse, ser julgado segundo a legislação "antiterrorista".

Violação das leis dinamarquesas
A acção da polícia constitui uma clara violação da actual legislação dinamarquesa. Nesse mesmo dia, a polícia tentou retirar o Apelo de várias outras páginas web, das quais duas - a página da Juventude Vermelha e a do grupo parlamentar da Aliança Vermelha-Verde - foram parcial ou totalmente encerradas. Todas estas acções constituem claras violações da liberdade de expressão, tão hipocritamente elogiada pelos reaccionários círculos dominantes durante a chamada crise dos cartoons.
No entanto, a censura levada a cabo pela polícia contra a página web do Arbejderen é ainda mais séria e de especial gravidade pois, segundo a Constituição Dinamarquesa, é expressamente proibido reintroduzir a censura na Dinamarca. Além disso, a Lei de Responsabilidade Mediática estabelece que o director é o único responsável pelo que se publica no seu jornal, e caso a polícia suspeite que o material publicado constitui uma infracção à lei, não pode agir por sua própria conta, devendo responsabilizar o director - e não o fornecedor de Internet - e levar o caso perante um juiz, antes de agir.
Como vemos, a lei dinamarquesa é muito clara neste domínio, mas no dia 24 de Fevereiro a polícia actuou sem um mandado judicial e sem informar quer os proprietários quer os editores do jornal. Conhecidos especialistas jurídicos estão de acordo em que a censura feita pela polícia contra o Arbejderen constitui uma flagrante violação da legislação dinamarquesa. Até a Associação de Diários Dinamarqueses, à qual o Arbejderen pertence, confirmou a ilegalidade da acção policial.
O Partido Comunista da Dinamarca ML, através do director do seu jornal, enviou uma carta de protesto à polícia, a qual até agora não comentou. Outra carta foi enviada ao primeiro ministro, Anders Fogh Rasmussen, que é também ministro da Comunicação Social. No entanto, o primeiro ministro que, em nome da liberdade de expressão, durante a crise dos cartoons defendeu muito activamente o alegado direito de o Jyllands-Posten insultar os muçulmanos, deu a entender que só responderá daqui a um mês.

A legislação "antiterrorista"
O Partido Comunista da Dinamarca ML considera que a censura contra o seu jornal representa mais um sintoma da transformação totalitária que se tem operado no Estado dinamarquês durante as duas últimas décadas. Este processo acelerou-se nos últimos anos, especialmente depois do 11 de Setembro de 2001, com a subsequente introdução das leis "antiterroristas", que constituem um fenómeno mais ou menos comum em todas as "democracias" ocidentais.
É bem sabido que estas leis não pretendem somente combater terroristas, reais ou imaginários, mas também os comunistas e outras forças progressistas que, de uma forma ou outra, constituem um desafio à ordem actual. Como tal, representam uma restrição dos direitos cívicos e das liberdades fundamentais. Não constitui surpresa que a primeira organização condenada segundo a versão dinamarquesa da legislação "antiterrorista" tenha sido a Greenpeace, por ter colocado um cartaz num edifício de Copenhaga!
A legislação "antiterrorista" estende-se a cada vez mais esferas da vida quotidiana. Na semana passada, por exemplo, a ministra da Justiça, Lene Jespersen, anunciou uma série de novas leis que, entre muitas outras coisas, permitirão aos Serviços de Informações da Policia e do Exército o livre acesso - sem mandado judicial - a todos os registos públicos que contenham dados pessoais de todo o tipo, desde o pagamento de impostos até à saúde de cada indivíduo. Como a Dinamarca é um dos países com mais registos em todo o mundo, estas leis significarão que o Estado poderá dispor de informações quase completas sobre cada cidadão do país. A ministra da Justiça anunciou que se podem aguardar mais leis deste tipo no futuro.
Na semana passada também vimos outra expressão da evolução totalitária do Estado dinamarquês. Durante uma reunião na Cidade do Cabo, na África do Sul, do Grupo de Acção Financeira (GAFI), que é um grupo de tipo "antiterrorista" instituído pelo G-8, o governo dinamarquês, juntamente com outros 33 países membros da OCDE, comprometeu-se a vigiar " as associações voluntárias e os seus membros, para evitar que estas associações sejam utilizadas por terroristas para transferir dinheiro ". Ou seja, esta nova medida "antiterrorista" foi decidida por uma organização internacional e aceite pelo governo dinamarquês sem nenhum tipo de discussão no Parlamento dinamarquês. Parece que os tradicionais procedimentos democráticos já não convêm ao muito "democrático" Estado dinamarquês e aos igualmente "democráticos" Estados da OCDE.

A oposição à legislação "antiterrorista"
É compreensível que a totalitária legislação "antiterrorista" tenha gerado uma oposição cada vez maior. Uma expressão desta oposição é a associação de base Rebelião, fundada em 2004, para desafiar as leis "antiterroristas" que, entre outras coisas, criminalizam a solidariedade com os movimentos revolucionários e de libertação nacional que os EUA e a União Europeia, de forma arbitrária, colocaram nas suas chamadas listas "antiterroristas".
Pela sua história e pelos seus objectivos seculares, democráticos e humanistas, a Rebelião decidiu desde o princípio concentrar o seu trabalho em duas organizações deste tipo, as FARC da Colômbia e a FPLP da Palestina, e apoiá-las moral e financeiramente. Meses depois, a Rebelião, desafiando as leis "antiterroristas" dinamarquesas, enviou publicamente significativas somas de dinheiro a essas duas organizações.
No verão de 2005, a Rebelião publicou um Apelo Internacional às organizações democráticas de toda a Europa para que tomassem " partido no desafio constante contra a legislação europeia antiterrorista e contra a 'lista de terroristas' da União Europeia ". Pouco depois, o porta-voz da associação, Patrick Mac Manus, foi detido e acusado, ao abrigo da secção "antiterrorista" do Código Penal Dinamarquês, de apoiar organizações constantes da "lista de terroristas" da União Europeia, uma acusação que pode mantê-lo preso durante dez anos. Ao mesmo tempo, a polícia retirou - desta vez com um mandado judicial - o Apelo da página web da Rebelião, depois de a associação se ter negado a fazê-lo.
Como resposta a tudo isto, o Arbejderen, juntamente com outros partidos e organizações democráticas e da esquerda, decidiu colocar o Apelo na sua própria página web. Três meses depois, o seu director recebeu uma carta na qual a polícia de Copenhaga lhe pedia que retirasse o Apelo da página web do jornal. No dia 13 de Dezembro, o Arbejderen e outras onze organizações, que hospedavam o Apelo, reuniram-se e decidiram não acatar o pedido da polícia.
Oito dias depois, o Arbejderen decidiu procurar "asilo político" para o Apelo, que imediatamente foi colocado, em três línguas, num total de 25 páginas web de toda a Europa, além de numa série de outras páginas de organizações comunistas e progressistas. A directora do jornal, Birthe Sorensen, afirmou na altura:
"Tomámos esta medida para sublinhar que pensamos que a questão da liberdade de expressão deve ser levada a sério. Discute-se em todo o mundo se o Jyllands-Posten tem o direito de insultar os muçulmanos, e enquanto isso o governo dinamarquês está a introduzir a censura".
Desde então, e até ao dia 24 de Fevereiro, altura em que a polícia interveio de forma claramente ilegal, retirando o Apelo da página web do Arbejderen, não houve nenhum tipo de comunicação entre o jornal e a polícia. Mas quatro dias antes, sete activistas - entre os quais um militante do Partido Comunista da Dinamarca ML- foram detidos e acusados por vender t-shirts de apoio às FARC e ao FPLP. Já estão em liberdade mas, tal como o porta-voz da Rebelião, Mac Manus, podem ser condenados a até dez anos de prisão.

Contradições dentro dos círculos dominantes na Dinamarca
A repressão da liberdade de expressar solidariedade com os movimentos revolucionários e de libertação nacional tem lugar num momento muito especial da história recente da Dinamarca. A crise dos cartoons, que por um lado é uma consequência de décadas de humilhações aos povos muçulmanos e, por outro, o resultado da arrogância e estupidez do actual governo de direita e dos editores do Jyllands-Posten, provocou sérios desentendimentos dentro dos círculos dominantes na Dinamarca.
A revolta dos muçulmanos já se traduziu em importantes perdas económicas para uma série de grandes empresas dinamarquesas, que agora descarregam as suas frustrações sobre o governo. Tanto a Confederação das Indústrias Dinamarquesas como o Conselho Dinamarquês de Agricultura, vieram a público criticar o governo pela forma como lidou com a crise. O director executivo da Grundfos, fabricante de mais de metade das bombas de água a nível mundial, declarou que a sua empresa está a considerar deslocalizar a produção para o exterior, caso o governo não altere a sua posição arrogante.
Por outro lado, tanto dentro do governo, especialmente no Partido Conservador, como entre os restantes partidos parlamentares, com excepção do extremista Partido Popular Dinamarquês, notam-se manifestações de uma frustração crescente e críticas contra a rígida posição do governo durante a crise dos cartoons. Também uma larga série de intelectuais ilustres e até editores de alguns dos principais meios de comunicação se juntaram ao coro de críticas.
Como resposta, o primeiro ministro Anders Fogh Rasmussen e outros ministros e dirigentes do seu Partido Liberal - numa acção sem precedentes na recente história política da Dinamarca - lançaram-se num contra-ataque, acusando o mundo dos negócios de corrupção moral e de só pensar em dinheiro, acusando de hipocrisia os meios de comunicação e os intelectuais e de não defenderem a liberdade de expressão, da qual beneficiam para viver e trabalhar. Desta forma, estamos perante uma dessas raras situações em que um partido político enfrenta a classe social que o apoia.
Até agora, no entanto, a sobrevivência do governo não está em causa, e uma das razões é exactamente o facto de o governo, noutras frentes, tal como a da redução das prestações sociais, das privatizações e da repressão das ideias progressistas, estar a fazer aquilo que o Grande Capital espera dele. Desta forma, resulta que a situação política, apesar das profundas contradições, continua relativamente estável, embora futuramente não se possa descartar uma possível remodelação do governo e do parlamento.

A liberdade de expressão é um conceito de classe
Não é possível ver televisão, escutar rádio e ler um jornal sem assistir ao grande debate que se está a desenvolver na sociedade dinamarquesa, em consequência da crise dos cartoons. Na sua essência, o debate é saudável, mas também encerra grandes perigos, devido à forma como os grandes meios de comunicação entendem a liberdade de expressão.
Por um lado, não perdem nenhuma oportunidade para louvar a liberdade de expressão que se pratica na Dinamarca, especialmente durante a actual crise. Por outro lado, mantêm um forte controlo sobre o debate e esforçam-se por evitar que certas ideias progressistas e comunistas tenham acesso aos grandes meios, privados e públicos, de comunicação. Não se diz quase nada sobre a real ameaça contra a liberdade de expressão. Desta forma, o conceito de tolerância repressiva, formulada há quatro décadas por um filósofo norte-americano, adquire, nas presentes condições, um novo significado e actualidade.
Há alguns dias, o director do Le Monde Diplomatique, Ignacio Ramonet, publicou um comentário sobre a crise dos cartoons e a liberdade de expressão, no qual, entre outras coisas, escreveu:
"A liberdade de expressão - pilar fundamental da democracia - não está hoje ameaçada na Europa pelo Islão. Como sabemos, essa liberdade está em perigo por outras causas: a concentração mediática, o poder do dinheiro e os consensos ideológicos".
Ignacio Ramonet tem mil vezes razão quanto à liberdade de expressão "dos de baixo", mas ao mesmo tempo é um facto que a liberdade de expressão "dos de cima" é reforçada pela actual concentração da propriedade nas suas mãos. A liberdade de expressão é um dos termos polémicos e polissémicos que - tal como a democracia - representam dois conceitos diferentes. Embora compartilhem uma origem comum e, até certo ponto, também uma base comum, jamais devemos esquecer que um dos conceitos pertence à classe operária e aos comunistas, enquanto que o outro pertence à burguesia e aos seus ideólogos.
Há alguns anos, a classe dominante da Dinamarca contentava-se com o facto de a concentração mediática aumentar o seu controlo sobre os media, marginalizando a imprensa progressista e revolucionária como o Arbejderen. Depois, começou a proibir a linguagem da verdade, ou seja, as palavras exactas para caracterizar os fenómenos sociais modernos como, por exemplo, chamar racista a um partido racista. Agora, vemos como o Estado intervém para apagar documentos inconvenientes em nome da chamada guerra contra o terrorismo.
Talvez alguém considere que a eliminação de um documento das páginas web do Arbejderen - e de outras organizações - não tem assim tanta importância, e que não vale a pena fazer tanto alarido por isso. No entanto, a verdade é que se trata de uma questão de princípio. Se hoje permitirmos que a polícia dinamarquesa abra um precedente, praticando uma censura arbitrária, isso significará a perda de mais uma batalha na secular luta de classes entre o Trabalho e o Capital, que o Estado utilizará mais tarde para implementar mais medidas reaccionárias contra a imprensa progressista e revolucionária.

Solidariedade internacional
O Partido Comunista da Dinamarca ML considera que a acção policial contra o seu jornal diário - e contra outras organizações progressistas na Dinamarca - faz parte da criminalização geral das forças comunistas e progressistas da Europa, desde a ameaça de proibir a União da Juventude Comunista (KSM) da República Checa, passando pela ilegalização dos comunistas nos países bálticos, até à moção anticomunista parcialmente aprovada pelo Parlamento do Conselho da Europa, no passado mês de Janeiro. É parte integrante da ofensiva geral contra a classe operária e os povos europeus.
Tudo isto mostra que os sectores mais prudentes da burguesia europeia compreendem que o capitalismo moderno, apesar da sua superfície relativamente estável, se caracteriza por uma crise estrutural que, mais tarde ou mais cedo, conduzirá a uma agudização das contradições de classe, pelo que já se estão a preparar para as inevitáveis batalhas do futuro. Em tal situação, ganha uma extrema importância a solidariedade internacional entre os Partidos Comunistas e os movimentos progressistas, solidariedade que deve encontrar formas cada vez mais amplas.


Sven Tarp, Secretário Internacional do Partido Comunista da Dinamarca ML. Tradução de LP.
retirado do Resistir.info

França - France


Escrevo este texto Sábado, antes das grandes manifestações que sucederão da parte da tarde um pouco por todo o país.
O governo francês aprovou uma lei que prevê que os jovens até aos 26 anos e que tenham um vínculo contratual com uma empresa possam ser liminarmente despedidos sem justa causa. Esta lei pode parecer mais uma brincadeira de um governo de direita mas não é.
É uma lei que renega a matriz social da direita de protecção da família, desestabilizando o cidadão na maior parte do tempo de vida em que pode procriar. Esta lei, pretensamente para aumentar a oferta de emprego, aumenta o tempo de dependência do cidadão dos seus progenitores e redundará na aniquilação intelectual das capacidades produtivas de gerações e gerações.
Em Portugal, a comunicação social tem dado grande destaque aquilo que chama violência, esquecendo a lei genocída.
O que se passa em França não é mais que o eco de uma alteração global do paradigma do capitalismo; deixamos a era da exploração do homem para entrar na era da aniquilação intelectual do mesmo (esta Orwell não imaginou).
Na comunicação social também tem havido um esforço por referir que estes acontecimentos estão muito aquém dos de Maio de 68, e nisto têm razão. O movimento é menos ideológico e menos colectivo porque houve uma alteração social de quem está nas universidades.
O capitalismo e a sua capacidade de adaptação, permitiu pós-68, que a universidade francesa se tornasse mais multi-classista, através do endividamento dos mais pobres. A burguesia de 68 tornou o movimento mais ideológico do que o de hoje, mas afastou-a dos sindicatos e da população mais explorado.
Hoje, os franceses (de diferentes origens) que se manifestam nos subúrbios, são os mesmos que estão na Sorbonne a estudar e a trabalhar à noite a entregar pizzas.
Por isso qualquer acha para a fogueira do conflito o faz incendiar.
Por outro lado, ao governo, este conflito interessa. Cria um evento que absorve todas as atenções mediáticas e um sentimento global de insegurança, medo e terror. A alguns meses das eleições presidências, ganha pontos quem faz o discurso mais duro contra a violência, ainda que seja o seu principal promotor.
Para o Poder, a Guerra, serve como justificativo e capa, para as suas acções. Para o Povo a Paz é um dos conceitos mais importantes, pois é quem perde com a Guerra.

sexta-feira, março 17, 2006

- Não somos todos verdes fascistas!

Resposta dos manifestantes de Paris à pergunta do Jorge Ferreira: "Daniel Cohn Bendit já foi visto nas manifestações parisienses?"

Decreto Lei 73/73 | Interesses, interesseiros e interessados

A Associação dos Agentes Técnicos de Arquitectura e Engenharia (aatae) tem sido a única entidade a dar a cara contra a iniciativa legislativa de revogação parcial do DL 73/73. Ao que pude apurar a sua advogada é a Dra. Paula Teixeira da Cruz, ex-deputado do PSD, presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, casada com o Presidente do BCP...

quinta-feira, março 16, 2006

Decreto Lei 73/73

No final do ano passado foi entregue na Assembleia da República uma iniciativa popular com cinquenta mil assinaturas, na qual se procurava revogar o decreto lei transitório 73/73, que permite que qualquer cidadão execute projectos de arquitectura. Em Abril esta primeira iniciativa legislativa a ser entregue na Assembleia da República terá de ser votada em plenário.
Vamos ver como é que o PS irá conseguir dar a volta ao texto, para satisfazer os seus autarcas e outros construtores militantes, que tanto asco têm aos arquitectos...

segunda-feira, março 13, 2006

"Gente que se liga na gente"

Obrigado à Bomba Inteligente pelo destaque.

Estágios na Administração Pública

O Diário Económico (do dia 10 de Março) reproduzia na capa, a notícia que não teria havido muita procura dos estágios na administração pública, anunciados pelo Governo. Dizia o Diário Económico que os candidatos teriam faltado em massa às entrevistas.
A primeira questão que se levanta é onde foram publicitados os regulamentos?
Em sites da administração pública como por exemplo o Instituto de Gestão Financeira e Patrimonial da Justiça. Ora parece-me estranho que os candidatos tivessem de andar à procura por todos os sites da administração pública para ver qual é que abria vagas. Ainda mais surreal se torna, quando por exemplo este Instituto oferecia vagas para arquitectos. Por isso só concorreram 33, pode-se ver aqui (candidatura D).
Para se perceber melhor a situação, dir-se-ia que para este atelier concorreram 140 licenciados em arquitectura, para o Estado apenas três dezenas.
Por outro lado, os poucos que tiveram conhecimento do concurso, também não notaram uma claúsula estranha ao Código de Procedimento Administrativo: os candidatos seriam convocados para a entrevista através de afixação de listagem com data e hora, e não por notificação... Ou seja, as listagens foram tornadas públicas lá para os confins de um Instituto e de um site pouco detectável. A duas fases, far-se-ia a selecção natural entre os que tinham amigos que zelosamente os avisavam (tanto do concurso como da entrevista) dos que não tinham.
Contudo, e porque nestas coisas a arquitectura costuma sempre surpreeender, o que era suposto, o que tinha os amigos certos e o que tinha no pai um destacado membro do PS, também faltou à entrevista. Apressadamente, o Instituto de Gestão Financeira e Patrimonial da Justiça lá o entrevistou. Aos outros informava-se que não havia hipóteses para calendarizar outra entrevista.
Darei mais notícias aquando da decisão.

Proponho que quem souber de mais histórias destas as publique que ecoarão por aqui (esta situação também já foi levantada no Spectrum). Sugiro que se estabeleça uma corrente de protesto e denuncia destas fraudes nos estágios para a Administração Pública.

sexta-feira, março 10, 2006

Novos Vizinhos

Foi actualizada a coluna da direita com novos vizinhos: Sentidos da Vida, Abafos e Desabafos e Fuga para a Vitória. Como diria o Perestrelo "gente que se liga na gente".

Cavaco e a vitória dos caixilhos de alumínio

Das eleições presidênciais, bem sabemos, saiu o resultado previsto, Cavaco e a vitória dos caixilhos de alumínio com vidro espelhado.
No primeiro dia do novo presidente em Belém, penso na senhora que no Rossio vende, faça sol ou faça chuva, isqueiros do PSD. Penso naquelas pessoas que Cavaco despreza, mas a quem deve a vitória.

Sampaio, o 1º Presidente de Direita do pós-25 de Abril

Sampaio nos últimos dias de magistratura, procurou através de muitas entrevistas "esclarecer" a sua conduta, de modo a regressar incólume à sua casa política. Contudo, na minha opinião, Sampaio ficará para a história como o Presidente da República que conseguiu impedir que uma direcção mais aberta do PS, de formar um governo de esquerda com comunistas.
Agora, Sampaio poder-se-á desculpar com o que quiser mas, de acordo com o que me foi explicado no calor dos acontecimentos por um dos seus assessores, Sampaio não confiava em Ferro Rodrigues e na sua capacidade para atingir uma maioria absoluta, e assim sendo, tudo apontava para comunistas no governo. Neste contexto Sampaio preferia Santana, promovendo a reorganização do PS através de Sócrates.
Conforme me foi explicado a solução seria apenas temporária, a partir do momento que a reorganização estivesse cumprida, Santana cairia e ir-se-ia para eleições antecipadas. Resultou.
Em tempos de ditadura de consensos, foi com orgulho que vi que a bancada do PCP na Assembleia da República não aplaudir o seu discurso de despedida, senti-me representado.

Alguém se lembra de algum sinal do PP em que se sentisse que estava em discordância com o governo na era Santana Lopes? Eu não.

Os suspeitos do costume:

A Câmara Municipal de Lisboa aprovou o comissariado para revitalizar a Baixa-Chiado. A proposta, assinada pela vereadora Maria José Nogueira Pinto ( CDS-PP), foi aprovada pela maioria, tendo apenas um voto contra, de José Sá Fernandes do BE e duas abstenções, do PCP.O comissariado terá seis meses para apresentar um plano estratégico que enquadre a operação de revitalização. Maria José Nogueira Pinto admitiu, que o modelo de gestão a adoptar poderá incluir a fusão das entidades que actualmente gerem aquela zona histórica da cidade, nomeadamente a Sociedade de Reabilitação Urbana da Baixa Pombalina, a Agência de Promoção da Baixa-Chiado, a Unidade de Projecto da Baixa-Chiado e o Fundo Remanescente do Chiado.Relativamente ao seu voto contra, José Sá Fernandes referiu que, no seu entender as propostas aprovadas provam que a Câmara «não tem estratégia para a Baixa-Chiado e por isso encomendam-na a seis atarefadas personalidades». Para além disso, na óptica do eleito do Bloco de Esquerda, todos os diagnósticos estão feitos e portanto podia-se começar a discutir medidas concretas em vez de estar à espera seis meses por um plano.Deste grupo de trabalho fazem parte o ex-ministro da Economia Augusto Mateus, com a competência do financiamento e sustentabilidade económica, o presidente do Instituto Português do Património Arquitectónico Elísio Summavielle, responsável por coordenar a área do património histórico e actividades culturais. O arquitecto Manuel Salgado terá competências no urbanismo, mobilidade e espaço público, Maria Celeste Hagatong, nas actividades económicas, o ex-deputado do PP Miguel Anacoreta Correia, na área executiva, e a investigadora e docente de História de Arte na Universidade Nova de Lisboa, Raquel Henriques da Silva.

terça-feira, março 07, 2006

A História que se repete

O Governo da República Checa, seduzido pelas virtudes do capital, está a ameaçar ilegalizar e banir a Juventude Comunista de República Checa (KSM). Neste site pode-se ler sobre o assunto e assinar a petição.