quinta-feira, agosto 03, 2006

sexta-feira, julho 21, 2006

Fim aos Bombardeamentos

FCT = Fuga de Cérebros com Talento

Governo português promove a fuga de cérebros de Portugal.
Ser bolseiro de investigação tornou-se hoje uma profissão altamente qualificada e a baixo custo. Durante anos, um bolseiro recebia uma bolsa para desenvolver investigação associada à obtenção de um grau académico. Era-se bolseiro por um período definido, geralmente curto, depois entrava-se no mercado de trabalho. Hoje, porque não se quer abrir vagas nos quadros das Universidades, Laboratórios do Estado e demais centros de investigação, porque o tecido empresarial nacional continua a não absorver trabalhadores científicos qualificados, ser bolseiro tornou-se uma profissão, um modo de vida precário que se tende a prolongar no tempo.
Isto representa a precarização do trabalho científico. Um bolseiro trabalha, mas não tem o estatuto jurídico de um trabalhador. Não tem direito a um regime de segurança social pleno ou férias. Um bolseiro não paga IRS. É como se fosse um trabalhador ilegal, sob a falsa capa do eterno estudante. Os bolseiros são hoje responsáveis por uma parte substancial da investigação científica feita em Portugal, representando mais de um terço da força de trabalho científica. Muitos têm o mestrado, o doutoramento, 3-6 anos de pós-doutoramento, e continuam a não ser reconhecidos como aquilo que, de facto, são: trabalhadores. Recebem por vezes muito menos que colegas que integram o quadro das instituições, apesar de terem as mesmas ou mais habilitações. Com isto, consegue-se mão-de-obra qualificada, a baixíssimo custo.
Calcula-se que mais de 20% dos nossos quadros qualificados abandonam o País, para procurarem no estrangeiro um emprego com salário digno, compatível com as suas qualificações, para poderem antever um futuro, e não sentirem a instabilidade da vida de bolseiro. Exigimos que se cumpra a recomendação da Carta Europeia do Investigador: que sejam oferecidas condições dignas e atractivas aos investigadores de forma a criar uma Europa competitiva em Investigação e Desenvolvimento. Manter a condição de bolseiro é destruir mão-de-obra altamente qualificada. É desperdiçar o esforço de investimento feito na formação avançada dos recursos humanos do país! A qualificação superior de um investigador doutorado representa um investimento público de mais de 50 mil euros. Não criar condições para reter estes quadros representa um prejuízo para o país. As medidas recentemente anunciadas são claramente insuficientes e estão longe de poder vir a resolver este problema. Entretanto, anuncia-se igualmente um aumento da atribuição de mais bolsas...
É preciso dizer basta! Para investir em Ciência há que investir nos seus recursos humanos. Mais bolsas não é a solução. Exigimos a criação de emprego científico.

JUNTA-TE AO NOSSO PROTESTO. FUGA DE CÉREBROS NO AEROPORTO DE LISBOA. 24 DE JULHO ÀS 18 HORAS. JUNTO ÀS PARTIDAS
NÃO FALTES.

segunda-feira, julho 17, 2006

40º

Com tanto calor resta pouca vontade para a escrita.

segunda-feira, julho 10, 2006

Post incendiário


Ontem, o pirómano orgulhava-se da sua bandeira na janela.
Hoje, começa uma nova época de trabalhos.

Do Futebol ao Fogo

Portugal prepara-se para mudar de tema. Com o final do Campeonato do Mundo que encheu o país de brio prepara-se a época dos incêndios que encherá o país de cinzas. Este processo começa já hoje.
Confesso que hoje ao percorrer os olhos por uma banca de jornais, e com o olhar ainda pouco avisado, li o título: "Figo mata seis bonbeiros". Temendo o pior, que o capitão da selecção nacional em desespero pela sua saída da selecção tivesse feito uma loucura, lá parei e constatei que era "Fogo" e não "Figo".

domingo, julho 09, 2006

O meu onze do Mundial (*)

1 Buffon (Itália)
2 Miguel (Portugal)
3 Ricardo Carvalho (Portugal)
4 Thuram (França)
5 Lahm (Alemanha)
6 Vieira (França)
7 Figo (Portugal)
8 Cristiano Ronaldo (Portugal)
9 Henry (França)
10 Zidane (França)
11 Klose (Alemanha)

(*) este post se fosse escrito amanhã teria, com certeza, escolhas diferentes. Só Zidane me parece inquestionável.

Este blog promete:

Sobaba

O link do dia:

Blgo do José Fanha

Novo vídeo:

É para votar:

Equipa mais empolgante
Bola de Ouro

France - Italia

"Se a França se qualificar para a final, o preço por um reclame publicitário de trinta segundos na televisão atingirá 250 000 euros (o que representa, em França, 15 anos de salário de um beneficiário do rendimento mínimo). E a Federação Internacional de Futebol (FIFA) nunca receberá menos de 1172 milhões de euros, apenas pelos direitos televisivos e pelos patrocínios do Campeonato do Mundo da Alemanha. Estima-se também que o total de investimentos publicitários ligados a esta competição ultrapasse os 3 mil milhões de euros."

Ignacio Ramonet

sexta-feira, julho 07, 2006

A velha história

PIB: $1.816.000.000.000 (FR)
vs
PIB: $204.400.000.000 (PT)

Em campo os dois PIB's equivaleram-se. Um atacava mais e o outro, com a sua experiência ia rendilhando o jogo até ter alguma oportunidade para marcar. A determinada altura ela aparece e eis que há falta na área. Grande penalidade e golo.
O PIB: $204.400.000.000 a partir daí assume o controlo do jogo e antes do final da primeira parte um dos seus jovens que vale milhões cai na área. Quebram-se as equivalências, o apito pia mais fino para o PIB mais baixo e toca de continuar a jogar. Depois... não marcámos.

segunda-feira, julho 03, 2006

As imagens que os media portugueses não querem mostrar


Desculpem mas esta hoje fica no início. Obrigado Ordep!

A doença dos títulos


Por falar em Timor, está na altura de os órgãos de comunicação social começarem a preparar outra ida e volta dos seus enviados. Até para se saber o que está lá a fazer a GNR, e que timorenses mandam nela, Xanana ou o governo do país. A não ser que tudo isso seja uma ficção e sejam as autoridades portuguesas a decidir quais os timorenses que têm legitimidade para dar ordens à GNR, ou seja, tomem partido. Então, nesse caso, um governo democrático (o nosso) devia ir à Assembleia explicar as suas opções, e uma oposição a sério devia exigi-las. A não ser assim temos que ler os jornais australianos para saber o papel de Portugal na crise de poder em Timor.
A doença dos títulos: "Timorenses solidários com Xanana". Todos? A maioria? A resposta certa é "alguns" que até podem ser muitos, os que são trazidos "em camiões e autocarros à capital timorense e juntaram-se às cerca de 700 pessoas que passaram a noite diante do Palácio do Governo." Mais do que isto, o jornalista não sabe e provavelmente não pode saber.


Pacheco Pereira no Abrupto

"very close up"

olhando para os close ups do xanana e do alkatiri que saem hoje, frente a frente, no público, percebe-se tudo. o xanana tem ar de bonzinho e o alkatiri de mau. o xanana é amado pelo povo e o alkatiri não. o xanana é um grande herói e o alkatiri sabemos lá. aquilo de a ala do alkatiri ter ganho as eleições para a assembleia constituinte é uma história muito mal contada -- onde é que estão as manifs a favor dele? onde é que anda a mulher dele, que não diz nada? onde é que andam as reportagens australianas a favor dele? onde é que estão os valorosos bispos timorenses a apelar ao respeito pela legalidade democrática e pela paz e pela ordem? hum?
está-se mesmo a ver.


Fernanda Câncio no Glória Fácil

As imagens que os media portugueses não querem mostrar

domingo, julho 02, 2006

Actualidade


Rua do Bonjardim - Porto
Fotografia de Álvaro Mendonça, Ermesinde

Timor

Há alguns anos atrás havia um país que era ocupado por outro e que conseguiu organizar um referendo sobre a sua autodeterminação nas condições mais difíceis. O Povo votou pela sua liberdade e fugiu para as montanhas fugindo às retaliações da tropa ocupante. Anos depois esse país libertou-se e escolheu um Presidente para os representar e um partido e um Primeiro-Ministro para os governar. Ontem esse Presidente, recentemente alvo dos apupos de quem o elegeu, deixou entrar outra força ocupante e designou alguém de sua confiança(*) para o governar.

(*) Talvez seja um pouco exagerado dizer-se que Ramos Horta possa ser "de confiança" de alguém.

a ler: Porque a Austrália quer uma mudança de regime em Timor Leste?

Confrontos Argentina-Alemanha

Tal como no Portugal-França de 2000, no Argentina-Alemanha houve tumultos entre os jogadores após o final do jogo. Tal como então, para a FIFA, apenas os jogadores argentinos parecem ter sido culpados.

A Luta de Classes

Alemanha
Área: 349,223 Km2
Nº de Habitantes: 82,422,299
PIB: $2.504.000.000.000
PIB/per capita: $30,400

França
Área: 545,630 Km2
Nº de Habitantes: 60,876,136
PIB: $1.816.000.000.000
PIB/per capita: $29,900

Itália
Área: 294,020 Km2
Nº de Habitantes: 58,133,509
PIB: $1.698.000.000.000
PIB/per capita: $29,200

Portugal
Área: 91,951 Km2
Nº de Habitantes: 10,605,870
PIB: $204.400.000.000
PIB/per capita: $19,300

Fonte CIA.GOV

The Man of the Match

No jogo Portugal-Inglaterra a FIFA "escolheu" como "homem do jogo" o único inglês que conseguiu marcar o seu penalty, Owen HARGREAVES, jogador do Bayern Munich (podem-se ver aqui os argumentos). Como tudo na FIFA se vende, este prémio tem o nome do patriocínio Budweiser Man of the Match. A marca de cerveja americana lá impôs à FIFA esta ridícula nomeação em confronto com o luxo das defesas de Ricardo, o poder nas alturas de Meira ou Ricardo Carvalho, ou as acelarações do melhor Ronaldo do Mundial. Aliás já Fonseca (MEX) tinha sido o eleito no Portugal-México (2-1) ou Keller (EUA) no EUA-Itália (1-1). A premiação tem vindo a ser de acordo com a implantação da cerveja em cada um dos países.

sábado, julho 01, 2006

A(meia)final...

...é a França.

As faltas

Tal como com a Holanda, Portugal, fez 10 faltas contra as 21 da Inglaterra!

Agora que venha o Brasil...

... com o qual nunca perdemos em fases finais do Mundial.

Brasil-França

Quem quer ver o jogo Brasil-França pode ir a este link e descarregar o ficheiro TVUPlayer.zip. Após a instalação é escolher os canais ESPN2, ESPN Sport ou CCTV-5. Depois é esperar que a velocidade de ligação seja a contratada.

sexta-feira, junho 30, 2006

Pensamento FIFA:

Tudo corre bem! A Alemanha e Itália estão nas meias-finais e o Brasil vai a caminho. Tomara que os portugueses não façam das suas!

Retrato da Profissão de Arquitecto

Nove minutos e vinte e sete segundos de um documentário sobre "O Harquitecto", com "H" grande.

Biblioteca de Lisboa


Ontem, a arquitectura fez capa de jornal com a nova Biblioteca de Lisboa da autoria da dupla Manuel Mateus/Alberto Oliveira. Lamentavelmente é mais um caso de ajuste directo sem concurso público. Ao contrário do que obriga a lei (DL 197/99) para edifícios desta escala e daquilo que é pratica noutros países, a concepção da Biblioteca da capital de Portugal foi adjudicada directamente.
Mais uma vez o Estado (neste caso a Câmara Municipal de Lisboa através da EPUL), esquece a transparência dos processos em prol do poder de este ou aquele decisor poder adjudicar trabalhos públicos.

segunda-feira, junho 26, 2006

Venceremos!


A ditadura da FIFA roubou-nos (pelo menos) um jogo bonito entre duas boas equipas e fez com que os (normalmente) calmos holandeses perdessem a cabeça e revelassem pouca ética profissional. Mais um mundial em que a FIFA vai tentando reconstruir a sua final preferida: Alemanha-Brasil.
Portugal resiste!

domingo, junho 25, 2006

Timor

Enquanto estes senhores


iam fazendo isto.


Outros iam deixando que isso acontecesse


enquanto outros permaneciam calados.


Entretanto o povo, procurava defender as suas famílias e bairros, com a ajuda deste que, por isso agora pode vir a ser demitido.



*

sábado, junho 24, 2006

As organizações e o Bloco de Esquerda

O Daniel Oliveira, a propósito das eleições para o SPGL, escreveu um post sobre o comportamento dos militantes do PCP, nos sindicatos e outro tipo de organizações. O texto defende a habitual tese que, todo e qualquer militante do PCP, está em ligação directa com a Soeiro Pereira Gomes, daí recebendo ordens para a sua acção dentro da respectiva estrutura. Embora essa visão de grande organização até agrade a alguns militantes, parece-me que seria mais comum na altura em que o Daniel era militante do que actualmente. Contudo não é esse o motivo deste post.
Ao longo dos anos a minha acção política tem passado muito mais por este tipo de organizações de que o Daniel fala do que pelo partido e estando actualmente na direcçãode uma estrutura profissional na qual o BE tem muito maior representatividade que o PCP, importa também fazer uma análise sobre o seu comportamento e forma de actuar.
Os militantes do BE não respondem a qualquer decisão do partido e comummente não são solidários com o mesmo. Não quer com isto dizer que não actuem em grupo dentro das respectivas organizações, antes pelo contrário. Geralmente, a primeira medida é afastar os militantes do PCP, retirando-os de listas unitárias sempre que possível, ou então retirando-lhes direitos de voto e participação, procurando-os diminuir na discussão colectiva através da utilização dos clichés do costume, privilegiando sempre aquele a que normalmente chamam independente que normalmente é alguém que lhes é próximo ou que é da direita chique. Sempre que possível refere-se e aponta-se quem é militante do PCP.
Na sua acção política, afirma-se diariamente a crítica às posições do BE e uma orgulhosa falta de ligação ao partido. Desta forma, justifica-se o apoio a medidas institucionalistas que fariam corar o mais recente militante da UDP (lembro aquela reunião em que alguém defendeu dois anos de estágio não remunerado para os aspirantes a arquitectos, pela credibilidade da instituição!!!).
A sua posição perante uma posição de poder não é subvertê-lo mas sim afirmá-lo, perante os demais. No seu seguimento é construído um circuito de interesses, que se constituem como o grupo de iluminados seres que se destacam dos outros pela sua inteligência e curriculum.
De quem falo?
Quem me conhece sabe que sempre trabalhei bem com as pessoas do PSR, UDP e outros partidos de esquerda que estão no BE. Gente que tal como eu tem uma cultura e uma formação de esquerda, que muitas vezes na vida lhes implicou abdicar dos seus interesses pessoais em prol daquilo que se considera ser o interesse colectivo ou uma ética de vida e cidadania. Aqueles de que falo nunca abdicaram de nada e só estão no BE porque agora é o que está a dar. Servem-se do partido para se posicionarem no circo do poder e para mais tarde serem os administradores dessa "bela empresa" que é o capitalismo.

Timor: o golpe

A situação em Timor continua preocupante. A comunicação social e os opinion makers já tomaram partido, por essa frente democrática e popular liderada por Xanana e Ramos Horta. Nem a visão mais patrioteira, mas óbvia, de que Xanana representa os interesses da Austrália singrou. Agora, é Ramos Horta, esse "grande homem do povo" que em todos os momentos difíceis de Timor estava no estrangeiro, é a salvação. Aqui, em Timor, fala-se de democracia, mas não convém falar de eleições, pois sabe-se que a Fretilin e Alkatiri, venceriam! O golpe de estado assim vai sendo montado.

Recebido via email:

ALERTA
Primeiro-Ministro Alkatiri faz Presidente Xanana Gusmão pensar duas vezes
Hoje o dia começou mal. A notícia era que na Terça-feira, dia 20 de Junho, o Presidente enviou um envelope ao Primeiro-Ministro que continha uma cassete de vídeo do programa de dia 19, 4 Corners da ABC TV da Australia, e uma carta a exigir que ele se demitisse até às 5 da tarde, caso contrário senão seria demitido. Isto significa uma ameaça de violação da Constituição. O programa 4 Corners alega que a Fretilin criou esquadrões de morte por ordem do Primeiro-Ministro e Secretário-Geral, Mari Alkatiri.
Felizmente, talvez, o Primeiro-Ministro não abriu o envelope até tarde nessa noite, depois das 5 da tarde. De qualquer forma, o Presidente não tomou nenhuma acção no final do prazo
Tinha sido marcada uma reunião do Conselho de Estado para as 10.30 da manhã de dia 21 de Junho – um conselho consultivo do Presidente constituído por 15 conselheiros, que não toma decisões. Na reunião, o Presidente renovou o seu pedido de demissão do Primeiro-Ministro. O Primeiro-Ministro não aceitou o pedido.
Então, o Presidente disse que se o Primeiro-Ministro não se demitisse, demitia-se ele. Mas o Primeiro-Ministro disse-lhe para não fazer isso de forma nenhuma, e que se assim fosse demitia-se ele primeiro. O Ministro dos Negócios Estrangeiros propos que Alkatiri entregasse o seu lugar a dois vice-primeiros-ministros.
O Primeiro-Ministro respondeu que eles tinham de compreender que se ele se demitisse nestas circunstâncias, isso implicaria a demissão de todo o Governo, o antagonismo dos membros da Fretilin, e que o Orçamento de Estado não passaria no Parlamento Nacional e que a Lei eleitoral seria atrasada e que tudo isto não seria bom para o país nem traria benefícios para a situação.
Esta perspectiva surpreendeu, tanto o Presidente como o Ministro dos Negócios Estrangeiros.
O Primeiro-Ministro disse que não lhe cabia a ele sozinho tomar essa decisão e que teria que consultar a FRETILIN e o Conselho de Ministros.
A reunião acabou com o Primeiro-Ministro a transmitir ao Presidente que o informaria da sua decisão após essas consultas. A Comissão Política Nacional da FRETILIN reunir-se-á no dia 22 de Junho de manhã, e à tarde o Primeiro-Ministro e o Presidente do Parlamento informarão o Presidente das conclusões da Comissão Política Nacional. Na sexta-feira de manhã há reunião do Conselho de Ministros. No Sábado reúne-se o Comité Central da FRETILIN. Por isso, talvez, Domingo ou Segunda-feira haverá um anúncio do resultado deste processo.
No entanto, o efeito psicológico do dia foi virou-se contra o Presidente. Ele exigiu a demissão do Primeiro-Ministro em dois dias consecutivos e não a recebeu.
Nem o Presidente, nem o Ministro dos Negócios Estrangeiros, prestaram declarações à Imprensa, nem a Embaixada da Austrália, depois do Conselho de Estado de hoje.
Os militares australianos tem sido cada vez mais agressivos dizendo às pessoas que Alkatiri é o 'ex-Primeiro-Ministro" e a perguntarem às pessoas quem é que elas apoiam. Hoje hastearam a bandeira da Austrália no edifício da Educação Não-Formal em Vila Verde, depois de terem impedido o içar da bandeira de Timor-Leste. Estas instalações são utilizadas pelo Ministério da Educação e também utilizado como dormitório por alguns soldados australianos.
No dia 9 de Junho, dois helicópteros militares australianos foram a Los Palos, na ponta Leste da ilha, dizendo às pessoas para apoiarem o Presidente e oporem-se ao Primeiro-Ministro. Foram surpreendidos por uma reacção agressiva e zangada da população e tiveram que partir apressadamente.
O demissionário Ministro do Interior, Rogério Lobato, foi interrogado pela polícia sobre as alegados esquadrões da morte, mas não foi preso.
Está em sua casa e visitou outras casas na sua zona, mas encontram-se militares australianos em sua casa. O Procurador-Geral da República disse nas notícias da noite da Televisão, a 21 de Junho, que havia um mandado de detenção para Rogério Lobato, mas que não tinha sido executado.
Por volta das 6 da tarde de 21 de Junho, algumas pessoas tentaram incendiar a casa do Procurador-Geral, mas os bombeiros dominaram o incêndio. A 20 de Junho tinha havido uma ameaça de lhe pegarem fogo à casa. Estão contra ele por não prender o Primeiro-Ministro e Rogério Lobato. Queimaram casas nessa noite em Díli.
Tanto quanto posso dizer dos membros da FRETILIN, existe um grande apoio a Mari Alkatiri, e existe a determinação de resolver a tensão actual com o Presidente de uma forma que garanta o respeito pela Constituição, a posição da FRETILIN, ajude a acabar com a crise no país e que permita realmente a realização das eleições em 2007.
O perigo é que as forças que querem mudar o Governo não desistam, especialmente agora que empurraram o Presidente à beira de violar a Constituição.

Peter Murphy
Dili, 21 de Junho de 2006

domingo, junho 18, 2006

Junho - a morte sai à rua

Os comunistas e todos os militantes de esquerda sentem as contínuas perdas de camaradas dos últimos dias. Para além de Fernanda Barroso, também os escritores Miguel Medina, nascido em Lisboa em 1951 e filho de Fernando Medina e de Maria Eugénia Cunhal, e Mário Ventura Henriques e, hoje de manhã, recebi a notícia da morte do ex-eurodeputado comunista Joaquim Miranda. Às respectivas famílias um abraço solidário.

Frida

Mais um fabuloso texto do Xatoo. Desta vez, leva-nos pela vida e obra de Frida Kahlo a propósito do catálogo "cor-de-rosa" editado pelo CCB.

terça-feira, junho 13, 2006

Quando a morte sai à rua

Exactamente um ano após o falecimento do camarada Álvaro Cunhal, a morte saiu mais uma vez à rua. Desta vez levou-nos a camarada Fernanda Barroso, sua companheira nos últimos 25 anos. O funeral realizar-se-á amanhã, às 9h00, para o Cemitério do Alto de S. João.
(Nota do Secretariado da Direcção da Org. Regional de Lisboa do PCP)

TvCabo M6

Através do Sitemeter notei que grande parte das pessoas que hoje acederam a este blog, vieram a partir do google procurando: "TvCabo M6". Percebi a partir de então que a indignação não é só minha já existindo dezenas de posts sobre o tema e alguns blogues a apoiarem a cadeia de protesto que alvitrei. Assim aqui fica a nota e o link para o browser da blogger onde se pode ir vendo os posts mais recentes sobre a matéria.

domingo, junho 11, 2006

Destaque 02

O Monte Olivete no Príncipe Real, local onde já se falou de {Destruição} {25 de Abril} e do {Terramoto} e onde se continua a falar ao avesso.

Destaque 01

O Abruzolhos nasceu em 2004, em papel, após a necessidade sentida por um colectivo de jovens activistas comunistas de veícular opiniões, reflexões, humor e informação relacionada com a política nacional e mundial, de um ponto de vista de esquerda, socialista, mas sem a necessária formalidade de «órgão de informação» de uma organização.À criação da newsletter em papel por altura das Eleições Europeias de 2004, sucedeu-lhe o blog Abruzolhos, em Setembro de 2004. Necessariamente, por características que são próprias da opinião de cada um dos intervenientes ou participantes do blog, nunca tencionámos falar em nome de quem quer que fosse, mas quisémos sim participar activamente na vida política, em especial da juventude e de uma forma «arejada».

Links >>>>>

Finalmente algum tempo para editar a coluna da direita. Constituem-se novos "Vizinhos" e acaba-se com a coluna "A Editar".

VIZINHOS
Tugir
We have kaos in the garden
Almocreve das Petas
Briteiros
Cão de Guarda
Pensamentos
Bloguers Comunistas
Monte Olivete
Renas e Veados
Hardblog
Compl. e Contradição
a Barriga de um Arquitecto
Posthabitat

DIÁRIOS
a Vila
a Baixa do Porto
Recortar
Arrastão
Glória Fácil

SEMANAIS
Império Bárbaro
A Arte da Fuga
A hora que há-de vir
Diário da República
Abruzolhos
Garedelest
Ovelha Negra
A causa foi modificada
Analfabeto Político
Domingo no Mundo
Adufe
Avatares do Desejo
Bloguítica
Canhoto
Palombella Rossa
Homem a Dias
Grande Loja do Queijo Limianos
Margens de Erro
Insubmisso
Klepsydra
Os tempos que correm
Voz do Deserto

MENSAIS
Anónimos Optimistas
Canto Aberto
Kitschnet
Blog Marcelo
Viriato Teles
Almada
Em bom português
Kontratempos
Tertúlia
Crime Creme
Imprensa Canalha
Bazonga da Kilumba
Diário Ateísta
Diário de Lisboa
Opinion Desmaker
Rua da Judiaria
Resistente Existêncial

sábado, junho 10, 2006

O Futebol é de Esquerda


Basta uma bola, que até pode ser de trapos ou jornal. Basta uma pessoa, mas todos os que se juntam são bem vindos para aproximar do 11 x 11. Basta um campo aberto, mas também pode ser uma rua inclinada. Bastam dois postes mas também podem ser duas pedras no chão.
O futebol é um jogo colectivo quanto melhor joga a equipa, mais ganha. Todos conhecemos Maradona, mas o que seria de Maradona sem Burruchaga, Caniggia ou Passarella, ou Rossi sem Bruno Conti, Bergomi ou Altobelli, ou Eusébio sem Coluna, José Augusto ou Torres? Primeiro há o colectivo depois as estrelas que desequilibram e, na realidade dentro de campo todos são iguais.
É óbvio que o Capital e o Neoliberalismo tenta passo a passo crescer e cimentar o seu domínio sobre o futebol. Constroem-se estádios com menos lugares e com bilhetes mais caros, cria-se mitos em torno de um ou outro jogador reafirmando-se a luxúria e a ostentação com que vive, transformam-se clubes em empresas, passa-se aos accionistas o poder que outrora foi dos sócios e, vende-se e compra-se muito!
Neste Mundial é dado mais um passo: o jogador que contesta de uma forma visível uma decisão do árbitro deve ser advertido com um cartão amarelo. Justifica-se esta decisão com o facto dos protestos poderem passar para os adeptos. No Futebol do capital, não se quer protesto nem contestação. Qualquer dia, quando o público no estádio já estiver devidamente seleccionado, poder-se-á também acabar com o aplauso incómodo para o copo de whisky na mão.
Mas o futebol resistirá, numa qualquer rua perto de si!

Arrastão

Foi notícia no ano passado, neste mesmo dia.
Era uma vez um arrastão, de Diana Andringa.

Post anti-SportTvTvCabo (actualização)

Todos os jogos em canal da TVcabo: M6.
Vive la France!
___________________________________________________________________
A TvCabo acabou de privar todos os seus assinantes do canal M6. Inacreditável a arrogância desta empresa que para além de poluir com os seus cabos as nossas cidades, contractualiza com o consumidor um serviço que de vez em quando lhe retira. É altura de protestar, o serviço contractualizado não está a ser cumprido. Sugiro que se enviem emailes de protesto para:
cliente@netcabo.pt
info@deco.proteste.pt
provedor@provedor-jus.pt

Tanto a Deco como o Provedor de Justiça abrem imediatamente um processo de averiguações.

___________________________________________________________________

Follow the differences

"Povo arrastado para o sofrimento por interesses externos aliados a interesses frustrados internamente"

"Esta entrevista de Marí Alkatiri ao Expresso diz tudo. Só não entende quem o não quer.
Timor-Leste tem estado a ser atacado externamente aproveitando-se as ambições e frustrações internas. Há partidos da oposição, nomeadamente, o PSD e o PD que não têm parado, através de alguns célebres militantes de financiar acções e aliciamentos intelectuais.
Há uma classe política, pseudo política - são pessoas que muito devem a interesses indonésios e australianos (alguns têm vindo a ser sistematicamente financiados, exemplos podem ser dados...) - que teme a boa gestão de futuro do actual executivo, todos sabem que há corrupção a alguns níveis na actual máquina administrativa (alguma herdada do tempo indonésio, outra cultivada já no pós-liberdade). Mas não sou eu que refiro ou afirmo a boa gestão - há áreas em que Marí e seus pares poderiam ter sido mais precavidos e até mais lestos -, quem refere a boa gestão são os Parceiros de Desenvolvimento (países que participam no financiamento do Estado de Timor-Leste) que analisam o realizado e apreciam o proposto para os seguintes seis/12 meses. Nesta campo é tal como o Primeiro Ministro timorense refere: elogios.
Ora elogios à beira das eleições de 2007 não virão a calhar aos PSD e PD (e outros mais, Igreja Católica também), pois significa mais FRETILIN à frente dos destinos do país.
Como muitos sabem, mas poucos afirmam dizer saber, há uma teia espalhada que se perde com a saída de Abel do Governo - os clientelismos ficam agora à deriva. A facção, na qual Abel Ximenes se integrava, liderada subitamente pelo Embaixador José Luis Guterres (nunca viveu em Timor-Leste nos últimos 32 anos, faz parte do conhecido grupo de Moçambique e embaixador nos Estados Unidos da América) , perdeu em toda a frente no seio da FRETILIN. O Congresso foi o "tiro" de "largada" para o ataque ao poder. Foi tentado por dentro, seria, potencialmente o mais pacífico, mas falhou. O plano "B" era o que está em execução: demonizar Marí Alkatiri e Francisco Lu'Olo. Por arrasto, tentariam cremar Taúr Matan Ruak, Lere, Falur e outros históricos da verdadeira resistência armada nas montanhas.
Há por aí senhores com cara de anjo que se passeiam pelo Hotel Timor, como abutres em busca de presas à morte, acompanhados de senhoras (pseudo-deputadas) que aguardam a queda de um governo para se montarem no petróleo, na energia, no dinheiro.
Estas são as pessoas que não estão pelo povo, que não estão por Timor - aliás, sempre que o fizeram foi em cargos de muita massa no tempo indonésio.
Nada do que está a acontecer foge do que foi previamente programado. Maquiavel não teria ido tão longo nas suas acções.
O povo está à mercê da cobardia dos rebeldes, dos políticos de alguma oposição, que na sombra se programam em estrategas letais - lembro tantos deputados que fugiram e puseram a salvo as suas famílias quando começaram a perceber que Marí Alkatiri nem caía nem era abatido. Já vimos isso no passado... facultam água, comida, megafones, viaturas, dinheiro, etc. Todos esses estão identificados.
Marí, Lu'olo, Taúr, Lere, entre tantos outros têm tido maturidade democrática de libertadores da Nação. Xanana Gusmão mais uma vez foi "comido" pelo seu "chefe de gabinete", pela sua mulher (australiana que ficará para a história por várias razões neste capítulo e noutros) e pelos assessores que lhe vão parar às mãos... Xanana tem de corrigir a mão e começar a pensar por si, a pensar de facto em TIMORENSE.
José Ramos Horta... palabras para quê? - está tudo dito e escrito por ele e só por ele.
Quanto à democracia, aos rebeldes e afins... é só fazer cumprir a Lei. rebelde é rebelde, prisão e já.
Tropas australianas? - representam a frente armada da ocupação de Timor-Leste e são os instrumentos de ampliação de uma crise criada por interesses externos usando a ambição de frustrados internamente....
Marí vencer? não interessa, não está em causa o nome do primeiro-ministro. A verdade é que a democracia e afirmação da soberania e independência da REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE estão em causa e só ela (República de TL) pode vencer. E isso significa que Marí e Lu'olo, as instituições democráticas sobreviveram ao mais vil atentado, alguma vez perpetrado contra o povo timorense, nos tempos em que há memória.
Força Timor-Leste, força povo de Timor."


Via Timor Verdade

sexta-feira, junho 09, 2006

Mundial 2006

E agora que venha a bola!
Um mês de futebol total. Não acho mal, vamos ter festa, tristeza e drama. E não é só a selecção mas todos os jogos! Diariamente, pelo menos, cento e oitenta minutos. E, não me venham com tretas, que no Mundial todos os jogos são importantes pois "os que menos podem e menos têm" podem sempre vencer.
Em Portugal a neoliberalização do sistema privatizou o acesso a todos os jogos, em Itália por exemplo, a RAI continua a emitir todos os jogos em aberto. Por cá, apenas teremos alguns jogos... ainda não percebi quais.
Por mim não seria mal que Portugal fizesse o mesmo que no Euro; perdia o primeiro e o último jogo, na final, com a mesma selecção - Angola. (este pensamento surgiu quando ouvi o skin que está na berra, dizer que iria ver o jogo inaugural de Portugal)

quinta-feira, junho 08, 2006

Voto obrigatório

Na sequência dos argumentos de Rui Pena Pires sobre o voto obrigatório, o Daniel Oliveira diz recear "o voto meramente de protesto, inconsequente e sem qualquer objectivo que não seja o de demonstrar que não se queria votar" por oposição ao voto esclarecido, desinteressado e ideológico, que actualmente sucede.

Momento surrealista:


Quando o jornalista da RTP, perguntava a Reinado (claramente a gozar o prato) por que estavam na sua mansão militares australianos e por que não lhes podia fazer perguntas...

Timor - GNR acantonada

"A decisão foi tomada depois de um incidente a meio da tarde de quarta-feira (hora local), quando a GNR transportava duas pessoas para o novo centro de detenção temporária guardado pelas tropas australianas.
Os militares australianos negaram-se a receber os detidos, questionando a legitimidade da GNR para proceder às detenções."

quarta-feira, junho 07, 2006

Mário Machado

Soube pelo post do André que finalmente o Mário Machado foi preso, na sequência da sua entrevista à RTP - ler entrevista ao Correio da Manhã. Julgo que ele, estará actualmente a ser presente no Tribunal de Instrução Criminal, na R. Gomes Freire (próximo do Campo Mártires da Pátria), pois esta manhã estavam concentrados à sua porta 5/6 nazis.

segunda-feira, junho 05, 2006

Mais uma extinção em curso


Petição contra a extinção do Centro Português de Fotografia.
Site do CPF

@nti-comunismos

É uma prática política corrente, sempre que existe um ou outro comunista numa lista candidata aos Bombeiros Voluntários, ao clube do bairro ou à associação do jogo da laranjinha, surgir imediatamente o rumor de que é o sectário e poderoso PCP (outrora dir-se-ia a URSS) que tenta dominar a associação em causa.
Pessoalmente recordo o tempo quando ainda não era militante comunista e fazia parte de uma lista para a direcção de uma associação de estudantes de uma escola secundária da linha do Estoril, cujo candidato a presidente e vice-presidente eram militantes do PS, essa lista ser, por minha causa, acusada de ser "perigosa".
Essa bandeira de anti-comunismo, continua até hoje, pensando-se que o PCP é um monstro organizativo que detém um conhecimento e domínio profundo sobre toda a actividade dos seus militantes. Este rumor, a que todo e qualquer comunista esteve e está sujeito, tem muito possivelmente a sua raíz cultural no Estado Novo.
Este comportamento é ainda mais incompreensível quando assumido por alguém que já foi militante do PCP e sabe do que falo. Embora não saiba quem é o Saboteur, consigo perceber por anteriores comentários, que é alguém que conheço bem e que tendo sido meu camarada de partido (com o qual partilhei ideias numa altura quente do PCP) se afastou com bastante mágoa. Neste contexto, consigo perceber um ou outro comentário mais mordaz, mas nunca a mesma argumentação que a direita como a que é aqui feita a propósito da Lista B para o Sindicato de Professores da Grande Lisboa.

A doença infantil da blogosfera: reparo agora que o post recebeu diversos comentários do mesmo anónimo. Começa a parecer-me que a solução de gestão dos comentários que o Daniel Oliveira faz no Arrastão, pode ser a melhor forma de combater a cobardia que se esconde sob a capa dos inúmeros anónimos da blogosfera.

Timor - Info alternativas

De dentro da mole de emailes recebidos nos últimos dias destaque-se este de Vasco Paiva, português com profundo conhecimento da realidade timorense. Embora o email seja de 28 de Maio, aqui fica:

Vai-se clarificando quem está a fazer o quê, para além do ruído provocado pelo vandalismo, quem se aproveita? Algumas notícias das últimas horas:
- Xanana continua calado, não fala, fala a sua mulher AUSTRALIANA, fala o seu chefe de gabinete mas ele continua calado. Agora diz-se que está com dores nas costas e que já vai a caminho o médico sul-coreano para lhe tratar da saúde. Entretanto quem manda, ele ou a esposa? Ou o chefe de gabinete?
- Alkatiri continua a insistir no cumprimento da Constituição e propôs (e foi aceite) as reuniões dos Conselhos Supriores de Defesa e do Estado;
- enquanto decorria a conferência de imprensa de Alkatiri um grupo armado dirigiu-se para o Hotel Timor onde decorria a conferência com intenções de agressão. A tropa da Austrália não fez nada, olhou para o lado e deixou passar.
- o primeiro ministro da Austrália fez declarações públicas contra o governo de Timor. Freitas do Amaral, Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal reagiu muito bem, com sentido de Estado e condenou essa ingerência, o Min. Neg. Estrangeiros da Austrália veio depois emendar a mão...
- o tenebroso bispo de Dili veio juntar a sua voz às dos "rebeldes" exigindo a demissão do Governo. Recorde-se que foi na residência oficial deste senhor, Bispo de Dili, que no ano passado, aquando da manifestação da Igreja contra o Governo, dois portugueses foram retidos, espancados e sujeitos a um tribunal popular...
- o estranho comportamento das Nações Unidas... - os portugueses e outros "advisers" internacionais, com diversas funções de consultoria, junto do Governo de Timor, não quiseram sair. Recusaram a saída porque isso seria esvaziar o Governo de apoios, por exemplo jurídicos, seria fechar o Tribunal de Recurso e outros. A ONU obrigou alguns a irem HOJE para a Austrália (Darwin).
Há de facto um golpe de Estado em andamento, as forças da Austrália têm deixado correr todos os tumultos, não desarmam os vândalos, certamente que estarão lá para favorecer uma "negociação" que tenha como objectivo demitir o Governo, dissolver o Parlamento, criar um ambiente que lhe seja mais propício aos seus interesses petrolíferos...

sexta-feira, junho 02, 2006

Mais Timor

A notícia de última hora da TVI era que os GNR's não foram antes para Timor (nem se sabia se partiriam hoje) porque o "nosso credível amigo" Ramos Horta teria assinado um acordo com a Austrália em como todas as forças no terreno estariam sob a chefia australiana.

quarta-feira, maio 31, 2006

Para quem pouco percebe sobre o que se passa em Timor, mas não se deixa enganar pelos contadores de histórias do costume:

Aqui ficam alguns blogues de portugueses em Dili:
Timor Online
Entre Sonhos
Timor Verdade
Enfado
hanoin oin-oin
Aromas do Oriente

Actualização:
Blog do Público sobre Timor
Blog de um jornalista do Expresso em Timor

Carrilho

Seja pelo nome, seja pela família o homem é dado a grandes títulos. Naquilo que diz até pode ter muita razão, mas pela forma como personaliza as suas afirmações, transforma-as em boatos.

Timor - A diplomacia portuguesa

A diplomacia portuguesa não percebeu que a questão fundamental para desempenhar um papel importante no futuro de Timor não era fazer mas sim ensinar a fazer. A diplomacia portuguesa também não percebeu que um povo, qualquer que ele seja, só vive quando tem comida para viver, senão apenas tenta sobreviver.
As declarações de Freitas do Amaral sobre a posição australiana são certíssimas, mas tardias.

Timor

Perante o determinismo mediático que já transformou Alkatiri no grande culpado da actual situação de Timor, manifesto a minha pouca compreensão dos factos e algumas dúvidas a milhares de quilómetros de distância.
Mari Alkatiri é o Primeiro-Ministro de Timor Leste (democraticamente eleito) e ao contrário daquilo que se anunciava para o congresso da FRETLIN, largamente apoiado pelo seu partido. Que erros lhe são apontados?
Esta dúvida é ainda mais actual quando se assiste a um contínuo esfaquear e discursos provocatórios, seja por parte de Ramos Horta (pessoa a quem nem emprestava o meu comando de televisão) ou por Xanana.
Por outro lado, segundo algumas crónicas de portugueses que lá estão, de um momento para o outro os revoltosos passaram a estar armados não de catanas mas de G3's. Quem lhes deu as armas?
Por que querem os australianos a queda do actual governo democraticamente eleito? Por que saiu a ONU? Quem vai comandar as tropas internacionais que vão tentar restabelecer a paz? Quem vai comandar a GNR? Por que é que Xanana faz a conferência de imprensa em inglês?

De regresso

Terei estado demasiado tempo ausente?
Já não se pode ter uma filha e eis que desperta uma discussão interessante sobre a profissão de arquitecto, entre este "comunista convicto", como adjectiva o Lourenço, e o jMAC . Entretanto a blogosfera avança aos arrastões com o regresso, de salutar, do Daniel Oliveira desta vez a solo e... também ele a escrever sobre arquitectura! E ainda - como diria um proscrito apresentador de TV, até Vital Moreira veio zurzir um ou outro disparate sobre os arquitectos, do alto da sua cadeira do poder.
A este ponto só faltava o José Pacheco Pereira responder ao post que escrevi sobre a sua biografia de Álvaro Cunhal, e teria de constituir um gabinete de estudos para produzir textos.

domingo, maio 21, 2006

Finalmente @méli@!

A todos os amigos, visitantes, curiosos, polemicistas, anónimos, feios ou belos, ricos e pobres, burgueses ou operários, é só para dizer que ontem, dia 20 de Maio às 19h49m fui pai! Este blog segue dentro de momentos...

quinta-feira, maio 18, 2006

Que viva o mercado da "livre-opulência"

O Hardblog, a propósito de um comentário meu, levanta uma questão bastante interessante de se discutir, sobre a necessidade ou não, de existirem entidades reguladoras, associações profissionais e, acrescento eu pois decorre do raciocínio, sindicatos. O jMAC defende que deverá ser o mercado a fazer essa regulação, resumida na frase: "se um arquitecto é competente, terá trabalho".
Esta visão não trás nada de novo, aliás, é a postura vigente na prática profissional. Veja-se por exemplo como o político-decisor, assim que é eleito ou nomeado, passa imediatamente a ser o melhor técnico de urbanismo. Veja-se, por exemplo, a quantidade de "concursos" por honorários que existem no mercado em que ganha quem apresenta um preço menor, sendo que esse preço menor decorre sempre da exploração de quem nesses ateliers trabalha. Veja-se ainda, por exemplo, o desemprego encapuçado entre os jovens arquitectos com pouca experiência de trabalho, mas que vão sendo substituídos nos ateliers de arquitectura por um, dois ou três estagiários que aceitam trabalhar sem remuneração.
É o mercado! É o mercado que faz com que quem tem o poder, ou os euros, embora não tendo qualificação ou cultura para avaliar, decide a maioria da encomenda do país e determina quem presta e quem não presta. É o mercado que estimula a canibalização dos honorários sempre às custas do mais fraco. É o mercado que estimula a "livre concorrência" entre a mão-de-obra escrava e alguém que quer viver da sua actividade profissional.
É num mercado selvagem que vivemos. No mundo em que a Ordem não pode intervir, o Estado não quer, e um sindicato que não se cria.
O mercado e esta "livre-concorrência" que diz defender, não é boa nem para a arquitectura nem para o técnico que a tenta exercer de uma forma competente e séria. Mas sê-lo-á para o consumidor?
Vejamos o exemplo dos concursos por honorários, como se consegue baixar os valores de honorários?
Há muita imaginação nesta área.
Há quem faça projectos (por vezes gratuitos) e que depois recebem percentagens de cada um dos materiais que aplicam aumentando exponencialmente os custos de obra. Há quem diminua os custos da estrutura, recorrendo a técnicos de especialidades que se fazem cobra à folha e a estagiários não remunerados. Há quem diminua as horas de trabalho e envolvimento que qualquer projecto requer. Em todas estas situações o consumidor também perde.
E quem ganha com esta situação?
Ganha o técnico que consegue explorar o colega assalariado, enganar o cliente ao aplicar os materiais mais caros e, que entrega o projecto mais rápido, sem acompanhar a obra nem fazer o projecto de execução.
Ganham os agentes económicos intermediários. Quem contracta, constrói e vende, sem nunca habitar.
Que viva o mercado, pim!

quarta-feira, maio 17, 2006

18 de Maio - DL 73/73


Amanhã, 18 de Maio, discussão e votação na Assembleia da República do projecto de lei nº 183/X - Arquitectura, um direito dos cidadãos, um acto próprio dos arquitectos
Ponto de encontro na Assembleia da República às 14:30h

Para quem vem do Norte do País (Organização OASRN):
08:00h | Partida do Porto
12:00h | Chegada prevista a Lisboa
14:30h | Entrada na Assembleia da República
15:00h | Início do debate em plenário
18:00h | Votações do projecto de Lei
19:00h | Regresso ao Porto

DL 73/73

Martins da Cruz


Este senhor foi/é:
- Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal organizador da Cimeira da Guerra nas Lages e conhecido dos portugueses por ter metido uma cunha ao seu colega do Ensino Superior para a admissão da sua filha num curso superior.
- representante dos interesses da Carlyle, conhecido do mundo pela sua aparição no filme de Michael Moore
- Afinsa, o que fazia não sei, mas este senhor está sempre onde é preciso...

terça-feira, maio 16, 2006

Ivania Elena

É sempre bom ver notícias de sucesso de uma amiga que vive, há muito, no estrangeiro. Portuguesa, bailarina e agora também actriz. Aqui fica o seu site.

Será que será?

De comentário a post

Agora quem quer desesperadamente esta terra são os Austrálias!!! Estão em pulgas para terem um pretexto para que possam pôr as "garras" sobre Timor-Leste... Este episodio dos 800 militares em Darwin, e dos barcos ao largo de Timor, apenas me ajuda a confirmar algo que tenho vindo a verificar... A Austrália começa a julgar-se os Estados Unidos da Ásia... Metem dó! Julgam-se os maiores e os donos disto tudo... O que acho piada é o facto de eles saberem que os timorenses vão bem mais "à bola" com os "tugas", do que com eles!!! E isso deixa-os pior que estragados!!! Agora até gostava que a GNR viesse mesmo... só para meter nervos aos "cangurus"!

oRdEp
Dili, East Timor

Claro que concordo

O jMAC no Hardblog, tem vindo a publicar uma (até agora) trilogia de posts de opinião, intitulados "inutilidade pública". Para já apetece-me comentar o primeiro de 2 de Maio.

"Se a perspectiva de estágio não-remunerado é o horizonte mais próximo, com toda a exploração esclavagista a que procedem os patronos, expliquem-me como poderá o candidato disponibilizar os ditos 300 à corporativa instituição"
jMAC, Hardblog

Não posso deixar de concordar com o fundamental da argumentação do jMAC neste post.
O candidato à Admissão da OA, para além de estar a iniciar um processo no qual os seus direitos laborais não estão minimamente assegurados, paga um processo que não deveria, na minha opinião acarretar.
Mas façamos o enquadramento da questão. Quando o primeiro Regulamento Interno de Admissão (RIA) começou a ser preparado, na segunda metade dos anos 90, quando nem eu nem creio que o próprio jMAC, éramos associados, foi posta a questão: Quem paga o processo de admissão?
Por mais imaginação que tenhamos havia três hipóteses: o Estado, o sócio da OA ou o candidato. Na impossibilidade de ser o Estado (que ao que julgo saber financia parte do processo de admissão dos advogados) ficámos apenas com duas hipóteses.
Na altura decidiu-se que o ónus recairia, então, sobre o candidato coisa que se prolonga até aos dias de hoje.
Contudo, como o jMAC bem sabe e como muito lamento, a Ordem dos Arquitectos é uma organização tricéfala constituida por três poderes com três gestões diferentes (CDN e as duas Secções Regionais) e um único responsável por dar a cara (CDN). Este valor de 300 € (receita das secções regionais) é definido em função das despesas que as secções regionais têm com o processo. Neste caso as informações que tenho é que, enquanto numa secção dá um ligeiro lucro, na outra dá prejuizo, por isso, tendo já havido algumas pressões para que o valor ainda possa ser mais aumentado.
No novo sistema de admissão, lutarei para que este valor diminuia significativamente.

sexta-feira, maio 12, 2006

A Carta

Carta do Presidente Iraniano Ahmedi-nejad ao Presidente dos EUA George W. Bush traduzida a partir do Inglês (julgo que a tradução para português terá sido feita pelo André Levy)

quinta-feira, maio 11, 2006

Paradoxos do "capitalismo democrático"

Questiona-se a legitimidade de Evo Morales em nacionalizar as reservas de gás e petróleo do país, que constava no seu programa sufragado nas eleições na Bolívia. Não se questiona a legitimidade de um Governo eleito por 2.588.312 dos 8.944.508 eleitores tomar medidas contra a opinião generalizada da população e que não constava do programa eleitoral sufragado. Recordo, por exemplo, o encerramento das maternidades.

quarta-feira, maio 10, 2006

Timor

"- Que a tensão é pouco sentida, não fosse o deserto das ruas" - é isso que nos dizem os relatos dos que por lá estão. Por vezes lá se vai soltando a frase: "O que eles (americanos/australianos) queriam é que nos fossemos embora".
Através dos blogues do Guilherme e do Pedro pode-se acompanhar em directo as vidas de dois portugueses em Díli. Arak atek!

Aos muitos que têm pedido notícias:

O dia de ontem foi bem passado! Das urgências da Maternidade Alfredo da Costa, passeando até aos jardins da Gulbenkian, cirandando para apressar, e de novo a maternidade. Mas nada! A Amélia ainda não dá sinais de querer conhecer mais alguém que não a sua mãe. A médica diz que de Domingo não passa...

segunda-feira, maio 08, 2006

Publicidade Institucional:

Da gaveta para fora. Ensaios sobre Marxistas
As Edições Afrontamento e a Livraria Bulhosa têm o prazer de convidar V. Exa. para a sessão de apresentação do livro
A sessão terá lugar no dia 11 de Maio, pelas 18.30 horas, na Livraria Bulhosa, Campo Grande, 10 B, em Lisboa. A obra será apresentada por António Borges Coelho, José Bragança de Miranda e Luís Trindade.
O livro é organizado por José Neves.
Participam na obra: António Louçã, Fernando Oliveira Baptista, Francisco Louçã, Frederico Ágoas, Gisela da Conceição, João de Almeida Santos, José Bragança de Miranda, José Neves, Manuel Gusmão, Michael Löwy e Toni Negri.

sábado, maio 06, 2006

Último post sobre o DL73/73 antes da decisão da Assembleia

Mais uma vez uma reflexão, não sobre o decreto, mas sobre os interesses instalados que põe em causa. Interesses esses mensuráveis pelo autêntico pânico que está a provocar nas caixas de comentários deste blogue(*).
Julgo que o Diogo me começará a dar razão, quando algures escrevi que, a luta séria (concorde-se ou não) que a Apela tem vindo a travar contra o actual sistema de admissão da Ordem, está a ser alimentada e utilizada por todos os interesses instalados para que os "sistemas" não se alterem. Mas há mais:
Quando se fala sobre a remuneração dos estagiários e jovem arquitectos, diz-se que a culpa é da Ordem e que a alteração ao decreto não devia passar.
Quando se fala sobre o facto de não existirem concursos públicos e as obras serem adjudicadas directamente, diz-se que a culpa é da Ordem e que a alteração ao decreto não devia passar.
Quando se verifica que o Estado homologou licenciaturas cuja carga horária anual é igual à carga anual de apenas uma disciplina noutras licenciaturas, diz-se que a culpa é da Ordem e que a alteração ao decreto não devia passar.
Quando se põe a hipótese da petição não ser aprovada na Assembleia da República, diz-se que a culpa é da Ordem e que a alteração ao decreto não devia passar.
Tudo, tem sido utilizado para denegrindo, mentindo e caluniando, deixar a mensagem que a alteração ao decreto não devia passar. E viva o bloco central de interesses!

DIA 18 DE MAIO TOD@S À ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA PARA DERROTAR OS INTERESSES INSTALADOS!

(*) este post é dedicado ao indivíduo que anonimamente tem vindo a espalhar afirmações mentirosas, calúniosas e ameaças mas que, de uma forma azelha faz os comentários sob diversos nomes (para parecer que o próprio são muitos), esquecendo-se que existe um sistema de análise de visitas que revela que essa pessoa é sempre a mesma...

quarta-feira, maio 03, 2006

"O nosso esforço não acaba aqui"

A Assembleia da República vai discutir e votar, a 18 de Maio, a Iniciativa Legislativa de Cidadãos «Arquitectura: Um direito dos cidadãos, um acto próprio dos arquitectos», que pretende revogar parcialmente o Decreto 73/73.

ler "O nosso esforço não acaba aqui" de Helena Roseta

As nacionalizações na Bolívia

Perante a decisão de Evo Morales que determina que a Bolívia recupera a propriedade, posse e controlo das reservas de gás e petróleo do país, os meios de comunicação portugueses têm vindo a difundir, a grande preocupação que esta decisão provocou no governo do Brasil. Contudo a realidade desmente a ideia que se pretende difundir.
Aqui deixo transcrita a nota do governo brasileiro, emitida no dia de ontem, sobre a decisão da Bolívia:

O gasoduto Bolívia-Brasil está em funcionamento há sete anos, como resultado de negociações empreendidas por sucessivos governos há mais de cinqüenta anos.
A decisão do governo boliviano de nacionalizar as riquezas de seu subsolo e controlar sua industrialização, transporte e comercialização, é reconhecida pelo Brasil como ato inerente à sua soberania. O Brasil, como manda a sua Constituição, exerce pleno controle sobre as riquezas de seu próprio subsolo.
O governo brasileiro agirá com firmeza e tranqüilidade em todos os foros, no sentido de preservar os interesses da Petrobras e levará adiante as negociações necessárias para garantir o relacionamento equilibrado e mutuamente proveitoso para os dois países.
O governo brasileiro esclarece, finalmente, que o abastecimento de gás natural para seu mercado está assegurado pela vontade política de ambos os países, conforme reiterou o presidente Evo Morales em conversa telefônica com o presidente Lula e, igualmente, por dispositivos contratuais amparados no Direito Internacional. Na mesma ocasião, foi esclarecido que o tema do preço do gás será resolvido por meio de negociações bilaterais.
Os presidentes deverão encontrar-se nos próximos dias para aprofundar questões do relacionamento Bolívia e Brasil e da segurança energética da América do Sul.

Brasília, 2 de maio de 2006



10 detidos
19 armas de fogo apreendidas
1 pistola de nove milímetros
2 pistolas de calibre 6,35
500 munições
22 carregadores de nove milímetros
2 silenciadores

A receita para uma manhã de divertimento e pancadaria dos GOE. Se naquele bairro de Camarate moravam 2000 pessoas então quererá dizer que 0,50 % das pessoas do bairro foram detidas. Contudo "podemos ficar descansados" pois cada um dos habitantes daquele bairro apanhou o seu susto, ao ver um encapuçado com uma arma irromper-lhe pela casa.

terça-feira, maio 02, 2006

Victor Palla (1922-2006)


Texto do Daniel Melo no Fuga para a Vitória

Retratos de Maio III

General William "Gus" Pagonis ao serviço da Sears: "I'm using the skills I used in the military exactly here in the civilian world. The difference is instead of moving ammunition, water and fuel, I'm moving dresses appliances and lipstick" .

Em 1991 durante a 1ª Guerra do Golfo, o General William "Gus" Pagonis, dirigiu a logística para as operações do exército norte-americano na Arábia Saudita e no Kuwait. Esta missão incluía a deslocação de 40 000 contentores com mais de sete milhões de refeições, a protecção de diversos acampamentos com mais de 300 000 soldados, o transporte de mais de 12 000 tanques e outros veículos de combate, o transporte de mais de 800 milhões de munições e o abastecimento com mais de 1,3 biliões de barris de gasolina . Em 1993 a multinacional "Sears", com mais 800 lojas e 3700 postos, confrontada no ano anterior com uma perda de 3.9 biliões de dólares, nomeou o General Pagonis para seu vice-presidente com a responsabilidade de organizar uma radical reestruturação na área da logística da empresa. Com o sistema que implementou, o general, conseguiu fazer a "Sears" poupar um bilião de dólares anuais, eliminando distribuidores, transportadores e todo o departamento de entregas ao domicílio. Este acontecimento fez com que a empresa começasse a dar preferência a empregados provenientes da escola militar de West Point.

Retratos de Maio II

"Normas de Conduta do Freeport Designer Outlet" afixadas na sua entrada:

1. Não é permitido o uso da forças, linguagem menos própria, gestos obscenos ou comentários racistas e/ou religiosos nas instalações da Freeport Designer Outlet.
2. Não são permitidos comportamentos intimidatórios que possam provocar distúrbios
3. Não é permitido correr, andar de bicicleta, ou utilizar outros meios de transporte tais como skate ou patins, obstruir ou interferir com o normal percurso do tráfego de peões
4. A colocação do lixo será efectuado apenas nos locais indicados. É proibido colocar o lixo em lugares que não tenham sido destinados para esse efeito
5. É proibido escrever, desenhar ou destruir qualquer propriedade da Freeport Designer Outlet
6. Com excepção para os cães de guia, qualquer outro tipo de animal está proibido de entrar nas instalações da Freeport Designer Outlet
7. Não é permitido tocar ou cantar qualquer tipo de música
8. Não é permitido a promoção comercial de qualquer tipo de actividade sem o prévio consentimento da Freeport Designer Outlet.
9. Não é permitido qualquer tipo de peditório ou outros tipos de contribuições, doações ou distribuições de folhetos comerciais e/ou promocionais, ofertas de amostras ou retirar dinheiro das fontes de água
10.Todos os visitantes do centro devem estar devidamente vestidos para frequentar o espaço comercial
11. Não é permitido sentar em locais para além daqueles marcados com bancos
12. Não é permitido o consumo de bebidas alcoólicas fora dos pontos de venda autorizados/licenciados
13. Apenas com a autorização prévia da Administração da Freeport Leisure Designer Resourt poderá fotografar o local.

Retratos de Maio I

A Wal-Mart iniciou a sua actividade em 1962 tendo-se constituído, a partir de 1995, como a maior multinacional de grandes superfícies comerciais do mundo. Em 2000, equiparando os seus lucros ao produto interno bruto dos países mais ricos, a Wal-Mart ocuparia a 24ª posição com 165,0 biliões de dólares de proveitos, à frente de países como a Noruega (145,4 biliões de dólares), África do Sul (131,1 biliões de dólares), Arábia Saudita (128,9 biliões de dólares), Portugal (107,7 biliões de dólares) ou Israel (99,1 biliões de dólares).

1º de Maio

Passaram 120 anos do primeiro 1º de Maio em Chicago. Tantas coisas mudaram no mundo e tão poucas mudaram no mundo do trabalho.

sexta-feira, abril 28, 2006

Retirado do Abrupto


"Século" - Novembro de 1956

Para conhecimento dos interessados:

PROPOSTA DE RECOMENDAÇÃO Remuneração Estágios

Uma Ordem profissional não é um sindicato.
A Ordem dos Arquitectos, para além de ter uns Estatutos retorcidos e que só podem ser alterados em Assembleia Geral com 10% dos associados (cerca de 1 400 sócios), tendo depois de ser submetidos à Assembleia da República, não pode (por lei) tomar posições de carácter sindical/laboral (infelizmente). Mas pode fazê-lo sob a forma da ética e da deontologia.
Desta forma, para conhecimento e divulgação, aqui deixo a proposta de recomendação aprovada pelo CDN no dia 17 de Dezembro de 2004 e que foi tornada pública no Boletim dos Arquitectos do mês seguinte.

quarta-feira, abril 26, 2006

a Baixa do PORTO

a Baixa do PORTO
Mais um blogue que faz anos. Neste caso é um verdadeiro serviço público para a cidade do Porto. Parabéns.

25 de Abril, o melhor e o pior

Foi no estrangeiro que passei o melhor e o pior 25 de Abril de que me recordo:
Em Madrid (1999) - Lavapiés, depois de ver inúmeras pessoas pelas ruas de cravo na lapela, aquela festa da liberdade no bar "Grândola" de umas peruanas a viver em Espanha. Eu e o Jorge, levámos cassetes, distribuímos cravos e cantámos a "Grândola" com sotaque castelhano.
Em Roma (2001) - também em Itália é feriado e dia da Libertação, neste caso das tropas nazis, a trabalhar.

c(R)avaco?

Ontem pela primeira vez depois do 25 de Abril, um Presidente da República discursou na Assembleia da República sem um cravo vermelho na lapela.
Tal como não me agrada ver Cavaco Silva a cantar a "Grândola, Vila Morena" como se se tratasse do "Atirei o pau o gato", não me agradam os seus formais "discursos de esquerda" sem conteúdo ideológico, nem gostaria de o ver usar o cravo na lapela como se de uma papoila se tratasse.

32 anos após o 25 de Abril

Uma manhã de zapping.
Respiro os discursos de Heloísa Apolónia, João Semedo e Abílio Fernandes e fico ofegante com os disparates da direita, de fascismos recalcados, de Telmo Correia.
Aproximam-se os discursos de PS, PSD, o Presidente da AR e Cavaco. Nos intervalos a opinion maker da SIC vai-nos dizendo que o discurso de Cavaco será um discurso de esquerda... Intolerável! Mudo de canal. Não oiço Cavaco mais o seu "discurso de esquerda". Circulo pelos outros canais, sem 25 de Abril.
Paro na TVI, Lili Caneças diz que vivia melhor antes e que o 25 de Abril não teria acontecido sem Salgueiro Maia e o pobre Professor Marcelo (o original)... Cinha Jardim, com arrogância, interrompe e diz que o 25 de Abril é um dia triste que matou a sua mãe e por aí em diante...

segunda-feira, abril 24, 2006

Comentário certeiro:

Num recente post no Abrupto, Pacheco Pereira indigna-se pela exploração que a TVI fez da morte de um dos actores da série "Morangos com Açúcar". Leia-se, a pertinente resposta de um dos seus leitores:

No seu breve comentário acerca da morte de um actor de uma telenovela da TVI, considerou a exploração daquela como reveladora da miséria humana. O que a mim me parece é que «exploração» e «miséria» não são os dois conceitos mais apropriados para avaliar a decisão da TVI, se a avaliação e a análise desta decisão se basear nos pressupostos teóricos do liberalismo. São dois conceitos que remetem mais depressa para uma análise marxista, que vê neles uma expressão da alienação dos homens.Para um liberal que se preze, a TVI limitou-se a aproveitar uma oportunidade para conquistar audiências, para dessa forma se impôr no mercado. Como os liberais fazem questão em lembrar-nos, aquilo a que se assistiu foi apenas à espontaneidade dos agentes económicos que procuram satisfazer os seus interesses. Dizem-nos, também, que é dessa espontaneidade e da iniciativa individual que surgem produtos inovadores (como a morte em directo) capazes de conquistar os consumidores. Nessa medida, a morte como espectáculo e como mercadoria é, «apenas», mais um negócio em que os indivíduos podem e devem apostar e arriscar.E isto é assim porque para o liberalismo não tem existir qualquer imposição legal ou ética limitadora da iniciativa individual, pois isso seria um ataque ao livre funcionamento do mercado. Portanto, numa economia capitalista o ser e o dever-ser são o mesmo: o que o agente económico é, é o que agente moral deve ser; o interesse daquele confunde-se com os valores deste. Assim, qualquer indignação por parte do ser moral só pode ser uma expressão de um dualismo artificial, criado por quem quer fazer a quadratura do círculo.
(Rui Fernando)

sexta-feira, abril 21, 2006

Paisagens da Destruição



{Destruição}


conversas, sons, projecções e deambulações em Abril no Monte

sábado__22__conversas
15h00

// paisagens da destruição e demolições na cidade [José Pulido Valente/Tiago Mota Saraiva]
// difusão do comunicado da Frente para Antecipação do Grande Terramoto de Lisboa
// apresentação do Mapa de Embelezamento Racional da Cidade de Lisboa
---------------------------------------------------------------------
O Monte § Rua do Monte Olivete, 30A, r/c 1200-280 Lisboa § ao Príncipe Real (perpendicular à Rua da Escola Politécnica, junto à Antiga Faculdade de Ciências) § <www.monteolivete.blogspot.com> § <monteolivete@gmail.com

terça-feira, abril 18, 2006

De comentários a post:

Pelo interesse que a discussão pode acarretar aqui ficam os comentários que foram surgindo a este texto:

Biranta on 4/15/2006 02:07:48 PM
O panorama aqui descrito, para os arquitectos, não é diferente do que se vive nas outras profissões (INCLUSIVE, nas restantes licenciaturas). Conheço, de relance, a petição (se é a mesma que foi noticiada como tendo sido encabeçada por Helena Roseta). Porém, parece-me duma ingenuidade, absurda, imaginar que a situação se resolve ou pode melhorar com a aprovação de alguma lei como a referida. É assim como imaginar que se podem curar tomores com aspirinas... A doença é mais profunda e exige "bistori"; isso são paliativos!
Os cidadãos deste país (e as diferentes classes profissionais ou académicas) têm de começar a perceber, para bem de todos, mas também e principalmente para seu próprio bem, que não podemos resolver os problemas parcialmente, empurrando uns para "caberem" outros, que irão continuar a fechar os olhos aos procedimentos cretinos e anacrónicos, apenas porque o "problema" deles "está resolvido". Não está! Ou se resolve o problema de fundo (de idoneidade e rectidão no exercício de toda e qualquer função, relativamente a todo e qualquer problema concreto) ou perceberemos, rapidamente, que o problema se mantém, quiçá se agrava. É o que se constuma designara como: "mudar alguma coisa para ficar tudo na mesma". Eu confio nas gerações mais novas e acredito que o seu papel vai ser determinante para alterar a nossa negra realidade, o que não acredito é que este tipo de medidas (proteccionistas quase) possa contribuir fortemente para isso, até pela sua especificidade (de se aplicarem, apenas, a uma classe profissional).

Varela on 4/15/2006 06:34:54 PM
Caro Tiago, Colegas e Outros.
Continua-se com a perigosa opção de misturar vários problemas num só. A questão da precariedade de trabalho dos jovens arquitectos é um facto, mas é um problema concreto de regulação laboral. Crie-se um sindicato!
ATENÇÃO. Por ser verdade ou boato, tem vindo a constar que a recente iniciativa para revogar do Decreto 73/73 está a ter como obstáculo actual um determinado ministro que, por motivos ou interesses que desconheço, tem vindo a protelar o processo. Enquanto nós andamos entretidos a administrar Weblogs e a escrever cartas para jornais, outros, lá se vão mexendo …
Não que a revogação deste “decreto” seja a panaceia para a resolução dos problemas dos arquitectos, mas porque é uma causa justa e, que sirva de exemplo de união dos jovens arquitectos já que dos aburguesados, das estrelas candentes e dos pré qualificados para os concursos já esperamos e nada fizeram.
É que se não conseguirmos levar a bom termo este processo, definitivamente vamos ser eternamente vistos na sociedade como uma classe de “Roger Rabbits”.
Saudações cordiais,
Nuno Helder Varela
nunovarela@clix.pt

Tiago Mota Saraiva on 4/17/2006 11:26:15 AM
Caro Biranta, embora a discussão do 73/73 não seja o centro do texto, julgo que a alteração da lei não resolve mas pode melhorar.
Caro Nuno, dar visibilidade e pôr as pessoas a discutir e a raciocinar sobre este problema, é uma das formas para combater os obscuros meandros e silêncios instalados.

FRQSTR=19026324|19026324|19026324|19026324|19026324 on 4/17/2006 08:27:46 PM
Que estranho...
Nada tenho contra a geração de arquitectos dos anos 90. Mas você, Tiago, é membro do Conselho Directivo da OA. Espanta-me que na sua preocupação paire apenas o destino dos diplomados nesse tempo. Seria de supor que a preocupação se estendesse aos arquitectos de outras gerações, inclusivé, as seguintes. Ou a OA não representa todos os Arquitectos?
Não residirá nesta postura o mesmo mal do qual acusa o estado?
Sobre a revisão do 73/73 (da qual sou a favor)parece-me que a OA adoptou o mesmo espírito de orgulhoso isolamento e imposição. Não estranho, portanto, que a votação em plenário - da iniciativa de cidadãos- redunde num fracasso.
Na minha opinião, acho difícil tentar abraçar problemas maiores, de repercussões externas quando, internamente, se sabe que para os menores tem havido uma total incapacidade para os resolver.
A comunicação social tem veiculado sistematicamente os problemas internos a que me refiro e que são do conhecimento geral.
Por fim, pergunto: É normal que a única forma de um membro efectivo comprovar que é arquitecto seja através de uma folha A4 (dobrada em 2/3 partes)? Então e as cédulas...ou cartões?
Eu sei que isto é "insignificante" mas é de insignificâncias que o mundo é feito...

António on 4/18/2006 12:26:14 AM
Também sou da opinião que a revogação do 73/73 não vai resolver o problema colocado pelo Tiago no seu Post, no entanto julgo que iria clarificar o mercado de trabalho e desta forma alguma coisa seria melhorada.
No entanto sinto que as coisas não andam. À mais de vinte anos que oiço falar deste anacrónico decreto, da Associação passou-se para a Ordem, julgo que uma das vantagens propagadas pelos defensores da criação da ordem, era a de que seria mais simples a alteração da lei com a existência de uma ordem, mas com um misto de sensação de impotência e chateado continuo a ver adiado esse momento.
Penso que a Ordem deveria fazer mais qualquer coisa, não sei o quê, mas sinto uma estranha sensação de que a ordem está sendo enrolada por uma maioria politica que, provavelmente, não está interessada na alteração da lei, mais que não seja por uma questão de evitar chatices.
Em relação à questão colocada pelo Nuno, sobre a criação de um Sindicato, acho a ideia interessante e gostaria que pudesse ser desenvolvida e discutida, para perceber de que forma um sindicato poderia contribuir para a resolução deste problema e de outros que se colocam à classe.
Saudações.
António

Varela on 4/18/2006 04:49:55 PM
Caro Tiago.
Não foi propriamente para obter uma reacção do administrador que coloquei a minha incitação.
Não deixa de ser sintomático, senão mesmo preocupante, que quando é colocada uma missiva num jornal nacional com a possibilidade de posterior discussão, arquitectura e jovens arquitectos, as intervenções por parte dos interessados são escassas e mesmo nulas!
A aguardar…
Varela

Tiago Mota Saraiva on 4/18/2006 07:42:16 PM
Caro Nuno,
Tens razão no que dizes. É confrangedor ver toda esta gente de que falo, emparedada por muro de silêncios e medos.
Em virtude da minha deformação marxista, parece-me que o primeiro passo, a ser dado por cada um, é formar uma consciência de classe (só uma deficiente cultura política pode confundi-lo com uma qualquer forma de corporativismo).
A partir desse momento estão criadas as condições para que se passe à acção, seja através da constituição sindicato (como propões tu e inúmeros outros colegas), de uma participação activa na Ordem dos Arquitectos ou de outras formas de luta que se entenda.
Para mim também é confrangedor, ver uma associação de jovens licenciados como a APELA (ou o blog arqportugal) que tanto destaque mediático consegue, estar apenas preocupada (com ou sem razão) com o acesso à Ordem dos Arquitectos de uns quantos jovens licenciados e, pura e simplesmente, esquecer o problema social gravíssimo que se assiste diariamente na profissão.
Aliás, é ainda mais confrangedor saber, que esta associação, nem sequer é contra o facto da maioria dos estágios não serem remunerados.

Reacções ao artigo do Público

Foram curiosas, embora espectáveis, as reacções ao artigo que publiquei no Público.
Com certeza por deficiência minha, o centro das críticas (a favor ou contra), ou pelo menos o motivo das reacções, recaiu sobre o que escrevi sobre o DL 73/73. Contudo esse não era o objecto do artigo, mas sim, a condição em que vive uma determinada geração de arquitectos que, por sinal, representa metade da actual classe profissional. Sobre o DL 73/73, já escrevi aqui, aqui, aqui e aqui.
O centro do discurso, reflectido no seu título original e também na comparação com o CPE do governo francês, é a precariedade e a violenta exploração que sofre toda esta geração de arquitectos (e bem sei que não é só nesta profissão que isto se passa!). O meu discurso é, com certeza, de classe. Não o renego!
Existe uma condição comum a toda esta gente, e escrevi o artigo para que mais pessoas disso ganhem consciência.

segunda-feira, abril 17, 2006

Ausências

Os deputados não estiveram. Foi-nos dado um ranking de nomes da maioria ou do PSD que, na sua maioria, desconhecemos. Aqueles senhores que se sentam nas bancadas de trás da Assembleia, que não discursam, nem trabalham e que apenas são agentes de um ou outro interessado.
Quando oiço estas estórias, recordo-me sempre do então colega de liceu que, quando questionado sobre a sua vida futura, respondia querer ser deputado, acrescentando, do PS ou PSD e daqueles que se sentam lá atrás. O rapaz entretanto virou homem e agora já é lider numa das "jotas".