segunda-feira, outubro 22, 2007

As eleições

Para breve uma análise às eleições na Ordem dos Arquitectos.
Com alguns factos e números.

domingo, outubro 21, 2007

Spot Intermitentes

Petição

Recebido por email:

Caros Amigos
Vive-se no Parlamento um momento importante e com grandes implicações para os Artistas!O nosso descontentamento chegou com a Proposta de Lei 132/X do Governo que, dando com uma mão, através de um ensaio de resposta aos problemas de insegurança e precariedade, desemprego e falta de protecção social que afectam os Profissionais do Espectáculo, tira com a outra, cedendo às pressões das Televisões e Operadores de Exploração de Conteúdos Digitais e impondo a regulação dos nossos Direitos de Propriedade Intelectual através de Contrato de Trabalho ou Instrumento de Regulação Colectiva.
Não só a GDA mas também muitos e muitos Artistas, Actores, Músicos e Bailarinos lutaram ao longo de duas décadas para por fim à cedência coerciva dos seus Direitos de Propriedade Intelectual.
As célebres cláusulas contratuais que nos eram impostas e onde cedíamos todos os direitos em troca de um trabalho remunerado, foram afastadas com a Lei 50/2004 que veio finalmente, no seu Artº178, consagrar a Gestão Colectiva necessária, como a única forma de garantir o livre, equilibrado e efectivo exercício dos nossos Direitos individuais, utilizando um mecanismo de analogia com Directivas europeias transpostas para a nossa legislação em 1997, o qual nunca foi posto em causa do ponto de vista constitucional ou qualquer outro.
A Lei 50/2004 trouxe justiça e equilíbrio ao nosso mercado de trabalho.
O Governo vem agora, de forma algo cínica, à boleia das carências da situação sócio-profissional dos Profissionais do Espectáculo e pressionado pelas Televisões e Operadores de Exploração de Conteúdos Digitais, reverter as coisas para a situação anterior a 2004.
O conteúdo do art.º 17 da Proposta de Lei 132/X tem implicações catastróficas para todos nós.
Por isso decidimos reagir na defesa de interesses legítimos, peticionando a Assembleia da República no sentido de retirar o art.º 17 do texto da Proposta de Lei 132/X.


[Assinar Petição]

sexta-feira, outubro 19, 2007

Resultados das eleições para a OA [em actualização]

Para já, a única certeza, é que a Lista A ganhou as eleições para os orgãos nacionais e regionais. Desconheço os resultados.

[actualização]
Resultados Provisórios

quinta-feira, outubro 18, 2007

Manifestação e as "verdades"

Consta que estão 100.000* pessoas, numa manifestação que não mereceu ser capa de nenhum dos jornais "ditos sérios".
A notícia, muito difundida pelos media, era que a manifestação seria "apenas" convocada pela CGTP e que não tinha apoio dos "sindicatos europeus".

* Ontem à hora da manifestação era este o número que estava a ser difundido na rádio. Parece que estavam enganados e era o dobro.

sábado, outubro 13, 2007

Joaquina Madeira

Joaquina Madeira foi nomeada pelo Ministro Vieira da Silva, Presidente da Casa Pia. O nome não me era estranho mas só agora fui investigar.
A Dra. Joaquina Madeira, foi nomeada representante deste Ministério no Conselho Fiscal da Fundação D. Pedro IV para o triénio 1992/95.
Em 1995, Ferro Rodrigues decretou a abertura de um inquérito, que resultou no famoso processo 75/96 (que aqui pode ser consultado) no qual a investigação da Inspecção Geral da Segurança Social diagnosticava um enorme conjunto de alegadas ilegalidades e crimes que nunca foram a julgamento. A Dra. Joaquina Madeira disse desconhecer "por completo as questões colocadas pelas auditoras, a nível das despesas da instituição" (pp. 52). A funcionária da Segurança Social manteve-se como vogal do Conselho Fiscal da Fundação D. Pedro IV, pelo menos, até 2001.
Embora este texto não pretenda acusar ninguém que não foi acusado nem julgado, serve para enquadrar as declarações públicas da anterior provedora Catalina Pestana, que o Daniel Oliveira tanto critica.
Se é bem verdade que as suas declarações poderão parecer uma questão de vaidades ou uma clássica situação de sede de protagonismo, em virtude de existir uma enorme capa de silêncio e enganos sobre o caso Casa Pia, é importante perceber-se que as denúncias públicas da Provedora podem significar uma enorme desconfiança no futuro das crianças.
Lembro que este caso de suposta rede pedófila, teve poucos acusados para ser uma "rede". E lembro que a pedofilia é uma desordem mental e de personalidade do adulto que não acaba de um dia para o outro.

quarta-feira, outubro 10, 2007

José Rodrigues dos Santos

A entrevista que provocou o anunciado despedimento de José Rodrigues dos Santos. Sócrates também já sentia "saudades" de uma denúncia de interferências do aparelho do PS na RTP.

As "saudades" de Sócrates

Não creio que terá sido Sócrates a determinar a visita dos dois polícias às instalações do Sindicato dos Professores da Região Centro na Covilhã, mas sim um qualquer cacique local. Contudo este facto, em articulação com outras informações que têm vindo a público sobre pressões e obstaculização do direito à greve, configuram uma realidade preocupante.
A resposta do Primeiro Ministro, pondo de lado as referências sectárias a uma mística organização comunista, obrigam-nos a ver o problema com maior preocupação pois o seu discurso irónico e mal criado, revela nas entrelinhas que ninguém será responsabilizado pelas pressões ou pela acção policial do passado dia 8.
Sócrates deve recordar-se que é Primeiro Ministro, e que num momento em que está em causa o direito à greve e a independência política e de acção de um sindicato não pode fazer ironia nem um jogo de palavras.
Como não sou Primeiro Ministro, posso-lhe responder no mesmo tom:
Começo a ter dúvidas que José Sócrates tenha frequentado a escola primária que ontem visitou, ou então, terá faltado às aulas sobre Respeito.

segunda-feira, outubro 08, 2007

Polícia leva material da sede do Sindicato de Professores da Região Centro

Comunicado do Sindicato:

Hoje, 8 de Outubro, dois polícias "à civil", entraram na sede do SPRC na Covilhã e, na ausência de qualquer dirigente, por se encontrarem em actividade sindical, levaram consigo dois documentos de informação. Apesar de nunca vista, em 25 anos do SPRC e 33 de democracia, esta acção de características pidescas, a que um agente designou de rotina, assume contornos repugnantes e deploráveis, e constitui uma clara violação dos direitos, liberdades e garantias e das instituições democráticas.
O Sindicato dos Professores da Região Centro apela a todos os cidadãos para que não se deixem intimidar e aos professores para que participem em todas as acções de contestação a esta política e a este rumo de ataque ao regime democrático que o governo e o primeiro ministro entenderam tomar, a começar pelo Cordão Humano que se realiza amanhã na Covilhã, junto à Escola Secundária Frei Heitor Pinto, a partir das 14H30, organizado por diversos Sindicatos.
Para o SPRC é evidente que esta iniciativa da polícia não está desligada das declarações recentes do primeiro-ministro, cujo discurso, de teor absolutamente antidemocrático, faria corar os governantes mais à direita que passaram pelo poder no pós-25 de Abril.
Sabendo-se que as forças de segurança não agem sem comando e muito menos sem a direcção do poder político, o SPRC responsabiliza o governo por esta atitude intimidatória, autoritária e violadora dos mais elementares direitos democráticos e da liberdade do Povo Português.
A Direcção do SPRC decidiu apresentar queixa sobre esta violação dos direitos democráticos ao senhor Presidente da República, à Assembleia da República, à Provedoria de Justiça, à Procuradoria-Geral da República e entregar a análise deste acto de autoritarismo e totalitarismo aos seus advogados para que preparem a apresentação de uma queixa contra o governo português no Tribunal Europeu.
Entretanto, na sequência da situação a que foram sujeitos dirigentes sindicais de diversas organizações do distrito, designadamente o coordenador do SPRC, ontem, em Montemor-o-Velho, a Direcção do SPRC decidiu apresentar queixa-crime no Ministério Público daquela localidade contra o responsável local da GNR, o que será concretizado na próxima sexta-feira.

08.10.2007

A Direcção

Durão Barroso e a Construção da História

Durante o fim-de-semana operário, alguém terá tentado que o vídeo "Durão Barroso e o Ensino Burguês" que revelava um jovem com um discurso de chavões e pouco claro, e que declarava que qualquer coisa era anti-operário, desaparecesse.
Contudo o jovem Durão vai brotando por várias páginas.

Livro para:

Daniel Oliveira



[em breve, referência bibliográfica]

domingo, outubro 07, 2007

Declaração de Voto na Lista B para a Secção Regional Sul

Em parte fui constrangido (sobre esta matéria não poderei falar), em parte escolhi, não participar com/em nenhuma lista nas eleições para a Ordem dos Arquitectos e, até agora, independentemente dos textos que aqui tenho escrito, nunca defini publicamente o meu sentido de voto.
Não participando nem apoiando nenhuma lista, pensei que pudesse exercer o meu direito de opinião neste blogue. Contudo a triste situação que se criou com a rejeição de uma candidatura e o decorrente processo judicial, tiveram como consequência a minha declaração de silêncio.
Com o aproximar das eleições, ainda que sejam adiadas, entendo que chegou a hora de demonstrar publicamente o meu voto nas eleições para a Secção Regional Sul (SRS).
É público e foi notório, ao longo destes três anos, que na maior parte das decisões de fundo estive em completo desacordo com as orientações e princípios da actual direcção da SRS e Lista A - desde o evento "Trienal de Arquitectura de Lisboa" (que durante esta campanha parece adormecido), ao entendimento que se faz da profissão de arquitecto(ver "Trabalhar com um arquitecto"), à proposta de aumento de quotas e até, à proposta para que o período de estágio de acesso à Ordem passasse a ser de 2 anos.
De qualquer forma, as divergências políticas são apenas o início de um vasto leque de dúvidas e indícios que me levam a afirmar que um eventual segundo mandato da actual direcção (Lista A) pode vir a constituir-se como um perigo para o normal funcionamento de uma associação de direito público, não contribuindo para o cabal esclarecimento de um conjunto de situações que passo a enumerar:

1. Está por esclarecer a forma de demissão da antiga Tesoureira da SRS, seja desse cargo, seja de membro da direcção.

2. As contas da Trienal ainda estão por apurar. Apesar do discurso de auto elogio proferido na última Assembleia da Ordem, no artigo "Balanço da Trienal" os membros da Direcção da Secção Regional Sul, disseram que o evento iria dar um saldo muito positivo mas não apresentaram as suas contas. Ou melhor, foram apresentadas umas impressões de um quadro feito numa normal folha de cálculo (que todos sabemos fazer) e sem qualquer assinatura que visasse os documentos.

3. Em que termos e circunstâncias a Sra. Presidente da Secção Regional Sul e re-candidata assinou um (que eu tenha conhecimento) protocolo relativo ao evento "Trienal de Arquitectura" comprometendo a Ordem dos Arquitectos, três meses após a aprovação em Assembleia Geral da OA de uma deliberação que constitui a empresa Trienal e que obriga a que todos os actos de gestão e envolvimento financeiro passassem para a referida empresa.

4. Nos últimos meses, têm vindo a chegar a diferentes órgãos da Ordem dos Arquitectos denúncias e relatos de alegadas ameaças proferidas por membros da Lista A a associados da Ordem que se demitiram dos seus orgãos regionais e a membros de uma delegação não alinhada com a actual direcção. Seria saudável que as mesmas fossem rapidamente esclarecidas, pois sejam elas verdadeiras ou falsas, em meu entender, serão sempre passíveis de procedimentos disciplinares.

Por tudo isto, e algumas coisas mais, para a Secção Regional Sul votarei na Lista B.

Seminário Comunismos no ISCTE


SEMINÁRIO COMUNISMOS: História, Poética, Política e Teoria.
Organização: Centro de Estudos de História Contemporânea Portuguesa do ISCTE
Coordenação: João Arsénio Nunes e José Neves
Apoios: ISCTE | Edições 70 | Le Monde Diplomatique - Edição Portuguesa | Fundação para a Ciência e a Tecnologia

Sessões às 17h30 | ISCTE | Auditório B203 (Edifício II)
PROGRAMA:
4 OUT: A autonomia operária em Itália, de Mario Tronti a Toni Negri. Com Ricardo Noronha.
11 OUT: Comunismo e Ciência. Com Frederico Ágoas, Gisela da Conceição e Maria Carlos Radich.
18 OUT: Teatro e cinema. Com passagem do filme de Slatan Dudow/B. Brecht, Kuhle Wampe ou A quem pertence o mundo, 71’, 1933. Com Maria Helena Serôdio e Vera San Payo de Lemos.
25 OUT: Entre Movimento Negro e Marxismo: Genealogia dos Movimentos de Libertação da África Lusófona. Com António Tomás. [Excepcionalmente esta sessão é no Auditório Silva Leal do ISCTE].
30 OUT: Marx e o Projecto Comunista. Com José Barata Moura.
8 NOV: Da URSS à Rússia (I). Com Carlos Taibo.
15 NOV: Da URSS à Rússia (II). Com Luís Carapinha.
22 NOV: A Rússia Soviética entre o Ocidente e o Oriente: Geopolítica para uma Ambivalência Identitária. Com Mário Machaqueiro.
29 NOV: Comunismo e Democracia. Debate sobre o livro de Luciano Canfora, A democracia, história de uma ideologia (Lisboa, Edições 70, 2007). Com Luciano Canfora, Filipe do Carmo e João Arsénio Nunes.
6 DEZ: Lenine e Cinema: Eisenstein e Vertov. Com passagem do filme de Dziga Vertov, Três Canções sobre Lenine, 62’, 1934. Com Fernando Guerreiro.
13 DEZ: História do Futebol na URSS. Com James Riordan.


TEXTO DE APRESENTAÇÃO DO SEMINÁRIO
Desde o “espectro que ronda na Europa” de 1848, até ao fim da União Soviética e do bloco de leste na última década do século XX, o comunismo foi provavelmente na história contemporânea o movimento e a ideologia que mais paixões suscitou e mais afectou a vida dos Europeus. Fora da Europa, no século XX a sua influência não foi menor, e cerca de um quinto do género humano habita actualmente Estados com governos comunistas.
No princípio do século XXI, desaparecida a contraposição de sistemas mundiais e quando a globalização capitalista ordena a marcha do planeta e dos que o habitam, é difícil entender o que diziam Marx e Engels ao escreverem que “o comunismo não é uma situação que deve ser implantada, um ideal por que a realidade se deverá reger; chamamos comunismo o movimento real que supera a situação actual.” E no entanto o tempo que vivemos evoca inevitavelmente uma história de mudança através da destruição, que caracterizou os últimos dois séculos, e perante a qual o comunismo se representou como o crítico teórico e a alternativa prática.
Para além de actor político de ambição universal, o comunismo influenciou as práticas sociais e as esferas da cultura em praticamente todos os domínios.
Nesse movimento, a combinação entre as suas componentes teleológicas e societais diversificou-se, daí que haja lugar a falar em comunismos no plural. Tal diversificação motiva a interrogar os comunismos nas suas raízes teóricas e históricas, na multiplicidade da suas conexões e conotações: como história, como poética, como política e como teoria.
Embora a investigação e o debate científicos sobre o comunismo ocupem hoje em toda a Europa e nos EUA um lugar relevante nos currículos universitários – o que aliás se acentuou nos últimos anos, em consequência do extraordinário alargamento dos arquivos disponíveis –, em Portugal encontramo-nos, salvo excepções individuais, na infância da arte. O presente seminário visa impulsionar a superação deste estado de coisas, fazendo das correntes intelectuais, dos movimentos sociais, das organizações políticas e das teorias que historicamente se relacionaram com o comunismo (socialismos utópicos, marxismos, anarquismos) um objecto de indagação, pesquisa e debate científico, capaz de repercussões tanto no aprofundamento da investigação como no ensino universitário e na divulgação. Tem-se em vista, em particular, contribuir deste modo para a superação da separação entre a história contemporânea de Portugal e a história geral, nomeadamente europeia.
O seminário acolhe contribuições que não se reivindicam de qualquer conceptualização marxista mas se debruçam sobre os comunismos e, também, contribuições – no âmbito da história, da antropologia, da sociologia, da filosofia, dos estudos literários e artísticos -, que convocam as tradições marxistas em domínios que excedem o âmbito da história do comunismo.

Lisboa à venda:

Do Irmão Lúcia:

obrigado filhos da puta da sic generalista, notícias, mulher, radical, brochista e o caralho que vos foda a todos por me terem cortado o trânsito na avenida, por me terem inutilizado a paragem do autocarro e arruinado o trajecto para o trabalho, sim, que aqui o meco labuta ao fim-de-semana, não pode ir pular com os anormais, com os freaks imitadores de florimerdas, com as famílias de excursão com jovens de crucifixo de plástico ao pescoço e pavor pela higiene oral e depois, no regresso do labor, o autocarro que se me fica na brancaamp, porque o caralho da parada ainda dura, o resto do caminho a pé pelo chão que ribomba ao som da foleirada, lixo, barulho e odores da subúrbia, separadores de tv com a história do país que só eles contaram, com imagens da snu, para emprestar uma classe de plástico, ou de uma tipa a mamar da teta de uma cabra, para dar realismo escatológico a esta merda que eles chamam de aniversário, ou lá o que é.

[link]

quinta-feira, outubro 04, 2007

Desculpe?

Continuando a ironia da imagem anterior e regressando ao tema, gosto particularmente da entrevista de Carlos Luís Figueira ao site da Renovação Comunista, na qual disciplinadamente refere o seguinte:

"Tenho uma opinião favorável, de princípio, ao acordo de coligação estabelecido entre a candidatura de Ricardo Sá Fernandes e a maioria socialista na Câmara de Lisboa."

Camarão de Lisboa



Novo blogue o "Camarão de Lisboa".

Eleições na Ordem dos Arquitectos XVI

Por enquanto continuo a manter o silêncio pelos motivos que aqui declarei. Contudo, embora continue a não apoiar nenhuma das listas que se apresentaram, em virtude do contexto específico e dos perigos que se avizinham, entendo ser meu dever cívico nos próximos dias, tornar público uma declaração sobre esta matéria.

quarta-feira, outubro 03, 2007

Durão Barroso e o Ensino Burguês [actualizado]



[vídeo a partir do Spectrum]

Durante o fim de semana, este vídeo foi retirado. Contudo já está online noutro sítio.

Recebido do Gabinete de Imprensa do PCP

No dia em que se assinala o 90º aniversário de Óscar Lopes, o Secretário-Geral do PCP, Jerónimo de Sousa, endereçou ao militante comunista e prestigiado ensaísta, crítico literário e historiador uma saudação com o seguinte teor:
«No momento em que celebras mais um aniversário de uma vida exaltante, e procurando interpretar a grande admiração e fraternidade da Direcção do Partido para contigo – pelo homem, pelo intelectual, pelo revolucionário e comunista – recebe um imenso abraço extensível à tua companheira.
Tens dado camarada, uma inestimável contribuição na construção do Partido que temos e do Partido que somos, na conquista da liberdade e da democracia e na luta por uma nova sociedade.
O teu exemplo dá-nos força e confiança para prosseguir os muitos combates que travamos para alcançar um devir colectivo mais justo, livre e solidário neste fazer e refazer permanente da nossa acção e da nossa luta».

sábado, setembro 29, 2007

Nada de novo debaixo do sol

Alguém tem dúvida que Sócrates, dentro do PSD, angaria mais votos do que qualquer militante laranja? Alguém tem dúvida que, em Portugal, os grandes interesses estão com Sócrates, Lello (José), Vara (Armando) e Canas (Vitalino)?
É certo que Menezes, também tem nas suas fileiras dois monstros dos interesses instalados: Correia (Ângelo) e Cruz (Martins da), e o último até é estrela de Hollywood!
Diria que os dois partidos estão bem entregues, nada de novo debaixo do sol.

Cuidado, tenham muito cuidado...

Comentários online

Por agora regressemos ao modelo de blogue com comentários, embora esteja activada a moderação. Os comentários insultuosos ou com referências caluniosas a pessoas intervenientes nas eleições para a Ordem dos Arquitectos, foram removidos. Nos próximos tempos não sei se terei muito tempo para a dita "moderação", por isso os comentários talvez demorem algum tempo a ficar online. Relativamente ao critério da moderação, é meu e só meu.
O que se pode adiantar é que a moderação não dependerá da opinião, mas dos termos e da redacção.

quinta-feira, setembro 27, 2007

O video do momento


"O país está doido!" - disse Santana Lopes.

Intermitentes e Precários



Através do Arrastão segui a notícia dos Prémios Gazeta 2006 e em especial do discurso do Prémio Revelação João Pacheco (na foto 2º a contar da esquerda). O João Pacheco, perante todos, não alinhou pelos discursos de agradecimento e de paródias e tocou na ferida. Aqui fica a cópia do seu discurso:

Lisboa, Ruínas do Convento do Carmo, 25 de Setembro de 2007
Obrigado.
Obrigado à minha família. Obrigado aos jornalistas Alexandra Lucas Coelho, David Lopes Ramos, Dulce Neto e Rosa Ruela.
Obrigado a quem já conhece “O almoço ilegal está na mesa”, “A caça à pedra maneirinha” e “Guardadores de sementes”.
Parabéns aos repórteres fotográficos Nuno Ferreira Santos e Rui Gaudêncio, co-autores das três reportagens, com quem vou partilhar o prémio monetário.
Parabéns também ao Jacinto Godinho, ao Manuel António Pina e à Mais Alentejo, que me deixam ainda mais orgulhoso por estar aqui hoje.
Como trabalhador precário que sou, deu-me um gozo especial receber o prémio Gazeta Revelação 2006, do Clube dos Jornalistas.
A minha parte do dinheiro servirá para pagar dívidas à Segurança Social. Parece-me que é um fim nobre.
Não sei se é costume dedicar-se este tipo de prémios a alguém, mas vou dedicá-lo.
A todos os jornalistas precários.
Passado um ano da publicação destas reportagens, após quase três anos de trabalho como jornalista, continuo a não ter qualquer contrato.
Não tenho rendimento fixo, nem direito a férias, nem protecção na doença nem quaisquer direitos caso venha a ter filhos.
Se a minha situação fosse uma excepção, não seria grave. Mas como é generalizada - no jornalismo e em quase todas as áreas profissionais - o que está em causa é a democracia.
E no caso específico do jornalismo, está em risco a liberdade de imprensa.
Obrigado,
João Pacheco


[link]

terça-feira, setembro 25, 2007

sábado, setembro 22, 2007

Boas Notícias, embora o título não corresponda ao conteúdo



[via Troll Urbano]

Eleições na Ordem dos Arquitectos XVI

Por fazer parte de um orgão directivo da Ordem dos Arquitectos, por ser um dos seus poucos dirigentes que não é candidato nem apoiante de nenhuma das listas, por se viver um clima de grande indefinição e por haver um enorme nervosismo entre as diferentes listas que não favorece o normal funcionamento da instituição e o sereno esclarecimento necessário numa época eleitoral, entendo que não estão reunidas as condições mínimas para poder exercer a minha actividade crítica perante as propostas e considerações de cada uma das listas - como até agora tenho vindo a fazer.
Neste sentido, e até que a situação esteja mais serena e clara, apenas darei conta de uma ou outra informação/esclarecimento que entenda útil registar.

sexta-feira, setembro 21, 2007

Comentários

Alguém sem muito trabalho e que possivelmente jogará o seu futuro profissional nas eleições para a Ordem dos Arquitectos, tem vindo ao longo dos últimos dias a espalhar, sob anonimato, mentiras e boatos sobre mim e sobre outros colegas e que desempenham funções nos actuais corpos directivos da Ordem dos Arquitectos.
A péssima escrita, o anti-comunismo primário e o ódio revelado, são preocupantes, contudo, o que não posso tolerar, são os comentários que incidem directamente sobre a minha família ou amigos. Por isso decidi que, até ver, os comentários directos neste blogue ficarão indisponíveis, solicitando a todos os que o quiserem comentar e divergir que o façam para o meu email.

Eleições na Ordem dos Arquitectos XV

Ainda hoje poderá haver mais novidades. Reservo uma tomada de posição para amanhã, ou para quando a situação estiver mais clara.
Para já esclareço que não sou proponente nem apoiante, de nenhuma das candidaturas ao Conselho Directivo Nacional.

"Eleições para a Ordem dos Arquitectos correm o risco de ser impugnadas"

Comissão eleitoral ignora parecer jurídico e recusa candidatura do actual presidente, Manuel Vicente

As eleições para presidente da Ordem dos Arquitectos, marcadas para o dia 18 de Outubro, podem vir a ser impugnadas pela candidatura liderada pelo actual presidente, Manuel Vicente.
Ao que o PÚBLICO apurou, a comissão eleitoral da Ordem, liderada por Carlos Guimarães, que é também presidente da mesa da assembleia geral, decidiu não aceitar a candidatura de Manuel Vicente, alegando que os estatutos determinam que, "nos cargos do conselho directivo nacional e nos conselhos directivos regionais, não é permitida a reeleição para um terceiro mandato consecutivo nem nos três anos subsequentes ao termo do segundo mandato consecutivo".
Ignorando um parecer jurídico que a própria Ordem solicitou ao advogado Sérvulo Correia e que não vê nenhum inconveniente em que Manuel Vicente se candidate, Carlos Guimarães argumentou que o candidato pertence há dois mandatos ao conselho directivo nacional da Ordem, estando, assim, impedido de candidatar-se. Para que a candidatura fosse aceite, Vicente teria de renunciar, sendo substituído por outra pessoa.
Rejeitando os argumentos da comissão eleitoral, o arquitecto declara que esta é a primeira vez que se candidata à presidência da OA, um cargo que, refira-se, assumiu recentemente em substituição de Helena Roseta, que renunciou para assumir o lugar de vereadora na Câmara de Lisboa.
Em declarações ontem ao PÚBLICO, Vicente aponta o dedo ao presidente da comissão eleitoral, acusando-o de ter dois pesos e duas medidas, numa alusão ao facto de Carlos Guimarães ter acolhido o parecer de Sérvulo Correia relativamente à acumulação de cargos em estabelecimentos de ensino, uma questão que, segundo disse, se coloca em relação às candidaturas dos arquitectos Luís Conceição e de João Belo Rodeia. Segundo os estatutos, "não podem ser candidatos a titular de qualquer órgão da Ordem os titulares de órgão directivo de qualquer estabelecimento de ensino público, particular ou cooperativo que ministre cursos de Arquitectura, qualquer que seja a natureza", mas Sérvulo Correia entende que os titulares naquelas condições podem candidatar-se, desde que, no acto da tomada de posse, renunciem aos cargos directivos.
A decisão da comissão eleitoral não foi unânime, tendo votado contra os delegados das candidaturas de Manuel Vicente e de Luís Conceição.O delegado da candidatura de João Belo Rodeia absteve-se.
O arquitecto João Afonso, do conselho directivo da OA, confirmou esta decisão, mas negou ter afirmado que o presidente daquela comissão é um dos subscritores da candidatura de Rodeia. "Não faço ideia de quem são os subscritores das candidaturas", disse. Na noite de ontem, realizou-se uma nova reunião entre a candidatura de Manuel Vicente e a comissão eleitoral, considerada fundamental para o desfecho deste caso, que pode vir a acabar no tribunal.


Público de 21.09.2007, Margarida Gomes

quinta-feira, setembro 20, 2007

Eleições na Ordem dos Arquitectos XIV

A tentativa de eliminação da candidatura de Manuel Vicente é uma vergonha. Tentarei escrever sobre isso durante o fim de semana, depois de ter a acta da reunião da comissão eleitoral.

terça-feira, setembro 18, 2007

Sarkozy invites top architects to help shape presidential legacy

[link para a notícia do The Guardian]

Sarkozy convidou uma série de ilustres arquitectos para construirem a sua marca na "França Contemporânea" - os arquitectos do regime.

domingo, setembro 16, 2007

Aprender sempre

Para quem sente a angústia de estar num canto envolto numa realidade de capelas e para quem anseia estar a par do que se vai falando e dizendo pelo mundo, no que à cultura e arquitectura dizem respeito, o fim de semana raramente nos desilude com o suplemento do El Pais: "Babelia".
Lembro de "ter sido iniciado" pelo amigo Fernando, na altura professor, que todas as 2ªs Feiras de manhã, para estimular a pontualidade dos alunos, fazia 30 minutos de consulta e discussão sobre o que se tinha escrito de arquitectura nos últimos dias. Raramente havia qualquer coisa dos media portugueses, normalmente encerrados em discursos laudatórios.

Eleições na Ordem dos Arquitectos XIII [ACTUALIZAÇÃO]

As eleições, na blogosfera, estão fraquinhas. Das candidaturas só encontro:
MANUEL VICENTE na OA, com um grande fulgor inicial... dúvidas... e anúncio de candidatura.
Todos pela Arquitectura, da candidatura de JOÃO BELO RODEIA, sem comentários e com 2 posts genéricos, o mais recente há mês e meio...

[talvez possa ser o reflexo da escassa ausência de participação de jovens arquitectos nas listas, mas disso falarei mais tarde]

Contudo, há sempre uma excepção. Qual Asterix e a sua aldeia, há um pequeno foco de resistência e irreverência a Norte, que tem mantido um blogue activo e que no mesmo dia da entrega das listas revela quem é que se candidata: NA ORDEM.
Têm, como é óbvio, um merecido destaque até porque a lista que se apresenta sem nomes sonantes para além do seu mandatário, revela uma juventude e uma força que gostaria que também existisse a Sul.


Por fim lá encontrei outra candidatura, a primeira com site e com investimento em designer gráfico: OASRS MARCA. Promete uma Secção Regional Sul com "melhores serviços, mais apoio à prática e acesso ao mercado de trabalho". Mas quem será? Um avião? Uma ave? Não... São os que lá estão agora. Da Trienal, nem uma palavra!

Eleições na Ordem dos Arquitectos XII

Manuel Vicente, afinal, sempre apresentou a sua candidatura, vindo baralhar a tese do vencedor antecipado do Lourenço.
Para além de vir confundir o resultado final, vamos ver se alguém levanta a questão estatutária e tenta impedir a sua candidatura. Se assim for, a candidatura, poder-se-á transformar num "monstro" ainda com mais força.

A Cidade das Pessoas

Conheço o Pedro Homem Gouveia há alguns anos, desde os tempos de Faculdade. Entretanto, no primeiro mandato em que estive nos orgãos sociais da Ordem, ele foi meu colega de direcção no Conselho Directivo Nacional. Passado três anos candidatou-se ao Conselho Directivo Regional Sul, do qual se demitiu, denunciando publicamente uma série de situações, entre as quais a insuficiente prestação de serviços aos associados e a ausência de tomadas de posição pública contra aquilo que se passava na Lisboa de Carmona ou em Cascais, em virtude de serem parceiros do evento Trienal.
A estas declarações, feitas em Assembleia Regional e mais tarde substanciadas no seu pedido de demissão, os orgãos dirigentes da Ordem assobiaram para o lado, mas eu não me esqueci dessa intervenção corajosa, no meio de tantos comissários e beneficiários da Trienal.
Há alguns dias soube que seria candidato pela lista do Manuel Vicente e fez o favor de passar aqui pelo estaminé para dar conhecimento do seu blogue. Aqui fica o destaque para o: A Cidade das Pessoas.

Conceição, Rodeia e Vicente candidatam-se à Ordem dos Arquitectos

Termina ao final da tarde de hoje o período de entrega de candidaturas à presidência da Ordem dos Arquitectos, e ao que o Construir apurou, Luís Conceição, João Belo Rodeia e Manuel Vicente são os candidatos.
Tendo como lema “Por uma ordem de valores”, Luís Conceição revelou ao Construir que a sua candidatura pretende ser “prepositiva”, sublinhando que “não queremos ser contra nada, queremos propor coisas novas”. A dignificação da actividade do arquitecto, estabelecer acordos com universidades europeias e criar colégios de especialidade são algumas das propostas deste candidato.
Em declarações ao Construir, Manuel Vicente, que assumiu a presidência temporária da Ordem aquando da eleição de Helena Roseta para vereadora da câmara de Lisboa, revelou que a sua candidatura “não é de continuidade” com o trabalho feito por Helena Roseta. O arquitecto revelou a vontade de aproximar a Ordem do território nacional, nomeadamente à população e à sociedade civil, não esquecendo as relações fronteiriças.
Manuel Vicente criticou ainda a promoção, por parte da Ordem, de determinadas figuras da arquitectura, revelando que num universo de cerca de 16 mil profissionais não faz sentido promover cerca de 15.
O Construir também contactou o candidato João Rodeia que não quis avançar, nesta altura, com as linhas do programa que irá apresentar aos arquitectos.
Depois das candidaturas entregues o próximo passo é aguardar pelos resultados, que serão conhecidos a 18 de Outubro, dia das eleições. O candidato vencedor assumirá a presidência da Ordem até ao dia 13 de Novembro.

Filipe Gil
Director

[via "Construir"]

sexta-feira, setembro 14, 2007

Eleições na Ordem dos Arquitectos XI

Grandes dúvidas para serem esclarecidas hoje, com a entrega das listas:

CDN
- Manuel Vicente, vai ou não candidatar-se a Presidente da Ordem? Se sim, que esclareça com que base legal.
- João Belo Rodeia, avançará com candidatura a Sul e a Norte ou assumir-se-á só para os orgãos nacionais?
- Luís Conceição, quem integrará a lista?

SRS
- Haverá uma lista conjunta alternativa ao projecto da actual direcção?
- A actual direcção apresentará alguma novidade?

SRN
- A actual direcção candidatar-se-á?
- Quem são "os outros"?

Associados
Irão votar para "Mudar a Ordem das Coisas"?
Esta fica para o dia das eleições...

Eleições na Ordem dos Arquitectos X

O actual Conselho Directivo da Secção Regional Sul, à beira das eleições e de se candidatar a um novo mandato, divulga no seu site a seguinte nota.
Por razões institucionais, e pelo facto do Conselho Directivo Nacional reunir no próximo Sábado, não vou para já emitir qualquer juízo, embora estranhe que não se perceba a data em que começaram a surgir as demissões nem se consiga subentender os motivos.

quinta-feira, setembro 13, 2007

Scolari

Desconheço qual o vínculo contratual entre Scolari e a Federação Portuguesa de Futebol. Contudo, a FPF é um organismo público e não tenho muitas dúvidas que deveria instaurar um processo disciplinar ao seu funcionário ou prestador de serviços.

quarta-feira, setembro 12, 2007

Eleições na Ordem dos Arquitectos IX

Para a Secção Regional Sul, não há muito que saber.
Ao que me constou haverá duas listas. Uma da actual direcção, que lhe chamarei "trienalistas" e a "outra". Os "trienalistas" terão o voto "militante" de comissários, jurados e outros beneficiários da trienal, ou seja, um eleitorado seguro de 80/100 arquitectos mais alguns deslumbrados ou aspirantes. A dúvida está nos outros 15000 arquitectos, o que farão?

Eleições na Ordem dos Arquitectos VIII

Desconhecendo as listas que se irão apresentar ao orgãos nacionais da Ordem dos Arquitectos, aguardo com especial interesse a composição dos diferentes Conselhos Fiscais. Não nos podemos esquecer, que as contas da Trienal, serão fiscalizadas pelo futuro Conselho Fiscal.

Eleições na Ordem dos Arquitectos VII

Artigo 10.º | Regras Gerais
2 - Nos cargos do conselho directivo nacional e nos conselhos directivos regionais não é permitida a reeleição para um terceiro mandato consecutivo nem nos três anos subsequentes ao termo do segundo mandato consecutivo.


Perante as anunciadas 3 candidaturas ao Conselho Directivo Nacional (Manuel Vicente, João Belo Rodeia e Luís Conceição) este ponto dos Estatutos da Organização à qual se candidatam deverá abrir as hostilidades.
Há duas interpretações de mais um ponto manifestamente mal escrito pelo legislador:

1. Quem está num cargo nos orgãos em causa, não poderá mantê-lo por dois mandatos, ou seja, por exemplo Helena Roseta poder-se-ia candidatar ao Conselho Directivo Nacional enquanto Vice-Presidente, Tesoureira, Secretária ou Vogal daquele orgão.

2. A interpretação que tem sido prática corrente, é a de se entender "cargo" como "orgão", ou seja, seguindo o mesmo exemplo, Helena Roseta não se poderia candidatar ao orgão a que presidiu.

Na minha óptica, o sentido deste artigo, teoricamente para evitar situações em que há associados que se perpetuam no poder, não cumpre minimamente os objectivos a que se propõe, dando uma no cravo outra na ferradura.
Pessoalmente, até defenderia algo mais restritivo, na óptica de não se poder andar a saltar de orgão em orgão ficando sempre com um pé dentro da Ordem. Para mim faria sentido um articulado que inviabilizasse a candidatura de alguém que esteve num orgão nacional a todos os orgãos nacionais, ou seja, repescando o exemplo Helena Roseta, tornando incompatível a sua eleição a qualquer orgão nacional da Ordem.
Como se pode constatar há duas candidaturas de arquitectos que fizeram parte do Conselho Directivo Nacional - Manuel Vicente, vice-presidente e João Belo Rodeia como Presidente do Conselho Nacional de Delegados, parecendo então que apenas resta Luís Conceição como candidato elegível ao abrigo do Estatuto.
Mas não, Luís Conceição, é director de um curso de arquitectura (ver aqui) o que também contraria o disposto no Ponto 2. do Art. 11 do Estatuto (2 - Para além das situações de incompatibilidades legais, não podem ser candidatos a titular de qualquer órgão da Ordem os titulares de órgão directivo de qualquer estabelecimento de ensino público, particular ou cooperativo que ministre cursos de arquitectura, qualquer que seja a sua natureza.)

Ora o cenário, para quem acha que os Estatutos da OA são miseráveis, até poderia parecer interessante. Todos os candidatos a Presidente da Ordem, conscientemente, desrespeitam o sentido que o legislador queria atribuir ao articulado do Estatuto. Só é de lamentar que o façam em artigos com os quais até concordo...

segunda-feira, setembro 10, 2007

Chile e o jcd

Alegram-se as comadres, com o rigor trauliteiro do jcd nos seus dez mandamentos sobre o comunismo. Indignam-se e arrepiam-se por ainda existirem comunistas, por fazerem a festa do avante e por serem tantos. Apresentam verdades universais e manifestam o seu desprezo por "essa gentalha" ignorante e sem conhecimentos de economia.
Em jeito de resposta, de certo pouco esclarecida, deixo um vídeo com um curto apontamento de um dos períodos mais belos da vida de um país da América Latina: o Chile. O vídeo, também serve para evocar a triste data de amanhã, trinta e quatro anos após um golpe militar (encabeçado por alguém que pensava como o "jcd"), depôr o Governo popular e democraticamente eleito de Salvador Allende, instalando no poder uma das mais violentas e sanguinárias ditaduras da história do Séc. XX.

Comunismos e facções

jcd, mais uma vez, surpreende-me com o seu rigor científico, abrilhantando a blogosfera com um post para "alguns comunistas de várias facções".
O "várias" sou eu e o "facções" é o Daniel Oliveira.
Já respondo, porque agora tenho de trabalhar...

domingo, setembro 09, 2007

PSD v. 02

Luís Filipe Menezes tem como mandatário nacional um ser insuspeito que de acordo com o seu site, actualmente, acumula os seguintes cargos:
* Presidente do C.A. da Lusitaniagás-Compª do Gás do Centro, S.A.
* Presidente do C.A. da TEJO-Ambiente, S.A.
* Presidente da Comissão Executiva da Fomentinvest SGPS, S.A.
* Administrador da Fundação Ilidio Pinho
* Administrador da Compª de Seguros Global e Global Vida, S.A.
* Administrador da Ecoambiente
* Administrador da EcoProgresso
* Administrador da Compª Portuguesa de Higiene, S.A. (PHARMA)
* Consultor da Philips Portuguesa, S.A.
* Presidente da Assembleia Geral da Ferpinta SPPS
* Membro do Conselho Consultivo da Roland, Berger & Partner, Lda.
* Membro do Conselho Consultivo da DVH-FBO (Portugal)
* Presidente da Direcção da Câmara de Comércio e Industria Árabe Portuguesa
* Consul Honorário do Reino Hachemita da Jordânia em Portugal

Menezes promete falar com Ângelo Correia, pelo menos uma vez, até 2009, quando o excelso mandatário estiver a comentar política na SIC.

PSD v.01

Luís Marques Mendes foi ao Porto escolher quem lhe faz a campanha para as directas do PSD. Os mesmos que fizeram o site do Boavista e prepararam a candidatura de Rui Rio: imaginew.
Consta que já saberão a quem passar a factura.

imagem retirada do site imaginew

O que lhe faz falta:



Ao jcd do Blasfémias, que compara a Revolução Bolchevique de 1917 com a "peste negra, o holocausto, o último tsunami ou a SIDA", gostaria de dedicar este vídeo (realizado para uma campanha de incentivo à leitura no Brasil) ao qual cheguei via Troll Urbano.

sábado, setembro 08, 2007

Sobre o Caso Maddie

Novidades para breve ou calar-se-ão para todo o sempre...
[Acrescento que o Vaticano já tirou qualquer referência ao caso do seu site]

sexta-feira, setembro 07, 2007

Eleições na Ordem dos Arquitectos VI

Já há uma lista candidata à Secção Regional Norte que tem um blog. Para já é o único blog/site de que tenho conhecimento.

[Na Ordem :: SRN]

segunda-feira, setembro 03, 2007

Ainda o "Caso de Silves"

Este é um daqueles texto que tenho lido e relido com prazer:

# Paulo Varela Gomes escreveu:
Agosto 21, 2007 às 4:22

A reacção - histérica - ao caso de Silves e ao post do Miguel é um caso dos mais interessantes acontecidos em Portugal de há muito tempo para cá. Neste país de cobardolas, qualquer gesto decidido assume de imediato foros de escândalo. Neste país que enterrou uma revolução debaixo de um manto de mentiras, silêncios e cumplicidades traidoras, qualquer recordação - por mais ténue - daquilo que se passou em 1974-75 cheira a ameaça insuportável. Neste país onde os poderosos violam a lei todos os dias, onde a polícia e os tribunais servem sobretudo para ajudar os poderosos a não cumprir a lei, onde a lentidão e ineficácia dos tribunais criam um estado de não-direito, ninguém se lembra de exigir que seja aplicada toda a força da lei (de imediato! rigorosamente!) quando os salários não são pagos, os patrões fogem aos impostos, as empresas e os bancos defraudam os cidadãos. Mas ai de quem puser o pé num centímetro quadrado da sacrossanta propriedade privada agrária, esse símbolo por excelência da Ordem multi-secular.
Que extraordinário país! Um povo todos os dias enganado, roubado, o mais pobre da Europa, o mais ridículo. E nem um carro incendiado, nem uma montra partida, nem um protesto violento. Dóceis como carneiros, que é naquilo que foram treinados, é aquilo que são - envergonham-me vocês, oh ordeiros de dedinho sentencioso no ar e voz tremeluzende de indignação só porque meia dúzia de miúdos resolveram violar a lei. Pode não ter sido correcto o que os miúdos fizeram, mas mostraram mais coragem que vocês todos juntos. Respeitem ao menos isso: que ainda haja portugueses capazes de arriscar alguma coisa por aquilo em que acreditam. Respeitem ao menos quem é capaz de um gesto.


[comentário a post do blogue Sem Muros]

sábado, setembro 01, 2007

Ainda sobre as FARC

Ler "O burburinho sobre as FARC", no excelente As Vinhas da Ira

Faz-me Festas mais Avante

Indigna-se a pobre direita de "opinion makers", que depois de ter conseguído crucificar o Gualter Baptista, não consigam que o PCP deixe de convidar o Partido Comunista da Colômbia, associando-o às FARC-EC, para a Festa do Avante.
Pode-se ver aqui, aqui, aqui, aqui e mais destacadamente aqui.
O meu homónimo Barbosa Ribeiro, até faz disso enorme destaque e um dos sempre moderados neoliberais insurgentes chama-lhe a "Festa dos Assassinos".
Era fácil comparar o número de mortos, sequestrados e homicídios voluntários das FARC com os perpetrados pelos EUA ou pelos "aliados" (ler P. Lumumba), ou reafirmar a independência política do PCP nas suas escolhas. Mas não perco mais tempo.
No próximo fim de semana lá estaremos!

Socialismo 2007?

O Bloco de Esquerda organiza este fim-de-semana o encontro "Socialismo 2007". Para além de, na sua generalidade, ir ter intervenções interessantes parece-me que a "nova vida" deste Bloco já não passa por aí.
A retirada de Gualter Baptista do painel de oradores (ver mais aqui ou aqui) e a ausência de qualquer referência aos problemas da cidade contemporânea ou qualquer coisa que possa tocar o "santíssimo acordo" para o Governo de Lisboa revelam o carácter lúdico do evento.
Gualter Baptista, é entendido pelos dirigentes do Bloco como uma "ovelha negra" de um partido que se pretende assumir como uma voz crítica dentro do poder neoliberal - a palavra socialismo, seguindo uma velha tradição, passa a ser alegórica para vir no final do cortejo.
Depois da entrevista de Louçã a Mário Crespo, ser revolucionário e socialista, é não ter vergonha em assumir: eu conheço o Gualter!

sexta-feira, agosto 31, 2007

Eleições na Ordem dos Arquitectos V

A propósito do post que aqui escrevi e da pergunta que dmny faz sobre onde se gasta o dinheiro da Ordem, ler "O Estado das Coisas".

Esquerda paralítica ou a história que se repete?

Como o tempo não me tem deixado escrever sobre as questões que o Nuno Ramos de Almeida coloca no seu texto "Esquerda Paralítica(leituras de Verão)", socorro-me de um parágrafo do Rui Faustino no Intercom.

"As políticas de coligação dos partidos comunistas na Europa no fim da IIª Guerra Mundial foram uma traição vergonhosa das ideias de Marx e Lenine na luta contra o capitalismo. Isso salvou o capitalismo e deu-lhe margem de manobra para preparar as condições políticas para um novo período de ascensão económica. Agora, o colapso do estalinismo na Europa de Leste e na URSS, ou, como os capitalistas preferem pretender, o colapso do “comunismo” deu-lhes um novo balão de oxigénio.Todavia, a crise do estalinismo, que foi prevista pelos marxistas, é uma mera antecâmara da crise do capitalismo na Europa Ocidental e por todo o mundo. As próximas décadas serão também turbulentas nos países capitalistas. O Maio de 68 não foi um acidente. Foi o reflexo do inevitável movimento da classe trabalhadora em condições de crise."
[o artigo completo]

Ainda "o acordo"

Mais um excelente artigo do Rui Faustino sobre o Governo da Câmara Municipal de Lisboa.

quarta-feira, agosto 29, 2007

Coisas realmente importantes

Através do Troll Urbano, acedi a um ranking realmente importante para a nação ("UEFA Country Coefficients 2006/2007"), onde se pode constatar que Portugal ainda tem seis equipas nas competições europeias por causa do contributo do "glorioso".

Diz que é uma espécie de eleições

Para quem estiver numa de absurdos ou mal com a vida, venha descarregar os seus ódios na caixa de comentários deste post (só se pede que o português seja minimamente perceptível!).
Este blogue seguirá dentro de momentos, e continuará a acompanhar as eleições para a Ordem dos Arquitectos, pelo menos até ao dia 14 de Setembro.

segunda-feira, agosto 27, 2007

Qual D. Sebastião

O meu amigo e camarada de muitas lutas Zé Neves, primeiro foi anunciado como co-autor no Muro, entretanto destruído, e agora espera-se a sua estreia no blogue que desvendou a Socratespedia, o Zero em Conduta. Tanto num como noutro a sua participação tem sido silenciosa.
Nem tanto ao mar, nem tanto à tese...

Orçamento Participativo na CML (II) e o voto contra da CDU

Na reunião da CML de 22 de Agosto, o vereador José Sá Fernandes, apresentou a proposta intitulada "Metodologia para um Orçamento Participativo" que foi aprovada com os votos do PS, PSD, "Cidadão Por Lisboa" e Bloco de Esquerda e votos contra de "Lisboa com Carmona" e CDU.
Concordo com a argumentação do José Carlos Mendes quando refere que a proposta enumera um conjunto de princípios consensuais e que pouco ou nada prefigura do sistema participativo a ser montado. Aliás, só assim se poderá explicar o voto favorável do PSD. A proposta de orçamento participativo, cumpre um papel político para dentro do BE, pois José Sá Fernandes - vereador com pelouro, pareceu marcar a agenda política.
Tal como foi apresentada, esta proposta apenas serve para que se inicie um processo que, no calendário vago da proposta, será para ser implementado no orçamento do último ano de mandato da actual legislatura.
Por outro lado, não é claro, o que em meu entender seria o mais importante nesta fase, de que forma poderão ser expostos e confrontados conceitos e ideias alternativas de cidade, ou se o serão. Um Orçamento Participativo instrumentalizado apenas pelos detentores do Governo da CML (PS+BE), pode ser um terrível instrumento para os interesses dos lisboetas ou apenas mais um acto eleitoralista.
Contudo parece-me que foi um erro o voto contra dos vereadores da CDU.
A proposta é fraquinha, mas fala de algo necessário. É óbvio que, Sá Fernandes necessita desesperadamente de marcar a agenda, em tom genérico, com estas propostas ditas "fracturantes" (neste caso até com o voto do PSD). Assim não incomoda o PS e procurar arrefecer as críticas dentro do BE, situação que se repetirá ao longo dos dois anos de mandato.
Neste caso, entendo que o voto da CDU deveria ter sido a favor, utilizando os mesmos argumentos que invocou mas pondo imediatamente em marcha, com a experiência que tem noutras autarquias (Sesimbra, Setúbal ou Palmela), um Orçamento Participativo, de facto. Assim, na minha opinião, deixa-se enredar na artimanha política rapidamente transformada numa gritaria, aludindo ao facto da CDU não querer os cidadãos a participar e de ter votado contra tal como Carmona (veja-se que aqui a notícia não é o OP, mas sim quem votou contra).
Eu não tenho dúvidas, que uma das coisas que mais se teme pelas bandas da Praça do Município, é que a CDU apresente uma proposta, não uma declaração de princípios, para a concretização do Orçamento Participativo e também não tenho dúvidas que o PSD nunca votará a favor da mesma.

Orçamento Participativo na CML

Alguns "trabalhos" e muita limpeza em casa, impediram-me de escrever qualquer coisa sobre o voto do PCP contra a proposta de Sá Fernandes sobre o Orçamento Participativo. Prometo que, assim que pouse a esfregona e desligue o berbequim, escreverei umas linhas sobre o assunto.
Algum material de apoio:
- A proposta
- Os argumentos contra a posição do PCP por Ana Sártoris e Bernardino Aranda.
- Os argumentos a favor da posição do PCP por José Carlos Mendes

domingo, agosto 26, 2007

sexta-feira, agosto 24, 2007

Celestino de Castro, a homenagem no Avante!.

Depois de já muito ter escrito sobre ele nas "páginas" deste blogue, aqui fica um link para outro texto.

quinta-feira, agosto 23, 2007

II Encontro Internacional Civilização ou Barbárie, em Serpa



[para saber mais]

O Cantigueiro

Através do "Tempo das Cerejas" cheguei ao novo blogue de um canta-autor de que há muito não ouvia falar nem escrever: Samuel.

Assim que tiver tempo procurarei actualizar e reduzir, com os acrescentos necessários, a listagem de blogues.

Tangentes

Em Itália, estas negociatas chamam-se "tangentes".
Parece que em 2001, o PSD encomendou a uma empresa de publicidade uma campanha de mais ou menos 250.000€. Até aqui tudo bem. Hoje sabe-se que, quando tocou a facturar, o PSD remeteu para a construtora (entre outras coisas) Somague.
O PSD está incomodado, Mendes e Menezes dirão sempre que a culpa não é deles e Mendes dirá que agora isto já não funciona assim...
Mas pondo de lado o PSD, o que ganhou a Somague com este "negócio"?
Para os media, isto é "gente de bem", alto-patrocinadores das patuscadas do "Compromisso Portugal", e que "justamente" estão em quase todas as grandes obras lançadas pelo Estado (esteja o PS ou o PSD no poder).
Para o observador atento, é óbvio que faz parte do seu trabalho, a manutenção do PS e do PSD no poder.

A Direita (II)

A direita, por vários blogues (como por exemplo o 31 da armada ou o Insurgente) e artigos de opinião (Maria José Nogueira Pinto), tem vindo a repisar argumentos sobre a acção de destruição do milho transgénico (assunto sobre o qual já aqui escrevi).
Pacheco Pereira, como outros também o fizeram, coloca a questão nestes termos: "se a manifestação de Silves fosse de skinheads ou do PNR, contra uma herdade que tinha trabalhadores indocumentados do Magrebe, a GNR colocaria dois guardas a vigiá-la ou haveria um aparato bélico por tudo quanto era campo?"
Esta argumentação mistificadora da questão, esquece, no calor do entusiasmo direitista, uma diferença fundamental: os skinheads organizariam essa acção para destruir os indocumentados (que até parece que são seres humanos!) e não o milho!
Contudo o que está por trás desta argumentação pode ser interessante.
Na realidade, em Portugal, as acções violentas da Esquerda sempre foram residuais e circunscritas a momentos históricos específicos, o que não acontece com a Direita portuguesa.
Só assim se pode explicar a obsessiva conotação desta estúpida acção a um crime violento e terrorista, e a sua imprudente equiparação às acções da extrema direita.

A Direita (I)

Mesmo numa altura em que a Direita em Portugal, tem dos seus resultados eleitorais mais baixos, o domínio nos orgãos de comunicação social é evidente.
Atente-se ao DN de hoje no qual opinam: Pedro Lomba, Maria José Nogueira Pinto e Ferreira Fernandes.
Com esta nova direcção, o DN transformou-se no jornal de sentido único, que o Público já era com a ortodoxia de José Manuel Fernandes.

terça-feira, agosto 21, 2007

A poesia está na rua.


Imagem retirada do grafitosd'alx

Passo frequentemente por este belíssimo grafitti que enriquece a vida da cidade de Lisboa. Tento uma tradução, embora perca em musicalidade:
Que o medo da loucura, não nos faça amainar (ou abrandar) a bandeira da imaginação.

Eleições na Ordem dos Arquitectos IV

Quando te falarem da independência da tua Secção Regional, desconfia.
Uma Ordem dos Arquitectos, estruturada em duas secção regionais (Sul e Norte) assenta num sistema antigo e desactualizado de rivalidade entre as escolas do Porto e Lisboa. Com a pouca vontade que as novas gerações para dar continuidade a esta rivalidade, chegou o tema da pretensa "independência" das Secções Regionais.
Dou por adquirido que qualquer orgão da Ordem dos Arquitectos deve ter dentro das suas competências estatutárias, independência dos outros, e estranho que alguém que se pretende candidatar à Ordem dos Arquitectos o utilize como argumento de candidatura.
Contudo, não tenho dúvidas que este discurso da "independência", para além de se basear num sentimento de alguma inferioridade e desconfiança do próximo, apenas serve para ocultar a força com que núcleos e delegações começam a exigir transformarem-se em Secção Regional.
Essa sim, é a questão a que os candidatos devem responder.

Amelia's TOP 3, do YouTube [actualização]

Já lá vão duas semanas sem televisão, com a Amélia a fidelizar-se no YouTube. Aqui fica o seu TOP3:


O "Mahnahmahnah!" é claramente o videoclip de eleição da Amélia. Em qualquer sítio, em qualquer lugar, quando houve alguma coisa que se pareça com Mahnahmahnah, responde imediatamente "- Quer!"


O "Coro dos Escravos Hebreus" da ópera Nabucco de Giuseppe Verdi tem é, sobretudo, da lavra dos avós. A Amélia gosta especialmente desta interpretação por se centrar nos gestos do maestro e poder imitá-los.


O "Hasta Siempre Comandante" de Carlos Puebla, é uma descoberta do dia de hoje. Com um bom ritmo caribeño no início a voz suave do cantautor vai embalando. Adormeceu depois do almoço e a seguir ao jantar com o doce cantar cubano.

Eleições na Ordem dos Arquitectos III

Durante a discussão do último orçamento e até à Assembleia Gera da sua aprovação (inclusivé), existiu uma forte tendência defendida por membros das direcções regionais para o aumento da quota de 190,00€ para 200,00€, sem nenhum acréscimo de serviços.
No próximo acto eleitoral é preciso que se esclareça, que listas pretendem aumentar as quotas, ou consideram que esta medida é necessária para a gestão da Ordem.

Em minha opinião, e neste caso puxo dos galões de tesoureiro nacional da Ordem, esta medida não só não é necessária como é gravosa para a enorme maioria dos membros.
Independentemente daquilo que, muito a custo, neste último mandato se conseguiu resolver, como por exemplo um sistema de contabilidade unificado em vez dos diferentes softwares que existiam e que tornavam impossível a ligação das várias contas do CDN, SRS e SRN, ainda falta muito por fazer.
Saberá o associado que o Presidente da Ordem dos Arquitectos, quando quer saber o número de sócio de um arquitecto, tem que o requerer às Secções Regionais? Saberá o associado que a OA não tem uma Base de Dados nacional? Saberá o associado, por que ainda não tem um cartão da OA? Saberá o sócio, por que não existe ainda um registo de autorias das obras de arquitectura? Perceberá o sócio, por que existem 3 sites da Ordem a funcionar de uma forma perfeitamente desconjuntada, pagando a OA a 3 gráficos, 3 endereços, 3 ... tudo? Perceberá o sócio por que não existe um portal da Ordem dos Arquitectos com serviços online?
Tudo isto foram decisões políticas que estão registadas em actas.
Todas estas decisões implicam que a OA gaste mais do que aquilo que o sócio possa entender.

Mrs. Kirsty Sword Gusmão

O Público "presenteia-nos" hoje com um entrevista à Mrs. Gusmão. Uma daquelas entrevistas para primeiras-damas, onde se fala das suas acções de caridade.
Ora, no terreno, há quem fale desde sempre desta senhora, como uma agente da Austrália. O que o Público e a maioria dos media portugueses continua a ignorar ou a esconder, é a forma como estes pretensos heróis à distância, Xanana e Horta, têm vindo a vender Timor aos EUA e Austrália, à custa do povo timorense.
Não é irrelevante, que apesar da intensa campanha e da utilização de todos os meios económicos, Xanana, de consensual há alguns anos tenha passado a derrotado nas eleições legislativas.
A luta pela independência e liberdade deste povo martirizado, ainda continua.

segunda-feira, agosto 20, 2007

A Saída de Fernando Santos e o regresso de Camacho

Diz-se que foi pelo resultado no Bessa, pelo jogo com o FC Copenhagen, pelas declarações de Nuno Gomes no final do jogo com o Leixões, mas só eu sei que foi pelo que escrevi há alguns dias neste blog.
Nuno Gomes, Mantorras, Luisão, Petit e Moreira, são estes os únicos resistentes de quando Camacho por cá passou e construiu uma equipa - de que Trapattoni no ano seguinte se veio a aproveitar.
Só é pena que Camacho só chegue agora.

domingo, agosto 19, 2007

Destruição de transgénicos ou acção boomerang



Irrita-me a expressão "se fizeres isto, perdes a razão", pois normalmente utiliza-se para evitar que ajamos em circunstâncias em que temos toda a razão.
Contudo os 100 ecologistas que destruíram um campo de milho transgénico em Silves, não só perderam a razão, como atrasaram uma discussão sobre os alimentos transgénicos, que urge fazer em Portugal.
A sua acção directa, apenas prejudicou o agricultor e teve como reacção nesta "época pateta", que as discussões se centrassem sobre fait-divers eco-terroristas(!?) e direito de propriedade, secundarizando o impacto pretendido.

sábado, agosto 18, 2007

Felgueiras Gate

Há muito que não se ouve falar deste caso e estranhamente a comunicação social, dele, parece estar alheada remetendo-o para os fundos das páginas:

Conselho de Estado autorizou Jorge Coelho a depor no "saco azul" do PS

18.08.2007, António Arnaldo Mesquita, PÚBLICO

O Conselho de Estado (CE) autorizou Jorge Coelho a prestar depoimento por escrito no julgamento do processo do "saco azul" do Partido Socialista de Felgueiras, apurou o PÚBLICO.
Arrolado pela defesa do arguido Horácio Costa, ex-vereador e antigo assessor da principal arguida, Fátima Felgueiras, Jorge Coelho vai responder às questões que lhe forem colocadas pelo advogado Pedro Martinho, podendo os restantes causídicos acrescentar novas perguntas, oportunidade que lhes foi dada pelo colectivo. Pedro Martinho foi notificado anteontem do deferimento do CE, durante a sessão que decorreu na parte da manhã, para assegurar a validade da prova.
Os esclarecimentos que Jorge Coelho deverá prestar relacionam-se com documentos que os dois titulares da conta onde era movimentados os fundos do "saco azul", Horácio Costa e Joaquim Freitas, garantem ter remetido para o então ministro de Estado do Governo de António Guterres. Ambos garantiram ao tribunal terem alertado Jorge Coelho e outros dirigentes nacionais do PS para eventuais irregularidades no financiamento do PS de Felgueiras.
Ao Tribunal de Felgueiras também já chegou a autorização concedida pela Assembleia da República para o deputado Renato Sampaio depor. Actual líder da federação distrital do Porto do PS, Renato Sampaio deverá ser questionado sobre diligências que terá feito para demover Horácio Costa e Joaquim Freitas de colaborarem com os investigadores do caso do "saco azul". Horácio Costa assegurou na sala de audiências que Sampaio lhe terá prometido um emprego de "muito receber e pouco fazer", no caso de não colaborar no esclarecimento dos factos. Esta revelação foi formal e prontamente desmentida pelo líder da distrital do Porto do PS, horas depois de ter sido feita pelo ex-assessor de Fátima Felgueiras.
No julgamento devem depor ainda oralmente Narciso Miranda e Armando Vara, devendo o primeiro-ministro José Sócrates enviar um testemunho escrito.

sexta-feira, agosto 17, 2007

Benfica, por benfiquista



Chegada a hora do início de mais uma temporada de bola, aqui ficam os "bitaites", deste fervoroso benfiquista:
Devolver à procedência: Butt, Luís Filipe (caso Nelson fique), Stretenovic, Bergessio e Freddy Adu, esperando ainda para ver o que fazem Diáz e Di Maria.
Fazer regressar: Rui Nereu para terceiro guarda-redes, João Pereira para disputar o lugar com Nelson, os defesas centrais José Fonte ou Hugo Carreira e Nunes (Málaga) ou Manuel do Carmo (PSV Eindhoven) e os médios João Coimbra, Tiago Gomes e Hélio Roque(emprestados).
Recuperar jogadores do plantel tais como: Moreira, Manú, Nuno Assis e Yu Dabao
Não querendo fazer todas estas mexidas, diria que a única e quase unanimemente considerada como vital será a substituição de Fernando Santos, cujos estragos já se começam a equivaler aos dos tempos de Artur Jorge.
Para o substituir, deixemo-nos de tretas, e contrate-se o enorme Diamantino (que com a passagem a treinador ganhou o direito a também utilizar apelido) Miranda. Mantendo Chalana e regressando Diamantino, pudemos também ter garantido que o Benfica não perderá escandalosamente com a equipa de segundo escalão que este brilhante jogador do Benfica dos Anos 80 estiver a treinar.

Ainda José Sócrates no wikipedia

A Fernanda Câncio no artigo que hoje escreve no DN e no post e comentários do 5dias, confunde a discussão. Será legítimo que o cidadão altere aquilo que a Wikipédia diz sobre o próprio? Legítimo é. E fiável também pode até ser.
Contudo o que aqui está em causa não é isso.
O que está em causa na descoberta feita pelo Vasco Carvalho, é a tentativa continuada de ocultação de factos relativos ao Primeiro Ministro e, sobretudo, a utilização instrumental do aparelho de Estado para reescrita da história.

quinta-feira, agosto 16, 2007

Contra-Informação

Com base na ferramenta criada por um estudante de doutoramento de Caltech que nos permite aceder ao historial de alterações feitas no Wikipédia, Vasco Carvalho do Zero de Conduta demonstra o zelo que o aparelho de Estado português tem para com o que é escrito sobre José Sócrates.
Uma investigação de serviço público.

quarta-feira, agosto 15, 2007

Celestino de Castro [actualização]

Hoje à tarde realizou-se o funeral do Celestino de Castro, com família, amigos, camaradas e representação do PCP e da Ordem dos Arquitectos.
Contudo, não posso deixar de salientar, a ensurdecedora ausência da Faculdade que lhe deu o diploma (FAUTL) e da Faculdade que ficou encarregue de gerir o seu espólio (FAUP) doado, em vida, ao PCP.

No site da Ordem dos Arquitectos está um texto que reescrevi a partir da entrevista que lhe fiz em 2004.
[link]

[actualização]
No site da Secção Regional Sul da OA ou da Trienal, claro, nem uma palavra para o seu associado.

O Bloco de Esquerda no seu pior

A Isabel Faria, do Troll Urbano e da Mesa Nacional do BE, havia enviado, há alguns dias, um texto contra "O Acordo" PS/BE, para a Esquerda.net o site do BE. A "linha justa" lá publicou o texto, mas precedido de um texto ultra-sectário do meu ex-camarada João Semedo. João Semedo bate na direita, no PS, no PCP, e lá pelo meio acusa os militantes do BE críticos do acordo, de apenas quererem umas linhas na comunicação social.
Ontem e hoje acho que este tipo de argumentação é uma vergonha.

terça-feira, agosto 14, 2007

Eleições na Ordem dos Arquitectos II

Nas eleições para a Ordem dos Arquitectos, haverá argumentos e propostas que abrangerão toda e qualquer candidatura. Descentralização, transferência de poderes para as delegações e núcleos, revogação do Decreto 73/73, promoção da arquitectura...
Partamos apenas do último ponto - Promoção da Arquitectura.
Continuaremos no estafado modelo das exposições, comissariados, publicações e convites aos famosos? Que modelos de gestão para as áreas da cultura? As actividades culturais terão necessariamente de dar lucro, as despesas terão de equivaler às receitas ou entende-se que uma parte da quota paga pelo associado deverá reverter para actividades desta índole? E que modelos para a escolha dos comissários, júris, exposições monográficas? Concurso ou nomeação pela Ordem?
Será que ainda ninguém percebeu que na Ordem dos Arquitectos, com quase 16 mil associados, já nem todos se conhecem? Quando se fala em reforçar a participação dos associados, então que se comece por aqui, descobrindo-o e não alinhando em receitas e com pessoas que independentemente de quem está à frente da Ordem, estão sempre à sua volta.

segunda-feira, agosto 13, 2007

Celestino de Castro e Herculano Neves

“Raças, crenças, lutas, ideais, arte, tudo isso vai passando e uma grande dúvida se vai cavando dentro de nós sobre os nossos dias em que se tornará tudo isto que hoje vemos à nossa volta? Em que desandará toda a civilização actual? O que haverá de estável nos nossos dias que poderá manter-se e continuar?”

CASTRO, CELESTINO e HERCULANO NEVES (1948), "Em que se fala de uma pretendida feição nacional a dar à obra arquitectónica e tantas vezes invocada", em "I Congresso Nacional de Arquitectura - Relatório da Comissão Executiva, Teses, Conclusões e Votos do Congresso", pp. 54-60, Lisboa: Sindicato Nacional dos Arquitectos, 1948.

Celestino de Castro (1920-2007)


[Celestino de Castro à conversa com Pitum Keil do Amaral, no Congresso dos Arquitectos em Almada (Novembro de 2006)]
Sandra Ramos, in site da Ordem dos Arquitectos

Foi uma figura central do modernismo português, porém, embora referenciado em muitas publicações, o seu trabalho que se confunde com a sua vida, é pouco conhecido.
Entrevistei-o em 2004[1], para falarmos sobre o 1º Congresso Nacional de Arquitectura (1948) e o Inquérito à Arquitectura Popular (publicado pela 1ª vez em 1961 e recentemente reeditado pela Ordem dos Arquitectos[2]) e acabámos a falar da sua vida, de Portugal, da União Soviética e do Mundo de hoje. Não quis que a entrevista tivesse imagem, pois o que lhe interessava era que as pessoas ouvissem o que tinha para dizer.
Para além da sua participação nestes dois momentos históricos para aquilo que entendemos hoje como arquitectura portuguesa, Celestino de Castro, teve um percurso profissional e de vida indissociável da história de Portugal. Com muitas encomendas de projectos nos anos 50, usufruindo de uma certa abertura do regime, nos anos 60 é obrigado “a mergulhar” na clandestinidade (1963) e, dois anos mais tarde, a exilar-se em França (1965). Regressa a Portugal em 1974 (no mesmo voo de Álvaro Cunhal e Domingos Abrantes), trabalhando fugazmente na Câmara Municipal de Lisboa, para mais tarde vir a desempenhar funções na Direcção Geral das Construções Hospitalares até Junho de 1990.
A sua experiência de vida, de liberdade e de falta dela, de trabalho em França, de viagens de Moscovo a Washington, de sonho e utopia para aquilo que, mantendo-se sempre fiel aos seus príncipios, entendia ser o caminho para a emancipação do seu povo torna-o, uma figura incontornável da arquitectura portuguesa do séc. XX.
Até amanhã, camarada.


[1] CELESTINO DE CASTRO, in entrevista/vídeo a Tiago Mota Saraiva - Lisboa 2004, espólio da Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa.

[2] AAVV (2004), "Arquitectura Popular em Portugal", 4ª edição, Vol. I e II, Lisboa: Centro Editor Livreiro da Ordem dos Arquitectos [Lisboa 1961].

sábado, agosto 11, 2007

Coisas que ficaram por dizer


Demonstrar solidariedade para com aqueles que ousam combater o autoritarismo vigente.

sexta-feira, agosto 10, 2007

"Foi Assim (ou assado?)"

Durante este período de suspensão, estive pouco atento a leituras na blogosfera, contudo não posso deixar de salientar o excelente texto do Nuno Tito sobre o livro "Foi Assim" de Zita Seabra.

quinta-feira, agosto 09, 2007

"O Acordo"

É um facto que durante a campanha eleitoral Sá Fernandes manifestou disponibilidade para um acordo com "as forças de esquerda" para viabilizar um governo da cidade. Contudo poucos se arriscariam a prever que o BE assinaria um acordo (sozinho!) com o PS, para constituir uma força minoritária de governo da Câmara Municipal de Lisboa - ainda não consegui perceber se o acordo abrangerá a Assembleia Municipal e as Freguesias.
Não partilho a tese que este acordo é uma traição para com as pessoas que votaram na candidatura proposta pelo BE, pois julgo que ainda ninguém percebeu realmente qual a génese sociológica dos votantes do BE, sob que forma é que se manifestam, nem se estarão ou não de acordo em que o BE assuma o papel de consciência crítica do regime neo-liberal (leia-se o que escreve o Rui Faustino sobre a Convenção do BE).
Contudo é irrefutável, por mais silêncios que se pretendam gerir, que há militantes do BE ou simples votantes, que se sentem traídas por este acordo.
Comecemos pelo passado, que como qualquer força política o BE começa a ter. Tal como nos recorda, o Rick Dangerous a última candidatura do BE à CML antes de Sá Fernandes, tinha uma linha estratégica clara de rejeição da candidatura da coligação PS/PCP (com princípios bem mais à esquerda do que a que foi preconizada por António Costa). Há seis anos a candidatura, encabeçada por Miguel Portas, dizia ser inaceitável qualquer tipo de alianças à esquerda pois considerava existirem projectos de cidade inconciliáveis. Então, Santana Lopes venceu as eleições com uma diferença sofrida, de menos de mil votos, tendo o BE obtido alguns milhares de votos sem que elegesse qualquer vereador.
Hoje, é Portas, Louçã e Pedro Soares (nº 2 da Candidatura e coordenador autárquico do BE-Lisboa) que vêm a terreiro de três em três dias defender o acordo como um dever de estado(comentando as declarações de Francisco Martins Rodrigues, comentando as declarações de Marcelo Rebelo de Sousa e comentando as declarações de Joaquim Fortunato respectivamente).
Por outro lado, a tese que Daniel Oliveira procura defender no Arrastão, que com esta aliança o BE tenderá a ocupar o "espaço que vai da esquerda mais radical à esquerda reformista mais consequente" parece-me que ainda fragiliza mais a opção tomada - nunca, nem à esquerda nem à direita uma coligação favoreceu o partido menos votado.
Contudo a tese do Daniel Oliveira é válida e revela uma linha política que, metendo a foice em seara alheia, gostaria que fosse discutida por todos os militantes e simpatizantes do BE continuamente iludidos por folclores socialistas.
Eu que, conforme já o escrevi neste blogue, sempre vi o BE como o partido com o qual o PCP deveria trabalhar no sentido da construção de uma sociedade diferente, preciso que o BE se esclareça.
Um BE de esquerda, com socialistas, libertários e esquerdistas faz-me falta.
Um BE muleta do PS, consciência crítica do neoliberalismo ou como o PP da esquerda, não me faz falta.

[deixo para mais tarde a apreciação sobre o documento "Acordo sobre Políticas para Lisboa"]

De regresso...

Em Lisboa prepara-se tudo, 2 anos de campanha, pelo meio um PDM e algumas decisões complicadas e anúncios estúpidos. Sá Fernandes com o PS e o BE em delírio. A Ordem que vai a votos, por enquanto, sem entusiasmar. O Benfica que vende as pérolas prognosticando-se mais uma temporada de sofrimento. Entretanto haverá uma ou outra reflexão sobre o atelier e sobre a necessidade de trabalhar fora de Portugal. Alto, que o principal motivo deste interregno chama mais uma vez: Papá!!!!!!!!

Eleições na Ordem dos Arquitectos I

As eleições para a Ordem dos Arquitectos estão, pretensamente, ao rubro com candidatos que despontam por baixo de cada pedra que se levanta - o que não é bom nem mau...
Para já ainda há pouco a dizer, mas algo a lamentar.
As gerações mais jovens e enorme maioria dos associados da OA*, parecem continuar alheadas da participação na instituição para a qual disciplinadamente continuam a pagar 190,00 €/ano sem a fiscalizar, e a aceitar de uma forma mais ou menos silenciosa todas as decisões que dela provêem sem nela participar.
Será que, ao contrário de outros, não se apercebem da importância que a Ordem tem na sua vida actual, seja pela sua existência seja pelas suas ausências?
Será que a Margarida Pinho se revê no discurso de algum pré-candidato?
Iremos ficar por aqui?

* ver estudo "Inquérito à Profissão" realizado pelos investigadores do ICS: Manuel Villaverde Cabral (coordenador) e Vera Borges

DISCLAIMER:
Fiz parte do Conselho Directivo Nacional da OA nos dois últimos mandatos tendo desempenhado, nos três últimos anos, a função de Tesoureiro Nacional.
Concordo com o ponto dos Estatutos da OA que limita a dois mandatos (seis anos) o tempo de participação no mesmo orgão directivo da OA.

sexta-feira, julho 20, 2007

Eu sei que vou voltar... [actualização]

Para já deixo um cheirinho, para outros comentarem:
[video]

Será justo acrescentar que este video não é da autoria do atelier de Gonçalo Byrne, mas sim uma spot publicitário elaborado pelo promotor. Não pretendo com isto desvalorizar os seus conteúdos e a faceta arquitecto-estrela que nele está contida.
Acrescento ainda que discordo da análise que o Daniel Carrapa faz, quando desvaloriza e afasta este vídeo da análise/crítica do processo de projecto em curso.

quarta-feira, maio 02, 2007

Suspensão de actividade

O tempo vai escasseando.
Nas últimas semanas apareceram na minha vida novos desafios, que me levam a ter de abdicar de algumas coisas que me tomam tempo. Assim sendo o randomblog, suspenderá a sua actividade a partir de hoje. Talvez regresse aqui ou noutro lugar. A ver vamos.
Um abraço e agradecimento a todos os que se mantiveram atentos ao que ia escrevendo, nos últimos tempos de uma forma, cada vez mais, irregular.

sexta-feira, abril 20, 2007

Afinal diz que era uma espécie de uma história muito mal contada

Nota de imprensa do PCP:

A propósito da noticia do DN hoje publicada sob o título «PCP veta “Gato”» o PCP entende esclarecer o seguinte:
● Só por absoluta inexactidão, ou declarada má fé, se pode atribuir ao PCP, como é intenção da peça, a atitude de veto de Ricardo Araújo Pereira a propósito da intervenção de um jovem em representação de organizações juvenis na iniciativa de comemoração do 25 de Abril.
● Em rigor o que se pode afirmar é que esta questão, a exemplo do que sucedeu com a inviabilização do acordo sobre o “Apelo” dos promotores, é expressão da atitude dos que, no quadro da comissão promotora, agiram para impedir nas comemorações quaisquer referências ou juízos críticos à acção do governo do PS.
● Na actual situação – de agravamento dos problemas dos jovens e em particular dos jovens trabalhadores, que a recente lei sobre trabalho temporário veio acentuar, e de que a acção de luta de jovens trabalhadores de 28 de Março foi expressivo testemunho – a JCP apresentou e defendeu, desde o primeiro momento, por razões de actualidade política, a proposta (que chegou a ser consensualizada embora com a ausência da JS) de um jovem dirigente sindical (Pedro Frias) para a referida representação. É na sequência do desacordo manifestado já em momento posterior pelo representante da Juventude Socialista a esta proposta que o nome de Ricardo Araújo Pereira é apresentado e defendido (três reuniões mais tarde) pela JS e o BE. Perante o desacordo destas organizações àquela proposta foi ainda adiantado em alternativa, por iniciativa da Interjovem o nome de Joana Bastos para eventual consideração.
● Foi a falta de consenso entre as várias organizações juvenis – indispensável no processo de construção de decisões da comissão promotora das comemorações do 25 de Abril – que inviabilizou o acordo necessário para a referida escolha.
● O sentido que o título do DN e a peça que o acompanha pretende atingir é assim manifestamente tendencioso. Com igual «rigor» o DN poderia ter titulado “PS(ou BE) veta jovem sindicalista”.
● É assim absolutamente falso que o PCP tenha “vetado” o nome de Ricardo Araújo Pereira. Para o PCP, a presença de todos quantos, como Ricardo Araújo Pereira, e tantos outros designadamente dos meios artísticos e culturais, se queiram associar às comemorações de Abril é sinal de uma desejável manifestação de vontade democrática de participação e dos afirmação de valores de Abril.

19.04.2007
O Gabinete de Imprensa do PCP

quinta-feira, abril 19, 2007

Geração

Sentido-me desafiado pelo desproposito para reabir o baú dos tesourinhos deprimentes da nossa cultura, recordo o texto que escrevi como resposta à revista em causa:


A REVOLTA DOS BÁRBAROS

O último "JA" de Janeiro, Fevereiro e Março de 2004, foi consagrado à "minha geração".
Até há bem pouco tempo considerava que o tema das gerações me estaria de alguma forma alheio. Não me conseguindo encaixar em nenhuma geração, parecia-me que a discussão seria mais de índole futebolística - tipo selecção nacional de Sub-17 vs Veteranos. Contudo a minha opinião inverteu-se quando, numa reunião de arquitectos, me foi dito que abordar a questão dos salários seria uma temática fracturante da classe, ao que respondi que para a "minha geração" fracturante seria não o abordar.
Assim este texto parte da seguinte premissa - ser jovem arquitecto, na actualidade, é uma condição social.
Lendo as diversas opiniões sobre a "minha geração", interessa-me sobretudo o texto do Alexandre Alves Costa que coloca uma série de questões de fundo em detrimento dos clichés habituais.
A reflexão do Alexandre Alves Costa é uma inteligente sinopse de vários momentos do séc. XX em que o 25 de Abril e o processo revolucionário subsequente se afirmam como denominador comum de toda a construção do texto.
A primeira questão que o texto me levanta é o facto da geração dos Filhos de Abril ainda não existir ou ser uma criança durante a Revolução. Ou seja, tenho dúvidas que para a construção de uma tese sobre uma determinada geração se possa partir de um elemento que ela fisicamente não presenciou.
Por mais que me custe dizê-lo, as primeiras memórias políticas da "minha geração" remontam aos Governos do Bloco Central ou de Cavaco , chegámos à arquitectura com a queda do Muro de Berlim, a divisão da União Soviética e com a Guerra do Golfo, e demos os primeiros passos na profissão com a Guerra dos Balcãs, Iraque II e Afeganistão. A "minha geração" não leu Althusser nem Breton, mas lê Naomi Klein, Negri, Virilio ou Arundhati Roy.
Poder-se-ia, contudo, dizer que esta geração não aproveitou as "portas que Abril abriu", as "liberdades" ou a "democracia", deixando-se enredar na trama dos individualismos - argumento com o qual até posso concordar. Mas julgo que o Alexandre também concordará que "as portas que Abril abriu" têm vindo passo a passo a ser fechadas (até ao último R) o que não poderá ser só imputável à "minha geração".
A "minha geração" viveu in situ a neoliberalização das Universidades, perdeu a guerra das propinas, e assistiu ao aumento exponencial das licenciaturas de arquitectura. Ao chegar ao mercado de trabalho vive neste regime de exploração que se agrava de dia para dia. Daí resulta a condição de que parti para este texto: ser jovem arquitecto em Portugal é uma condição social.
Dir-se-ia que somos culpados em aceitar salários de miséria, dir-se-ia que aceitar o trabalho não remunerado é promover a concorrência desleal, dir-se-ia que não o denunciar é deontologicamente questionável, dir-se-ia que somos burgueses e que se realmente precisássemos de sobreviver não aceitávamos esta condição.
Mas este fascismo social que as universidades instituem e o mercado aplaude , onde se impõe um mestre dizendo ao discípulo que ainda está sob aprendizagem, fazendo-o crer que a sua actividade produtiva não tem tradução em termos económicos, ou que tem de dar a alma ao ofício vendendo primeiro o corpo, directa após directa, não é mais do que uma escravatura dos tempos modernos.
Essa nova forma de fascismo é uma condicionante fundamental que marca toda uma geração e, isso não pode ficar à margem de uma análise da "minha geração".
Neste ponto tenho a certeza que tanto o e-studio (atelier do qual faço parte com mais 4 colegas) como o Atelier 15 concordam. É necessário um esforço tremendo a escritórios que não alinham neste fascismo quando concorrem em concursos contra outros que arregimentam um batalhão de estagiários.
Também me interessa os discursos que são feitos em torno das imagens - "não constituindo construção de alternativas metodológicas para o exercício disciplinar" .
Ora o problema das imagens, do 3D ou do Photoshop, não se põe para os ateliers constituídos pela nova geração. Esta geração domina essas ferramentas que surgem actualmente como uma forma de expressão e comunicação de uma ideia, tal como um esquisso. Na minha opinião o esquisso do Monumento às Associações de Moradores do Siza é tão virtual como o 3D da Casa do Voo dos Pássaros do Bernardo Rodrigues, sendo igualmente legítimos como forma de expressão de uma ideia arquitectónica.
Parece-me mais estranho é a utilização dos 3D's, Photoshop's e afins por parte de quem não domina directamente esses instrumentos, dando a outros a oportunidade de fazer a "imagem" daquilo que não lhes vai na alma.
Por último vem a constatação de que cada vez é maior o número de jovens arquitectos que se associam para abrir atelier. Divide-se as despesas numa primeira fase, fazem-se concursos, sobrevive-se. Pondo de lado a vontade de estrelato de que tanto somos acusados, baralham o sistema quando se assumem com um nome de grupo (Auz, a.s*, Emitflesti ou Stereomatrix), em detrimento das individualidades. Um atelier da contemporaneidade é cada vez mais o produto de quem nele trabalha e não das estrelas que o encabeçam.
A última estação é a Esperança, claro. Olhar para o rol de quinze escolhidos e ver que muitos ficaram de fora. E assim se fará a revolta dos bárbaros!



1. Costa, Alexandre Alves. "Os Modernos são em geral superiores aos antigos." Jornal dos Arquitectos, Janeiro, Fevereiro e Março 2004, pp. 8-13.
2. Chamo Filhos de Abril pois esta denominação parece-me mais correcta que a de Geração X - retirado de um livro publicado há 13 anos, sobre uma geração dos Anos 80
3. Só assim Mário Soares ou Freitas do Amaral podem ser vistos hoje como adeptos dos movimentos anti-globalização
4. Muitas vezes o Mercado e a Universidade até são a mesma pessoa.
5. Costa, Alexandre Alves. "Os Modernos são em geral superiores aos antigos." Jornal dos Arquitectos, Janeiro, Fevereiro e Março 2004, pp. 8-13.

Diz que é uma espécie de "veto"

De acordo com o DN de hoje, o nome do Ricardo Araújo Pereira foi "vetado" pela JCP. Antes de mais, esclareço que o RAP me parece um bom nome, sobretudo se evitasse o discurso do Vasco Lourenço.
Agora a notícia do DN é uma fraude, e revela o anti-comunismo reinante no jornal.
Se a JCP vetou o RAP, então a JS vetou quem a JCP e outras organizações propuseram, e que nem sequer teve direito a nome no texto.
Quem já esteve em reuniões para organização de acções unitárias como esta, sabe que há nomes que são apresentados e discutidos - é normal. O que não é normal, é que esses nomes venham a público como "vetados", a menos que alguém esteja de má fé ou queira dividir essa acção unitária.
Seria igualmente desonesto se a notícia titulasse: "JS e BE unem-se para vetar discurso de jovem ecologista"

domingo, abril 15, 2007

Eleições em França

Todos estamos conscientes da importância das próximas eleições em França. Para se perceber melhor o programa dos candidatos aqui fica um excelente trabalho feito pelo "Le Monde" de comparação entre os vários candidatos.

[link]

Ladrões de Bicicletas

Ainda em fase de testes, o novo blog do Pedro Nuno Santos, Zé Guilherme, João Rodrigues e o Nuno Teles - Ladrões de Bicicletas

sábado, abril 14, 2007

Uma nota de credibilidade


Com a ajuda dos arquivos do Google lá fui encontrar o quão brilhante quanto assíduo professor Alberto João. O seu elogio pode ser lido aqui, bem como o respectivo Curriculum Vitae.

Ricardo Araújo Pereira

Neste momento, Portugal tem no governo um partido socialista que não é socialista, liderado por um engenheiro que não é engenheiro, que tirou o curso numa universidade que já não é universidade.
Visão, 12 de Abril de 2007.