sábado, agosto 19, 2006
O controlo das universidades (com "u" pequeno)
Descobri no blog do Filipe Moura, a notícia que a Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra tomou a medida de que para o seu quadro docente apenas sejam aceites doutorados. De acordo com a notícia da RTP, também a Fenprof concorda com contratação exclusiva de docentes doutorados.
Esta medida embora, uma leitura simplista nos possa fazer pensar que significa uma melhoria na qualidade do corpo docente, resulta numa operação para um maior controlo das oligarquias universitárias sobre a academia. As linhas de investigação tornar-se-ão cada vez mais curtas em função das vistas dos doutores do poder, escumangar-se-á todo e qualquer profissional de valor que não seja amigo do catedrático e finalmente retirar-se-á da escola aqueles que diariamente mais se relacionam com os fedelhos: assistentes e monitores.
Partindo do exemplo próximo do Departamento de Arquitectura da FCTUC, esta decisão provoca uma autêntica destruição dos quadros da cadeira central da licenciatura (Projecto), obrigando os que estão ligados ao ofício a escolher entre o atelier e universidade ou a fazer uma prova mediocre. Por outro lado, a aspiração de entrada de algum sangue novo na academia, é definitivamente cortada pelo facto dos "novos" que entram serem os que estão em torno dos "antigos".
Na arquitectura, este cenário é devastador.
Recordo sempre a história, contada por aquele que considero o meu mestre (e que sempre se recusou a fazer provas, para além das que fazia diariamente na profissão), que nos dias de greve havia um sujeito que, embora de esquerda, era sempre o primeiro a romper o piquete e a fazer o exame. Na altura já era professor doutorado e ia caminho da cátedra, embora fosse mais novo que ele e tivesse um curriculum profissional vasto mas desastroso. É por terem medo de pessoas como o meu mestre que os doutores fazem estas leis.
P.S. - Tal como o Filipe Moura ameaça contar as suas desventuras numa candidatura a um instituto politécnico para defender o contrário do que aqui defendo, também pode ser que eu um dia conte as minhas desventuras em seis anos de Assembleia de Representantes da FAUTL, quatro anos de Senado da UTL ou numa proto-candidatura a mestrado ou doutoramento (... nunca percebi bem).
Esta medida embora, uma leitura simplista nos possa fazer pensar que significa uma melhoria na qualidade do corpo docente, resulta numa operação para um maior controlo das oligarquias universitárias sobre a academia. As linhas de investigação tornar-se-ão cada vez mais curtas em função das vistas dos doutores do poder, escumangar-se-á todo e qualquer profissional de valor que não seja amigo do catedrático e finalmente retirar-se-á da escola aqueles que diariamente mais se relacionam com os fedelhos: assistentes e monitores.
Partindo do exemplo próximo do Departamento de Arquitectura da FCTUC, esta decisão provoca uma autêntica destruição dos quadros da cadeira central da licenciatura (Projecto), obrigando os que estão ligados ao ofício a escolher entre o atelier e universidade ou a fazer uma prova mediocre. Por outro lado, a aspiração de entrada de algum sangue novo na academia, é definitivamente cortada pelo facto dos "novos" que entram serem os que estão em torno dos "antigos".
Na arquitectura, este cenário é devastador.
Recordo sempre a história, contada por aquele que considero o meu mestre (e que sempre se recusou a fazer provas, para além das que fazia diariamente na profissão), que nos dias de greve havia um sujeito que, embora de esquerda, era sempre o primeiro a romper o piquete e a fazer o exame. Na altura já era professor doutorado e ia caminho da cátedra, embora fosse mais novo que ele e tivesse um curriculum profissional vasto mas desastroso. É por terem medo de pessoas como o meu mestre que os doutores fazem estas leis.
P.S. - Tal como o Filipe Moura ameaça contar as suas desventuras numa candidatura a um instituto politécnico para defender o contrário do que aqui defendo, também pode ser que eu um dia conte as minhas desventuras em seis anos de Assembleia de Representantes da FAUTL, quatro anos de Senado da UTL ou numa proto-candidatura a mestrado ou doutoramento (... nunca percebi bem).
sexta-feira, agosto 18, 2006
A ver: O Logro das Rosas, Pão Ensebado
josé manuel fernandes (*)
Na semana passada,Isabel do Carmo escreveu um artigo no Público criticando a ofensiva israelita sobre o Líbano, visando em particular uma das suas, colunistas Ester Mucznik, que a havia referenciado no espaço da sua coluna. Aquilo que não pareceria ser nada mais do um artigo no qual se constata o óbvio, ganha absoluta relevância quando a "redacção do Público" faz acompanhar o texto de uma nota sobreo facto de Isabel do Carmo não ter escrito, no original, holocausto com "H"grande. Esta nota, irrelevante na sua forma, está cheia de conteúdo político. Pretende-se com isto colar o rótulo de anti-semitismo a quem não concorda com o actual governo de Israel.
A atitude do Público, para além de ser pouco séria, é colaboracionista com os atentados que Israel tem perpetrado.
Não me parece que os jornais ou os jornalistas devam ser independentes ou que não devam ter sensibilidade política. O que entendo é que esta pretensa independência jornalística perante as questões políticas (Portugal parece ser um dos últimos países em que se acredita em tal) é uma forma encapuçada de arregimentar a opinião pública.
(*) título roubado do artigo do Ruben de Carvalho
Sobre este tema também escrevem:
Daniel Oliveira
Adolfo Mesquita Nunes
A atitude do Público, para além de ser pouco séria, é colaboracionista com os atentados que Israel tem perpetrado.
Não me parece que os jornais ou os jornalistas devam ser independentes ou que não devam ter sensibilidade política. O que entendo é que esta pretensa independência jornalística perante as questões políticas (Portugal parece ser um dos últimos países em que se acredita em tal) é uma forma encapuçada de arregimentar a opinião pública.
(*) título roubado do artigo do Ruben de Carvalho
Sobre este tema também escrevem:
Daniel Oliveira
Adolfo Mesquita Nunes
quarta-feira, agosto 16, 2006
Textos do meu lado do muro:
ENCUENTROS CON FIDEL
Frei Betto, 13 de agosto de 2006
Conocí a Fidel en Managua, la noche del 19 de julio de 1980, primer aniversario de la Revolución Sandinista. Lula y yo estábamos en casa de Sergio Ramírez cuando él llegó a reunirse con empresarios nicaragüenses. Nos saludamos y se refugió en la biblioteca. Eran las dos de la madrugada cuando el padre Miguel D'Escoto, canciller de Nicaragua, nos preguntó si estábamos interesados en conversar con el Comandante. El diálogo se extendió hasta las seis de la mañana, observado por Chomi Miyar, atento a las fotografías y un Manuel Piñeiro soñoliento, desplomado sobre su espesa barba que servía de parabán a un largo tabaco apagado. Hablamos de religión. Fue cuando él me preguntó si estaba dispuesto a ir a Cuba a asesorar el reacercamiento entre el Gobierno y la iglesia católica. Respondí que eso dependía de los obispos cubanos, quienes al siguiente año respondieron de manera positiva a la propuesta.
En febrero de 1985 vine a La Habana invitado por la Casa de las Américas. En vísperas del regreso a Brasil, Chomy me invitó a almorzar en su casa. Transcurría la media noche cuando Fidel llegó. Retomamos el tema religioso. Esta vez hizo una larga exposición sobre su formación católica en la familia y en las escuelas de los lasallistas y jesuitas.
Le pregunté si estaría dispuesto a repetir lo que me había revelado en una pequeña entrevista que serviría, de hecho, para el libro que yo pensaba escribir sobre la Revolución.
Aceptó y acordamos hacerla en mayo de aquel año.
Desembarqué en la fecha acordada que coincidió con el inicio de las transmisiones de Radio Martí. Fidel se disculpó, dijo que la nueva coyuntura le impedía conceder tiempo para la entrevista, que tal vez en otro momento. Me sentí como el pescador de "El viejo y el Mar", de Hemingway. El "pez" había mordido el anzuelo y no debía dejarlo escapar. Insistí tanto que indagó sobre qué tipo de preguntas estaba preparando. Le leí las primeras cinco de las 64 que tenía escritas. "Mañana comenzamos", dijo interrumpiéndome. Fueron 23 horas repartidas en cuatro conversaciones, en presencia de Armando Hart, que se recogieron en el libro Fidel y la religión, que tuvo una tirada de 1,3 millones de ejemplares en Cuba y se publicó en 32 países en 23 idiomas. En Australia, la Ocean Press, acaba de publicar una edición en inglés.
En 1986, desembarqué en La Habana con una caja que contenía 100 ejemplares de la Biblia en español. Se agotaron producto de tantos pedidos que recibí de cristianos y comunistas. Una tarde, me encontraba escribiendo en mi cuarto, cuando Fidel entró inesperadamente. Le conté lo de las Biblias y preguntó: "¿No sobró ninguna para mí?". Le dediqué la única que me quedaba: "Al Comandante Fidel, en quien Dios cree y a quien ama". Se sentó en una butaca de mimbre y me preguntó: "¿Dónde está el Sermón de la Montaña?". Le anoté las versiones de Mateo y Lucas. Las leyó y preguntó: "¿Cuál de las dos usted prefiere?". Mi lado izquierdista habló por mí: " La de Lucas, porque además de las buenaventuras enumera también las maldiciones contra los ricos". Fidel reflexionó un instante y respondió: "Discrepo con usted. Prefiero la de Mateo, es más sensata".
Mis padres habían venido conmigo a La Habana. Una madrugada, cerca de las dos de la mañana, el Comandante me llevó a la casa. Preguntó si "los viejos" estarían despiertos. Dije que no, pero que trataríamos de despertarlos. Él objetó que era mejor que continuasen descansando. "Comandante, no piense en el sueño de ellos esta noche. Piense en el hecho de que los nietos puedan contar, en el futuro, que sus abuelos fueron despertados en plena madrugada por el hombre que lideró a la Revolución Cubana." Se convenció y despertamos a mis padres y, alrededor de la mesa de la cocina, se prolongó la conversación hasta el amanecer.
Mi madre, especialista culinaria, le ofreció una comida. De postre, le brindó Ambrosía, el dulce de los dioses, según Homero en la "Ilíada". A la mañana siguiente, el jefe de la escolta de Fidel tocó a la puerta de la casa: "Señora, el Comandante quiere saber si le sobró un poco del postre de ayer". Mamá le dijo que esperara, y en unos minutos, preparó el dulce a base de leche, huevos y azúcar.
En marzo de 1990, Fidel estuvo en el Brasil, con motivo de la investidura de Collor, electo presidente. En Sao Paulo, participó en un encuentro con más de mil líderes de Comunidades Eclesiásticas de Base. Finalizamos con cánticos litúrgicos y todos, con las manos tomadas, rezamos el Padre Nuestro. El Comandante me apretó la mano y, aunque sus labios no se movieron, tuve la impresión de que de sus ojos brotaban lágrimas.
En 1998, después de la partida de Cuba de Juan Pablo II, Fidel invitó a un grupo de teólogos a almorzar en el Palacio de la Revolución. Estaba feliz con la visita papal y sentía un sincero afecto por el Pontífice. Uno de los teólogos criticó el hecho de que Juan Pablo II presentara a la Virgen de la Caridad con una corona de oro, cuyo valor podría haberse utilizado en la compra de medicamentos para los niños o algo parecido. Fidel reaccionó enfático en defensa del Papa y dio al teólogo una lección sobre la importancia de la patrona de Cuba en la práctica religiosa popular. Se lo tenía merecido. El teólogo se traicionó con sus propias palabras.
Este es el Fidel que conozco y que tanto aprendí a admirar. Lo considero un hermano mayor. En ocasión de la entrevista, dijo que "si alguien puede hacer de mí un cristiano es Frei Betto".Ahora, ¿cómo podría yo pretender evangelizar a un hombre que hizo de su vida una entrega de amor, heroica e integral, al pueblo de la Patria de Martí? "Tuve hambre y me diste de comer", dice Jesús en el Evangelio de Mateo (cap. 25, 31-44). Si es así, ¿qué podemos decir de un hombre que, como Fidel, liberó a todo un pueblo, no solo del hambre, sino también del analfabetismo, de la mendicidad, de la criminalidad y de la sumisión al Imperio?
¡Feliz cumpleaños, Fidel!
retirado do Granma
Frei Betto, 13 de agosto de 2006
Conocí a Fidel en Managua, la noche del 19 de julio de 1980, primer aniversario de la Revolución Sandinista. Lula y yo estábamos en casa de Sergio Ramírez cuando él llegó a reunirse con empresarios nicaragüenses. Nos saludamos y se refugió en la biblioteca. Eran las dos de la madrugada cuando el padre Miguel D'Escoto, canciller de Nicaragua, nos preguntó si estábamos interesados en conversar con el Comandante. El diálogo se extendió hasta las seis de la mañana, observado por Chomi Miyar, atento a las fotografías y un Manuel Piñeiro soñoliento, desplomado sobre su espesa barba que servía de parabán a un largo tabaco apagado. Hablamos de religión. Fue cuando él me preguntó si estaba dispuesto a ir a Cuba a asesorar el reacercamiento entre el Gobierno y la iglesia católica. Respondí que eso dependía de los obispos cubanos, quienes al siguiente año respondieron de manera positiva a la propuesta.
En febrero de 1985 vine a La Habana invitado por la Casa de las Américas. En vísperas del regreso a Brasil, Chomy me invitó a almorzar en su casa. Transcurría la media noche cuando Fidel llegó. Retomamos el tema religioso. Esta vez hizo una larga exposición sobre su formación católica en la familia y en las escuelas de los lasallistas y jesuitas.
Le pregunté si estaría dispuesto a repetir lo que me había revelado en una pequeña entrevista que serviría, de hecho, para el libro que yo pensaba escribir sobre la Revolución.
Aceptó y acordamos hacerla en mayo de aquel año.
Desembarqué en la fecha acordada que coincidió con el inicio de las transmisiones de Radio Martí. Fidel se disculpó, dijo que la nueva coyuntura le impedía conceder tiempo para la entrevista, que tal vez en otro momento. Me sentí como el pescador de "El viejo y el Mar", de Hemingway. El "pez" había mordido el anzuelo y no debía dejarlo escapar. Insistí tanto que indagó sobre qué tipo de preguntas estaba preparando. Le leí las primeras cinco de las 64 que tenía escritas. "Mañana comenzamos", dijo interrumpiéndome. Fueron 23 horas repartidas en cuatro conversaciones, en presencia de Armando Hart, que se recogieron en el libro Fidel y la religión, que tuvo una tirada de 1,3 millones de ejemplares en Cuba y se publicó en 32 países en 23 idiomas. En Australia, la Ocean Press, acaba de publicar una edición en inglés.
En 1986, desembarqué en La Habana con una caja que contenía 100 ejemplares de la Biblia en español. Se agotaron producto de tantos pedidos que recibí de cristianos y comunistas. Una tarde, me encontraba escribiendo en mi cuarto, cuando Fidel entró inesperadamente. Le conté lo de las Biblias y preguntó: "¿No sobró ninguna para mí?". Le dediqué la única que me quedaba: "Al Comandante Fidel, en quien Dios cree y a quien ama". Se sentó en una butaca de mimbre y me preguntó: "¿Dónde está el Sermón de la Montaña?". Le anoté las versiones de Mateo y Lucas. Las leyó y preguntó: "¿Cuál de las dos usted prefiere?". Mi lado izquierdista habló por mí: " La de Lucas, porque además de las buenaventuras enumera también las maldiciones contra los ricos". Fidel reflexionó un instante y respondió: "Discrepo con usted. Prefiero la de Mateo, es más sensata".
Mis padres habían venido conmigo a La Habana. Una madrugada, cerca de las dos de la mañana, el Comandante me llevó a la casa. Preguntó si "los viejos" estarían despiertos. Dije que no, pero que trataríamos de despertarlos. Él objetó que era mejor que continuasen descansando. "Comandante, no piense en el sueño de ellos esta noche. Piense en el hecho de que los nietos puedan contar, en el futuro, que sus abuelos fueron despertados en plena madrugada por el hombre que lideró a la Revolución Cubana." Se convenció y despertamos a mis padres y, alrededor de la mesa de la cocina, se prolongó la conversación hasta el amanecer.
Mi madre, especialista culinaria, le ofreció una comida. De postre, le brindó Ambrosía, el dulce de los dioses, según Homero en la "Ilíada". A la mañana siguiente, el jefe de la escolta de Fidel tocó a la puerta de la casa: "Señora, el Comandante quiere saber si le sobró un poco del postre de ayer". Mamá le dijo que esperara, y en unos minutos, preparó el dulce a base de leche, huevos y azúcar.
En marzo de 1990, Fidel estuvo en el Brasil, con motivo de la investidura de Collor, electo presidente. En Sao Paulo, participó en un encuentro con más de mil líderes de Comunidades Eclesiásticas de Base. Finalizamos con cánticos litúrgicos y todos, con las manos tomadas, rezamos el Padre Nuestro. El Comandante me apretó la mano y, aunque sus labios no se movieron, tuve la impresión de que de sus ojos brotaban lágrimas.
En 1998, después de la partida de Cuba de Juan Pablo II, Fidel invitó a un grupo de teólogos a almorzar en el Palacio de la Revolución. Estaba feliz con la visita papal y sentía un sincero afecto por el Pontífice. Uno de los teólogos criticó el hecho de que Juan Pablo II presentara a la Virgen de la Caridad con una corona de oro, cuyo valor podría haberse utilizado en la compra de medicamentos para los niños o algo parecido. Fidel reaccionó enfático en defensa del Papa y dio al teólogo una lección sobre la importancia de la patrona de Cuba en la práctica religiosa popular. Se lo tenía merecido. El teólogo se traicionó con sus propias palabras.
Este es el Fidel que conozco y que tanto aprendí a admirar. Lo considero un hermano mayor. En ocasión de la entrevista, dijo que "si alguien puede hacer de mí un cristiano es Frei Betto".Ahora, ¿cómo podría yo pretender evangelizar a un hombre que hizo de su vida una entrega de amor, heroica e integral, al pueblo de la Patria de Martí? "Tuve hambre y me diste de comer", dice Jesús en el Evangelio de Mateo (cap. 25, 31-44). Si es así, ¿qué podemos decir de un hombre que, como Fidel, liberó a todo un pueblo, no solo del hambre, sino también del analfabetismo, de la mendicidad, de la criminalidad y de la sumisión al Imperio?
¡Feliz cumpleaños, Fidel!
retirado do Granma
terça-feira, agosto 15, 2006
domingo, agosto 13, 2006
Textos do meu lado do muro:
EL FIDEL CASTRO QUE YO CONOZCO
Gabriel García Márquez, Agosto/2006
Su devoción por la palabra. Su poder de seducción. Va a buscar los problemas donde estén. Los ímpetus de la inspiración son propios de su estilo. Los libros reflejan muy bien la amplitud de sus gustos. Dejó de fumar para tener la autoridad moral para combatir el tabaquismo. Le gusta preparar las recetas de cocina con una especie de fervor científico. Se mantiene en excelentes condiciones físicas con varias horas de gimnasia diaria y de natación frecuente. Paciencia invencible. Disciplina férrea. La fuerza de la imaginación lo arrastra a los imprevistos. Tan importante como aprender a trabajar es aprender a descansar.
Fatigado de conversar, descansa conversando. Escribe bien y le gusta hacerlo. El mayor estímulo de su vida es la emoción al riesgo. La tribuna de improvisador parece ser su medio ecológico perfecto. Empieza siempre con voz casi inaudible, con un rumbo incierto, pero aprovecha cualquier destello para ir ganando terreno, palmo a palmo, hasta que da una especie de gran zarpazo y se apodera de la audiencia. Es la inspiración: el estado de gracia irresistible y deslumbrante, que sólo niegan quienes no han tenido la gloria de vivirlo. Es el antidogmático por excelencia.
José Martí es su autor de cabecera y ha tenido el talento de incorporar su ideario al torrente sanguíneo de una revolución marxista. La esencia de su propio pensamiento podría estar en la certidumbre de que hacer trabajo de masas es fundamentalmente ocuparse de los individuos.
Esto podría explicar su confianza absoluta en el contacto directo. Tiene un idioma para cada ocasión y un modo distinto de persuasión según los distintos interlocutores. Sabe situarse en el nivel de cada uno y dispone de una información vasta y variada que le permite moverse con facilidad en cualquier medio. Una cosa se sabe con seguridad: esté donde esté, como esté y con quien esté, Fidel Castro está allí para ganar. Su actitud ante la derrota, aun en los actos mínimos de la vida cotidiana, parece obedecer a una lógica privada: ni siquiera la admite, y no tiene un minuto de sosiego mientras no logra invertir los términos y convertirla en victoria. Nadie puede ser más obsesivo que él cuando se ha propuesto llegar a fondo a cualquier cosa. No hay un proyecto colosal o milimétrico, en el que no se empeñe con una pasión encarnizada. Y en especial si tiene que enfrentarse a la adversidad. Nunca como entonces parece de mejor talante, de mejor humor. Alguien que cree conocerlo bien le dijo: Las cosas deben andar muy mal, porque usted está rozagante.
Las reiteraciones son uno de sus modos de trabajar. Ej.: El tema de la deuda externa de América Latina, había aparecido por primera vez en sus conversaciones desde hacía unos dos años, y había ido evolucionando, ramificándose, profundizándose. Lo primero que dijo, como una simple conclusión aritmética, era que la deuda era impagable. Después aparecieron los hallazgos escalonados: Las repercusiones de la deuda en la economía de los países, su impacto político y social, su influencia decisiva en las relaciones internacionales, su importancia providencial para una política unitaria de América Latina... hasta lograr una visión totalizadora, la que expuso en una reunión internacional convocada al efecto y que el tiempo se ha encargado de demostrar.
Su más rara virtud de político es esa facultad de vislumbrar la evolución de un hecho hasta sus consecuencias remotas...pero esa facultad no la ejerce por iluminación, sino como resultado de un raciocinio arduo y tenaz. Su auxiliar supremo es la memoria y la usa hasta el abuso para sustentar discursos o charlas privadas con raciocinios abrumadores y operaciones aritméticas de una rapidez increíble.
Requiere el auxilio de una información incesante, bien masticada y digerida. Su tarea de acumulación informativa principia desde que despierta. Desayuna con no menos de 200 páginas de noticias del mundo entero. Durante el día le hacen llegar informaciones urgentes donde esté, calcula que cada día tiene que leer unos 50 documentos, a eso hay que agregar los informes de los servicios oficiales y de sus visitantes y todo cuanto pueda interesar a su curiosidad infinita.
Las respuestas tienen que ser exactas, pues es capaz de descubrir la mínima contradicción de una frase casual. Otra fuente de vital información son los libros. Es un lector voraz. Nadie se explica cómo le alcanza el tiempo ni de qué método se sirve para leer tanto y con tanta rapidez, aunque él insiste en que no tiene ninguno en especial. Muchas veces se ha llevado un libro en la madrugada y a la mañana siguiente lo comenta. Lee el inglés pero no lo habla. Prefiere leer en castellano y a cualquier hora está dispuesto a leer un papel con letra que le caiga en las manos. Es lector habitual de temas económicos e históricos. Es un buen lector de literatura y la sigue con atención.
Tiene la costumbre de los interrogatorios rápidos. Preguntas sucesivas que él hace en ráfagas instantáneas hasta descubrir el por qué del por qué del por qué final. Cuando un visitante de América Latina le dio un dato apresurado sobre el consumo de arroz de sus compatriotas, él hizo sus cálculos mentales y dijo: Qué raro, que cada uno se come cuatro libras de arroz al día.Su táctica maestra es preguntar sobre cosas que sabe, para confirmar sus datos. Y en algunos casos para medir el calibre de su interlocutor, y tratarlo en consecuencia.
No pierde ocasión de informarse. Durante la guerra de Angola describió una batalla con tal minuciosidad en una recepción oficial, que costó trabajo convencer a un diplomático europeo de que Fidel Castro no había participado en ella. El relato que hizo de la captura y asesinato del Che, el que hizo del asalto de la Moneda y de la muerte de Salvador Allende o el que hizo de los estragos del ciclón Flora, eran grandes reportajes hablados.
Su visión de América Latina en el porvenir, es la misma de Bolívar y Martí, una comunidad integral y autónoma, capaz de mover el destino del mundo. El país del cual sabe más después de Cuba, es Estados Unidos. Conoce a fondo la índole de su gente, sus estructuras de poder, las segundas intenciones de sus gobiernos, y esto le ha ayudado a sortear la tormenta incesante del bloqueo.
En una entrevista de varias horas, se detiene en cada tema, se aventura por sus vericuetos menos pensados sin descuidar jamás la precisión, consciente de que una sola palabra mal usada, puede causar estragos irreparables. Jamás ha rehusado contestar ninguna pregunta, por provocadora que sea, ni ha perdido nunca la paciencia. Sobre los que le escamotean la verdad por no causarle más preocupaciones de las que tiene: Él lo sabe. A un funcionario que lo hizo le dijo: Me ocultan verdades por no inquietarme, pero cuando por fin las descubra me moriré por la impresión de enfrentarme a tantas verdades que han dejado de decirme. Las más graves, sin embargo, son las verdades que se le ocultan para encubrir deficiencias, pues al lado de los enormes logros que sustentan la Revolución los logros políticos, científicos, deportivos, culturales- hay una incompetencia burocrática colosal que afecta a casi todos los órdenes de la vida diaria, y en especial a la felicidad doméstica.
Cuando habla con la gente de la calle, la conversación recobra la expresividad y la franqueza cruda de los afectos reales. Lo llaman: Fidel. Lo rodean sin riesgos, lo tutean, le discuten, lo contradicen, le reclaman, con un canal de trasmisión inmediata por donde circula la verdad a borbotones. Es entonces que se descubre al ser humano insólito, que el resplandor de su propia imagen no deja ver. Este es el Fidel Castro que creo conocer: Un hombre de costumbres austeras e ilusiones insaciable, con una educación formal a la antigua, de palabras cautelosas y modales tenues e incapaz de concebir ninguna idea que no sea descomunal.
Sueña con que sus científicos encuentren la medicina final contra el cáncer y ha creado una política exterior de potencia mundial, en una isla 84 veces más pequeña que u enemigo principal. Tiene la convicción de que el logro mayor del ser humano es la buena formación de su conciencia y que los estímulos morales, más que los materiales, son capaces de cambiar el mundo y empujar la historia.
Lo he oído en sus escasas horas de añoranza a la vida, evocar las cosas que hubiera podido hacer de otro modo para ganarle más tiempo a la vida. Al verlo muy abrumado por el peso de tantos destinos ajenos, le pregunté qué era lo que más quisiera hacer en este mundo, y me contestó de inmediato: pararme en una esquina.
retirado de http://www.cubasocialista.cubaweb.cu/texto/cs0254.htm
Gabriel García Márquez, Agosto/2006
Su devoción por la palabra. Su poder de seducción. Va a buscar los problemas donde estén. Los ímpetus de la inspiración son propios de su estilo. Los libros reflejan muy bien la amplitud de sus gustos. Dejó de fumar para tener la autoridad moral para combatir el tabaquismo. Le gusta preparar las recetas de cocina con una especie de fervor científico. Se mantiene en excelentes condiciones físicas con varias horas de gimnasia diaria y de natación frecuente. Paciencia invencible. Disciplina férrea. La fuerza de la imaginación lo arrastra a los imprevistos. Tan importante como aprender a trabajar es aprender a descansar.
Fatigado de conversar, descansa conversando. Escribe bien y le gusta hacerlo. El mayor estímulo de su vida es la emoción al riesgo. La tribuna de improvisador parece ser su medio ecológico perfecto. Empieza siempre con voz casi inaudible, con un rumbo incierto, pero aprovecha cualquier destello para ir ganando terreno, palmo a palmo, hasta que da una especie de gran zarpazo y se apodera de la audiencia. Es la inspiración: el estado de gracia irresistible y deslumbrante, que sólo niegan quienes no han tenido la gloria de vivirlo. Es el antidogmático por excelencia.
José Martí es su autor de cabecera y ha tenido el talento de incorporar su ideario al torrente sanguíneo de una revolución marxista. La esencia de su propio pensamiento podría estar en la certidumbre de que hacer trabajo de masas es fundamentalmente ocuparse de los individuos.
Esto podría explicar su confianza absoluta en el contacto directo. Tiene un idioma para cada ocasión y un modo distinto de persuasión según los distintos interlocutores. Sabe situarse en el nivel de cada uno y dispone de una información vasta y variada que le permite moverse con facilidad en cualquier medio. Una cosa se sabe con seguridad: esté donde esté, como esté y con quien esté, Fidel Castro está allí para ganar. Su actitud ante la derrota, aun en los actos mínimos de la vida cotidiana, parece obedecer a una lógica privada: ni siquiera la admite, y no tiene un minuto de sosiego mientras no logra invertir los términos y convertirla en victoria. Nadie puede ser más obsesivo que él cuando se ha propuesto llegar a fondo a cualquier cosa. No hay un proyecto colosal o milimétrico, en el que no se empeñe con una pasión encarnizada. Y en especial si tiene que enfrentarse a la adversidad. Nunca como entonces parece de mejor talante, de mejor humor. Alguien que cree conocerlo bien le dijo: Las cosas deben andar muy mal, porque usted está rozagante.
Las reiteraciones son uno de sus modos de trabajar. Ej.: El tema de la deuda externa de América Latina, había aparecido por primera vez en sus conversaciones desde hacía unos dos años, y había ido evolucionando, ramificándose, profundizándose. Lo primero que dijo, como una simple conclusión aritmética, era que la deuda era impagable. Después aparecieron los hallazgos escalonados: Las repercusiones de la deuda en la economía de los países, su impacto político y social, su influencia decisiva en las relaciones internacionales, su importancia providencial para una política unitaria de América Latina... hasta lograr una visión totalizadora, la que expuso en una reunión internacional convocada al efecto y que el tiempo se ha encargado de demostrar.
Su más rara virtud de político es esa facultad de vislumbrar la evolución de un hecho hasta sus consecuencias remotas...pero esa facultad no la ejerce por iluminación, sino como resultado de un raciocinio arduo y tenaz. Su auxiliar supremo es la memoria y la usa hasta el abuso para sustentar discursos o charlas privadas con raciocinios abrumadores y operaciones aritméticas de una rapidez increíble.
Requiere el auxilio de una información incesante, bien masticada y digerida. Su tarea de acumulación informativa principia desde que despierta. Desayuna con no menos de 200 páginas de noticias del mundo entero. Durante el día le hacen llegar informaciones urgentes donde esté, calcula que cada día tiene que leer unos 50 documentos, a eso hay que agregar los informes de los servicios oficiales y de sus visitantes y todo cuanto pueda interesar a su curiosidad infinita.
Las respuestas tienen que ser exactas, pues es capaz de descubrir la mínima contradicción de una frase casual. Otra fuente de vital información son los libros. Es un lector voraz. Nadie se explica cómo le alcanza el tiempo ni de qué método se sirve para leer tanto y con tanta rapidez, aunque él insiste en que no tiene ninguno en especial. Muchas veces se ha llevado un libro en la madrugada y a la mañana siguiente lo comenta. Lee el inglés pero no lo habla. Prefiere leer en castellano y a cualquier hora está dispuesto a leer un papel con letra que le caiga en las manos. Es lector habitual de temas económicos e históricos. Es un buen lector de literatura y la sigue con atención.
Tiene la costumbre de los interrogatorios rápidos. Preguntas sucesivas que él hace en ráfagas instantáneas hasta descubrir el por qué del por qué del por qué final. Cuando un visitante de América Latina le dio un dato apresurado sobre el consumo de arroz de sus compatriotas, él hizo sus cálculos mentales y dijo: Qué raro, que cada uno se come cuatro libras de arroz al día.Su táctica maestra es preguntar sobre cosas que sabe, para confirmar sus datos. Y en algunos casos para medir el calibre de su interlocutor, y tratarlo en consecuencia.
No pierde ocasión de informarse. Durante la guerra de Angola describió una batalla con tal minuciosidad en una recepción oficial, que costó trabajo convencer a un diplomático europeo de que Fidel Castro no había participado en ella. El relato que hizo de la captura y asesinato del Che, el que hizo del asalto de la Moneda y de la muerte de Salvador Allende o el que hizo de los estragos del ciclón Flora, eran grandes reportajes hablados.
Su visión de América Latina en el porvenir, es la misma de Bolívar y Martí, una comunidad integral y autónoma, capaz de mover el destino del mundo. El país del cual sabe más después de Cuba, es Estados Unidos. Conoce a fondo la índole de su gente, sus estructuras de poder, las segundas intenciones de sus gobiernos, y esto le ha ayudado a sortear la tormenta incesante del bloqueo.
En una entrevista de varias horas, se detiene en cada tema, se aventura por sus vericuetos menos pensados sin descuidar jamás la precisión, consciente de que una sola palabra mal usada, puede causar estragos irreparables. Jamás ha rehusado contestar ninguna pregunta, por provocadora que sea, ni ha perdido nunca la paciencia. Sobre los que le escamotean la verdad por no causarle más preocupaciones de las que tiene: Él lo sabe. A un funcionario que lo hizo le dijo: Me ocultan verdades por no inquietarme, pero cuando por fin las descubra me moriré por la impresión de enfrentarme a tantas verdades que han dejado de decirme. Las más graves, sin embargo, son las verdades que se le ocultan para encubrir deficiencias, pues al lado de los enormes logros que sustentan la Revolución los logros políticos, científicos, deportivos, culturales- hay una incompetencia burocrática colosal que afecta a casi todos los órdenes de la vida diaria, y en especial a la felicidad doméstica.
Cuando habla con la gente de la calle, la conversación recobra la expresividad y la franqueza cruda de los afectos reales. Lo llaman: Fidel. Lo rodean sin riesgos, lo tutean, le discuten, lo contradicen, le reclaman, con un canal de trasmisión inmediata por donde circula la verdad a borbotones. Es entonces que se descubre al ser humano insólito, que el resplandor de su propia imagen no deja ver. Este es el Fidel Castro que creo conocer: Un hombre de costumbres austeras e ilusiones insaciable, con una educación formal a la antigua, de palabras cautelosas y modales tenues e incapaz de concebir ninguna idea que no sea descomunal.
Sueña con que sus científicos encuentren la medicina final contra el cáncer y ha creado una política exterior de potencia mundial, en una isla 84 veces más pequeña que u enemigo principal. Tiene la convicción de que el logro mayor del ser humano es la buena formación de su conciencia y que los estímulos morales, más que los materiales, son capaces de cambiar el mundo y empujar la historia.
Lo he oído en sus escasas horas de añoranza a la vida, evocar las cosas que hubiera podido hacer de otro modo para ganarle más tiempo a la vida. Al verlo muy abrumado por el peso de tantos destinos ajenos, le pregunté qué era lo que más quisiera hacer en este mundo, y me contestó de inmediato: pararme en una esquina.
retirado de http://www.cubasocialista.cubaweb.cu/texto/cs0254.htm
quarta-feira, agosto 09, 2006
São milhares os subscritores:
"Entre los firmantes de la Declaración se destacan ocho Premios Nobel: José Saramago (Portugal), Wole Soyinka (Nigeria), Adolfo Pérez Esquivel (Argentina), Dario Fo (Italia), Nadine Gordimer (Sudáfrica), Desmond Tutu (Sudáfrica), Rigoberta Menchú (Guatemala) y Zhores Alfiorov (Rusia).
En la extensa lista figuran también otras destacadas personalidades como el escritor norteamericano Noam Chomsky, el ex fiscal general de EE.UU. Ramsey Clark, el cantante Harry Belafonte, el actor Danny Glover, los novelistas Alice Walker y Russell Banks, el roquero Tom Morello, la académica y luchadora Angela Davis, el filósofo Fredric Jameson, el reverendo Lucius Walker, el arquitecto brasileño Oscar Niemeyer, el director de Le Monde Diplomatique, Ignacio Ramonet, los escritores Mario Benedetti, Eduardo Galeano y Juan Gelman, el teólogo brasileño Frei Betto y el intelectual mexicano Pablo González Casanova."
Notícia do Granma
En la extensa lista figuran también otras destacadas personalidades como el escritor norteamericano Noam Chomsky, el ex fiscal general de EE.UU. Ramsey Clark, el cantante Harry Belafonte, el actor Danny Glover, los novelistas Alice Walker y Russell Banks, el roquero Tom Morello, la académica y luchadora Angela Davis, el filósofo Fredric Jameson, el reverendo Lucius Walker, el arquitecto brasileño Oscar Niemeyer, el director de Le Monde Diplomatique, Ignacio Ramonet, los escritores Mario Benedetti, Eduardo Galeano y Juan Gelman, el teólogo brasileño Frei Betto y el intelectual mexicano Pablo González Casanova."
Notícia do Granma
Por Cuba

"Desde que foi comunicado o estado de saúde de Fidel Castro e a delegação provisória de seus cargos, altos funcionários norte-americanos têm formulado declarações cada vez mais explícitas acerca do futuro imediato de Cuba. O secretário de Comércio Carlos Gutiérrez opinou que ''chegou o momento de uma verdadeira transição até uma verdadeira democracia'' e o porta-voz da Casa Branca Tony Snow disse que seu governo está ''pronto e ansioso para outorgar assistência humanitária, econômica e de outra natureza ao povo de Cuba'', o que acaba de ser reiterado pelo presidente Bush".
"Já a ''Comissão por uma Cuba Livre'', presidida pela secretária de Estado Condoleezza Rice, havia destacado um informe em meados de junho ''a urgência de trabalhar hoje para garantir que a estratégia de sucessão do regime de Castro não tenha êxito'' e o presidente Bush sinalizou que este documento ''demonstra que estamos trabalhando ativamente por uma mudança de Cuba, não simplesmente esperando que isso ocorra''. O Departamento de Estado destacou que o plano inclui medidas que permanecerão secretas ''por razões de segurança nacional'' e para assegurar sua ''efetiva realização''.
"Não é difícil imaginar o caráter de tais medidas e da ''assistência'' anunciada se tem-se conta da militarização da política exterior da atual administração estadunidense e sua atuação no Iraque. Ante essa ameaça crescente contra a integridade de uma nação, a paz e a segurança na América Latina e no mundo, os abaixo-assinados exigimos que o governo dos Estados Unidos respeite a soberania de Cuba. Devemos impedir a todo custo uma nova agressão".
Assinar aqui.
JPP
Pobre Abrupto...
O blog de Pacheco Pereira continua a ser vítima de uma falha de segurança da Blogger. Para mais esclareciementos ler o link colocado pelo JPG num comentário posto aqui no blog.
O blog de Pacheco Pereira continua a ser vítima de uma falha de segurança da Blogger. Para mais esclareciementos ler o link colocado pelo JPG num comentário posto aqui no blog.
segunda-feira, agosto 07, 2006
Francis Obikwelu

Está nas meias-finais do Campeonato da Europa. Parece que tem mais uma mudança que os outros.
1º Lugar
domingo, agosto 06, 2006
sábado, agosto 05, 2006
TVI: Mudanças de conveniência
Para esta hora estava prevista a emissão do filme "Tornado", na TVI, conforme se poderá ver no seu site. Contudo o filme que passa é, oportunamente, sobre o papel dos EUA e da CIA, enaltecendo o vigor com que os seus agentes trabalham pela paz no Mundo. O filme começava do seguinte modo:
"Em 1979, o Egipto e a Síria lançaram um ataque aéreo a Israel..."
"Em 1979, o Egipto e a Síria lançaram um ataque aéreo a Israel..."
sexta-feira, agosto 04, 2006
Urânio empobrecido
Os EUA terão vendido a Israel 100 bombas de urânio empobrecido.
«Provocarão uma contaminação tóxica» refere o Major Doug Rokke, antigo director do US Army Depleted Uranium e combatente no Iraque, com a função de preparar os soldados americanos para ataques nucleares e químicos.
fonte "Il Manifesto"
«Provocarão uma contaminação tóxica» refere o Major Doug Rokke, antigo director do US Army Depleted Uranium e combatente no Iraque, com a função de preparar os soldados americanos para ataques nucleares e químicos.
fonte "Il Manifesto"
"Só lá ponho os pés quando voltarem os grandes Casinos"
Este senhor exemplifica bem aquilo que a direita pensa sobre Cuba.
Líbano
Como num mês se transforma em cinzas um país que até há bem pouco tempo era o recorrente exemplo de, como a intervenção no Iraque pode "democratizar" o Médio Oriente.
quinta-feira, agosto 03, 2006
Caderno de Verão...
... no atribulado (de)correr dos últimos dias antes das férias passou-me a citação necessária, e pela qual me venho agora penitenciar.
Caderno de Verão, na sua versão Blogger, cadernov.
Caderno de Verão, na sua versão Blogger, cadernov.
O que preocupa a blogosfera?
- A falha de segurança do Blogger que permitiu clonar Pacheco Pereira em vários Abruptos. Os retratos do trabalho começaram a ter como centro o operariado asiático e os poemas passaram a ser em castelhano. Pensa-se que o pirata conheça JPP dos seus tempos M-L.
sexta-feira, julho 28, 2006
sexta-feira, julho 21, 2006
FCT = Fuga de Cérebros com Talento
Governo português promove a fuga de cérebros de Portugal.
Ser bolseiro de investigação tornou-se hoje uma profissão altamente qualificada e a baixo custo. Durante anos, um bolseiro recebia uma bolsa para desenvolver investigação associada à obtenção de um grau académico. Era-se bolseiro por um período definido, geralmente curto, depois entrava-se no mercado de trabalho. Hoje, porque não se quer abrir vagas nos quadros das Universidades, Laboratórios do Estado e demais centros de investigação, porque o tecido empresarial nacional continua a não absorver trabalhadores científicos qualificados, ser bolseiro tornou-se uma profissão, um modo de vida precário que se tende a prolongar no tempo.
Isto representa a precarização do trabalho científico. Um bolseiro trabalha, mas não tem o estatuto jurídico de um trabalhador. Não tem direito a um regime de segurança social pleno ou férias. Um bolseiro não paga IRS. É como se fosse um trabalhador ilegal, sob a falsa capa do eterno estudante. Os bolseiros são hoje responsáveis por uma parte substancial da investigação científica feita em Portugal, representando mais de um terço da força de trabalho científica. Muitos têm o mestrado, o doutoramento, 3-6 anos de pós-doutoramento, e continuam a não ser reconhecidos como aquilo que, de facto, são: trabalhadores. Recebem por vezes muito menos que colegas que integram o quadro das instituições, apesar de terem as mesmas ou mais habilitações. Com isto, consegue-se mão-de-obra qualificada, a baixíssimo custo.
Calcula-se que mais de 20% dos nossos quadros qualificados abandonam o País, para procurarem no estrangeiro um emprego com salário digno, compatível com as suas qualificações, para poderem antever um futuro, e não sentirem a instabilidade da vida de bolseiro. Exigimos que se cumpra a recomendação da Carta Europeia do Investigador: que sejam oferecidas condições dignas e atractivas aos investigadores de forma a criar uma Europa competitiva em Investigação e Desenvolvimento. Manter a condição de bolseiro é destruir mão-de-obra altamente qualificada. É desperdiçar o esforço de investimento feito na formação avançada dos recursos humanos do país! A qualificação superior de um investigador doutorado representa um investimento público de mais de 50 mil euros. Não criar condições para reter estes quadros representa um prejuízo para o país. As medidas recentemente anunciadas são claramente insuficientes e estão longe de poder vir a resolver este problema. Entretanto, anuncia-se igualmente um aumento da atribuição de mais bolsas...
É preciso dizer basta! Para investir em Ciência há que investir nos seus recursos humanos. Mais bolsas não é a solução. Exigimos a criação de emprego científico.
JUNTA-TE AO NOSSO PROTESTO. FUGA DE CÉREBROS NO AEROPORTO DE LISBOA. 24 DE JULHO ÀS 18 HORAS. JUNTO ÀS PARTIDAS
NÃO FALTES.
Ser bolseiro de investigação tornou-se hoje uma profissão altamente qualificada e a baixo custo. Durante anos, um bolseiro recebia uma bolsa para desenvolver investigação associada à obtenção de um grau académico. Era-se bolseiro por um período definido, geralmente curto, depois entrava-se no mercado de trabalho. Hoje, porque não se quer abrir vagas nos quadros das Universidades, Laboratórios do Estado e demais centros de investigação, porque o tecido empresarial nacional continua a não absorver trabalhadores científicos qualificados, ser bolseiro tornou-se uma profissão, um modo de vida precário que se tende a prolongar no tempo.
Isto representa a precarização do trabalho científico. Um bolseiro trabalha, mas não tem o estatuto jurídico de um trabalhador. Não tem direito a um regime de segurança social pleno ou férias. Um bolseiro não paga IRS. É como se fosse um trabalhador ilegal, sob a falsa capa do eterno estudante. Os bolseiros são hoje responsáveis por uma parte substancial da investigação científica feita em Portugal, representando mais de um terço da força de trabalho científica. Muitos têm o mestrado, o doutoramento, 3-6 anos de pós-doutoramento, e continuam a não ser reconhecidos como aquilo que, de facto, são: trabalhadores. Recebem por vezes muito menos que colegas que integram o quadro das instituições, apesar de terem as mesmas ou mais habilitações. Com isto, consegue-se mão-de-obra qualificada, a baixíssimo custo.
Calcula-se que mais de 20% dos nossos quadros qualificados abandonam o País, para procurarem no estrangeiro um emprego com salário digno, compatível com as suas qualificações, para poderem antever um futuro, e não sentirem a instabilidade da vida de bolseiro. Exigimos que se cumpra a recomendação da Carta Europeia do Investigador: que sejam oferecidas condições dignas e atractivas aos investigadores de forma a criar uma Europa competitiva em Investigação e Desenvolvimento. Manter a condição de bolseiro é destruir mão-de-obra altamente qualificada. É desperdiçar o esforço de investimento feito na formação avançada dos recursos humanos do país! A qualificação superior de um investigador doutorado representa um investimento público de mais de 50 mil euros. Não criar condições para reter estes quadros representa um prejuízo para o país. As medidas recentemente anunciadas são claramente insuficientes e estão longe de poder vir a resolver este problema. Entretanto, anuncia-se igualmente um aumento da atribuição de mais bolsas...
É preciso dizer basta! Para investir em Ciência há que investir nos seus recursos humanos. Mais bolsas não é a solução. Exigimos a criação de emprego científico.
JUNTA-TE AO NOSSO PROTESTO. FUGA DE CÉREBROS NO AEROPORTO DE LISBOA. 24 DE JULHO ÀS 18 HORAS. JUNTO ÀS PARTIDAS
NÃO FALTES.
segunda-feira, julho 17, 2006
segunda-feira, julho 10, 2006
Post incendiário
Ontem, o pirómano orgulhava-se da sua bandeira na janela.
Hoje, começa uma nova época de trabalhos.
Do Futebol ao Fogo
Portugal prepara-se para mudar de tema. Com o final do Campeonato do Mundo que encheu o país de brio prepara-se a época dos incêndios que encherá o país de cinzas. Este processo começa já hoje.
Confesso que hoje ao percorrer os olhos por uma banca de jornais, e com o olhar ainda pouco avisado, li o título: "Figo mata seis bonbeiros". Temendo o pior, que o capitão da selecção nacional em desespero pela sua saída da selecção tivesse feito uma loucura, lá parei e constatei que era "Fogo" e não "Figo".
Confesso que hoje ao percorrer os olhos por uma banca de jornais, e com o olhar ainda pouco avisado, li o título: "Figo mata seis bonbeiros". Temendo o pior, que o capitão da selecção nacional em desespero pela sua saída da selecção tivesse feito uma loucura, lá parei e constatei que era "Fogo" e não "Figo".
domingo, julho 09, 2006
O meu onze do Mundial (*)
1 Buffon (Itália)
2 Miguel (Portugal)
3 Ricardo Carvalho (Portugal)
4 Thuram (França)
5 Lahm (Alemanha)
6 Vieira (França)
7 Figo (Portugal)
8 Cristiano Ronaldo (Portugal)
9 Henry (França)
10 Zidane (França)
11 Klose (Alemanha)
(*) este post se fosse escrito amanhã teria, com certeza, escolhas diferentes. Só Zidane me parece inquestionável.
2 Miguel (Portugal)
3 Ricardo Carvalho (Portugal)
4 Thuram (França)
5 Lahm (Alemanha)
6 Vieira (França)
7 Figo (Portugal)
8 Cristiano Ronaldo (Portugal)
9 Henry (França)
10 Zidane (França)
11 Klose (Alemanha)
(*) este post se fosse escrito amanhã teria, com certeza, escolhas diferentes. Só Zidane me parece inquestionável.
sexta-feira, julho 07, 2006
A velha história
PIB: $1.816.000.000.000 (FR)
vs
PIB: $204.400.000.000 (PT)
Em campo os dois PIB's equivaleram-se. Um atacava mais e o outro, com a sua experiência ia rendilhando o jogo até ter alguma oportunidade para marcar. A determinada altura ela aparece e eis que há falta na área. Grande penalidade e golo.
O PIB: $204.400.000.000 a partir daí assume o controlo do jogo e antes do final da primeira parte um dos seus jovens que vale milhões cai na área. Quebram-se as equivalências, o apito pia mais fino para o PIB mais baixo e toca de continuar a jogar. Depois... não marcámos.
vs
PIB: $204.400.000.000 (PT)
Em campo os dois PIB's equivaleram-se. Um atacava mais e o outro, com a sua experiência ia rendilhando o jogo até ter alguma oportunidade para marcar. A determinada altura ela aparece e eis que há falta na área. Grande penalidade e golo.
O PIB: $204.400.000.000 a partir daí assume o controlo do jogo e antes do final da primeira parte um dos seus jovens que vale milhões cai na área. Quebram-se as equivalências, o apito pia mais fino para o PIB mais baixo e toca de continuar a jogar. Depois... não marcámos.
quarta-feira, julho 05, 2006
segunda-feira, julho 03, 2006
A doença dos títulos
Por falar em Timor, está na altura de os órgãos de comunicação social começarem a preparar outra ida e volta dos seus enviados. Até para se saber o que está lá a fazer a GNR, e que timorenses mandam nela, Xanana ou o governo do país. A não ser que tudo isso seja uma ficção e sejam as autoridades portuguesas a decidir quais os timorenses que têm legitimidade para dar ordens à GNR, ou seja, tomem partido. Então, nesse caso, um governo democrático (o nosso) devia ir à Assembleia explicar as suas opções, e uma oposição a sério devia exigi-las. A não ser assim temos que ler os jornais australianos para saber o papel de Portugal na crise de poder em Timor.
A doença dos títulos: "Timorenses solidários com Xanana". Todos? A maioria? A resposta certa é "alguns" que até podem ser muitos, os que são trazidos "em camiões e autocarros à capital timorense e juntaram-se às cerca de 700 pessoas que passaram a noite diante do Palácio do Governo." Mais do que isto, o jornalista não sabe e provavelmente não pode saber.
Pacheco Pereira no Abrupto
"very close up"
olhando para os close ups do xanana e do alkatiri que saem hoje, frente a frente, no público, percebe-se tudo. o xanana tem ar de bonzinho e o alkatiri de mau. o xanana é amado pelo povo e o alkatiri não. o xanana é um grande herói e o alkatiri sabemos lá. aquilo de a ala do alkatiri ter ganho as eleições para a assembleia constituinte é uma história muito mal contada -- onde é que estão as manifs a favor dele? onde é que anda a mulher dele, que não diz nada? onde é que andam as reportagens australianas a favor dele? onde é que estão os valorosos bispos timorenses a apelar ao respeito pela legalidade democrática e pela paz e pela ordem? hum?
está-se mesmo a ver.
Fernanda Câncio no Glória Fácil
está-se mesmo a ver.
Fernanda Câncio no Glória Fácil
domingo, julho 02, 2006
Timor
Há alguns anos atrás havia um país que era ocupado por outro e que conseguiu organizar um referendo sobre a sua autodeterminação nas condições mais difíceis. O Povo votou pela sua liberdade e fugiu para as montanhas fugindo às retaliações da tropa ocupante. Anos depois esse país libertou-se e escolheu um Presidente para os representar e um partido e um Primeiro-Ministro para os governar. Ontem esse Presidente, recentemente alvo dos apupos de quem o elegeu, deixou entrar outra força ocupante e designou alguém de sua confiança(*) para o governar.
(*) Talvez seja um pouco exagerado dizer-se que Ramos Horta possa ser "de confiança" de alguém.
a ler: Porque a Austrália quer uma mudança de regime em Timor Leste?
(*) Talvez seja um pouco exagerado dizer-se que Ramos Horta possa ser "de confiança" de alguém.
a ler: Porque a Austrália quer uma mudança de regime em Timor Leste?
Confrontos Argentina-Alemanha
Tal como no Portugal-França de 2000, no Argentina-Alemanha houve tumultos entre os jogadores após o final do jogo. Tal como então, para a FIFA, apenas os jogadores argentinos parecem ter sido culpados.
A Luta de Classes
Alemanha
Área: 349,223 Km2
Nº de Habitantes: 82,422,299
PIB: $2.504.000.000.000
PIB/per capita: $30,400
França
Área: 545,630 Km2
Nº de Habitantes: 60,876,136
PIB: $1.816.000.000.000
PIB/per capita: $29,900
Itália
Área: 294,020 Km2
Nº de Habitantes: 58,133,509
PIB: $1.698.000.000.000
PIB/per capita: $29,200
Portugal
Área: 91,951 Km2
Nº de Habitantes: 10,605,870
PIB: $204.400.000.000
PIB/per capita: $19,300
Fonte CIA.GOV
Área: 349,223 Km2
Nº de Habitantes: 82,422,299
PIB: $2.504.000.000.000
PIB/per capita: $30,400
França
Área: 545,630 Km2
Nº de Habitantes: 60,876,136
PIB: $1.816.000.000.000
PIB/per capita: $29,900
Itália
Área: 294,020 Km2
Nº de Habitantes: 58,133,509
PIB: $1.698.000.000.000
PIB/per capita: $29,200
Portugal
Área: 91,951 Km2
Nº de Habitantes: 10,605,870
PIB: $204.400.000.000
PIB/per capita: $19,300
Fonte CIA.GOV
The Man of the Match
No jogo Portugal-Inglaterra a FIFA "escolheu" como "homem do jogo" o único inglês que conseguiu marcar o seu penalty, Owen HARGREAVES, jogador do Bayern Munich (podem-se ver aqui os argumentos). Como tudo na FIFA se vende, este prémio tem o nome do patriocínio Budweiser Man of the Match. A marca de cerveja americana lá impôs à FIFA esta ridícula nomeação em confronto com o luxo das defesas de Ricardo, o poder nas alturas de Meira ou Ricardo Carvalho, ou as acelarações do melhor Ronaldo do Mundial. Aliás já Fonseca (MEX) tinha sido o eleito no Portugal-México (2-1) ou Keller (EUA) no EUA-Itália (1-1). A premiação tem vindo a ser de acordo com a implantação da cerveja em cada um dos países.
sábado, julho 01, 2006
Brasil-França
Quem quer ver o jogo Brasil-França pode ir a este link e descarregar o ficheiro TVUPlayer.zip. Após a instalação é escolher os canais ESPN2, ESPN Sport ou CCTV-5. Depois é esperar que a velocidade de ligação seja a contratada.
sexta-feira, junho 30, 2006
Pensamento FIFA:
Tudo corre bem! A Alemanha e Itália estão nas meias-finais e o Brasil vai a caminho. Tomara que os portugueses não façam das suas!
Biblioteca de Lisboa

Ontem, a arquitectura fez capa de jornal com a nova Biblioteca de Lisboa da autoria da dupla Manuel Mateus/Alberto Oliveira. Lamentavelmente é mais um caso de ajuste directo sem concurso público. Ao contrário do que obriga a lei (DL 197/99) para edifícios desta escala e daquilo que é pratica noutros países, a concepção da Biblioteca da capital de Portugal foi adjudicada directamente.
Mais uma vez o Estado (neste caso a Câmara Municipal de Lisboa através da EPUL), esquece a transparência dos processos em prol do poder de este ou aquele decisor poder adjudicar trabalhos públicos.
quinta-feira, junho 29, 2006
Mais Timor
Perto destes manifestantes, estão cerca de uma centena de partidários do presidente Xanana Gusmão, que aproveitaram para abrir um pano negro, onde se encontrava escrito «Alkatiri go to hell» («Alkatiri vai para o inferno»)
O presidente da Fretilin, Francisco Guterres "Lu-Olo", pediu hoje a mais de dez mil apoiantes do seu partido que não entrem em Díli, para evitar confrontos com os manifestantes que se encontram na capital timorense em protesto contra o Governo.
Peço ajuda para encontrar as fotos, que se diz existirem online, dos partidários de Xanana com cartazes a defender a anexação de Timor por parte da Austrália.
O presidente da Fretilin, Francisco Guterres "Lu-Olo", pediu hoje a mais de dez mil apoiantes do seu partido que não entrem em Díli, para evitar confrontos com os manifestantes que se encontram na capital timorense em protesto contra o Governo.
Peço ajuda para encontrar as fotos, que se diz existirem online, dos partidários de Xanana com cartazes a defender a anexação de Timor por parte da Austrália.
segunda-feira, junho 26, 2006
Venceremos!

A ditadura da FIFA roubou-nos (pelo menos) um jogo bonito entre duas boas equipas e fez com que os (normalmente) calmos holandeses perdessem a cabeça e revelassem pouca ética profissional. Mais um mundial em que a FIFA vai tentando reconstruir a sua final preferida: Alemanha-Brasil.
Portugal resiste!
domingo, junho 25, 2006
Timor
Enquanto estes senhores

iam fazendo isto.

Outros iam deixando que isso acontecesse

enquanto outros permaneciam calados.

Entretanto o povo, procurava defender as suas famílias e bairros, com a ajuda deste que, por isso agora pode vir a ser demitido.


iam fazendo isto.

Outros iam deixando que isso acontecesse

enquanto outros permaneciam calados.

Entretanto o povo, procurava defender as suas famílias e bairros, com a ajuda deste que, por isso agora pode vir a ser demitido.

sábado, junho 24, 2006
As organizações e o Bloco de Esquerda
O Daniel Oliveira, a propósito das eleições para o SPGL, escreveu um post sobre o comportamento dos militantes do PCP, nos sindicatos e outro tipo de organizações. O texto defende a habitual tese que, todo e qualquer militante do PCP, está em ligação directa com a Soeiro Pereira Gomes, daí recebendo ordens para a sua acção dentro da respectiva estrutura. Embora essa visão de grande organização até agrade a alguns militantes, parece-me que seria mais comum na altura em que o Daniel era militante do que actualmente. Contudo não é esse o motivo deste post.
Ao longo dos anos a minha acção política tem passado muito mais por este tipo de organizações de que o Daniel fala do que pelo partido e estando actualmente na direcçãode uma estrutura profissional na qual o BE tem muito maior representatividade que o PCP, importa também fazer uma análise sobre o seu comportamento e forma de actuar.
Os militantes do BE não respondem a qualquer decisão do partido e comummente não são solidários com o mesmo. Não quer com isto dizer que não actuem em grupo dentro das respectivas organizações, antes pelo contrário. Geralmente, a primeira medida é afastar os militantes do PCP, retirando-os de listas unitárias sempre que possível, ou então retirando-lhes direitos de voto e participação, procurando-os diminuir na discussão colectiva através da utilização dos clichés do costume, privilegiando sempre aquele a que normalmente chamam independente que normalmente é alguém que lhes é próximo ou que é da direita chique. Sempre que possível refere-se e aponta-se quem é militante do PCP.
Na sua acção política, afirma-se diariamente a crítica às posições do BE e uma orgulhosa falta de ligação ao partido. Desta forma, justifica-se o apoio a medidas institucionalistas que fariam corar o mais recente militante da UDP (lembro aquela reunião em que alguém defendeu dois anos de estágio não remunerado para os aspirantes a arquitectos, pela credibilidade da instituição!!!).
A sua posição perante uma posição de poder não é subvertê-lo mas sim afirmá-lo, perante os demais. No seu seguimento é construído um circuito de interesses, que se constituem como o grupo de iluminados seres que se destacam dos outros pela sua inteligência e curriculum.
De quem falo?
Quem me conhece sabe que sempre trabalhei bem com as pessoas do PSR, UDP e outros partidos de esquerda que estão no BE. Gente que tal como eu tem uma cultura e uma formação de esquerda, que muitas vezes na vida lhes implicou abdicar dos seus interesses pessoais em prol daquilo que se considera ser o interesse colectivo ou uma ética de vida e cidadania. Aqueles de que falo nunca abdicaram de nada e só estão no BE porque agora é o que está a dar. Servem-se do partido para se posicionarem no circo do poder e para mais tarde serem os administradores dessa "bela empresa" que é o capitalismo.
Ao longo dos anos a minha acção política tem passado muito mais por este tipo de organizações de que o Daniel fala do que pelo partido e estando actualmente na direcçãode uma estrutura profissional na qual o BE tem muito maior representatividade que o PCP, importa também fazer uma análise sobre o seu comportamento e forma de actuar.
Os militantes do BE não respondem a qualquer decisão do partido e comummente não são solidários com o mesmo. Não quer com isto dizer que não actuem em grupo dentro das respectivas organizações, antes pelo contrário. Geralmente, a primeira medida é afastar os militantes do PCP, retirando-os de listas unitárias sempre que possível, ou então retirando-lhes direitos de voto e participação, procurando-os diminuir na discussão colectiva através da utilização dos clichés do costume, privilegiando sempre aquele a que normalmente chamam independente que normalmente é alguém que lhes é próximo ou que é da direita chique. Sempre que possível refere-se e aponta-se quem é militante do PCP.
Na sua acção política, afirma-se diariamente a crítica às posições do BE e uma orgulhosa falta de ligação ao partido. Desta forma, justifica-se o apoio a medidas institucionalistas que fariam corar o mais recente militante da UDP (lembro aquela reunião em que alguém defendeu dois anos de estágio não remunerado para os aspirantes a arquitectos, pela credibilidade da instituição!!!).
A sua posição perante uma posição de poder não é subvertê-lo mas sim afirmá-lo, perante os demais. No seu seguimento é construído um circuito de interesses, que se constituem como o grupo de iluminados seres que se destacam dos outros pela sua inteligência e curriculum.
De quem falo?
Quem me conhece sabe que sempre trabalhei bem com as pessoas do PSR, UDP e outros partidos de esquerda que estão no BE. Gente que tal como eu tem uma cultura e uma formação de esquerda, que muitas vezes na vida lhes implicou abdicar dos seus interesses pessoais em prol daquilo que se considera ser o interesse colectivo ou uma ética de vida e cidadania. Aqueles de que falo nunca abdicaram de nada e só estão no BE porque agora é o que está a dar. Servem-se do partido para se posicionarem no circo do poder e para mais tarde serem os administradores dessa "bela empresa" que é o capitalismo.
Timor: o golpe
A situação em Timor continua preocupante. A comunicação social e os opinion makers já tomaram partido, por essa frente democrática e popular liderada por Xanana e Ramos Horta. Nem a visão mais patrioteira, mas óbvia, de que Xanana representa os interesses da Austrália singrou. Agora, é Ramos Horta, esse "grande homem do povo" que em todos os momentos difíceis de Timor estava no estrangeiro, é a salvação. Aqui, em Timor, fala-se de democracia, mas não convém falar de eleições, pois sabe-se que a Fretilin e Alkatiri, venceriam! O golpe de estado assim vai sendo montado.
Recebido via email:
ALERTA
Primeiro-Ministro Alkatiri faz Presidente Xanana Gusmão pensar duas vezes
Hoje o dia começou mal. A notícia era que na Terça-feira, dia 20 de Junho, o Presidente enviou um envelope ao Primeiro-Ministro que continha uma cassete de vídeo do programa de dia 19, 4 Corners da ABC TV da Australia, e uma carta a exigir que ele se demitisse até às 5 da tarde, caso contrário senão seria demitido. Isto significa uma ameaça de violação da Constituição. O programa 4 Corners alega que a Fretilin criou esquadrões de morte por ordem do Primeiro-Ministro e Secretário-Geral, Mari Alkatiri.
Felizmente, talvez, o Primeiro-Ministro não abriu o envelope até tarde nessa noite, depois das 5 da tarde. De qualquer forma, o Presidente não tomou nenhuma acção no final do prazo
Tinha sido marcada uma reunião do Conselho de Estado para as 10.30 da manhã de dia 21 de Junho – um conselho consultivo do Presidente constituído por 15 conselheiros, que não toma decisões. Na reunião, o Presidente renovou o seu pedido de demissão do Primeiro-Ministro. O Primeiro-Ministro não aceitou o pedido.
Então, o Presidente disse que se o Primeiro-Ministro não se demitisse, demitia-se ele. Mas o Primeiro-Ministro disse-lhe para não fazer isso de forma nenhuma, e que se assim fosse demitia-se ele primeiro. O Ministro dos Negócios Estrangeiros propos que Alkatiri entregasse o seu lugar a dois vice-primeiros-ministros.
O Primeiro-Ministro respondeu que eles tinham de compreender que se ele se demitisse nestas circunstâncias, isso implicaria a demissão de todo o Governo, o antagonismo dos membros da Fretilin, e que o Orçamento de Estado não passaria no Parlamento Nacional e que a Lei eleitoral seria atrasada e que tudo isto não seria bom para o país nem traria benefícios para a situação.
Esta perspectiva surpreendeu, tanto o Presidente como o Ministro dos Negócios Estrangeiros.
O Primeiro-Ministro disse que não lhe cabia a ele sozinho tomar essa decisão e que teria que consultar a FRETILIN e o Conselho de Ministros.
A reunião acabou com o Primeiro-Ministro a transmitir ao Presidente que o informaria da sua decisão após essas consultas. A Comissão Política Nacional da FRETILIN reunir-se-á no dia 22 de Junho de manhã, e à tarde o Primeiro-Ministro e o Presidente do Parlamento informarão o Presidente das conclusões da Comissão Política Nacional. Na sexta-feira de manhã há reunião do Conselho de Ministros. No Sábado reúne-se o Comité Central da FRETILIN. Por isso, talvez, Domingo ou Segunda-feira haverá um anúncio do resultado deste processo.
No entanto, o efeito psicológico do dia foi virou-se contra o Presidente. Ele exigiu a demissão do Primeiro-Ministro em dois dias consecutivos e não a recebeu.
Nem o Presidente, nem o Ministro dos Negócios Estrangeiros, prestaram declarações à Imprensa, nem a Embaixada da Austrália, depois do Conselho de Estado de hoje.
Os militares australianos tem sido cada vez mais agressivos dizendo às pessoas que Alkatiri é o 'ex-Primeiro-Ministro" e a perguntarem às pessoas quem é que elas apoiam. Hoje hastearam a bandeira da Austrália no edifício da Educação Não-Formal em Vila Verde, depois de terem impedido o içar da bandeira de Timor-Leste. Estas instalações são utilizadas pelo Ministério da Educação e também utilizado como dormitório por alguns soldados australianos.
No dia 9 de Junho, dois helicópteros militares australianos foram a Los Palos, na ponta Leste da ilha, dizendo às pessoas para apoiarem o Presidente e oporem-se ao Primeiro-Ministro. Foram surpreendidos por uma reacção agressiva e zangada da população e tiveram que partir apressadamente.
O demissionário Ministro do Interior, Rogério Lobato, foi interrogado pela polícia sobre as alegados esquadrões da morte, mas não foi preso.
Está em sua casa e visitou outras casas na sua zona, mas encontram-se militares australianos em sua casa. O Procurador-Geral da República disse nas notícias da noite da Televisão, a 21 de Junho, que havia um mandado de detenção para Rogério Lobato, mas que não tinha sido executado.
Por volta das 6 da tarde de 21 de Junho, algumas pessoas tentaram incendiar a casa do Procurador-Geral, mas os bombeiros dominaram o incêndio. A 20 de Junho tinha havido uma ameaça de lhe pegarem fogo à casa. Estão contra ele por não prender o Primeiro-Ministro e Rogério Lobato. Queimaram casas nessa noite em Díli.
Tanto quanto posso dizer dos membros da FRETILIN, existe um grande apoio a Mari Alkatiri, e existe a determinação de resolver a tensão actual com o Presidente de uma forma que garanta o respeito pela Constituição, a posição da FRETILIN, ajude a acabar com a crise no país e que permita realmente a realização das eleições em 2007.
O perigo é que as forças que querem mudar o Governo não desistam, especialmente agora que empurraram o Presidente à beira de violar a Constituição.
Peter Murphy
Dili, 21 de Junho de 2006
Primeiro-Ministro Alkatiri faz Presidente Xanana Gusmão pensar duas vezes
Hoje o dia começou mal. A notícia era que na Terça-feira, dia 20 de Junho, o Presidente enviou um envelope ao Primeiro-Ministro que continha uma cassete de vídeo do programa de dia 19, 4 Corners da ABC TV da Australia, e uma carta a exigir que ele se demitisse até às 5 da tarde, caso contrário senão seria demitido. Isto significa uma ameaça de violação da Constituição. O programa 4 Corners alega que a Fretilin criou esquadrões de morte por ordem do Primeiro-Ministro e Secretário-Geral, Mari Alkatiri.
Felizmente, talvez, o Primeiro-Ministro não abriu o envelope até tarde nessa noite, depois das 5 da tarde. De qualquer forma, o Presidente não tomou nenhuma acção no final do prazo
Tinha sido marcada uma reunião do Conselho de Estado para as 10.30 da manhã de dia 21 de Junho – um conselho consultivo do Presidente constituído por 15 conselheiros, que não toma decisões. Na reunião, o Presidente renovou o seu pedido de demissão do Primeiro-Ministro. O Primeiro-Ministro não aceitou o pedido.
Então, o Presidente disse que se o Primeiro-Ministro não se demitisse, demitia-se ele. Mas o Primeiro-Ministro disse-lhe para não fazer isso de forma nenhuma, e que se assim fosse demitia-se ele primeiro. O Ministro dos Negócios Estrangeiros propos que Alkatiri entregasse o seu lugar a dois vice-primeiros-ministros.
O Primeiro-Ministro respondeu que eles tinham de compreender que se ele se demitisse nestas circunstâncias, isso implicaria a demissão de todo o Governo, o antagonismo dos membros da Fretilin, e que o Orçamento de Estado não passaria no Parlamento Nacional e que a Lei eleitoral seria atrasada e que tudo isto não seria bom para o país nem traria benefícios para a situação.
Esta perspectiva surpreendeu, tanto o Presidente como o Ministro dos Negócios Estrangeiros.
O Primeiro-Ministro disse que não lhe cabia a ele sozinho tomar essa decisão e que teria que consultar a FRETILIN e o Conselho de Ministros.
A reunião acabou com o Primeiro-Ministro a transmitir ao Presidente que o informaria da sua decisão após essas consultas. A Comissão Política Nacional da FRETILIN reunir-se-á no dia 22 de Junho de manhã, e à tarde o Primeiro-Ministro e o Presidente do Parlamento informarão o Presidente das conclusões da Comissão Política Nacional. Na sexta-feira de manhã há reunião do Conselho de Ministros. No Sábado reúne-se o Comité Central da FRETILIN. Por isso, talvez, Domingo ou Segunda-feira haverá um anúncio do resultado deste processo.
No entanto, o efeito psicológico do dia foi virou-se contra o Presidente. Ele exigiu a demissão do Primeiro-Ministro em dois dias consecutivos e não a recebeu.
Nem o Presidente, nem o Ministro dos Negócios Estrangeiros, prestaram declarações à Imprensa, nem a Embaixada da Austrália, depois do Conselho de Estado de hoje.
Os militares australianos tem sido cada vez mais agressivos dizendo às pessoas que Alkatiri é o 'ex-Primeiro-Ministro" e a perguntarem às pessoas quem é que elas apoiam. Hoje hastearam a bandeira da Austrália no edifício da Educação Não-Formal em Vila Verde, depois de terem impedido o içar da bandeira de Timor-Leste. Estas instalações são utilizadas pelo Ministério da Educação e também utilizado como dormitório por alguns soldados australianos.
No dia 9 de Junho, dois helicópteros militares australianos foram a Los Palos, na ponta Leste da ilha, dizendo às pessoas para apoiarem o Presidente e oporem-se ao Primeiro-Ministro. Foram surpreendidos por uma reacção agressiva e zangada da população e tiveram que partir apressadamente.
O demissionário Ministro do Interior, Rogério Lobato, foi interrogado pela polícia sobre as alegados esquadrões da morte, mas não foi preso.
Está em sua casa e visitou outras casas na sua zona, mas encontram-se militares australianos em sua casa. O Procurador-Geral da República disse nas notícias da noite da Televisão, a 21 de Junho, que havia um mandado de detenção para Rogério Lobato, mas que não tinha sido executado.
Por volta das 6 da tarde de 21 de Junho, algumas pessoas tentaram incendiar a casa do Procurador-Geral, mas os bombeiros dominaram o incêndio. A 20 de Junho tinha havido uma ameaça de lhe pegarem fogo à casa. Estão contra ele por não prender o Primeiro-Ministro e Rogério Lobato. Queimaram casas nessa noite em Díli.
Tanto quanto posso dizer dos membros da FRETILIN, existe um grande apoio a Mari Alkatiri, e existe a determinação de resolver a tensão actual com o Presidente de uma forma que garanta o respeito pela Constituição, a posição da FRETILIN, ajude a acabar com a crise no país e que permita realmente a realização das eleições em 2007.
O perigo é que as forças que querem mudar o Governo não desistam, especialmente agora que empurraram o Presidente à beira de violar a Constituição.
Peter Murphy
Dili, 21 de Junho de 2006
domingo, junho 18, 2006
Junho - a morte sai à rua
Os comunistas e todos os militantes de esquerda sentem as contínuas perdas de camaradas dos últimos dias. Para além de Fernanda Barroso, também os escritores Miguel Medina, nascido em Lisboa em 1951 e filho de Fernando Medina e de Maria Eugénia Cunhal, e Mário Ventura Henriques e, hoje de manhã, recebi a notícia da morte do ex-eurodeputado comunista Joaquim Miranda. Às respectivas famílias um abraço solidário.
Frida
Mais um fabuloso texto do Xatoo. Desta vez, leva-nos pela vida e obra de Frida Kahlo a propósito do catálogo "cor-de-rosa" editado pelo CCB.
sábado, junho 17, 2006
Protesto: Tv Cabo | M6 | RTL
O movimento continua. Para além de já haver muitas notícias deste protesto pelos blogues e jornais, a petição online já tem mais de 5000 assinaturas. Pode assinar aqui.
DECO (2) - neonazis (0)

"José Pinto Coelho (líder do PNR), considerou hoje «escandalosa» a presença na selecção nacional do jogador Deco, que é natural do Brasil, mas tem dupla nacionalidade." - Portugaldiário
"O Partido Nacional Renovador (PNR) está a procurar financiamento junto de entidades do Estado iraniano, com quem contacta através do movimento «skinhead» alemão." - Expresso
terça-feira, junho 13, 2006
Quando a morte sai à rua
Exactamente um ano após o falecimento do camarada Álvaro Cunhal, a morte saiu mais uma vez à rua. Desta vez levou-nos a camarada Fernanda Barroso, sua companheira nos últimos 25 anos. O funeral realizar-se-á amanhã, às 9h00, para o Cemitério do Alto de S. João.
(Nota do Secretariado da Direcção da Org. Regional de Lisboa do PCP)
(Nota do Secretariado da Direcção da Org. Regional de Lisboa do PCP)
TvCabo M6
Através do Sitemeter notei que grande parte das pessoas que hoje acederam a este blog, vieram a partir do google procurando: "TvCabo M6". Percebi a partir de então que a indignação não é só minha já existindo dezenas de posts sobre o tema e alguns blogues a apoiarem a cadeia de protesto que alvitrei. Assim aqui fica a nota e o link para o browser da blogger onde se pode ir vendo os posts mais recentes sobre a matéria.
domingo, junho 11, 2006
Destaque 02
O Monte Olivete no Príncipe Real, local onde já se falou de {Destruição} {25 de Abril} e do {Terramoto} e onde se continua a falar ao avesso.
Links >>>>>
Finalmente algum tempo para editar a coluna da direita. Constituem-se novos "Vizinhos" e acaba-se com a coluna "A Editar".
VIZINHOS
Tugir
We have kaos in the garden
Almocreve das Petas
Briteiros
Cão de Guarda
Pensamentos
Bloguers Comunistas
Monte Olivete
Renas e Veados
Hardblog
Compl. e Contradição
a Barriga de um Arquitecto
Posthabitat
DIÁRIOS
a Vila
a Baixa do Porto
Recortar
Arrastão
Glória Fácil
SEMANAIS
Império Bárbaro
A Arte da Fuga
A hora que há-de vir
Diário da República
Abruzolhos
Garedelest
Ovelha Negra
A causa foi modificada
Analfabeto Político
Domingo no Mundo
Adufe
Avatares do Desejo
Bloguítica
Canhoto
Palombella Rossa
Homem a Dias
Grande Loja do Queijo Limianos
Margens de Erro
Insubmisso
Klepsydra
Os tempos que correm
Voz do Deserto
MENSAIS
Anónimos Optimistas
Canto Aberto
Kitschnet
Blog Marcelo
Viriato Teles
Almada
Em bom português
Kontratempos
Tertúlia
Crime Creme
Imprensa Canalha
Bazonga da Kilumba
Diário Ateísta
Diário de Lisboa
Opinion Desmaker
Rua da Judiaria
Resistente Existêncial
VIZINHOS
Tugir
We have kaos in the garden
Almocreve das Petas
Briteiros
Cão de Guarda
Pensamentos
Bloguers Comunistas
Monte Olivete
Renas e Veados
Hardblog
Compl. e Contradição
a Barriga de um Arquitecto
Posthabitat
DIÁRIOS
a Vila
a Baixa do Porto
Recortar
Arrastão
Glória Fácil
SEMANAIS
Império Bárbaro
A Arte da Fuga
A hora que há-de vir
Diário da República
Abruzolhos
Garedelest
Ovelha Negra
A causa foi modificada
Analfabeto Político
Domingo no Mundo
Adufe
Avatares do Desejo
Bloguítica
Canhoto
Palombella Rossa
Homem a Dias
Grande Loja do Queijo Limianos
Margens de Erro
Insubmisso
Klepsydra
Os tempos que correm
Voz do Deserto
MENSAIS
Anónimos Optimistas
Canto Aberto
Kitschnet
Blog Marcelo
Viriato Teles
Almada
Em bom português
Kontratempos
Tertúlia
Crime Creme
Imprensa Canalha
Bazonga da Kilumba
Diário Ateísta
Diário de Lisboa
Opinion Desmaker
Rua da Judiaria
Resistente Existêncial
sábado, junho 10, 2006
O Futebol é de Esquerda

Basta uma bola, que até pode ser de trapos ou jornal. Basta uma pessoa, mas todos os que se juntam são bem vindos para aproximar do 11 x 11. Basta um campo aberto, mas também pode ser uma rua inclinada. Bastam dois postes mas também podem ser duas pedras no chão.
O futebol é um jogo colectivo quanto melhor joga a equipa, mais ganha. Todos conhecemos Maradona, mas o que seria de Maradona sem Burruchaga, Caniggia ou Passarella, ou Rossi sem Bruno Conti, Bergomi ou Altobelli, ou Eusébio sem Coluna, José Augusto ou Torres? Primeiro há o colectivo depois as estrelas que desequilibram e, na realidade dentro de campo todos são iguais.
É óbvio que o Capital e o Neoliberalismo tenta passo a passo crescer e cimentar o seu domínio sobre o futebol. Constroem-se estádios com menos lugares e com bilhetes mais caros, cria-se mitos em torno de um ou outro jogador reafirmando-se a luxúria e a ostentação com que vive, transformam-se clubes em empresas, passa-se aos accionistas o poder que outrora foi dos sócios e, vende-se e compra-se muito!
Neste Mundial é dado mais um passo: o jogador que contesta de uma forma visível uma decisão do árbitro deve ser advertido com um cartão amarelo. Justifica-se esta decisão com o facto dos protestos poderem passar para os adeptos. No Futebol do capital, não se quer protesto nem contestação. Qualquer dia, quando o público no estádio já estiver devidamente seleccionado, poder-se-á também acabar com o aplauso incómodo para o copo de whisky na mão.
Mas o futebol resistirá, numa qualquer rua perto de si!
Post anti-SportTvTvCabo (actualização)
Todos os jogos em canal da TVcabo: M6.
Vive la France!
___________________________________________________________________
A TvCabo acabou de privar todos os seus assinantes do canal M6. Inacreditável a arrogância desta empresa que para além de poluir com os seus cabos as nossas cidades, contractualiza com o consumidor um serviço que de vez em quando lhe retira. É altura de protestar, o serviço contractualizado não está a ser cumprido. Sugiro que se enviem emailes de protesto para:
cliente@netcabo.pt
info@deco.proteste.pt
provedor@provedor-jus.pt
Tanto a Deco como o Provedor de Justiça abrem imediatamente um processo de averiguações.
___________________________________________________________________
Vive la France!
___________________________________________________________________
A TvCabo acabou de privar todos os seus assinantes do canal M6. Inacreditável a arrogância desta empresa que para além de poluir com os seus cabos as nossas cidades, contractualiza com o consumidor um serviço que de vez em quando lhe retira. É altura de protestar, o serviço contractualizado não está a ser cumprido. Sugiro que se enviem emailes de protesto para:
cliente@netcabo.pt
info@deco.proteste.pt
provedor@provedor-jus.pt
Tanto a Deco como o Provedor de Justiça abrem imediatamente um processo de averiguações.
___________________________________________________________________
sexta-feira, junho 09, 2006
Mundial 2006
E agora que venha a bola!
Um mês de futebol total. Não acho mal, vamos ter festa, tristeza e drama. E não é só a selecção mas todos os jogos! Diariamente, pelo menos, cento e oitenta minutos. E, não me venham com tretas, que no Mundial todos os jogos são importantes pois "os que menos podem e menos têm" podem sempre vencer.
Em Portugal a neoliberalização do sistema privatizou o acesso a todos os jogos, em Itália por exemplo, a RAI continua a emitir todos os jogos em aberto. Por cá, apenas teremos alguns jogos... ainda não percebi quais.
Por mim não seria mal que Portugal fizesse o mesmo que no Euro; perdia o primeiro e o último jogo, na final, com a mesma selecção - Angola. (este pensamento surgiu quando ouvi o skin que está na berra, dizer que iria ver o jogo inaugural de Portugal)
Um mês de futebol total. Não acho mal, vamos ter festa, tristeza e drama. E não é só a selecção mas todos os jogos! Diariamente, pelo menos, cento e oitenta minutos. E, não me venham com tretas, que no Mundial todos os jogos são importantes pois "os que menos podem e menos têm" podem sempre vencer.
Em Portugal a neoliberalização do sistema privatizou o acesso a todos os jogos, em Itália por exemplo, a RAI continua a emitir todos os jogos em aberto. Por cá, apenas teremos alguns jogos... ainda não percebi quais.
Por mim não seria mal que Portugal fizesse o mesmo que no Euro; perdia o primeiro e o último jogo, na final, com a mesma selecção - Angola. (este pensamento surgiu quando ouvi o skin que está na berra, dizer que iria ver o jogo inaugural de Portugal)
quinta-feira, junho 08, 2006
Voto obrigatório
Na sequência dos argumentos de Rui Pena Pires sobre o voto obrigatório, o Daniel Oliveira diz recear "o voto meramente de protesto, inconsequente e sem qualquer objectivo que não seja o de demonstrar que não se queria votar" por oposição ao voto esclarecido, desinteressado e ideológico, que actualmente sucede.
Momento surrealista:

Quando o jornalista da RTP, perguntava a Reinado (claramente a gozar o prato) por que estavam na sua mansão militares australianos e por que não lhes podia fazer perguntas...
quarta-feira, junho 07, 2006
Mário Machado
Soube pelo post do André que finalmente o Mário Machado foi preso, na sequência da sua entrevista à RTP - ler entrevista ao Correio da Manhã. Julgo que ele, estará actualmente a ser presente no Tribunal de Instrução Criminal, na R. Gomes Freire (próximo do Campo Mártires da Pátria), pois esta manhã estavam concentrados à sua porta 5/6 nazis.
segunda-feira, junho 05, 2006
@nti-comunismos
É uma prática política corrente, sempre que existe um ou outro comunista numa lista candidata aos Bombeiros Voluntários, ao clube do bairro ou à associação do jogo da laranjinha, surgir imediatamente o rumor de que é o sectário e poderoso PCP (outrora dir-se-ia a URSS) que tenta dominar a associação em causa.
Pessoalmente recordo o tempo quando ainda não era militante comunista e fazia parte de uma lista para a direcção de uma associação de estudantes de uma escola secundária da linha do Estoril, cujo candidato a presidente e vice-presidente eram militantes do PS, essa lista ser, por minha causa, acusada de ser "perigosa".
Essa bandeira de anti-comunismo, continua até hoje, pensando-se que o PCP é um monstro organizativo que detém um conhecimento e domínio profundo sobre toda a actividade dos seus militantes. Este rumor, a que todo e qualquer comunista esteve e está sujeito, tem muito possivelmente a sua raíz cultural no Estado Novo.
Este comportamento é ainda mais incompreensível quando assumido por alguém que já foi militante do PCP e sabe do que falo. Embora não saiba quem é o Saboteur, consigo perceber por anteriores comentários, que é alguém que conheço bem e que tendo sido meu camarada de partido (com o qual partilhei ideias numa altura quente do PCP) se afastou com bastante mágoa. Neste contexto, consigo perceber um ou outro comentário mais mordaz, mas nunca a mesma argumentação que a direita como a que é aqui feita a propósito da Lista B para o Sindicato de Professores da Grande Lisboa.
A doença infantil da blogosfera: reparo agora que o post recebeu diversos comentários do mesmo anónimo. Começa a parecer-me que a solução de gestão dos comentários que o Daniel Oliveira faz no Arrastão, pode ser a melhor forma de combater a cobardia que se esconde sob a capa dos inúmeros anónimos da blogosfera.
Pessoalmente recordo o tempo quando ainda não era militante comunista e fazia parte de uma lista para a direcção de uma associação de estudantes de uma escola secundária da linha do Estoril, cujo candidato a presidente e vice-presidente eram militantes do PS, essa lista ser, por minha causa, acusada de ser "perigosa".
Essa bandeira de anti-comunismo, continua até hoje, pensando-se que o PCP é um monstro organizativo que detém um conhecimento e domínio profundo sobre toda a actividade dos seus militantes. Este rumor, a que todo e qualquer comunista esteve e está sujeito, tem muito possivelmente a sua raíz cultural no Estado Novo.
Este comportamento é ainda mais incompreensível quando assumido por alguém que já foi militante do PCP e sabe do que falo. Embora não saiba quem é o Saboteur, consigo perceber por anteriores comentários, que é alguém que conheço bem e que tendo sido meu camarada de partido (com o qual partilhei ideias numa altura quente do PCP) se afastou com bastante mágoa. Neste contexto, consigo perceber um ou outro comentário mais mordaz, mas nunca a mesma argumentação que a direita como a que é aqui feita a propósito da Lista B para o Sindicato de Professores da Grande Lisboa.
A doença infantil da blogosfera: reparo agora que o post recebeu diversos comentários do mesmo anónimo. Começa a parecer-me que a solução de gestão dos comentários que o Daniel Oliveira faz no Arrastão, pode ser a melhor forma de combater a cobardia que se esconde sob a capa dos inúmeros anónimos da blogosfera.
Timor - Info alternativas
De dentro da mole de emailes recebidos nos últimos dias destaque-se este de Vasco Paiva, português com profundo conhecimento da realidade timorense. Embora o email seja de 28 de Maio, aqui fica:
Vai-se clarificando quem está a fazer o quê, para além do ruído provocado pelo vandalismo, quem se aproveita? Algumas notícias das últimas horas:
- Xanana continua calado, não fala, fala a sua mulher AUSTRALIANA, fala o seu chefe de gabinete mas ele continua calado. Agora diz-se que está com dores nas costas e que já vai a caminho o médico sul-coreano para lhe tratar da saúde. Entretanto quem manda, ele ou a esposa? Ou o chefe de gabinete?
- Alkatiri continua a insistir no cumprimento da Constituição e propôs (e foi aceite) as reuniões dos Conselhos Supriores de Defesa e do Estado;
- enquanto decorria a conferência de imprensa de Alkatiri um grupo armado dirigiu-se para o Hotel Timor onde decorria a conferência com intenções de agressão. A tropa da Austrália não fez nada, olhou para o lado e deixou passar.
- o primeiro ministro da Austrália fez declarações públicas contra o governo de Timor. Freitas do Amaral, Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal reagiu muito bem, com sentido de Estado e condenou essa ingerência, o Min. Neg. Estrangeiros da Austrália veio depois emendar a mão...
- o tenebroso bispo de Dili veio juntar a sua voz às dos "rebeldes" exigindo a demissão do Governo. Recorde-se que foi na residência oficial deste senhor, Bispo de Dili, que no ano passado, aquando da manifestação da Igreja contra o Governo, dois portugueses foram retidos, espancados e sujeitos a um tribunal popular...
- o estranho comportamento das Nações Unidas... - os portugueses e outros "advisers" internacionais, com diversas funções de consultoria, junto do Governo de Timor, não quiseram sair. Recusaram a saída porque isso seria esvaziar o Governo de apoios, por exemplo jurídicos, seria fechar o Tribunal de Recurso e outros. A ONU obrigou alguns a irem HOJE para a Austrália (Darwin).
Há de facto um golpe de Estado em andamento, as forças da Austrália têm deixado correr todos os tumultos, não desarmam os vândalos, certamente que estarão lá para favorecer uma "negociação" que tenha como objectivo demitir o Governo, dissolver o Parlamento, criar um ambiente que lhe seja mais propício aos seus interesses petrolíferos...
Vai-se clarificando quem está a fazer o quê, para além do ruído provocado pelo vandalismo, quem se aproveita? Algumas notícias das últimas horas:
- Xanana continua calado, não fala, fala a sua mulher AUSTRALIANA, fala o seu chefe de gabinete mas ele continua calado. Agora diz-se que está com dores nas costas e que já vai a caminho o médico sul-coreano para lhe tratar da saúde. Entretanto quem manda, ele ou a esposa? Ou o chefe de gabinete?
- Alkatiri continua a insistir no cumprimento da Constituição e propôs (e foi aceite) as reuniões dos Conselhos Supriores de Defesa e do Estado;
- enquanto decorria a conferência de imprensa de Alkatiri um grupo armado dirigiu-se para o Hotel Timor onde decorria a conferência com intenções de agressão. A tropa da Austrália não fez nada, olhou para o lado e deixou passar.
- o primeiro ministro da Austrália fez declarações públicas contra o governo de Timor. Freitas do Amaral, Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal reagiu muito bem, com sentido de Estado e condenou essa ingerência, o Min. Neg. Estrangeiros da Austrália veio depois emendar a mão...
- o tenebroso bispo de Dili veio juntar a sua voz às dos "rebeldes" exigindo a demissão do Governo. Recorde-se que foi na residência oficial deste senhor, Bispo de Dili, que no ano passado, aquando da manifestação da Igreja contra o Governo, dois portugueses foram retidos, espancados e sujeitos a um tribunal popular...
- o estranho comportamento das Nações Unidas... - os portugueses e outros "advisers" internacionais, com diversas funções de consultoria, junto do Governo de Timor, não quiseram sair. Recusaram a saída porque isso seria esvaziar o Governo de apoios, por exemplo jurídicos, seria fechar o Tribunal de Recurso e outros. A ONU obrigou alguns a irem HOJE para a Austrália (Darwin).
Há de facto um golpe de Estado em andamento, as forças da Austrália têm deixado correr todos os tumultos, não desarmam os vândalos, certamente que estarão lá para favorecer uma "negociação" que tenha como objectivo demitir o Governo, dissolver o Parlamento, criar um ambiente que lhe seja mais propício aos seus interesses petrolíferos...
sexta-feira, junho 02, 2006
Mais Timor
A notícia de última hora da TVI era que os GNR's não foram antes para Timor (nem se sabia se partiriam hoje) porque o "nosso credível amigo" Ramos Horta teria assinado um acordo com a Austrália em como todas as forças no terreno estariam sob a chefia australiana.
quarta-feira, maio 31, 2006
Para quem pouco percebe sobre o que se passa em Timor, mas não se deixa enganar pelos contadores de histórias do costume:
Aqui ficam alguns blogues de portugueses em Dili:
Timor Online
Entre Sonhos
Timor Verdade
Enfado
hanoin oin-oin
Aromas do Oriente
Actualização:
Blog do Público sobre Timor
Blog de um jornalista do Expresso em Timor
Timor Online
Entre Sonhos
Timor Verdade
Enfado
hanoin oin-oin
Aromas do Oriente
Actualização:
Blog do Público sobre Timor
Blog de um jornalista do Expresso em Timor
Carrilho
Seja pelo nome, seja pela família o homem é dado a grandes títulos. Naquilo que diz até pode ter muita razão, mas pela forma como personaliza as suas afirmações, transforma-as em boatos.
Timor - A diplomacia portuguesa
A diplomacia portuguesa não percebeu que a questão fundamental para desempenhar um papel importante no futuro de Timor não era fazer mas sim ensinar a fazer. A diplomacia portuguesa também não percebeu que um povo, qualquer que ele seja, só vive quando tem comida para viver, senão apenas tenta sobreviver.
As declarações de Freitas do Amaral sobre a posição australiana são certíssimas, mas tardias.
As declarações de Freitas do Amaral sobre a posição australiana são certíssimas, mas tardias.
Timor
Perante o determinismo mediático que já transformou Alkatiri no grande culpado da actual situação de Timor, manifesto a minha pouca compreensão dos factos e algumas dúvidas a milhares de quilómetros de distância.
Mari Alkatiri é o Primeiro-Ministro de Timor Leste (democraticamente eleito) e ao contrário daquilo que se anunciava para o congresso da FRETLIN, largamente apoiado pelo seu partido. Que erros lhe são apontados?
Esta dúvida é ainda mais actual quando se assiste a um contínuo esfaquear e discursos provocatórios, seja por parte de Ramos Horta (pessoa a quem nem emprestava o meu comando de televisão) ou por Xanana.
Por outro lado, segundo algumas crónicas de portugueses que lá estão, de um momento para o outro os revoltosos passaram a estar armados não de catanas mas de G3's. Quem lhes deu as armas?
Por que querem os australianos a queda do actual governo democraticamente eleito? Por que saiu a ONU? Quem vai comandar as tropas internacionais que vão tentar restabelecer a paz? Quem vai comandar a GNR? Por que é que Xanana faz a conferência de imprensa em inglês?
Mari Alkatiri é o Primeiro-Ministro de Timor Leste (democraticamente eleito) e ao contrário daquilo que se anunciava para o congresso da FRETLIN, largamente apoiado pelo seu partido. Que erros lhe são apontados?
Esta dúvida é ainda mais actual quando se assiste a um contínuo esfaquear e discursos provocatórios, seja por parte de Ramos Horta (pessoa a quem nem emprestava o meu comando de televisão) ou por Xanana.
Por outro lado, segundo algumas crónicas de portugueses que lá estão, de um momento para o outro os revoltosos passaram a estar armados não de catanas mas de G3's. Quem lhes deu as armas?
Por que querem os australianos a queda do actual governo democraticamente eleito? Por que saiu a ONU? Quem vai comandar as tropas internacionais que vão tentar restabelecer a paz? Quem vai comandar a GNR? Por que é que Xanana faz a conferência de imprensa em inglês?
De regresso
Terei estado demasiado tempo ausente?
Já não se pode ter uma filha e eis que desperta uma discussão interessante sobre a profissão de arquitecto, entre este "comunista convicto", como adjectiva o Lourenço, e o jMAC . Entretanto a blogosfera avança aos arrastões com o regresso, de salutar, do Daniel Oliveira desta vez a solo e... também ele a escrever sobre arquitectura! E ainda - como diria um proscrito apresentador de TV, até Vital Moreira veio zurzir um ou outro disparate sobre os arquitectos, do alto da sua cadeira do poder.
A este ponto só faltava o José Pacheco Pereira responder ao post que escrevi sobre a sua biografia de Álvaro Cunhal, e teria de constituir um gabinete de estudos para produzir textos.
Já não se pode ter uma filha e eis que desperta uma discussão interessante sobre a profissão de arquitecto, entre este "comunista convicto", como adjectiva o Lourenço, e o jMAC . Entretanto a blogosfera avança aos arrastões com o regresso, de salutar, do Daniel Oliveira desta vez a solo e... também ele a escrever sobre arquitectura! E ainda - como diria um proscrito apresentador de TV, até Vital Moreira veio zurzir um ou outro disparate sobre os arquitectos, do alto da sua cadeira do poder.
A este ponto só faltava o José Pacheco Pereira responder ao post que escrevi sobre a sua biografia de Álvaro Cunhal, e teria de constituir um gabinete de estudos para produzir textos.
domingo, maio 21, 2006
Finalmente @méli@!
A todos os amigos, visitantes, curiosos, polemicistas, anónimos, feios ou belos, ricos e pobres, burgueses ou operários, é só para dizer que ontem, dia 20 de Maio às 19h49m fui pai! Este blog segue dentro de momentos...
quinta-feira, maio 18, 2006
Que viva o mercado da "livre-opulência"
O Hardblog, a propósito de um comentário meu, levanta uma questão bastante interessante de se discutir, sobre a necessidade ou não, de existirem entidades reguladoras, associações profissionais e, acrescento eu pois decorre do raciocínio, sindicatos. O jMAC defende que deverá ser o mercado a fazer essa regulação, resumida na frase: "se um arquitecto é competente, terá trabalho".
Esta visão não trás nada de novo, aliás, é a postura vigente na prática profissional. Veja-se por exemplo como o político-decisor, assim que é eleito ou nomeado, passa imediatamente a ser o melhor técnico de urbanismo. Veja-se, por exemplo, a quantidade de "concursos" por honorários que existem no mercado em que ganha quem apresenta um preço menor, sendo que esse preço menor decorre sempre da exploração de quem nesses ateliers trabalha. Veja-se ainda, por exemplo, o desemprego encapuçado entre os jovens arquitectos com pouca experiência de trabalho, mas que vão sendo substituídos nos ateliers de arquitectura por um, dois ou três estagiários que aceitam trabalhar sem remuneração.
É o mercado! É o mercado que faz com que quem tem o poder, ou os euros, embora não tendo qualificação ou cultura para avaliar, decide a maioria da encomenda do país e determina quem presta e quem não presta. É o mercado que estimula a canibalização dos honorários sempre às custas do mais fraco. É o mercado que estimula a "livre concorrência" entre a mão-de-obra escrava e alguém que quer viver da sua actividade profissional.
É num mercado selvagem que vivemos. No mundo em que a Ordem não pode intervir, o Estado não quer, e um sindicato que não se cria.
O mercado e esta "livre-concorrência" que diz defender, não é boa nem para a arquitectura nem para o técnico que a tenta exercer de uma forma competente e séria. Mas sê-lo-á para o consumidor?
Vejamos o exemplo dos concursos por honorários, como se consegue baixar os valores de honorários?
Há muita imaginação nesta área.
Há quem faça projectos (por vezes gratuitos) e que depois recebem percentagens de cada um dos materiais que aplicam aumentando exponencialmente os custos de obra. Há quem diminua os custos da estrutura, recorrendo a técnicos de especialidades que se fazem cobra à folha e a estagiários não remunerados. Há quem diminua as horas de trabalho e envolvimento que qualquer projecto requer. Em todas estas situações o consumidor também perde.
E quem ganha com esta situação?
Ganha o técnico que consegue explorar o colega assalariado, enganar o cliente ao aplicar os materiais mais caros e, que entrega o projecto mais rápido, sem acompanhar a obra nem fazer o projecto de execução.
Ganham os agentes económicos intermediários. Quem contracta, constrói e vende, sem nunca habitar.
Que viva o mercado, pim!
Esta visão não trás nada de novo, aliás, é a postura vigente na prática profissional. Veja-se por exemplo como o político-decisor, assim que é eleito ou nomeado, passa imediatamente a ser o melhor técnico de urbanismo. Veja-se, por exemplo, a quantidade de "concursos" por honorários que existem no mercado em que ganha quem apresenta um preço menor, sendo que esse preço menor decorre sempre da exploração de quem nesses ateliers trabalha. Veja-se ainda, por exemplo, o desemprego encapuçado entre os jovens arquitectos com pouca experiência de trabalho, mas que vão sendo substituídos nos ateliers de arquitectura por um, dois ou três estagiários que aceitam trabalhar sem remuneração.
É o mercado! É o mercado que faz com que quem tem o poder, ou os euros, embora não tendo qualificação ou cultura para avaliar, decide a maioria da encomenda do país e determina quem presta e quem não presta. É o mercado que estimula a canibalização dos honorários sempre às custas do mais fraco. É o mercado que estimula a "livre concorrência" entre a mão-de-obra escrava e alguém que quer viver da sua actividade profissional.
É num mercado selvagem que vivemos. No mundo em que a Ordem não pode intervir, o Estado não quer, e um sindicato que não se cria.
O mercado e esta "livre-concorrência" que diz defender, não é boa nem para a arquitectura nem para o técnico que a tenta exercer de uma forma competente e séria. Mas sê-lo-á para o consumidor?
Vejamos o exemplo dos concursos por honorários, como se consegue baixar os valores de honorários?
Há muita imaginação nesta área.
Há quem faça projectos (por vezes gratuitos) e que depois recebem percentagens de cada um dos materiais que aplicam aumentando exponencialmente os custos de obra. Há quem diminua os custos da estrutura, recorrendo a técnicos de especialidades que se fazem cobra à folha e a estagiários não remunerados. Há quem diminua as horas de trabalho e envolvimento que qualquer projecto requer. Em todas estas situações o consumidor também perde.
E quem ganha com esta situação?
Ganha o técnico que consegue explorar o colega assalariado, enganar o cliente ao aplicar os materiais mais caros e, que entrega o projecto mais rápido, sem acompanhar a obra nem fazer o projecto de execução.
Ganham os agentes económicos intermediários. Quem contracta, constrói e vende, sem nunca habitar.
Que viva o mercado, pim!
quarta-feira, maio 17, 2006
18 de Maio - DL 73/73

Amanhã, 18 de Maio, discussão e votação na Assembleia da República do projecto de lei nº 183/X - Arquitectura, um direito dos cidadãos, um acto próprio dos arquitectos
Ponto de encontro na Assembleia da República às 14:30h
Para quem vem do Norte do País (Organização OASRN):
08:00h | Partida do Porto
12:00h | Chegada prevista a Lisboa
14:30h | Entrada na Assembleia da República
15:00h | Início do debate em plenário
18:00h | Votações do projecto de Lei
19:00h | Regresso ao Porto
Martins da Cruz

Este senhor foi/é:
- Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal organizador da Cimeira da Guerra nas Lages e conhecido dos portugueses por ter metido uma cunha ao seu colega do Ensino Superior para a admissão da sua filha num curso superior.
- representante dos interesses da Carlyle, conhecido do mundo pela sua aparição no filme de Michael Moore
- Afinsa, o que fazia não sei, mas este senhor está sempre onde é preciso...
terça-feira, maio 16, 2006
Ivania Elena
É sempre bom ver notícias de sucesso de uma amiga que vive, há muito, no estrangeiro. Portuguesa, bailarina e agora também actriz. Aqui fica o seu site.
De comentário a post
Agora quem quer desesperadamente esta terra são os Austrálias!!! Estão em pulgas para terem um pretexto para que possam pôr as "garras" sobre Timor-Leste... Este episodio dos 800 militares em Darwin, e dos barcos ao largo de Timor, apenas me ajuda a confirmar algo que tenho vindo a verificar... A Austrália começa a julgar-se os Estados Unidos da Ásia... Metem dó! Julgam-se os maiores e os donos disto tudo... O que acho piada é o facto de eles saberem que os timorenses vão bem mais "à bola" com os "tugas", do que com eles!!! E isso deixa-os pior que estragados!!! Agora até gostava que a GNR viesse mesmo... só para meter nervos aos "cangurus"!
oRdEp
Dili, East Timor
oRdEp
Dili, East Timor
Claro que concordo
O jMAC no Hardblog, tem vindo a publicar uma (até agora) trilogia de posts de opinião, intitulados "inutilidade pública". Para já apetece-me comentar o primeiro de 2 de Maio.
"Se a perspectiva de estágio não-remunerado é o horizonte mais próximo, com toda a exploração esclavagista a que procedem os patronos, expliquem-me como poderá o candidato disponibilizar os ditos 300 à corporativa instituição"
jMAC, Hardblog
Não posso deixar de concordar com o fundamental da argumentação do jMAC neste post.
O candidato à Admissão da OA, para além de estar a iniciar um processo no qual os seus direitos laborais não estão minimamente assegurados, paga um processo que não deveria, na minha opinião acarretar.
Mas façamos o enquadramento da questão. Quando o primeiro Regulamento Interno de Admissão (RIA) começou a ser preparado, na segunda metade dos anos 90, quando nem eu nem creio que o próprio jMAC, éramos associados, foi posta a questão: Quem paga o processo de admissão?
Por mais imaginação que tenhamos havia três hipóteses: o Estado, o sócio da OA ou o candidato. Na impossibilidade de ser o Estado (que ao que julgo saber financia parte do processo de admissão dos advogados) ficámos apenas com duas hipóteses.
Na altura decidiu-se que o ónus recairia, então, sobre o candidato coisa que se prolonga até aos dias de hoje.
Contudo, como o jMAC bem sabe e como muito lamento, a Ordem dos Arquitectos é uma organização tricéfala constituida por três poderes com três gestões diferentes (CDN e as duas Secções Regionais) e um único responsável por dar a cara (CDN). Este valor de 300 € (receita das secções regionais) é definido em função das despesas que as secções regionais têm com o processo. Neste caso as informações que tenho é que, enquanto numa secção dá um ligeiro lucro, na outra dá prejuizo, por isso, tendo já havido algumas pressões para que o valor ainda possa ser mais aumentado.
No novo sistema de admissão, lutarei para que este valor diminuia significativamente.
"Se a perspectiva de estágio não-remunerado é o horizonte mais próximo, com toda a exploração esclavagista a que procedem os patronos, expliquem-me como poderá o candidato disponibilizar os ditos 300 à corporativa instituição"
jMAC, Hardblog
Não posso deixar de concordar com o fundamental da argumentação do jMAC neste post.
O candidato à Admissão da OA, para além de estar a iniciar um processo no qual os seus direitos laborais não estão minimamente assegurados, paga um processo que não deveria, na minha opinião acarretar.
Mas façamos o enquadramento da questão. Quando o primeiro Regulamento Interno de Admissão (RIA) começou a ser preparado, na segunda metade dos anos 90, quando nem eu nem creio que o próprio jMAC, éramos associados, foi posta a questão: Quem paga o processo de admissão?
Por mais imaginação que tenhamos havia três hipóteses: o Estado, o sócio da OA ou o candidato. Na impossibilidade de ser o Estado (que ao que julgo saber financia parte do processo de admissão dos advogados) ficámos apenas com duas hipóteses.
Na altura decidiu-se que o ónus recairia, então, sobre o candidato coisa que se prolonga até aos dias de hoje.
Contudo, como o jMAC bem sabe e como muito lamento, a Ordem dos Arquitectos é uma organização tricéfala constituida por três poderes com três gestões diferentes (CDN e as duas Secções Regionais) e um único responsável por dar a cara (CDN). Este valor de 300 € (receita das secções regionais) é definido em função das despesas que as secções regionais têm com o processo. Neste caso as informações que tenho é que, enquanto numa secção dá um ligeiro lucro, na outra dá prejuizo, por isso, tendo já havido algumas pressões para que o valor ainda possa ser mais aumentado.
No novo sistema de admissão, lutarei para que este valor diminuia significativamente.
sexta-feira, maio 12, 2006
A Carta
Carta do Presidente Iraniano Ahmedi-nejad ao Presidente dos EUA George W. Bush traduzida a partir do Inglês (julgo que a tradução para português terá sido feita pelo André Levy)
quinta-feira, maio 11, 2006
Paradoxos do "capitalismo democrático"
Questiona-se a legitimidade de Evo Morales em nacionalizar as reservas de gás e petróleo do país, que constava no seu programa sufragado nas eleições na Bolívia. Não se questiona a legitimidade de um Governo eleito por 2.588.312 dos 8.944.508 eleitores tomar medidas contra a opinião generalizada da população e que não constava do programa eleitoral sufragado. Recordo, por exemplo, o encerramento das maternidades.
Subscrever:
Mensagens (Atom)









