domingo, outubro 29, 2006

Crónicas de um país de província

A Secção Regional Norte está a promover uma iniciativa intitulada "Procura Arquitecto?", que consiste na diponibilização no seu site de uma galeria de autores-arquitectos com a seguinte linha editorial:

"O PROCURA ARQUITECTO? é um directório sócio-profissional de arquitectos-projectistas da região norte de Portugal, promovido e gerido pela OA/SRN. Destina-se ao público, em geral, e ao promotor de intervenções arquitectónicas e urbanísticas, em particular, procurando facultar-lhes um instrumento de busca que facilite a identificação e selecção de arquitecto para determinada intervenção que porventura tenha em vista."

Aquilo que numa primeira fase até poderia ser considerado uma boa ideia, cai no ridículo quando colocamos algumas questões óbvias:
Pode uma empresa com sede no Norte inscrever-se? Não.
Pode um grupo de arquitectos co-autores inscrever-se? Não.
Pode um associado da Ordem dos Arquitectos inscrito na SRS inscrever-se? Não.
Pode um associado da Ordem dos Arquitectos inscrito na SRN e com residência em Lisboa inscrever-se? Sim.
Perceber a prática da arquitectura contemporânea é perceber que cada vez menos (e ainda bem!), existe aquela imagem poética do Arquitecto-criador, sentado ao estirador a fazer o "seu" projecto. Hoje, felizmente, a prática é mais colectiva e multidisciplinar, e tem muitos actores e autores. Não perceber isto é procurar institucionalizar um conservadorismo unipessoal que destrói a visão contemporânea que o cidadão deve ter da prática profissional do arquitecto.
Por outro lado, a limitação regional é tão ridícula quanto redutora e, inscrevê-la em editorial, é a prova da existência de várias Ordens dentro da Ordem.

domingo, outubro 22, 2006

Novos Links

Conforme poderão reparar fiz um esforço de actualização do Randomblog.
Novo cabeçalho (para dizer o mesmo), correcções na forma de colocar comentários para evitar o spam e muitos (e bons!) novos links na coluna da direita, alguns já referenciados e outros que fui descobrindo.
Destaco, em primeiro lugar, o blog da casa o-nome, e o 5 dias, conforme já havia feito.
São referenciados novos e velhos blogues de gentes do meu lado do muro que, pelo que se pode constatar, cada vez com mais peso na blogosfera nacional; Luta Social, a Peste, Assedio, Assim foi temperado o aço, Anónimo do Sec. XXI (Sérgio Ribeiro), Gora Euskal Herria askatuta, Air bush, Eu, o outro, vocês e todos, Hora absurda, João V. Aguiar, Lapas do Almonda, Drella no Couço, Bandeira Rubra.
Por outro lado procurei reparar de algumas ausências imperdoáveis como o blog do Paulo Querido, Hotel Lisboa, Bichos Carpinteiros, Avesso do avesso, Um blog sobre kleist, Corta-Fitas e o Escrita em dia (Carlos Narciso) - aliás com um excelente texto sobre a SIC e a diferença de classes.
Um blog sobre Lisboa, Lisboa Lisboa, que tanto precisa de ser discutida. O blog do Zé Fanha, já anteriormente referenciado.
Ainda há os que vou lendo por tudo e por nada; Solvstag, Metroplinetida, .G, a Ervilha, Deste Lado, Monastero Segreto e o Cromos dos Cromos.
Para último, deixo os velhos amigos do Braganza mothers.

O estória dos governantes que odeiam as pessoas que vivem no país que governam

"O secretário de Estado Adjunto da Indústria e da Inovação, António Castro Guerra, afirmou hoje que a culpa do aumento de 15,7 por cento no preço da electricidade em 2007 é dos consumidores, porque "este défice tem de ser pago por quem o gerou".
Até este ano, a lei impedia uma actualização dos preços acima da inflação, o que deu origem a um défice tarifário que, na opinião de Castro Guerra, "só pode ser imputado aos consumidores"."São os consumidores que devem este dinheiro. Não é mais ninguém", declarou o governante à rádio TSF. "Este défice tem de ser pago por quem o gerou", disse ainda Castro Guerra.De acordo com as contas do secretário de Estado Adjunto da Indústria e da Inovação, o défice vai ser recuperado num prazo de três a cinco anos.Apesar de ter admitido que o aumento do preço é elevado, Castro Guerra afirmou que "os custos são os custos".Questionado sobre o facto de o aumento para as empresas ser menor, o responsável referiu que "isso tem um fundamento". "As empresas estão a competir no mercado e nós não podemos por razões de energia reduzir a competitividade das empresas e mesmo assim já é um aumento substancial", explicou.António Castro Guerra lembrou que os aumentos são da exclusiva competência da Entidade Reguladora do Sector Energético, mas admitiu que "no futuro o Governo pode criar mecanismos que evitem aumentos tão elevados".Sobre o mesmo assunto, o ministro da Economia, Manuel Pinho, afirmou ao "Diário de Notícias" que "o Governo está a analisar a situação"."

Revisão do RGEU


O governo, por despacho, entregou a condução do processo de revisão do RGEU ao IMOPPI (que também ficou com a revisão do DL 73/73). O Governo delega as suas competências de legislador ao Instituto dos Mercados de Obras Públicas e Particulares e do Imobiliário para rever uma lei de 1951 que é da maior importância para a construção do território em Portugal.
Embora o documento ainda seja reservado já pode ser lido e copiado a partir do site da Associação Portuguesa dos Comerciantes de Materiais de Construção.
Formato em PDF.
(Reservo a minha posição sobre este documento para daqui a uma semana)

Direito à arquitectura ou o lobby do betão

No dia 18 de Maio deste ano a Assembleia da República aprovou por unanimidade a primeira Iniciativa Legislativa de Cidadãos, que visava legislar sobre uma matéria que desde 2003 a Assembleia da República havia aprovado, também por unanimidade.
A Iniciativa Legislativa baixou à discussão na especialidade.
Desde então, passaram cinco meses e uma matéria que aparentemente parecia colher uma unanimidade amedrontada foi para a gaveta (quem sabe se a mesma onde guardaram o socialismo)... em breve dirão que a Ordem dos Engenheiros entrou em processo eleitoral e mais tarde dirão que a Ordem dos Arquitectos entrará em processo eleitoral...

Governo "corajoso" ou governo mentiroso

Em todas as áreas, quando o governo é contestado, imediatamente surgem declarações de um ou outro ministro no sentido de denegrir quem contesta e/ou afirmando que é mais um lobby que o governo está a enfrentar.
Curioso é ver que o governo "corajoso" enfrenta os professores esquecendo as máfias que dominam o ensino privado, enfrenta os funcionários públicos esquecendo os administradores das empresas de estado ou o aparelho do PS, enfrenta os arquitectos esquecendo os construtores ou enfrenta os médicos esquecendo as multinacionais farmacêuticas...

quinta-feira, outubro 19, 2006

"Como construir a sua moradia sem ter que aturar um arquitecto"

de Rui Campos Matos (escrito para o Diário de Notícias da Madeira, secção Arquitectura e Território)
Texto retirado do blog Sobrevoando

Quantas pessoas, quando chega o momento de construir a moradia com que sempre sonharam, não passam pela aflição de perguntar a si próprias: será que vou ter de aturar um arquitecto?Neste pequeno artigo, tentarei explicar como construir uma nova casa, sem se sujeitar às exigências de um desses profissionais. Para que o empreendimento seja levado a cabo com êxito há que fazer três importantes escolhas: estilo, técnico e empreiteiro.
O estiloEis-nos perante a primeira decisão a tomar - o estilo da casa. Felizmente não é difícil porque existem apenas dois: o tradicional (também conhecido por rústico) e o moderno, que vem colhendo cada vez mais adeptos entre os jovens.O tradicional caracteriza-se pelo típico telhado de aba e canudo, a janela de alumínio aos quadradinhos, a lareira de cantaria com a sua chaminé e o imprescindível barbecu, testemunho dos inumeráveis prazeres da vida rústica. Já o moderno é completamente diferente, tão diferente que até as coisas mudam de nome. O telhado desaparece, dando lugar à cobertura plana; a janela perde os quadradinhos e passa a chamar-se vão; à chaminé, em tubo de aço inoxidavel, chama-se fuga; e barbecu é um termo obsceno que deve ser evitado na presença das senhoras.Não existem, pois, quaisquer espécie de dúvidas quanto a questões de estilo - ou se é tradicional ou se é moderno, as duas coisas ao mesmo tempo é impossível.
O técnicoEscolhido o estilo, há que escolher o alfaiate, que aqui designaremos pelo técnico. Trata-se de uma escolha muito fácil, porque o que não falta são técnicos. Intitulem-se eles construtores civis diplomados, agentes técnicos de engenharia, electricistas habilitados ou desenhadores habilidosos, todos se regem pela mesma cartilha, a de João de Deus: o pinto pia, a pipa pinga... Não passaram cinco anos a estudar arquitectura? Não estagiaram mais dois? Que importa isso? Concentremo-nos apenas nas suas virtudes:1- Projecto elaborado em tempo recorde.2- Preço: 999 .Mas como conseguem eles ser tão eficazes? É simples: antes de encomendado, o projecto já está feito. Até parece milagre! Mas não é, o que se passa é o seguinte: o técnico tem duas pastas no computador, uma para projectos em estilo tradicional, outra para os modernos. Escolhido o estilo pelo cliente, é fácil, emenda daqui, remenda de acolá e, numa tarde, o projecto está feito! Para quê complicar?Mas o rapaz parecia semi-analfabeto, disse que não podia assinar o projecto, mas que havia outro técnico que podia.... Não é caso para preocupações, trata-se de uma situação corrente em que um técnico analfabeto paga a um técnico habilitado para que este, a troco de uns trocos, assine de cruz. Está tudo incluído no pacote e, (ironia do destino!), quantas vezes o técnico habilitado não é um arquitecto daqueles que faltaram às aulas de religião e moral...Aprovado o projecto, o técnico já não é preciso para nada. É dizer-lhe adeus que ele até agradece, porque de obra não percebe nada nem quer perceber, quem percebe disso é o empreiteiro a nossa terceira e última escolha.
O empreiteiroO primeiro encontro entre cliente e empreiteiro costuma ser decisivo. É nele que terá de se estabelecer, entre o primeiro e o segundo, uma relação de confiança cega, em tudo semelhante à fé. A fé de quem acredita que, com um projecto feito por um técnico, que não especifica nada, que não pormenoriza nada e que não quantifica nada, não vai ser enganado por um homem que passa o dia a fazer contas de cabeça... Entre cinco pequenos empreiteiros, como escolher o indicado para construir a moradia? Infelizmente, chegados a este ponto, não posso recomendar senão fé, muita fé e confiança, porque tudo o resto é irrelevante:1- O valor do orçamento é irrelevante, foi feito com base no projecto do tal técnico, é um número atirado para o ar, um número que, com os imprevistos, há-de subir ainda umas quantas vezes.2- O prazo estabelecido para concluir a obra vai depender do bom ou mau tempo e, nesse capítulo, só Deus sabe.3- As garantias dadas são as que estão na lei - cinco anos. Se a casa apresentar defeitos, reclame; se a reclamação não for atendida, recorra ao tribunal (também pode recorrer ao pai natal se achar que demora menos tempo...)Em suma, não vale a pena perder tempo com ninharias, o mais importante é ter fé.
ConclusãoSe, apesar de conscienciosamente feitas estas três escolhas, as coisas não correrem lá muito bem, se a casa ficar pelo dobro do preço, se no Verão se assar lá dentro e no Inverno se tiritar de frio, se para abrir a porta do armário for preciso arrastar a mesa de cabeceira, se o vizinho protestar com o barbecu, se a cobertura plana meter água, não vale a pena desesperar, resta sempre a consolação de não ter tido de aturar um arquitecto.

Rui Campos Matos, arquitecto

quarta-feira, outubro 18, 2006

Pergunta irónica:

Em que momento é que um militante ou congressista do PS pode solicitar a alteração de um ponto da moção do seu líder?

domingo, outubro 15, 2006

Ainda "Os Grandes Portugueses"

"A grande campanha de marketing em que este novo programa da RTP apostou está a dar os seus frutos. Já muito se fala em quem será o Grande Português, ou seja a figura que mais notoriedade conquistou junto de todos nós.
Ora cá está uma oportunidade de ouro para os neofascistas, extrema-direita, ex-pides e outras cabecinhas ocas, voltarem a vangloriar o seu paizinho, o ditador fascista que por cá reinou durante 40 anos.
Por muito que Álvaro Cunhal sempre tenha colocado o seu nome no mesmo patamar que os restantes militantes do partido, o seu papel de líder da classe trabalhadora, a sua luta por um Portugal mais justo e igual, fazem dele o homem de Esquerda, que tem obrigatoriamente de constar nos 10 Maiores Portugueses.
Contra o revivalismo neofascista VOTO (de novo) em Álvaro Cunhal!
http://www.rtp.pt/wportal/sites/tv/grandesportugueses/votacao.php"


via Falta Papel

A América Latina

A América Latina está a mudar. A influência e dominação dos Estados Unidos da América tem vindo a diminuir de forma radical e metódica, de país para país.
Este fim de semana será o Equador, após uma década de presidências de centro ou de direita. Rafael Correa, definido pelo DN como o candidato anti-sistema, prepara-se para vencer as eleições, ainda que deva ser necessária uma segunda volta.
Do lado americano surgem dois candidatos assim descritos pelo DN: "Magnata do império da banana, que herdou do pai, Alvaro Noboa concorre pela terceira vez às eleições presidenciais. Apelidado de "filho divino", era frequentemente visto com uma Bíblia na mão, o que lhe valeu algumas críticas por parte da hierarquia da Igreja Católica local. Pró-americano e liberal é, juntamente com a única candidata, Cin-thya Viteri, conhecida por "Barbie equatoriana", o oposto de Correa."

Por outro lado, amanhã, a Venezuela prepara-se para entrar para o Conselho de Segurança da ONU. Ler artigo no blog Notas Verbais.
No Chile, a presidente Michelle Bachelet, visitou ontem o centro de detenção prisional da ditadura de Pinochet - Villa Grimaldi. Segundo Bachelet, "será a primeira vez que um presidente do Chile visita um lugar onde esteve preso" e manifestou sua intenção de converter o Villa Grimaldi, localizado em Peñalolén, num lugar "para recordar e vencer o esquecimento". "Caminharei por onde antes caminhei, por onde minha mãe caminhou, e sei que as perguntas de sempre agora serão mais que um sussurro", disse Bachelet.

Farmácias de Serviço


Porque é que as farmácias que não estão de serviço naquela noite têm o painel lumínico ligado?
Deve ser só para baralhar o pai atarantado...

sábado, outubro 14, 2006

Os Grandes Portugueses



via Irmão Lúcia

Há sempre um "mas"!?

Num programa da RTP que nunca vi, anuncia-se a escolha daquele que os espectadores entenderão ser o "Grande Português". Depois da polémica blogueira sobre a inclusão ou não de Salazar a RTP lá cedeu à direita pretendendo na descrição do ditador, como diria Carvalhas, piscar o olho à esquerda.

"Dirigiu, de forma ditatorial, os destinos do País durante quatro décadas. Foi ministro das Finanças, Presidente do Conselho de Ministros, fundador e chefe do partido da União Nacional. Afastou todos os que tentaram destituí-lo do cargo. Instituiu, de forma brutal, a censura e a polícia política. Criou dois movimentos paramilitares: a Legião e a Mocidade Portuguesas. Mas equilibrou as finanças públicas, criou as condições para o desenvolvimento económico, mesmo que controlado, e conseguiu que Portugal não fosse envolvido na Segunda Guerra Mundial. Separou os poderes do Estado e da Igreja. Figura controversa, marcou sem dúvida a história do País."

Na curta descrição as frase despontam como pérolas surrealistas contudo, destaco esta: "Mas equilibrou as finanças públicas, criou as condições para o desenvolvimento económico, mesmo que controlado (...)"

A ler:

"Behind the Great Wall of China"
Como as empresas americanas Wal-Mart, Google, UPS, Microsoft, Nike, AT&T e Intel estão a combater a recente legislação chinesa que procura definir direitos mínimos para os seus trabalhadores.

"A crise acabou!"

O Ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho, anunciou ontem de manhã o «fim da crise» na economia portuguesa. O mesmo Manuel Pinho, à noite, "esclareceu à TSF que a intenção não foi anunciar o fim da crise, mas acabar com a dramatização com que se encara a economia portuguesa".
Para além do fait diver de se dizer uma coisa de manhã e outra à noite, é importante analisar o momento em que Manuel Pinho parece ser mais genuíno, ou seja, de manhã.
Numa primeira fase procuremos entender que país é esse em que este ministro vive? Fui consultar a sua agenda.
Não existindo nenhuma actualização da agenda do Sr. Ministro no site do Ministério, apenas encontrei referências à sua agenda no portal do governo.
Dia 10 com a Repsol, dia 12 em Oliveira de Azeméis com a Microsoft e dia 13 na Universidade de Aveiro "O Ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho, preside à assinatura de um contrato de investimento no sector das energias renováveis".
Pessoalmente, para o Sr. Ministro, tudo corre bem. É tratado como um Ministro, pode circular a mais de 210 kms/hora nas auto-estradas do país sem que seja multado, é requerida a sua presença em todas as luxuriantes acções do grande capital. A vida corre-lhe bem.
O Sr. Ministro não vê a miséria, não vê a fome, não vê as dificuldades que a grande maioria dos portugueses atravessa porque circula num meio cada vez mais forte e poderoso, com cada vez mais capital e com cada vez mais poder.
A exclamação do Manuel Pinho que intitula este post é certa e genuína para o círculo de influências em que o Sr. Ministro se move. O seu país é o mesmo que o dos outros milhões de portugueses, contudo o seu circuito de conhecimentos é ultra-reservado.
À margem da sua sinceridade momentânea, o Ministro criou um problema: embora a crise não/nunca atinja o grande capital, importa que pareça que a mesma seja generalizada.
Nesse sentido Manuel Pinho tem uma pasta ministerial de dois gumes, por um lado deve ter um discurso sobre a crise económica e as necessárias restrições que o povo português deve enfrentar para deste modo não reforçar as diferenciações sociais que historicamente sempre derivaram em violentas lutas de classe, pelo outro lado, não faz sentido fazer o discurso da crise na assinatura de acordos milionários ou junto da Microsoft e Repsol.
Manuel Pinho tem o discurso errado para os locais por onde anda.

domingo, outubro 08, 2006

Post de medida certa

Há uma medida certa para postar. Nem muito grande porque perde leitores, nem muito curto porque perde relevância, o post tem uma medida certa. Duas três frases, de uma ideia só, sem ser muito recto ou objectivo nem circular e rotundo. Talvez um pouco mais...

As dores que não param o Mundo

" (...) O que eu invejo, doutor, é quando o jogador cai no chão e se enrola e rebola a exibir bem alto as suas queixas. A dor dele faz parar o mundo. Um mundo cheio de dores verdadeiras pára perante a dor falsa de um futebolista. As minhas mágoas que são tantas e tão verdadeiras e nenhum árbitro manda parar a vida para me atender, reboladinho que estou por dentro, rasteirado que fui pelos outros. Se a vida fosse um relvado, quantos penalties eu já tinha marcado contra o destino? (...)

Mia Couto, in O fio das missangas, Editorial Caminho, Lisboa, 2004, 148 pgs., ISBN: 972-21-1611-8
fonte Resistir.info

Manifestação dos professores


Imagem do Spectrum
Há bem pouco tempo "fontes próximas do governo" e cronistas encartados, faziam passar a ideia que os professores apenas faziam greves nos dias de ponte ou próximo do fim-de-semana. Só para chatear, no dia 5 de Outubro feriado e em plena época de ponte, 15 a 20 mil professores manifestaram-se em Lisboa.

Politkovskaia


Anna Politkovskaia, jornalista russa, ficou conhecida nos países ocidentais pela cobertura que fez da guerra na Tchetchénia. Foi morta a tiro no prédio que habitava em Moscovo.
Mais uma represália da máfia de Putin que domina a Rússia.
Terrorismo de estado? Nahh... afinal nenhum jornal o refere como tal...

Público

Na mesma semana que o "Público" volta a estar online praticamente na íntegra, é anunciada a "reinvenção do jornal e o seu relançamento no início de 2007"... em suma despedimentos.

domingo, outubro 01, 2006

Blogs

Há-os políticos, mais pops e mediáticos... os de futebol... os blogues de criadores: poetas, artistas e escritores... ou os blogues de pessoas que relatam o seu dia-a-dia...
Estes últimos não seguem necessariamente na senda de uma qualquer Rebelo Pinto, mas revelam pessoas e afinidades.
A sua leitura não provoca um instinto de voyerismo, mas sim uma proximidade de vida com aquele "alguém" que se apresenta (e se revela) do outro lado.
O-nome, blog da casa, anda por essas margens. Neste fim de semana, também eu andei por esses reinos e sobretudo por esses apetitosos textos que me aproximam de outros pais recentes. Assim, e enquanto a nova ervilha da Rosa Pomar não nasce, aqui ficam duas sugestões: A ervilha (que ameaça um ponto final) e o Deste Lado do Espelho.

pobreZita

De acordo com o "Expresso" de ontem Zita Seabra, com o apoio de Paulo Portas e Marcelo Rebelo de Sousa, preparava-se para apresentar na Assembleia da República um projecto-lei que, mantendo a criminalização do aborto, asseguraria que todos os processos fossem arquivados. Para além do "no sense" da ideia a Sra. Deputada, avolumando o ridículo da "estorieta", ao final da noite anuncia ter desistido da ideia por causa da notícia do tablóide.

Provedor da Arquitectura

Vital Moreira, no Causa Nossa, saúda a iniciativa da Ordem dos Arquitectos ao criar a figura do Provedor da Arquitectura (link).
Contudo, chamo a atenção para o facto do novo provedor, ao contrário do que Vital Moreira refere, não ter "poder de iniciativa disciplinar" mas sim "poder de iniciativa de participação disciplinar", como refere Helena Roseta na notícia citada.
Esta diferença, não é formal mas de grande monta.
Na Ordem dos Arquitectos, os orgãos que exercem as funções disciplinares são os Conselhos de Disciplina (Nacional e/ou Regionais), que são democraticamente eleitos por sufrágio universal entre os associados. Por outro lado, o Provedor é nomeado no início do mandato, pelo Conselho Directivo Nacional.

sábado, setembro 30, 2006

"Isso é cópia!"


"Isso é cópia!" - diz a mãe da Amélia. Contudo aqui fica, respectivamente, a Maria e o Manuel, já "adultos filhotes".

A ler:

"Lula, contra tudo e contra todos" (Ivo Rafael Silva) e "Seria o meu candidato (Daniel Oliveira).

"reforma"

[segurança social, constituição, IRS, educação, ensino superior, saúde, reformas...]

No senso comum da política conseguiu-se transformar numa convenção, que o facto de um governo fazer "reformas", é uma coisa boa.
O que virá será melhor que o que estava, embora no presente, exija sempre um esforço maior para os que cá estão.
Grandes sonhadores!

terça-feira, setembro 26, 2006

Desabafos desamparados

Sucedeu-me duas vezes nas últimas semanas, alguém que cai desamparado no chão.
Hoje, foi uma velhota de 81 anos que ao sair do autocarro escorregou, caiu e bateu com a cabeça violentamente num pilarete do passeio. Em todo o torpor da vida urbana apenas láestava eu e o condutor do autocarro para a acompanhar e chamar o 112, nenhum médico ou alma que se denunciasse. Os passageiros do autocarro rapidamente correram para apanhar o próximo e a "vidinha" continuou. Chegado o INEM, relativizando a queda, já outra boca maldizente dizia que os motoristas da Carris conduziam mal e que deveria ter sido disso.
O condutor da Carris, entretanto, havia-me dito que agora a central já não estava autorizada para chamar o 112 e que lhe haviam dito para telefonar do seu telemóvel. A medo perguntou-me se podia ser testemunha dele para com o processo de inquérito sobre o ocorrido que a empresa lhe levantaria...

domingo, setembro 24, 2006

Wal-Mart: The High Cost of Low Price


A indústria de documentários independentes nos EUA floresce. "Wal-Mart: The High Cost of Low Price" é um documentário de 2005, que pretende ser um testemunho da vida dos empregados e respectivos familiares, da maior multinacional mundial a cadeia de supermercados Wal-Mart.
Veremos se chega a Portugal.

A ler:



... para além do livro, também há o blog.

Universidade Fernando Pessoa

A Universidade Fernando Pessoa tem uma licenciatura de arquitectura e urbanismo. Os seus alunos têm sido dos mais activos contestatários ao sistema de admissão da OA, pois esta licenciatura não foi nem sequer reconhecida pela OA.
Um dos argumentos, bem sei que pouco jurídico, era que o número de horas/ano da licenciatura equivalia ao nº de horas da discilpina de Projecto/ano das outras licenciaturas. Os seus alunos lá recorreram da decisão da OA e, juridicamente, ganharam.
Sem que grandes informações se possam obter pela página da Universidade, apenas me resta chamar a atenção para uma das batalhas que me tem sido mais cara dentro da OA. No regulamento de estágio da instituição (link) vem uma das mais hilariantes afirmações sobre os estágios: "Os estágios são pedagógico-profissionais, não havendo lugar a remuneração do estagiário."

Hooliganismos benfiquistas

Que tal proibir engenheiros de assinar projectos de arquitectura e de treinar equipas de futebol?

O bom gigante


Não posso deixar de aconselhar este texto sobre o José Torres e o Benfica.

Cinco dias


Cinco dias é o novo blog do Nuno Ramos de Almeida, Rui Tavares, Ivan Nunes, António Figueira e Joana Amaral Dias.
Os últimos meses têm-me dado pouco tempo para cirandar pelos blogs, contudo este vai passar a ter mais uma visita diária.

"Cidade e Democracia" ou "Cidade e Democracia Deles"

Nota prévia: Em co-autoria com o historiador José Neves, também fui bolseiro da Fundação da Juventude. Por motivos nunca clarificados a nossa investigação, sob o título "Almada, cidade sem muros nem ameias" na qual se pretendia fazer uma análise social, política e urbana de uma autarquia comunista-modelo, foi excluída.


No início eram 1500,00 € para se fazer uma investigação que duraria 3 meses, sem grande acompanhamento e dependentes da capacidade do investigador para procurar informação. Depois veio o livro.
Com o livro, apareceram os doutores e com os doutores os seus amigos. A autoria, e o centro da publicidade do livro patrocinado pela Fundação da Juventude, imediatamente passou a ser as destacadas figuras que o deveriam "organizar". Nada me move contra o Prof. Álvaro Domingues, nem contra o Nuno Portas, que naturalmente aproveitaram mais uma possibilidade de publicação.
Contudo poarece-me inaceitável o papel da Fundação da Juventude, que com dinheiros públicos consagrados para potenciar o aparecimento de jovens investigadores, se limita a promover as pessoas que disso já não têm necessidade. É lamentável que também a Ordem dos Arquitectos - SRN, subscreva uma publicação na qual os seus associados (para se ser investigador era necessário ser sócio da OA) são tratados como meros escravos de um sistema de "nobre figuras" às quais é importante prestar vassalagem.
Para atestar aquilo que digo basta fazer uma leitura das notícias que saíram na época sobre o livro ou mesmo ler os blogues. As referências ao nome dos "autores-investigadores" são nulas, passando a meros agentes de confirmação da construção da tese que Nuno Portas tem vindo a defender, ainda que os textos disso pudessem derivar.

Como é óbvio, e perceberá quem por este blogue vai passando, a investigação que por nós foi apresentada "Almada, cidade sem muros nem ameias", não batia certo com a tese perfilhada há muitos anos pela corrente ideológica personificada por Nuno Portas, muito próxima duma terceira via de Blairista, que aliás parece cada vez mais ultrapassada.

Aqui ficam os links dos blogues, de dois investigadores também envolvidos neste processo, que não sei se concordarão com a minha opinião:
Linha de Rumo - Guimarães
PSBF - Viseu

quinta-feira, setembro 21, 2006

domingo, setembro 17, 2006

13 de Setembro

No passado dia 13 de Setembro, enquanto os boggers nacionais explanavam a sua soberba intelectual, por entre abaixo assinados e gritos de guerra contra as FARC, Gregorio Izquierdo, dirigente sindical e militante comunista, era assassinado.
A notícia pode ser lida aqui.

Um jornal de esquerda

Concordo com o que escreve o Canhotices.
A propósito da primeira edição do semanário Sol e da "transformação" do Expresso, o José M Pereira refere que falta um jornal de referência da área da esquerda.
A pretensa "independência" é sempre uma falácia. A escolha das primeiras páginas, ou dos conteúdos mais destacados são sempre objecto de decisão política, ainda que haja pessoas de esquerda e direita a escrever em quase todos os jornais. Neste sentido todos os jornais actuais demonstram uma tendência predominante de direita, embora uma ou outra vez cedam para outras margens, a bem da "independência".
Não tenho dúvidas que falta um jornal de esquerda, não para ouvirmos o eco daquilo que dizemos mas para conseguirmos notícias daquilo que queremos, seja da fraude eleitoral no México, das Câmaras Municipais com Orçamento Participativo, do 11 de Setembro de 1973, das discussões sobre o papel social do arquitectos tidas na Bienal de Veneza...

sábado, setembro 16, 2006

EPUL

Pode a Câmara Municipal de Lisboa adjudicar directamente a uma empresa a execução de um projecto de arquitectura?
Sim, desde que os honorários não excedam os 5.000,00 €, de acordo com o DL 197/99 - Realização de despesas públicas e contratação pública relativa à locação e aquisição de bens móveis e serviços.

Será que os honorários dos projectos para o Parque Mayer (Atelier Vão ou Frank Gehry) e Biblioteca de Lisboa (Aires Mateus), por exemplo, são inferiores a 5.000,00 €?
Não, pois a CML utiliza um subterfúgio ilegal para não fazer os necessários concursos públicos, anunciando publicamente a adjudicação mas remetendo a despesa para a empresa pública municipal - EPUL.

E o Tribunal de Contas não impede a fuga de verbas da CML para a EPUL?
Não, até hoje a versão do TC é que só se pode pronunciar após a conclusão da obra e não em função das conferências públicas da CML. Em último caso a CML pode alegar "interesse público" ou "urgência", o que em ambos os casos é rizível.

O triunfo dos porcos

Os últimos alunos a entrar nas licenciaturas de arquitectura da Universidade do Porto e Évora obtiveram respectivamente as médias de 18,1 e 14 valores. Estes são os dois extremos das classificações, que neste ano se teve de obter para atingir a possibilidade de se estudar arquitectura numa universidade pública. Mais tarde, estes alunos de grandes notas e aspirações, terão de emigrar ou de se desenrascar num país onde serão maltratados por um poder de estado constituído por gentes mediocres e de raciocínio curto.

segunda-feira, setembro 11, 2006

A direita, o PS, os reaccionários e os amantes deles

Paulo Pedroso e outros distintos bloggers organizaram um abaixo-assinado com a seguinte introdução:
"Dando seguimento à onda de indignação, com a presença das FARC na Festa do Avante, e solidariedade para com os mais de 3.000 sequestrados por este grupo terrorista, que se estabeleceu na blogosfera portuguesa, constituiu-se um grupo, tendo em conta as propostas que os diversos elementos formularam, que elaborou diversos documentos para enviar a diversas entidades."
Este abaixo-assinado foi fluentemente difundido por todos os blogues mais reaccionários tendo encontrado alguns albergues na esquerda moralista.
No Canhotices foi publicada uma carta aberta a Paulo Pedroso de resposta ao abaixo-assinado, muito menos mediatizada, mas que merece divulgação:

Sr Paulo Pedroso:
Sou militante do Partido Comunista Português. Tenho 32 anos. Sociólogo como o senhor.Acompanhei esta questão na net desde que foi levantada no Tugir. Primeiro sorri. Depois verifiquei que o barulho continuava e se multiplicava. Estendia-se à comunicação social. Vi o seu nome associado a esta nojeira anti comunista. Poderemos discutir a natureza das FARC, discutir as diferenças entre legalidade e legitimidade. Poderia lembrar-lhe a si, militante do PS as acções do socialista Palma Inácio antes do 25 de Abril. Ou as armas de Edmundo Pedro. Poderia lembrar-lhe os elogios do PS em 1975 a Ceausescu. Lembrar a amizade de Mário Soares com o mafioso do PS Italiano. Ou as viagens do militante socialista João Soares à Jamba de Savimbi. E estaríamos conversados quanto a companhias.O que não posso admitir, como militante da organização PCP é a presunção que em actividades deste Partido se tenham praticado actividades ilegais, com eventual entrada de pessoas clandestinas em Portugal com o beneplácito deste partido - pessoas que ainda por cima o senhor repete à exaustão serem traficantes de droga.Tal afirmação é uma ofensa ao PCP como aos seus militantes. Uma calúnia soez, primária e cobarde. Isto não é combate político!O seu amigo Ferro Rodrigues, aquando da sua detenção afirmou que iria fazer da luta contra a cabala que constituía a sua detenção o combate da sua vida e que não descansaria enquanto não apanhasse os autores dessa cabala. Até hoje não há sinais de cabalas e de autores - e o combate do seu amigo, hoje é em Paris no tachinho da OCDE.Amigo lute pelo nosso povo! Assine petições pelo nosso povo.Portugal merece.E por favor deixe-se de anticomunismos primários...Intelectualmente isso diminui-o. Mesmo que se queira mover por instintos básicos de revanche.

Neruda

Pablo Neruda
Confieso que he vivido
Chile, 14 de septiembre de 1973.

Mi pueblo ha sido el más traicionado de este tiempo.
De los desiertos del salitre, de las minas submarinas del carbón , de las alturas terribles donde yace el cobre y lo extraen con trabajos inhumanos las manos de mi pueblo, surgió un movimiento liberador de magnitud grandiosa. Ese movimiento llevó a la presidencia de Chile a un hombre llamado Salvador Allende, para que realizara reformas y medidas de justicia inaplazables, para que rescatara nuestras riquezas nacionales de las garras extranjeras.
Donde estuvo, en los paises más lejanos, los pueblos admiraron al presidente Allende y elogiaron el extraordinario pluralismo de nuestro gobierno . Jamás en la historia de la sede de las Naciones Unidas, en Nueva York, se escuchó una ovación como la que le brindaron al presidente de Chile los delegados de todo el mundo.
Aquí en Chile se estaba construyendo, entre inmensas dificultades, una sociedad verdaderamente justa, elevada sobre la base de nuestra soberania, de nuestro orgullo nacional, del heroismo de los mejores habitantes de Chile. De nuestro lado, del lado de la revolución chilena, estaban la Constitución y la ley, la democracia y la esperanza.
Del otro lado no faltaba nada. Tenían arlequines y polichinelas, payasos a granel, terroristas de pistola y cadena, monjes falsos y militares degradados. Unos u otros daban vueltas en el carrusel del despecho. Iban tomados de la mano el fascista Jarpa con sus sobrinos de "Patria y Libertad", dispuestos a romperles la cabeza y el alma a cuanto existe, con tal de recuperar la gran hacienda que ellos llamaban Chile. Junto con ellos, para amenizar la farándula, danzaba un gran banquero y bailarin , algo manchado de sangre; era el campeón de rumba Gonzalez Videla, que rumbeando entregó hace tiempo su partido a los enemigos del pueblo. Ahora era Frei quien ofrecia su partido democrata - cristiano a los mismos enemigos del pueblo, y bailaba además con el ex coronel Viaux, de cuya fechoría fue cómplice. Estos eran los principales artistas de la comedia. Tenian preparados los viveros del acaparamiento, los "miguelitos" , los garrotes y las mismas balas que ayer hicieron de muerte a nuestro pueblo en Iquique, en Ranquil, en Salvador, en Puerto Montt, en la Jose Maria Caro, en Frutillar, en Puente Alto y en tantos otros lugares. Los asesinos de Hernán Mery bailaban con naturalidad santurronamente. Se sentían ofendidos de que les reprocharan esos "pequeños detalles".



Chile tiene una larga historia civil con pocas revoluciones y muchos gobiernos estables, conservadores y mediocres. Muchos presidentes chicos y sólo dos presidentes grandes: Balmaceda y Allende. Es curioso que los dos provinieran del mismo medio, de la burguesía adinerada, que aqui se hace llamar aristocracia. Como hombres de principios, empeñados en engrandecer un pais empequeñecido por la mediocre oligarquía, los dos fueron conducidos a la muerte de la misma manera.
Balmaceda fue llevado al suicidio por resistirse a entregar la riqueza salitrera a las compañias extranjeras. Allende fue asesinado por haber nacionalizado la otra riqueza del subsuelo chileno, el cobre. En ambos casos la oligarquia chilena organizó revoluciones sangrientas. En ambos casos los militares hicieron jauría. Las compañias inglesas en la ocasión de Balmaceda, las norteamericanas en la ocasión de Allende, fomentaron y sufragaron estos movimientos militares.
En ambos casos las casas de los presidentes fueron desvalijadas por órdenes de nuestros distinguidos "aristócratas". Los salones de Balmaceda fueron destruidos a hachazos. La casa de Allende, gracias al progreso del mundo, fue bombardeada desde el aire por nuestros heroicos aviadores.
Sin embargo, estos dos hombres fueron muy diferentes. Balmaceda fue un orador cautivante. Tenía una complexión imperiosa que lo acercaba más al mando unipersonal. Estaba seguro de la elevación de sus propósitos. En todo instante se vió rodeado de enemigos. Su superioridad sobre el medio en que vivía era tan grande, y tan grande su soledad, que concluyó por reconcentrarse en sí mismo. El pueblo que debia ayudarle no existía como fuerza, es decir, no estaba organizado. Aquel presidente estaba condenado a conducirse como iluminado , como un soñador: un sueño de grandeza se quedó en sueño. Después de su asesinato, los rapaces mercaderes extranjeros y los parlamentarios criollos entraron en posesión del salitre: para los extranjeros, la propiedad y las consesiones ; para los criollos las coimas. Recibidos los treinta dineros todo volvió a su normalidad. La sangre de unos cuantos miles de hombres del pueblo se secó pronto en los campos de batalla. Los obreros más explotados del mundo, los de las regiones del norte de Chile, no cesaron de producir inmensas cantidades de libras esterlinas para la City de Londres.
Allende nunca fue un gran orador. Y como estadista era un gobernate que consultaba todas sus medidas. Fue el antidictador, el demócrata principista hasta en los detalles. Le tocó un pais que ya no era el pueblo bisoño de Balmaceda; encontró una clase obrera poderosa que sabia de que se trataba. Allende era dirigente colectivo; un hombre que, sin salir de las clases populares, era un producto de la lucha de esas clases contra el estancamiento y la corrupción de sus explotadores. Por tales causas y razones, la obra de que realizó en tan corto tiempo es superior a la de Balmaceda; más aun, es la más importante en la historia de Chile. Sólo la nacionalización del cobre fue una empresa titánica, y muchos objetivos más se cumplieron bajo su gobierno de esencia colectiva.
Las obras y los hechos de Allende, de imborrable valor nacional, enfurecieron a los enemigos de nuestra liberación. El simbolismo trágico de esta crisis se revela en el bombardeo del Palacio de Gobierno; uno evoca la Blitz Krieg de la aviación nazi contra indefensas ciudades extranjeras, españolas, inglesas, rusas; ahora sucedía el mismo crimen en Chile; pilotos chilenos atacaban en picada el palacio que durante siglos fue el centro de la vida civil del país.
Escribo estas rápidas líneas para mis memorias a sólo tres dias de los hechos incalificables que llevaron a la muerte de mi gran compañero el presidente Allende. Su asesinato se mantuvo en silencio; fue enterrado secretamente; sólo a su viuda le fue permitido acompañar aquel inmortal cadaver. La versión de los agresores es que hallaron su cuerpo inerte, con muestras de visible suicidio. La versión que ha sido publicada en el extranjero es diferente. A reglón seguido del bombardeo aéreo entraron en acción los tanques , muchos tanques, a luchar intrépidamente contra un solo hombre: el Presidente de la Republica de Chile, Salvador Allende, que los esperaba en su gabinete, sin más compañía que su corazón , envuelto en humo y llamas.
Tenian que aprovechar una ocasión tan bella. Habia que ametrallarlo porque nunca renunciaría a su cargo. Aquel cuerpo fue enterrado secretamente en un sitio cualquiera. Aquel cadáver que marchó a la sepultura acompañado por una sola mujer que llevaba en si misma todo el dolor del mundo, aquella gloriosa figura muerta iba acribillada y despedazada por las balas de las metralletas de los soldados de Chile, que otra vez habian traicionado a Chile.


retirado de "La insignia"

11 de Setembro 1973

Hoje, blogues amigos do outro lado do mundo, resolveram lembrar o golpe que destruiu uma das mais interessantes experiências de libertação de um povo. O 11 de Setembro de 1973 para além de ter sido um dia de destruição, tal como em 2001, foi também o início dos dias negros em que o Chile e a América Latina foram lentamente mergulhando. No Chile de Allende tudo se julgou ser possível. A ironia de uma luta eleitoral, vivida e vencida pelo povo, e da implantação serena de uma Democracia foi destruída pela violenta repressão fascista liderada por um General, cujo nome nunca deixará de nos arrepiar.
Deixo algumas referências de textos que fui lendo:

"O Outro 11 de Setembro"
"O sonho de Salvador Allende"
"Nunca Olvidar"
"Onze de Setembro, Santiago de Chile"
"Conselhos para leitura de hoje"
Chile, 11 Setembro de 1973
Chile - 33 anos depois

11 de Setembro de 1973


Hoje sou chileno e recordo a Reforma Agrária, a nacionalização da banca e das empresas associadas ao cobre - principal riqueza do país.
Viva o Chile e a América livre!

10 de Setembro

Afinal sempre havia uma festa!

domingo, setembro 10, 2006

Aniversário

30 anos. Sinto no ar um certo clima de preparação de uma surpresa.

sábado, setembro 09, 2006

Demissão do zé manuel?

O Provedor do Jornal "Público" sobre a "nota de josé manuel fernandes" que acompanhava o texto de Isabel do Carmo, já referenciado neste texto.

A ler...

Texto do André Levy sobre as FARC: "Porquê FARC?"

A Colômbia e as FARC-EP

A resistência das FARC-EP e a alteração da representatividade da esquerda nos governos de América Latina, estão a impacientar o Governo da Colômbia e toda a direita portuguesa. No seguimento da polémica sobre a presença das FARC na Festa do Avante, aqui deixo um texto do outro lado do muro retirado do Transbolivariano:

"Se não é agora, para quando a troca de prisioneiros? A maioria dos colombianos, e a história deste país reclamam-no.
Durante quatro anos, o governo Uribe interpôs negativas e ultimatos, chantagens e manobras; e nos últimos dias, rodeios. Desnecessários rodeios. Parece ter medo de agarrar o touro pelos cornos. Ninguém entende nas FARC, como pode dizer o governo que os contactos para a troca avançam por bom caminho se até ao dia de hoje não se produziu um primeiro contacto directo com as FARC.
A imprensa filtra a informação sobre contactos sigilosos do governo com destacadas personalidades da paz no Palácio [de Nariño] e suites exclusivas, mas no meio desses interlocutores ainda não conseguimos descobrir nenhum dos três porta-vozes designados pelas FARC.
De nada contribui enganar ou iludir com fantasias os familiares que já sofrem o mais duro dos calvários com o prolongado cativeiro dos seus.
Aqui o mais prático é retirar as tropas do território proposto para o diálogo, o "pré-diálogo", se essa é a vontade do governo. O importante é que se dê um face-a-face governo-FARC para discutir o intercâmbio humanitário, o qual assinaremos com a alma. Dizemo-lo nós quem no passado recente libertámos de maneira unilateral, 304 militares e polícias capturados em combate, sem que tal gesto tenha produzido no governo a mais pequena reciprocidade.
Queremos que os prisioneiros na montanha e os guerrilheiros presos na Colômbia e nos Estados Unidos regressem à liberdade.
Uribe não pode pretender que nos municipios desmilitarizados não haja presença guerrilheira quando é a única garantia de segurança válida para os porta-vozes insurgentes e de troca sem sobressaltos dos libertados.
A troca deve ser libertada desse beco sem saída da frustração em que o Presidente a meteu. É necessário que os familiares dos prisioneiros de ambas as partes, e as organizações político-sociais da Colômbia e do mundo exijam o intercâmbio agora e o fim das vacilações no Palácio de Nariño
[sede da presidência da Colômbia]".

Iván Márquez, Membro do Secretariado das FARC-EP
Montanhas da Colômbia, 28 de Agosto de 2006

Cuidado com os "planos de preços" PT

Depois de constatar que estou a ser borlado pela PT enviei o email que se segue. Torno-o público para que fique mais atento à sua factura, este caso segue dentro de momentos...

"Exmos. Srs.,
Na dificuldade de resposta através do contacto telefónico realizado para a linha de apoio ao cliente PT, procuro esclarecer a situação que irei seguidamente expor através deste email:
Na V. factura emitida no dia 13 de Agosto relativa ao telefone 0000000, reparei, pela primeira vez estar-me a ser cobrada uma quantia de 4,870 por Plano de Preços. Ao contactar o vosso serviço de atendimento, que mais tarde me deixaria sem resposta, informaram-me que este valor se deveria a um plano de preços que eu havia accionado algures no mês de Fevereiro, coisa que não me lembro!
De facto, constatei após a chamada que desde Fevereiro, me tem vindo a ser contabilizado este valor perfazendo desde já o valor de 33,775 (respectivamente por cada mês: 4,880 + 4,545 + 4,870 + 4,870 + 4,870 + 4,870 + 4,870) o que, com IVA e arredondado resulta na quantia de 40,87 .
O mês de Fevereiro foi, aliás, o mês que resolvi aderir ao serviço da XXXXX.
Portanto, escrevo preocupado, pois poder-se-á tratar de um perigoso caso de esclerose precoce aquilo que me motivou, em Fevereiro último, a ter a acção dupla de mudar de serviço de telefone fixo para a XXXXX e contractualizar um serviço mais caro com a PT. Peço deste modo que a PT me envie o documento no qual eu expresso o meu interesse em aderir ao referido plano de preços.
Peço que, para bem da minha sanidade, a PT cancele este e qualquer outro plano de preço bem como qualquer outro valor acrescentado e não obrigatório que a minha esclerose possa ter accionado.
No caso de se constatar que não existe nenhum documento em que subscrevo um plano de preços, e que esta acção resulta de uma falcatrua.PT, exijo a imediata retirada do mesmo das facturas e o ressarcimento do valor de 40,87 + Juros (à taxa de juros em vigor de acordo com o BCE).
Solicito ainda à DECO (da qual sou sócio nº 0000000) e ao Exmo. Sr. Provedor de Justiça que inicie o normal processo de averiguação do sucedido e que me dê indicações sobre como devo proceder.
Com os melhores cumprimentos
Tiago Mota Saraiva"

sexta-feira, setembro 08, 2006

9999

Hoje alguém fará este blog atingir as 9999 visitas.

domingo, setembro 03, 2006

Festa do Avante


Este ano vamos falhar a Festa. Os três meses da nossa Amélia, apesar da sua invulgar capacidade de resistência, fez os pais decidirem que este ano ficariam por destinos mais calmos. Para o ano lá estaremos, com todos os camarada, amigos e Amélia.

domingo, agosto 27, 2006

O Gil Vicente, o Belenenses, o Leixões, a Liga, a Federação e a FIFA

O futebol tem, há alguns anos, uma Liga que organiza e vende o Campeonato Nacional. Essa Liga não foi capaz de resolver um problema administrativo/jurídico durante o periodo de férias e, por isso, não vamos ter futebol a horas - mas este post não é sobre isso.
O motivo deste post é o facto da FIFA, numa manifestação de poder acima dos Estados, não permite que os clubes recorram aos tribunais nacionais, ameaçando as respectivas federações de exclusão das suas provas. Como alguém dizia: "- Toma lá que é democrático!".

cinha jardim madrid 2006

Houve alguém, quem sabe se foi a própria, que chegou a este blog através de uma pesquisa no google de: cinha jardim madrid 2006!
Reparo que, para quem faz esta procura, o Randomblog aparece na fantástica 3ª posição!

sexta-feira, agosto 25, 2006

21 de Agosto de 2003

A 21 de Agosto, este blog completou três anos de sobrevivência, sem que o seu autor desse conta.
Começou com estes dois posts:
RandomBlog é um blog sobre qualquer coisa ou sobre outra coisa qualquer.
RandomBlog é uma cotonete de arame para mente descansada

Eleições em Setúbal

Parece-me que será inevitável haver eleições antecipadas em Setúbal.
Ao contrário do que sucedeu noutros casos de renúncia ao mandato do Presidente de Câmara, esta é uma autarquia comunista que ficou encravada na garganta do PS. Parece-me por isso que, de todos os modos e com todos os argumentos, o aparelho de estado vai carregar sobre a autarquia.
O iato de poder servirá para tornar ainda mais inevitáveis a co-incineração e todos os processos de especulação urbanística em curso e pode ter, com uma "boa imprensa", a cereja no topo do bolo de a Câmara voltar a ficar entre pares (PS ou PSD).
Conforme escrevi ontem, e reitero hoje, parece-me mais importante que os cidadãos de Setúbal sejam chamados a pronunciarem-se sobre os problemas graves que foram consignados ao Concelho.

quinta-feira, agosto 24, 2006

Câmara Municipal de Setúbal

As notícias e posterior renúncia ao mandato na Câmara Municipal de Setúbal por parte do seu presidente (Carlos Sousa) e vereador (Aranha de Figueiredo), têm provocado inúmeros comentários dos mais diversos quadrantes políticos. A grande maioria dos comentários reúne-se a uma só voz contra a decisão do PCP de pedir as suas renúncias, utilizando antigos e recorrentes "clichés" na argumentação da velha guarda anti-comunista.
Embora apenas saiba aquilo que se escreveu nos jornais, de uma forma confusa, por vezes contraditória, e com um profícuo uso da "fonte anónima", irei tentar fazer a minha análise sobre a situação.

Eleições antecipadas?

Tal como noutras situações, quando o presidente de uma Câmara Municipal renuncia/suspende o seu mandato, imediatamente os partidos da oposição pedem eleições antecipadas. Não me recordo de nenhum caso em que esses pedidos de eleições antecipadas tenham tido seguimento, sendo que na sua maioria os presidentes renunciam por haver indícios de corrupção, saco azul ou utilização abusiva de meios da Câmara. Lembro ainda, que na maior parte destes casos os partidos mantém os autarcas até às últimas consequências, veja-se os exemplos de Felgueiras, Marco de Canaveses ou Gondomar como capitães de um extenso rol de cor rosa/laranja de que se reveste Portugal. Estranho que a comunicação social seja tão rigorosa a recordar as posições do PCP perante outros casos de renúncia e não recorde o PS e o PSD de Setúbal do seu historial de encobrimentos.

O Poder ao Povo

Se o argumento for o de devolver ao povo a liberdade de escolha, preocupa-me bem mais, que se criem os mecanismo para que o povo decida sobre questões que determinarão de uma forma crucial a vida do concelho, como o futuro da Torralta ou o projecto da "Nova Setúbal" e que desta forma o povo possa rescindir os danosos acordos que o sério e honesto (para o IGAT) Mata Cáceres congeminou, do que eleja o Presidente de Câmara.
Aliás esta questão parece-me bastante interessante.
Tanto Secretário-geral do PCP, como outros eleitos e responsáveis políticos do PCP sempre o disseram, sendo muitas vezes ridicularizados, que apenas são representantes de uma opinião colectiva.
Neste caso, conforme ficou bem patente, a opinião colectiva dos órgãos regionais do PCP, que por sinal também são cidadãos, estava em desacordo com a conduta política de dois dos eleitos - embora tenha sido mal explicado em que é que se baseiam estas divergências.
Na minha opinião demonstra pouca cultura democrática dizer-se que nas autarquias se vota apenas em função de quem é o candidato a Presidente da Câmara. À priori as pessoas votam num projecto e programa político e num colectivo de pessoas que integrará o mandato à Câmara. Também, desta situação, não se poderá aduzir que, quando um partido pede a um seu autarca para renunciar ao mandato, está a subverter o significado da eleição, pois a substituição de pessoas faz-se entre eleitos e não implica a rejeição do programa sufragada.

O camarada Carlos Sousa

Aquilo que de início pareceria ser uma matéria política foi imediatamente aproveitada pelo aparelho de estado socialista para se levantar suspeitas sobre Carlos Sousa, que se um dia se vierem a provar infundadas, nunca obterão o mediatismo que agora tiveram.
É igualmente importante perceber que o que está em causa é um processo de reforma compulsiva de cerca de seis dezenas de funcionários da CM de Setúbal, na sua enorme maioria quadros postos pelo aparelho do PS.
A fuga de informação revela a instrumentalização do IGAT como braço armado de uma operação política que pretende restituir a Câmara de Setúbal ao anterior poder.
Durante este processo, o Carlos Sousa, deu um exemplo de honestidade e coerência política que só pessoas com fortes convicções ideológicas podem dar.

O PCP e a gestão urbanística

Já por aqui escrevi, que historicamente, penso terem existido três fases no poder autárquico comunista. Numa primeira fase, imediatamente após o 25 de Abril, as câmaras comunistas definiam como principal estratégia a criação ou reforço das redes municipais (águas, esgotos, electricidade…). Com esta fase cumprida, as câmaras comunistas distinguiram-se na implementação de edifícios públicos de uso colectivo (piscinas, bibliotecas …). Na terceira fase, correspondente ao período no qual houve as maiores perdas eleitorais, não se consegue encontrar um elo comum.
Esta falta de traço comum identificador da política autárquica comunista, redunda nalgumas asneiras, sobretudo nas áreas da gestão urbanística. É importante que se perceba que um vereador do urbanismo ou um presidente de câmara, só por serem eleitos, não se transformam em técnicos especializados em ordenamento do território e construção da cidade. É importante que se faça um sério debate sobre estes temas, e que daí resulte a produção teórica e política necessária para servir de instrumento às tomadas de posição políticas, da Assembleia da República às Câmaras Municipais.

domingo, agosto 20, 2006

Tribunal Criminal para Israel

Iniciou-se uma petição, dirigida à Assembleia Geral das Nações Unidas, tendo em vista a instituição imediata de um Tribunal Criminal Internacional sobre Israel para, ao abrigo U.N. Charter Article 22, proceder à abertura de um processo ao primeiro-ministro Olmert, ministro da defesa Peretz e outros generais e criminosos de guerra por crimes internacionais de guerra, crimes contra a Humanidade e genocídio do povo do Líbano e Palestina.
Texto
Assinatura

Alegadamente...

Alegadamente esteve para acontecer um monumental ataque terrorista, de repercussões globais, através da explosão de dez aviões durante o seu trajecto. Desculpem a minha desconfiança, mas foi tornada pública alguma prova para a malta poder acreditar tão cegamente como o fez a comunicação social?

sábado, agosto 19, 2006

Não há almoços grátis

Polémica no blog do Provedor do Público sobre a inocente viagem de josé manuel fernandes a Israel, paga pelo respectivo MNE.

O controlo das universidades (com "u" pequeno)

Descobri no blog do Filipe Moura, a notícia que a Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra tomou a medida de que para o seu quadro docente apenas sejam aceites doutorados. De acordo com a notícia da RTP, também a Fenprof concorda com contratação exclusiva de docentes doutorados.
Esta medida embora, uma leitura simplista nos possa fazer pensar que significa uma melhoria na qualidade do corpo docente, resulta numa operação para um maior controlo das oligarquias universitárias sobre a academia. As linhas de investigação tornar-se-ão cada vez mais curtas em função das vistas dos doutores do poder, escumangar-se-á todo e qualquer profissional de valor que não seja amigo do catedrático e finalmente retirar-se-á da escola aqueles que diariamente mais se relacionam com os fedelhos: assistentes e monitores.
Partindo do exemplo próximo do Departamento de Arquitectura da FCTUC, esta decisão provoca uma autêntica destruição dos quadros da cadeira central da licenciatura (Projecto), obrigando os que estão ligados ao ofício a escolher entre o atelier e universidade ou a fazer uma prova mediocre. Por outro lado, a aspiração de entrada de algum sangue novo na academia, é definitivamente cortada pelo facto dos "novos" que entram serem os que estão em torno dos "antigos".
Na arquitectura, este cenário é devastador.
Recordo sempre a história, contada por aquele que considero o meu mestre (e que sempre se recusou a fazer provas, para além das que fazia diariamente na profissão), que nos dias de greve havia um sujeito que, embora de esquerda, era sempre o primeiro a romper o piquete e a fazer o exame. Na altura já era professor doutorado e ia caminho da cátedra, embora fosse mais novo que ele e tivesse um curriculum profissional vasto mas desastroso. É por terem medo de pessoas como o meu mestre que os doutores fazem estas leis.

P.S. - Tal como o Filipe Moura ameaça contar as suas desventuras numa candidatura a um instituto politécnico para defender o contrário do que aqui defendo, também pode ser que eu um dia conte as minhas desventuras em seis anos de Assembleia de Representantes da FAUTL, quatro anos de Senado da UTL ou numa proto-candidatura a mestrado ou doutoramento (... nunca percebi bem).

sexta-feira, agosto 18, 2006

A ver: O Logro das Rosas, Pão Ensebado



Um projecto da autoria de Pedro Penilo em colaboração com a Teatro dos Castelos - Cooperativa de Cultura. Integra-se no "Circuito das Fachadas - Outra Margem", organizado pela associação Rio Contigo, em Coimbra.

josé manuel fernandes (*)

Na semana passada,Isabel do Carmo escreveu um artigo no Público criticando a ofensiva israelita sobre o Líbano, visando em particular uma das suas, colunistas Ester Mucznik, que a havia referenciado no espaço da sua coluna. Aquilo que não pareceria ser nada mais do um artigo no qual se constata o óbvio, ganha absoluta relevância quando a "redacção do Público" faz acompanhar o texto de uma nota sobreo facto de Isabel do Carmo não ter escrito, no original, holocausto com "H"grande. Esta nota, irrelevante na sua forma, está cheia de conteúdo político. Pretende-se com isto colar o rótulo de anti-semitismo a quem não concorda com o actual governo de Israel.
A atitude do Público, para além de ser pouco séria, é colaboracionista com os atentados que Israel tem perpetrado.
Não me parece que os jornais ou os jornalistas devam ser independentes ou que não devam ter sensibilidade política. O que entendo é que esta pretensa independência jornalística perante as questões políticas (Portugal parece ser um dos últimos países em que se acredita em tal) é uma forma encapuçada de arregimentar a opinião pública.
(*) título roubado do artigo do Ruben de Carvalho

Sobre este tema também escrevem:
Daniel Oliveira
Adolfo Mesquita Nunes

quarta-feira, agosto 16, 2006

Textos do meu lado do muro:

ENCUENTROS CON FIDEL
Frei Betto
, 13 de agosto de 2006

Conocí a Fidel en Managua, la noche del 19 de julio de 1980, primer aniversario de la Revolución Sandinista. Lula y yo estábamos en casa de Sergio Ramírez cuando él llegó a reunirse con empresarios nicaragüenses. Nos saludamos y se refugió en la biblioteca. Eran las dos de la madrugada cuando el padre Miguel D'Escoto, canciller de Nicaragua, nos preguntó si estábamos interesados en conversar con el Comandante. El diálogo se extendió hasta las seis de la mañana, observado por Chomi Miyar, atento a las fotografías y un Manuel Piñeiro soñoliento, desplomado sobre su espesa barba que servía de parabán a un largo tabaco apagado. Hablamos de religión. Fue cuando él me preguntó si estaba dispuesto a ir a Cuba a asesorar el reacercamiento entre el Gobierno y la iglesia católica. Respondí que eso dependía de los obispos cubanos, quienes al siguiente año respondieron de manera positiva a la propuesta.
En febrero de 1985 vine a La Habana invitado por la Casa de las Américas. En vísperas del regreso a Brasil, Chomy me invitó a almorzar en su casa. Transcurría la media noche cuando Fidel llegó. Retomamos el tema religioso. Esta vez hizo una larga exposición sobre su formación católica en la familia y en las escuelas de los lasallistas y jesuitas.
Le pregunté si estaría dispuesto a repetir lo que me había revelado en una pequeña entrevista que serviría, de hecho, para el libro que yo pensaba escribir sobre la Revolución.
Aceptó y acordamos hacerla en mayo de aquel año.
Desembarqué en la fecha acordada que coincidió con el inicio de las transmisiones de Radio Martí. Fidel se disculpó, dijo que la nueva coyuntura le impedía conceder tiempo para la entrevista, que tal vez en otro momento. Me sentí como el pescador de "El viejo y el Mar", de Hemingway. El "pez" había mordido el anzuelo y no debía dejarlo escapar. Insistí tanto que indagó sobre qué tipo de preguntas estaba preparando. Le leí las primeras cinco de las 64 que tenía escritas. "Mañana comenzamos", dijo interrumpiéndome. Fueron 23 horas repartidas en cuatro conversaciones, en presencia de Armando Hart, que se recogieron en el libro Fidel y la religión, que tuvo una tirada de 1,3 millones de ejemplares en Cuba y se publicó en 32 países en 23 idiomas. En Australia, la Ocean Press, acaba de publicar una edición en inglés.
En 1986, desembarqué en La Habana con una caja que contenía 100 ejemplares de la Biblia en español. Se agotaron producto de tantos pedidos que recibí de cristianos y comunistas. Una tarde, me encontraba escribiendo en mi cuarto, cuando Fidel entró inesperadamente. Le conté lo de las Biblias y preguntó: "¿No sobró ninguna para mí?". Le dediqué la única que me quedaba: "Al Comandante Fidel, en quien Dios cree y a quien ama". Se sentó en una butaca de mimbre y me preguntó: "¿Dónde está el Sermón de la Montaña?". Le anoté las versiones de Mateo y Lucas. Las leyó y preguntó: "¿Cuál de las dos usted prefiere?". Mi lado izquierdista habló por mí: " La de Lucas, porque además de las buenaventuras enumera también las maldiciones contra los ricos". Fidel reflexionó un instante y respondió: "Discrepo con usted. Prefiero la de Mateo, es más sensata".
Mis padres habían venido conmigo a La Habana. Una madrugada, cerca de las dos de la mañana, el Comandante me llevó a la casa. Preguntó si "los viejos" estarían despiertos. Dije que no, pero que trataríamos de despertarlos. Él objetó que era mejor que continuasen descansando. "Comandante, no piense en el sueño de ellos esta noche. Piense en el hecho de que los nietos puedan contar, en el futuro, que sus abuelos fueron despertados en plena madrugada por el hombre que lideró a la Revolución Cubana." Se convenció y despertamos a mis padres y, alrededor de la mesa de la cocina, se prolongó la conversación hasta el amanecer.
Mi madre, especialista culinaria, le ofreció una comida. De postre, le brindó Ambrosía, el dulce de los dioses, según Homero en la "Ilíada". A la mañana siguiente, el jefe de la escolta de Fidel tocó a la puerta de la casa: "Señora, el Comandante quiere saber si le sobró un poco del postre de ayer". Mamá le dijo que esperara, y en unos minutos, preparó el dulce a base de leche, huevos y azúcar.
En marzo de 1990, Fidel estuvo en el Brasil, con motivo de la investidura de Collor, electo presidente. En Sao Paulo, participó en un encuentro con más de mil líderes de Comunidades Eclesiásticas de Base. Finalizamos con cánticos litúrgicos y todos, con las manos tomadas, rezamos el Padre Nuestro. El Comandante me apretó la mano y, aunque sus labios no se movieron, tuve la impresión de que de sus ojos brotaban lágrimas.
En 1998, después de la partida de Cuba de Juan Pablo II, Fidel invitó a un grupo de teólogos a almorzar en el Palacio de la Revolución. Estaba feliz con la visita papal y sentía un sincero afecto por el Pontífice. Uno de los teólogos criticó el hecho de que Juan Pablo II presentara a la Virgen de la Caridad con una corona de oro, cuyo valor podría haberse utilizado en la compra de medicamentos para los niños o algo parecido. Fidel reaccionó enfático en defensa del Papa y dio al teólogo una lección sobre la importancia de la patrona de Cuba en la práctica religiosa popular. Se lo tenía merecido. El teólogo se traicionó con sus propias palabras.
Este es el Fidel que conozco y que tanto aprendí a admirar. Lo considero un hermano mayor. En ocasión de la entrevista, dijo que "si alguien puede hacer de mí un cristiano es Frei Betto".Ahora, ¿cómo podría yo pretender evangelizar a un hombre que hizo de su vida una entrega de amor, heroica e integral, al pueblo de la Patria de Martí? "Tuve hambre y me diste de comer", dice Jesús en el Evangelio de Mateo (cap. 25, 31-44). Si es así, ¿qué podemos decir de un hombre que, como Fidel, liberó a todo un pueblo, no solo del hambre, sino también del analfabetismo, de la mendicidad, de la criminalidad y de la sumisión al Imperio?
¡Feliz cumpleaños, Fidel!

retirado do Granma

domingo, agosto 13, 2006

Me siento muy feliz


Juventud Rebelde

Textos do meu lado do muro:

EL FIDEL CASTRO QUE YO CONOZCO
Gabriel García Márquez
, Agosto/2006

Su devoción por la palabra. Su poder de seducción. Va a buscar los problemas donde estén. Los ímpetus de la inspiración son propios de su estilo. Los libros reflejan muy bien la amplitud de sus gustos. Dejó de fumar para tener la autoridad moral para combatir el tabaquismo. Le gusta preparar las recetas de cocina con una especie de fervor científico. Se mantiene en excelentes condiciones físicas con varias horas de gimnasia diaria y de natación frecuente. Paciencia invencible. Disciplina férrea. La fuerza de la imaginación lo arrastra a los imprevistos. Tan importante como aprender a trabajar es aprender a descansar.
Fatigado de conversar, descansa conversando. Escribe bien y le gusta hacerlo. El mayor estímulo de su vida es la emoción al riesgo. La tribuna de improvisador parece ser su medio ecológico perfecto. Empieza siempre con voz casi inaudible, con un rumbo incierto, pero aprovecha cualquier destello para ir ganando terreno, palmo a palmo, hasta que da una especie de gran zarpazo y se apodera de la audiencia. Es la inspiración: el estado de gracia irresistible y deslumbrante, que sólo niegan quienes no han tenido la gloria de vivirlo. Es el antidogmático por excelencia.
José Martí es su autor de cabecera y ha tenido el talento de incorporar su ideario al torrente sanguíneo de una revolución marxista. La esencia de su propio pensamiento podría estar en la certidumbre de que hacer trabajo de masas es fundamentalmente ocuparse de los individuos.
Esto podría explicar su confianza absoluta en el contacto directo. Tiene un idioma para cada ocasión y un modo distinto de persuasión según los distintos interlocutores. Sabe situarse en el nivel de cada uno y dispone de una información vasta y variada que le permite moverse con facilidad en cualquier medio. Una cosa se sabe con seguridad: esté donde esté, como esté y con quien esté, Fidel Castro está allí para ganar. Su actitud ante la derrota, aun en los actos mínimos de la vida cotidiana, parece obedecer a una lógica privada: ni siquiera la admite, y no tiene un minuto de sosiego mientras no logra invertir los términos y convertirla en victoria. Nadie puede ser más obsesivo que él cuando se ha propuesto llegar a fondo a cualquier cosa. No hay un proyecto colosal o milimétrico, en el que no se empeñe con una pasión encarnizada. Y en especial si tiene que enfrentarse a la adversidad. Nunca como entonces parece de mejor talante, de mejor humor. Alguien que cree conocerlo bien le dijo: Las cosas deben andar muy mal, porque usted está rozagante.
Las reiteraciones son uno de sus modos de trabajar. Ej.: El tema de la deuda externa de América Latina, había aparecido por primera vez en sus conversaciones desde hacía unos dos años, y había ido evolucionando, ramificándose, profundizándose. Lo primero que dijo, como una simple conclusión aritmética, era que la deuda era impagable. Después aparecieron los hallazgos escalonados: Las repercusiones de la deuda en la economía de los países, su impacto político y social, su influencia decisiva en las relaciones internacionales, su importancia providencial para una política unitaria de América Latina... hasta lograr una visión totalizadora, la que expuso en una reunión internacional convocada al efecto y que el tiempo se ha encargado de demostrar.
Su más rara virtud de político es esa facultad de vislumbrar la evolución de un hecho hasta sus consecuencias remotas...pero esa facultad no la ejerce por iluminación, sino como resultado de un raciocinio arduo y tenaz. Su auxiliar supremo es la memoria y la usa hasta el abuso para sustentar discursos o charlas privadas con raciocinios abrumadores y operaciones aritméticas de una rapidez increíble.
Requiere el auxilio de una información incesante, bien masticada y digerida. Su tarea de acumulación informativa principia desde que despierta. Desayuna con no menos de 200 páginas de noticias del mundo entero. Durante el día le hacen llegar informaciones urgentes donde esté, calcula que cada día tiene que leer unos 50 documentos, a eso hay que agregar los informes de los servicios oficiales y de sus visitantes y todo cuanto pueda interesar a su curiosidad infinita.
Las respuestas tienen que ser exactas, pues es capaz de descubrir la mínima contradicción de una frase casual. Otra fuente de vital información son los libros. Es un lector voraz. Nadie se explica cómo le alcanza el tiempo ni de qué método se sirve para leer tanto y con tanta rapidez, aunque él insiste en que no tiene ninguno en especial. Muchas veces se ha llevado un libro en la madrugada y a la mañana siguiente lo comenta. Lee el inglés pero no lo habla. Prefiere leer en castellano y a cualquier hora está dispuesto a leer un papel con letra que le caiga en las manos. Es lector habitual de temas económicos e históricos. Es un buen lector de literatura y la sigue con atención.
Tiene la costumbre de los interrogatorios rápidos. Preguntas sucesivas que él hace en ráfagas instantáneas hasta descubrir el por qué del por qué del por qué final. Cuando un visitante de América Latina le dio un dato apresurado sobre el consumo de arroz de sus compatriotas, él hizo sus cálculos mentales y dijo: Qué raro, que cada uno se come cuatro libras de arroz al día.Su táctica maestra es preguntar sobre cosas que sabe, para confirmar sus datos. Y en algunos casos para medir el calibre de su interlocutor, y tratarlo en consecuencia.
No pierde ocasión de informarse. Durante la guerra de Angola describió una batalla con tal minuciosidad en una recepción oficial, que costó trabajo convencer a un diplomático europeo de que Fidel Castro no había participado en ella. El relato que hizo de la captura y asesinato del Che, el que hizo del asalto de la Moneda y de la muerte de Salvador Allende o el que hizo de los estragos del ciclón Flora, eran grandes reportajes hablados.
Su visión de América Latina en el porvenir, es la misma de Bolívar y Martí, una comunidad integral y autónoma, capaz de mover el destino del mundo. El país del cual sabe más después de Cuba, es Estados Unidos. Conoce a fondo la índole de su gente, sus estructuras de poder, las segundas intenciones de sus gobiernos, y esto le ha ayudado a sortear la tormenta incesante del bloqueo.
En una entrevista de varias horas, se detiene en cada tema, se aventura por sus vericuetos menos pensados sin descuidar jamás la precisión, consciente de que una sola palabra mal usada, puede causar estragos irreparables. Jamás ha rehusado contestar ninguna pregunta, por provocadora que sea, ni ha perdido nunca la paciencia. Sobre los que le escamotean la verdad por no causarle más preocupaciones de las que tiene: Él lo sabe. A un funcionario que lo hizo le dijo: Me ocultan verdades por no inquietarme, pero cuando por fin las descubra me moriré por la impresión de enfrentarme a tantas verdades que han dejado de decirme. Las más graves, sin embargo, son las verdades que se le ocultan para encubrir deficiencias, pues al lado de los enormes logros que sustentan la Revolución los logros políticos, científicos, deportivos, culturales- hay una incompetencia burocrática colosal que afecta a casi todos los órdenes de la vida diaria, y en especial a la felicidad doméstica.
Cuando habla con la gente de la calle, la conversación recobra la expresividad y la franqueza cruda de los afectos reales. Lo llaman: Fidel. Lo rodean sin riesgos, lo tutean, le discuten, lo contradicen, le reclaman, con un canal de trasmisión inmediata por donde circula la verdad a borbotones. Es entonces que se descubre al ser humano insólito, que el resplandor de su propia imagen no deja ver. Este es el Fidel Castro que creo conocer: Un hombre de costumbres austeras e ilusiones insaciable, con una educación formal a la antigua, de palabras cautelosas y modales tenues e incapaz de concebir ninguna idea que no sea descomunal.
Sueña con que sus científicos encuentren la medicina final contra el cáncer y ha creado una política exterior de potencia mundial, en una isla 84 veces más pequeña que u enemigo principal. Tiene la convicción de que el logro mayor del ser humano es la buena formación de su conciencia y que los estímulos morales, más que los materiales, son capaces de cambiar el mundo y empujar la historia.
Lo he oído en sus escasas horas de añoranza a la vida, evocar las cosas que hubiera podido hacer de otro modo para ganarle más tiempo a la vida. Al verlo muy abrumado por el peso de tantos destinos ajenos, le pregunté qué era lo que más quisiera hacer en este mundo, y me contestó de inmediato: pararme en una esquina.

retirado de http://www.cubasocialista.cubaweb.cu/texto/cs0254.htm

quarta-feira, agosto 09, 2006

São milhares os subscritores:

"Entre los firmantes de la Declaración se destacan ocho Premios Nobel: José Saramago (Portugal), Wole Soyinka (Nigeria), Adolfo Pérez Esquivel (Argentina), Dario Fo (Italia), Nadine Gordimer (Sudáfrica), Desmond Tutu (Sudáfrica), Rigoberta Menchú (Guatemala) y Zhores Alfiorov (Rusia).
En la extensa lista figuran también otras destacadas personalidades como el escritor norteamericano Noam Chomsky, el ex fiscal general de EE.UU. Ramsey Clark, el cantante Harry Belafonte, el actor Danny Glover, los novelistas Alice Walker y Russell Banks, el roquero Tom Morello, la académica y luchadora Angela Davis, el filósofo Fredric Jameson, el reverendo Lucius Walker, el arquitecto brasileño Oscar Niemeyer, el director de Le Monde Diplomatique, Ignacio Ramonet, los escritores Mario Benedetti, Eduardo Galeano y Juan Gelman, el teólogo brasileño Frei Betto y el intelectual mexicano Pablo González Casanova."

Notícia do Granma

Por Cuba



"Desde que foi comunicado o estado de saúde de Fidel Castro e a delegação provisória de seus cargos, altos funcionários norte-americanos têm formulado declarações cada vez mais explícitas acerca do futuro imediato de Cuba. O secretário de Comércio Carlos Gutiérrez opinou que ''chegou o momento de uma verdadeira transição até uma verdadeira democracia'' e o porta-voz da Casa Branca Tony Snow disse que seu governo está ''pronto e ansioso para outorgar assistência humanitária, econômica e de outra natureza ao povo de Cuba'', o que acaba de ser reiterado pelo presidente Bush".
"Já a ''Comissão por uma Cuba Livre'', presidida pela secretária de Estado Condoleezza Rice, havia destacado um informe em meados de junho ''a urgência de trabalhar hoje para garantir que a estratégia de sucessão do regime de Castro não tenha êxito'' e o presidente Bush sinalizou que este documento ''demonstra que estamos trabalhando ativamente por uma mudança de Cuba, não simplesmente esperando que isso ocorra''. O Departamento de Estado destacou que o plano inclui medidas que permanecerão secretas ''por razões de segurança nacional'' e para assegurar sua ''efetiva realização''.
"Não é difícil imaginar o caráter de tais medidas e da ''assistência'' anunciada se tem-se conta da militarização da política exterior da atual administração estadunidense e sua atuação no Iraque. Ante essa ameaça crescente contra a integridade de uma nação, a paz e a segurança na América Latina e no mundo, os abaixo-assinados exigimos que o governo dos Estados Unidos respeite a soberania de Cuba. Devemos impedir a todo custo uma nova agressão".

Assinar aqui.



JPP

Pobre Abrupto...
O blog de Pacheco Pereira continua a ser vítima de uma falha de segurança da Blogger. Para mais esclareciementos ler o link colocado pelo JPG num comentário posto aqui no blog.

segunda-feira, agosto 07, 2006

Francis Obikwelu


Está nas meias-finais do Campeonato da Europa. Parece que tem mais uma mudança que os outros.

1º Lugar