sábado, abril 12, 2008
quarta-feira, abril 09, 2008
Menomale che c'è Zé
Confesso que penso que a reportagem sobre José Sá Fernandes tem mais de anedótico do que de conteúdo político. À partida pensei que a coisa até tivesse sido produzida lá no gabinete, a voz do narrador parece ser de um português, mas se um amigo me diz que não, eu acredito.
Contudo, depois de ver o filme de Berlusconi, não resisto a pô-lo ao lado da reportagem sobre Sá Fernandes, que só peca por não ser cantada:
Parte I
Parte II
Contudo, depois de ver o filme de Berlusconi, não resisto a pô-lo ao lado da reportagem sobre Sá Fernandes, que só peca por não ser cantada:
Parte I
Parte II
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terça-feira, abril 08, 2008
Coligações ou o preço do poder?
A propósito da eterna questão "coligações" que o Bernardino levanta nos comentários ao meu post "A internacionalização de Sá Fernandes ou a esquerda perdida" tenciono, em breve, escrever sobre a matéria.
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segunda-feira, abril 07, 2008
Solidariedade
O Pedro Jorge, electricista interveio no Programa Prós e Contras de dia 28 de Janeiro. De uma forma simples e crua pôs a nu a arrogância e meiocridade do tecido empresarial protuguês, representado por quem nos governa e se senta à sua mesa.
O Pedro enfrenta um processo disciplinar por delito de opinião.
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domingo, abril 06, 2008
segunda-feira, março 31, 2008
Jaime Gama
Diz-nos o Público de hoje que os militantes do PS Madeira estão indignados com os elogios de Jaime Gama a Alberto João Jardim. Nada de novo debaixo do sol. Tanto Gama como Jardim, ao longo dos últimos 30 anos, representam o que de pior tem a política, por isso, defendem-se mutuamente.
Para os jornalistas mais atentos, sugiro que investiguem as eventuais ligações de Jaime Gama à Fundação D. Pedro IV e ao Eng. Canto Moniz - e não digam que fui eu que disse. Como dizia o outro, quem se mete com o PS, leva.
Para os jornalistas mais atentos, sugiro que investiguem as eventuais ligações de Jaime Gama à Fundação D. Pedro IV e ao Eng. Canto Moniz - e não digam que fui eu que disse. Como dizia o outro, quem se mete com o PS, leva.
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sábado, março 29, 2008
China e o Tibete
Comecemos por referir que não há nada que me desperte especial interesse pelo regime chinês. Diria mais, o facto de se intitularem comunistas (embora cada vez menos) incomoda-me, não me agrada que o PC Chinês participe na Festa do Avante e não vejo que da experiência chinesa se possa retirar qualquer experiência interessante para a construção da democracia avançada, e comunista, que o PCP defende.
Também não compreendo as declarações, mais ou menos embaraçadas de alguns dirigentes do PCP sobre a situação no Tibete até porque, historicamente, o PCP e o PC Chinês nunca estiveram próximos.
Contudo, admito, que não sei o suficiente sobre o Tibete para defender a sua autonomia ou o inverso, embora não embarque numa tese só porque um líder religioso o defende. Para que se perceba alguma coisa sobre o tibetanos e o Dalai Lama, aconselho vivamente o texto do André Levy sobre a matéria.
Também não compreendo as declarações, mais ou menos embaraçadas de alguns dirigentes do PCP sobre a situação no Tibete até porque, historicamente, o PCP e o PC Chinês nunca estiveram próximos.
Contudo, admito, que não sei o suficiente sobre o Tibete para defender a sua autonomia ou o inverso, embora não embarque numa tese só porque um líder religioso o defende. Para que se perceba alguma coisa sobre o tibetanos e o Dalai Lama, aconselho vivamente o texto do André Levy sobre a matéria.
Vara... Lello... Canas...
Este texto, escrito por João Paulo Guerra, no Diário Económico tem vindo a circular pela blogosfera. Associo-me à divulgação de mais uma pouca vergonha. Desta vez é sobre o "socialista" Vitalino Canas.
Mudança
por João Paulo Guerra
O Diário de Notícias de ontem publicou uma interessante comparação entre a legislação laboral tal como os socialistas a defendiam, enquanto oposição ao governo PSD/CDS, e aquilo que o PS agora preconiza na qualidade de governo.
O que pode concluir-se da comparação é que diversas medidas do Código Laboral de Bagão Félix, então criticadas na declaração de voto dos socialistas, são agora ultrapassadas em diversos aspectos anti-laborais pelo próprio PS.
O que é que mudou nestes cinco anos? O carácter das relações entre o capital e o trabalho, as regras dominantes da economia, a relação entre poder económico e político? O que mudou foi o PS. Aliás, vários acontecimentos da vida política centraram-se nestes últimos cinco no supremo desígnio de liquidar o PS que havia.
Em muitas questões essenciais, o actual PS e o PSD são gémeos separados à nascença. Mas há um aspecto fulcral que os distingue: o PS tem mais facilidade em fazer a vida negra ao mundo do trabalho que a direita propriamente dita. Ou seja: o PS liquida direitos laborais em nome dos trabalhadores o que, por razões históricas e de registo de patente política, condiciona a contestação às suas políticas. Na oposição, o PS capitaliza a contestação às mesmíssimas políticas que, uma vez no governo, põe em prática. Esta regra teve um hiato excepcional durante a liderança de Eduardo Ferro Rodrigues, “ministro dos pobres” no governo e contestatário consequente da política laboral da direita na oposição. Arrumado politicamente Ferro Rodrigues, mais nenhum obstáculo se levantou a que o PS faça no governo igual ou pior que aquilo que critica à direita quando está na oposição. Chamem à mudança “cabala” ou outro palavrão qualquer.
Mudança
por João Paulo Guerra
O Diário de Notícias de ontem publicou uma interessante comparação entre a legislação laboral tal como os socialistas a defendiam, enquanto oposição ao governo PSD/CDS, e aquilo que o PS agora preconiza na qualidade de governo.
O que pode concluir-se da comparação é que diversas medidas do Código Laboral de Bagão Félix, então criticadas na declaração de voto dos socialistas, são agora ultrapassadas em diversos aspectos anti-laborais pelo próprio PS.
O que é que mudou nestes cinco anos? O carácter das relações entre o capital e o trabalho, as regras dominantes da economia, a relação entre poder económico e político? O que mudou foi o PS. Aliás, vários acontecimentos da vida política centraram-se nestes últimos cinco no supremo desígnio de liquidar o PS que havia.
Em muitas questões essenciais, o actual PS e o PSD são gémeos separados à nascença. Mas há um aspecto fulcral que os distingue: o PS tem mais facilidade em fazer a vida negra ao mundo do trabalho que a direita propriamente dita. Ou seja: o PS liquida direitos laborais em nome dos trabalhadores o que, por razões históricas e de registo de patente política, condiciona a contestação às suas políticas. Na oposição, o PS capitaliza a contestação às mesmíssimas políticas que, uma vez no governo, põe em prática. Esta regra teve um hiato excepcional durante a liderança de Eduardo Ferro Rodrigues, “ministro dos pobres” no governo e contestatário consequente da política laboral da direita na oposição. Arrumado politicamente Ferro Rodrigues, mais nenhum obstáculo se levantou a que o PS faça no governo igual ou pior que aquilo que critica à direita quando está na oposição. Chamem à mudança “cabala” ou outro palavrão qualquer.
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A internacionalização de Sá Fernandes ou a esquerda perdida
O vídeo do herói português na Aljazeera (podem-no encontrar aqui), a polémica das ventoinhas e a ausência na votação sobre a entrega da Medalha da Cidade a Durão Barroso, são mais sinais do lamentável equívoco que o BE e os seus apoiantes continuam a tentar esconder.
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Se é para escolher assim, preferia o Rui Costa
Começo a minha participação neste blogue, não escrevendo directamente sobre a Baixa projectada por Manuel da Maia e Eugénio dos Santos, mas de uma realidade que muito a condiciona: a Frente Ribeirinha.
Não é novo o interesse de iminentes advogados da nossa praça por Lisboa. Também não é novo que esse interesse apareça com uma retórica de militância e de desinteresse pelos valores terrenos, associados à ideia de um D. Sebastião "que faz falta".
Hoje, pode ler-se no Público (edição impressa mas em parte referido aqui) que José Miguel Júdice «ameaçou Sócrates de abandonar a Zona Ribeirinha» caso não obtivesse uma data para a constituição das respectivas sociedades gestoras. A notícia refere ainda, citando o famoso advogado, que «se o Presidente [da República] puser obstáculos, deixarei de fazer parte da sociedade", que chefiará a título gracioso».
Esta história também já não é nova, dado que durante a campanha eleitoral António Costa havia apresentado José Miguel Júdice como o único cidadão de Lisboa capaz de levar por diante este enorme desafio.
Eu, arquitecto (e provavelmente tendencioso), sempre me interroguei se não seria melhor nomear alguém que tivesse alguma coisa a ver com o planeamento de cidade, que tivesse conhecimentos técnico-científicos sobre as frentes ribeirinhas (lembrei-me das inúmeras teses de doutoramento e mestrado que existem sobre a frente ribeirinha de Lisboa) ou que o modelo de intervenção territorial fosse objecto de uma discussão pública sendo a nomeação decorrente desse processo. Mas não.
Imediatamente após a vitória de António Costa e, por designação do primeiro-ministro, José Miguel Júdice foi nomeado, aparecendo contra ventos e marés como o promitente salvador da nossa mal tratada frente ribeirinha.
É óbvio, que a perspicácia de Júdice não deve ser desvalorizada. Prevenindo eventuais críticas, conseguiu introduzir na notícia do Público algumas notas sobre os seus conhecimentos: «neste ano que passou dedicou "mais de 350 horas a estes assuntos". Sem quaisquer custos para o erário, sublinhou, visitou zonas ribeirinhas requalificadas na Europa, no Japão e nos Estados Unidos».
Contudo, após esta entrevista/notícia do Público há algo que me deixa muito preocupado. Embora, à primeira vista, seja do agrado de todos a forma militante como alguns advogados têm arregaçado as mangas para trabalhar em prol da nossa cidade, não deixo de me preocupar como irão sobreviver.
Como me parece evidente, José Miguel Júdice, a partir do momento que assuma funções como Presidente do Conselho de Administração da Sociedade para a Reabilitação da Frente Ribeirinha, deverá terminar toda e qualquer relação comercial que tenha (a título individual ou através das empresas em que participa) com operadores que actuem na zona ou que estejam interessados em actuar, o que lhe resultará num prejuízo.

De qualquer forma, se era para escolher assim (alguém que todos conhecêssemos, que tivesse capacidade económica para desempenhar o cargo sem remuneração, e que não implicasse ter os conhecimentos técnico-científicos para o cargo) preferia que tivesse sido nomeado o Rui Costa.
Em primeiro lugar, tendo António Costa sido eleito por apenas 56.751 eleitores dos 524.248 inscritos, a nomeação de uma referência benfiquista aumentaria consideravelmente a sua base social de apoio. Em segundo lugar porque, estando Rui Costa num momento de alteração de carreira, esta nomeação não lhe implicaria tanto com a vida, como aparentemente irá suceder com José Miguel Júdice. Por último, diria que com a nomeação de Rui Costa, se houvesse interesses para favorecer, poderíamos estar descansados que o Benfica estaria na primeira linha - o que nos faria viver mais felizes!
publicado no Observatório da Baixa
Não é novo o interesse de iminentes advogados da nossa praça por Lisboa. Também não é novo que esse interesse apareça com uma retórica de militância e de desinteresse pelos valores terrenos, associados à ideia de um D. Sebastião "que faz falta".
Hoje, pode ler-se no Público (edição impressa mas em parte referido aqui) que José Miguel Júdice «ameaçou Sócrates de abandonar a Zona Ribeirinha» caso não obtivesse uma data para a constituição das respectivas sociedades gestoras. A notícia refere ainda, citando o famoso advogado, que «se o Presidente [da República] puser obstáculos, deixarei de fazer parte da sociedade", que chefiará a título gracioso».
Esta história também já não é nova, dado que durante a campanha eleitoral António Costa havia apresentado José Miguel Júdice como o único cidadão de Lisboa capaz de levar por diante este enorme desafio.
Eu, arquitecto (e provavelmente tendencioso), sempre me interroguei se não seria melhor nomear alguém que tivesse alguma coisa a ver com o planeamento de cidade, que tivesse conhecimentos técnico-científicos sobre as frentes ribeirinhas (lembrei-me das inúmeras teses de doutoramento e mestrado que existem sobre a frente ribeirinha de Lisboa) ou que o modelo de intervenção territorial fosse objecto de uma discussão pública sendo a nomeação decorrente desse processo. Mas não.
Imediatamente após a vitória de António Costa e, por designação do primeiro-ministro, José Miguel Júdice foi nomeado, aparecendo contra ventos e marés como o promitente salvador da nossa mal tratada frente ribeirinha.
É óbvio, que a perspicácia de Júdice não deve ser desvalorizada. Prevenindo eventuais críticas, conseguiu introduzir na notícia do Público algumas notas sobre os seus conhecimentos: «neste ano que passou dedicou "mais de 350 horas a estes assuntos". Sem quaisquer custos para o erário, sublinhou, visitou zonas ribeirinhas requalificadas na Europa, no Japão e nos Estados Unidos».
Contudo, após esta entrevista/notícia do Público há algo que me deixa muito preocupado. Embora, à primeira vista, seja do agrado de todos a forma militante como alguns advogados têm arregaçado as mangas para trabalhar em prol da nossa cidade, não deixo de me preocupar como irão sobreviver.
Como me parece evidente, José Miguel Júdice, a partir do momento que assuma funções como Presidente do Conselho de Administração da Sociedade para a Reabilitação da Frente Ribeirinha, deverá terminar toda e qualquer relação comercial que tenha (a título individual ou através das empresas em que participa) com operadores que actuem na zona ou que estejam interessados em actuar, o que lhe resultará num prejuízo.

De qualquer forma, se era para escolher assim (alguém que todos conhecêssemos, que tivesse capacidade económica para desempenhar o cargo sem remuneração, e que não implicasse ter os conhecimentos técnico-científicos para o cargo) preferia que tivesse sido nomeado o Rui Costa.
Em primeiro lugar, tendo António Costa sido eleito por apenas 56.751 eleitores dos 524.248 inscritos, a nomeação de uma referência benfiquista aumentaria consideravelmente a sua base social de apoio. Em segundo lugar porque, estando Rui Costa num momento de alteração de carreira, esta nomeação não lhe implicaria tanto com a vida, como aparentemente irá suceder com José Miguel Júdice. Por último, diria que com a nomeação de Rui Costa, se houvesse interesses para favorecer, poderíamos estar descansados que o Benfica estaria na primeira linha - o que nos faria viver mais felizes!
publicado no Observatório da Baixa
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Observatório da Baixa
O Observatório da Baixa constituiu-se recentemente. Também irei participar.
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sábado, março 22, 2008
Arquitectura ou um futuro desperdiçado
Estando a arquitectura longe de ser um novo ofício, o “Relatório - Profissão: Arquitecto/a” [2006] - organizado pelo Instituto de Ciências Sociais e realizado Manuel Villaverde Cabral (coord.) e Vera Borges, publicado pela Ordem dos Arquitectos, revela uma profissão muito jovem e tendencialmente feminina. Concentremo-nos na análise do acesso à profissão dos primeiros, com o conhecimento que a maioria dos inscritos na Ordem dos Arquitectos tem menos de 35 anos e que cerca de dois terços ainda não terá atingido os 40, de acordo com o referido estudo. Partamos do principio, sem nos preocuparmos em fazer a sua demonstração nestas curtas linhas, que o acesso à profissão é difícil, moroso e destruidor do potencial que o país criou nas universidades.
Perante a precária situação dos jovens arquitectos em Portugal, há uma corrente justificativa que se centra, genericamente, em dois argumentos: 1) as universidades estão longe das necessidades do mercado preparando mal os seus licenciados; 2) no país há arquitectos a mais.
Comecemos pela primeira questão. Sendo uma argumentação de carácter marcadamente ideológico, interroguemo-nos se a academia deve servir o mercado. Veja-se os exemplos recentes das licenciaturas em gestão, em grande destaque nos anos 90, e actualmente máquinas produtoras de licenciados para o fundo de desemprego. Como qualquer teórico do neoliberalismo defende, o mercado é veloz e modifica-se em tempos muito inferiores a de uma licenciatura.
Por outro lado, em Portugal, o Estado ainda é um dos principais agentes de educação de nível superior devendo, à partida, qualificar os seus cidadãos para que intervenham no desenvolvimento do seu país, o que não corresponde necessariamente aos interesses do referido mercado. Como bem soube resumir Manuel Tainha, diria que no caso específico da arquitectura, e contra o sentido do Tratado de Bolonha, a academia não deve papaguear o ofício.
A segunda argumentação, por vezes associada à primeira, é a de que há arquitectos a mais.
De acordo com os números disponíveis, em Portugal existe aproximadamente 1 arquitecto por cada 625 cidadãos. Embora este número possa impressionar, se pensarmos num quadro em que cada cidadão ao longo da sua vida necessitará três vezes dos serviços de um arquitecto, passamos a ter 1875 projectos por arquitecto. Contudo ambos os raciocínios são falaciosos, apenas importando o segundo para destruir a ideia subjacente ao primeiro.
Uma licenciatura em arquitectura deve continuar a ser, uma formação de carácter universitário que produz cidadãos com habilitações para exercer arquitectura, mas também deve poder construir profissionais com conhecimentos técnico-científicos que permitam ao licenciado enveredar por outras áreas profissionais com inevitáveis relações com a arquitectura como crítico de arquitectura, professor, cenógrafo, político ou treinador de futebol. Ou seja, o que importa é que sejam formados mais licenciados, pois o seu trabalho e conhecimento nunca é demais num país que tarda em evoluir. Mas se é verdade que este discurso assentaria bem a qualquer governante da nação, a prática diz-nos que sucede exactamente o contrário.
A utilização abusiva da urgência dos processos ou de empresas públicas e privadas para mascarar os concursos públicos, a continuada concentração da encomenda pública em estruturas bem relacionadas com os partidos do bloco central e as precárias relações laborais dentro dos escritórios de arquitectura, têm conduzido à rejeição da profissão ou a um violento processo de emigração, dos quadros superiores que o país formou.
Em Portugal, em geral, o jovem arquitecto é visto com desconfiança. O seu conhecimento de carácter universitário, a sua dinâmica e a sua prática profissional recente, são desvalorizadas em detrimento de quem está infiltrado nas teias do poder, tantas vezes pouco qualificado e/ou com um historial de resultados medíocre. Aliás as últimas revelações do passado profissional do Primeiro-Ministro actual reforçam este sentimento. Embora a discussão mediática se tenha centrado sobre argumentos de legalidade e de carácter estético, para o comum dos arquitectos é particularmente chocante a forma como hoje, um dos mais alto-responsáveis da nação, assume e corrobora tais actos. A institucionalização da antiga prática de José Sócrates, destruiu com poucas palavras, anos de trabalho pela revogação do DL 73/73, de consciencialização da importância da arquitectura como forma de melhoria das condições de vida e destrói, sobretudo, as expectativas de acesso à profissão de quem após seis anos de estudo e alguns de prática profissional, procura trabalhar no seu país.
Contudo, apesar de todas estas vicissitudes, os ateliers de arquitectura constituídos por jovens arquitectos despontam pelo país, baseados em estruturas colaborativas que vão resistindo, criando emprego e ganhando concursos dentro e fora do país. Contrariando a lógica de mercado que entende o vizinho como o primeiro inimigo, os resultados e notoriedade de uns tem vindo a ajudar outros a projectarem-se.
Urge que este fenómeno seja estudado e desenvolvido como, até ver, única forma de aproveitar o potencial científico-técnico constituído pelas universidades e como forma de subverter as medíocres teias de interesse e compadrio que dominam o país.
Tiago Mota Saraiva
Artigo para a Revista Construir - Março de 2008
Perante a precária situação dos jovens arquitectos em Portugal, há uma corrente justificativa que se centra, genericamente, em dois argumentos: 1) as universidades estão longe das necessidades do mercado preparando mal os seus licenciados; 2) no país há arquitectos a mais.
Comecemos pela primeira questão. Sendo uma argumentação de carácter marcadamente ideológico, interroguemo-nos se a academia deve servir o mercado. Veja-se os exemplos recentes das licenciaturas em gestão, em grande destaque nos anos 90, e actualmente máquinas produtoras de licenciados para o fundo de desemprego. Como qualquer teórico do neoliberalismo defende, o mercado é veloz e modifica-se em tempos muito inferiores a de uma licenciatura.
Por outro lado, em Portugal, o Estado ainda é um dos principais agentes de educação de nível superior devendo, à partida, qualificar os seus cidadãos para que intervenham no desenvolvimento do seu país, o que não corresponde necessariamente aos interesses do referido mercado. Como bem soube resumir Manuel Tainha, diria que no caso específico da arquitectura, e contra o sentido do Tratado de Bolonha, a academia não deve papaguear o ofício.
A segunda argumentação, por vezes associada à primeira, é a de que há arquitectos a mais.
De acordo com os números disponíveis, em Portugal existe aproximadamente 1 arquitecto por cada 625 cidadãos. Embora este número possa impressionar, se pensarmos num quadro em que cada cidadão ao longo da sua vida necessitará três vezes dos serviços de um arquitecto, passamos a ter 1875 projectos por arquitecto. Contudo ambos os raciocínios são falaciosos, apenas importando o segundo para destruir a ideia subjacente ao primeiro.
Uma licenciatura em arquitectura deve continuar a ser, uma formação de carácter universitário que produz cidadãos com habilitações para exercer arquitectura, mas também deve poder construir profissionais com conhecimentos técnico-científicos que permitam ao licenciado enveredar por outras áreas profissionais com inevitáveis relações com a arquitectura como crítico de arquitectura, professor, cenógrafo, político ou treinador de futebol. Ou seja, o que importa é que sejam formados mais licenciados, pois o seu trabalho e conhecimento nunca é demais num país que tarda em evoluir. Mas se é verdade que este discurso assentaria bem a qualquer governante da nação, a prática diz-nos que sucede exactamente o contrário.
A utilização abusiva da urgência dos processos ou de empresas públicas e privadas para mascarar os concursos públicos, a continuada concentração da encomenda pública em estruturas bem relacionadas com os partidos do bloco central e as precárias relações laborais dentro dos escritórios de arquitectura, têm conduzido à rejeição da profissão ou a um violento processo de emigração, dos quadros superiores que o país formou.
Em Portugal, em geral, o jovem arquitecto é visto com desconfiança. O seu conhecimento de carácter universitário, a sua dinâmica e a sua prática profissional recente, são desvalorizadas em detrimento de quem está infiltrado nas teias do poder, tantas vezes pouco qualificado e/ou com um historial de resultados medíocre. Aliás as últimas revelações do passado profissional do Primeiro-Ministro actual reforçam este sentimento. Embora a discussão mediática se tenha centrado sobre argumentos de legalidade e de carácter estético, para o comum dos arquitectos é particularmente chocante a forma como hoje, um dos mais alto-responsáveis da nação, assume e corrobora tais actos. A institucionalização da antiga prática de José Sócrates, destruiu com poucas palavras, anos de trabalho pela revogação do DL 73/73, de consciencialização da importância da arquitectura como forma de melhoria das condições de vida e destrói, sobretudo, as expectativas de acesso à profissão de quem após seis anos de estudo e alguns de prática profissional, procura trabalhar no seu país.
Contudo, apesar de todas estas vicissitudes, os ateliers de arquitectura constituídos por jovens arquitectos despontam pelo país, baseados em estruturas colaborativas que vão resistindo, criando emprego e ganhando concursos dentro e fora do país. Contrariando a lógica de mercado que entende o vizinho como o primeiro inimigo, os resultados e notoriedade de uns tem vindo a ajudar outros a projectarem-se.
Urge que este fenómeno seja estudado e desenvolvido como, até ver, única forma de aproveitar o potencial científico-técnico constituído pelas universidades e como forma de subverter as medíocres teias de interesse e compadrio que dominam o país.
Tiago Mota Saraiva
Artigo para a Revista Construir - Março de 2008
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domingo, março 16, 2008
Encontrar o fio à meada
Texto do André Levy sobre as eleições norte-americanas.
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sábado, março 15, 2008
ps... p..... s.... p...... s........ s........ s.......s......
Sócrates convocou uma manifestação de rua, depois transformo-a em comício dentro de um pavilhão que não encheu. O braço de ferro que o aparelho do PS queria fazer com o país demonstrou que a maioria absoluta está na rua.
Entrevista de Sá Fernandes ao Correio da Manhã
O Daniel Oliveira qualifica a entrevista de Sá Fernandes ao Correio da Manhã de excelente. Eu não posso deixar de me sentir embaraçado por parte da esquerda da minha cidade o ter eleito.
Síndrome "O meu umbigo":
"O meu acordo com o PS traduz-se numa frase: trabalhar com o objectivo Lisboa. É o que dizia o meu cartaz. Lisboa. O meu pensamento é só Lisboa e os lisboetas. Não penso em rigorosamente mais nada."
Síndrome "Cavaco não diria melhor":
"E tenho de trabalhar muito"
Síndrome "A Nova Esquerda":
"Trabalhar muito com os serviços para ter os miradouros arranjados, para ter os corredores feitos, alguns corredores do Plano Verde, para ter as pistas cicladas, para dar pontapés de saída numa espécie de projectos. E isto tudo sem dinheiro."
Síndrome "A Banca como Juiz da República":
"Eu não consigo perceber que tendo os bancos, e foram uma série de bancos, aceite o plano de saneamento, como é que o Tribunal de Contas se meteu nesta conversa."
Síndrome de "Ruas Verdes, Casas Verdes e Marcianos para as habitar":
- Isso vai ser um bico-de-obra?
- Vai ser um bico-de-obra. Mas aí, pode ter a certeza absoluta, que nós vamos pôr os pés bem enterrados na terra porque isso tem um impacto fortíssimo na cidade. Mas sabe que neste Plano Verde já pusemos o aeroporto da Portela verde.
- Todo ou uma área?
- Já está marcado como área verde.
- Toda a zona?
- Toda a zona com excepção das construções. Também não é preciso que seja tudo verde. Mas marcámos já tudo como verde."
Síndrome de "Com o Louçã ou com o Costa?":
"Agora são precisos seis anos"
Síndrome de "...mas como só me interessa Lisboa":
"Como sabe, e eu já o disse publicamente, não sou grande adepto deste Governo. Acho que tem governado mal. Mas no que toca a Lisboa tem havido um bom relacionamento com o Governo. Uma tem a ver com a frente ribeirinha e a passagem para Lisboa das zonas não portuárias. E eu aí também estou orgulhoso do meu contributo. Há muitos anos que luta por isso. Falta concretizar, mas já há um papel escrito. Nesse aspecto acho que houve um bom relacionamento."
Em jeito de conclusão, esta parece-me ser a afirmação mais clarificadora:"Não sei se há posições diferentes. Eu sei o que é que combinei com o Francisco Louçã. E foi tudo muito claro. Trabalhar durante este ano e meio para Lisboa e por Lisboa. O único interesse. O meu cartaz dizia que era esse o único interesse. Daqui a um ano logo se vê o que é que é melhor para Lisboa. Não é o que é melhor para o PS, para o Bloco de Esquerda. É o que é melhor para Lisboa."
Esta afirmação de Sá Fernandes contém duas das noções que mais odeio no discurso político contemporâneo. A secundarização dos conteúdos políticos, em prol do abstracto "melhor para Lisboa", é o elemento comum a todos os fenómenos de populismo e um discurso caro a Cavaco Silva. Por outro lado, simboliza um total desrespeito pelos militantes do Bloco, sujeitando a sua estratégia partidária a uma "combinação" com Louçã.
Por fim diria que toda a entrevista demonstra que o vereador Sá Fernandes ainda não percebeu que o Bloco em Lisboa, vale mais votos do que Sá Fernandes.
Síndrome "O meu umbigo":
"O meu acordo com o PS traduz-se numa frase: trabalhar com o objectivo Lisboa. É o que dizia o meu cartaz. Lisboa. O meu pensamento é só Lisboa e os lisboetas. Não penso em rigorosamente mais nada."
Síndrome "Cavaco não diria melhor":
"E tenho de trabalhar muito"
Síndrome "A Nova Esquerda":
"Trabalhar muito com os serviços para ter os miradouros arranjados, para ter os corredores feitos, alguns corredores do Plano Verde, para ter as pistas cicladas, para dar pontapés de saída numa espécie de projectos. E isto tudo sem dinheiro."
Síndrome "A Banca como Juiz da República":
"Eu não consigo perceber que tendo os bancos, e foram uma série de bancos, aceite o plano de saneamento, como é que o Tribunal de Contas se meteu nesta conversa."
Síndrome de "Ruas Verdes, Casas Verdes e Marcianos para as habitar":
- Isso vai ser um bico-de-obra?
- Vai ser um bico-de-obra. Mas aí, pode ter a certeza absoluta, que nós vamos pôr os pés bem enterrados na terra porque isso tem um impacto fortíssimo na cidade. Mas sabe que neste Plano Verde já pusemos o aeroporto da Portela verde.
- Todo ou uma área?
- Já está marcado como área verde.
- Toda a zona?
- Toda a zona com excepção das construções. Também não é preciso que seja tudo verde. Mas marcámos já tudo como verde."
Síndrome de "Com o Louçã ou com o Costa?":
"Agora são precisos seis anos"
Síndrome de "...mas como só me interessa Lisboa":
"Como sabe, e eu já o disse publicamente, não sou grande adepto deste Governo. Acho que tem governado mal. Mas no que toca a Lisboa tem havido um bom relacionamento com o Governo. Uma tem a ver com a frente ribeirinha e a passagem para Lisboa das zonas não portuárias. E eu aí também estou orgulhoso do meu contributo. Há muitos anos que luta por isso. Falta concretizar, mas já há um papel escrito. Nesse aspecto acho que houve um bom relacionamento."
Em jeito de conclusão, esta parece-me ser a afirmação mais clarificadora:"Não sei se há posições diferentes. Eu sei o que é que combinei com o Francisco Louçã. E foi tudo muito claro. Trabalhar durante este ano e meio para Lisboa e por Lisboa. O único interesse. O meu cartaz dizia que era esse o único interesse. Daqui a um ano logo se vê o que é que é melhor para Lisboa. Não é o que é melhor para o PS, para o Bloco de Esquerda. É o que é melhor para Lisboa."
Esta afirmação de Sá Fernandes contém duas das noções que mais odeio no discurso político contemporâneo. A secundarização dos conteúdos políticos, em prol do abstracto "melhor para Lisboa", é o elemento comum a todos os fenómenos de populismo e um discurso caro a Cavaco Silva. Por outro lado, simboliza um total desrespeito pelos militantes do Bloco, sujeitando a sua estratégia partidária a uma "combinação" com Louçã.
Por fim diria que toda a entrevista demonstra que o vereador Sá Fernandes ainda não percebeu que o Bloco em Lisboa, vale mais votos do que Sá Fernandes.
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terça-feira, março 11, 2008
Para aliviar
"Sócrates queria um selo com a sua foto para deixar para a posteridade o seu mandato no Governo deste país que está de tanga. Os selos são criados, impressos e vendidos. O nosso PM fica radiante! Mas em poucos dias ele fica furioso ao ouvir reclamações de que o selo não adere aos envelopes.O Primeiro-ministro convoca os responsáveis e ordena que investiguem o assunto. Eles pesquisam as agências dos Correios de todo o país e relatam o problema.O relatório diz:'Não há nada de errado com a qualidade dos selos. O problema é que o povo está a cuspir no lado errado."
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domingo, março 09, 2008
Que nojo!
Emídio Rangel, no Correio da Manhã, escreve um texto que é uma consequência lógica do discurso do Governo: um perigoso ataque aos professores, aos direitos democráticos e à liberdade de pensar de cada um.
A culpa não é de Emídio, ele sempre foi a tropa de choque dos governos e quanto mais à direita melhor!
"Hooligans em Lisboa" de Emídio Rangel
A culpa não é de Emídio, ele sempre foi a tropa de choque dos governos e quanto mais à direita melhor!
"Hooligans em Lisboa" de Emídio Rangel
sábado, março 08, 2008
Demissão já!

"A liberdade é algo que o País deve a Mário Soares, a Salgado Zenha, a Manuel Alegre. Não deve a Álvaro Cunhal nem a Mário Nogueira"
Ministro Augusto Santos Silva
Confrontado com mais uma manifestação contra o governo, o Ministro Santos Silva de cabeça perdida por alguém se arrogar a manifestar-se à porta de uma reunião do PS, entre provocações directas aos manifestantes, soltou esta violenta frase que aqui transcrevo.
Apesar do calor da situação e do nervosismo do Sr. Ministro, estas palavras mais do que ferirem os visados ou o partido a que pertencem, atingem todos os democratas, comunistas, socialistas, anarquistas, republicanos, católicos progressistas, que foram presos, torturados e todas as famílias daqueles portugueses que nunca mais voltaram das prisões do fascismo e da guerra.
Augusto Santos Silva, insultou o povo (porque não foram só comunistas!) que transformou o enterro de Álvaro Cunhal numa manifestação de massas de homenagem a todos os combatentes anti-fascistas.
Não me interessa comparar os exílios de Soares com os anos de prisão e de tortura de Cunhal, como faz o ministro Silva (que será apenas um precalço na História de Portugal). Interessa-me sim, não deixar que a memória colectiva do meu povo, seja violentada por uma qualquer personagem sinistra.
sábado, março 01, 2008
sexta-feira, fevereiro 29, 2008
Em dia de voto
Depois de anulado o anterior acto eleitoral, pouco participado, e no qual a lista vencedora teve de assumir funções e, passado dois meses, regressar à campanha, a Ordem dos Arquitectos vai hoje a votos.
Estou em crer que o triste espectáculo da exclusão de uma lista (que mais tarde por decisão judicial voltou a ser reintegrada) encerra o ciclo daqueles que pensam que podem levar uma organização profissional com mais de 16.000 associados no seu bolso.
Não sei quem irá ganhar, mas tenho a certeza que ainda não vai ser desta que, na futura direcção, emergirão as novas gerações que constituem a maioria dos seus associados. Para o próximo triénio, trata-se de escolher quem melhor lhes poderá abrir as portas da Ordem, sem que seja pela integração nas estreitas teias da promoção da arquitectura e no canto das exposições dos "notáveis".
Estou em crer que hoje, os associados darão razão a quem sempre se pronunciou pela manutenção da legalidade e pela aceitação de todas as listas, exercendo o seu voto de uma forma livre, consciente e mais participada.
Estou em crer que o triste espectáculo da exclusão de uma lista (que mais tarde por decisão judicial voltou a ser reintegrada) encerra o ciclo daqueles que pensam que podem levar uma organização profissional com mais de 16.000 associados no seu bolso.
Não sei quem irá ganhar, mas tenho a certeza que ainda não vai ser desta que, na futura direcção, emergirão as novas gerações que constituem a maioria dos seus associados. Para o próximo triénio, trata-se de escolher quem melhor lhes poderá abrir as portas da Ordem, sem que seja pela integração nas estreitas teias da promoção da arquitectura e no canto das exposições dos "notáveis".
Estou em crer que hoje, os associados darão razão a quem sempre se pronunciou pela manutenção da legalidade e pela aceitação de todas as listas, exercendo o seu voto de uma forma livre, consciente e mais participada.
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quinta-feira, fevereiro 28, 2008
quarta-feira, fevereiro 27, 2008
Indignação
Independentemente das questões políticas, é cada vez mais comum dizer-se que actualmente temos os piores Ministros do pós-25 de Abril. A sua arrogância e desprezo pelos portugueses é directamente proporcional à sua subserviência a José Sócrates.
A "piadola" do Ministro da Agricultura sobre os dentes de Paulo Portas ou o racismo da Ministra da Educação quando, no programa "Prós e Contras", perante a força dos argumentos de uma professora do ensino secundário fez uma alusão ao facto da professora ser loira, são provas de uma enorme mediocridade e pobreza de espírito.
A "piadola" do Ministro da Agricultura sobre os dentes de Paulo Portas ou o racismo da Ministra da Educação quando, no programa "Prós e Contras", perante a força dos argumentos de uma professora do ensino secundário fez uma alusão ao facto da professora ser loira, são provas de uma enorme mediocridade e pobreza de espírito.
+ Ordem?
Conforme tenho vindo a manter, e embora já tenha exercido o meu direito de voto, entendi que não deveria apoiar publicamente nenhuma lista aos orgãos nacionais da Ordem dos Arquitectos.
Esta situação não me coibiu de ter opinião, de a manifestar e de me defender de alguns ataques, normalmente anónimos, de apoiantes de uma das listas, por sinal, a que integra mais elementos dos orgãos sociais cessantes.
Até ao dia de hoje, dos colegas que comigo participaram no anterior Conselho Directivo Nacional e que não se candidatam à reeleição, apenas o Fernando Gonçalves apoia uma lista (Lista A) - não se percebe bem, mas julgo que será o autor do blogue que inundou recentemente algumas caixas de comentários - Babel Logos.
Nesta medida ficaria mais claro, que para a elaboração deste texto nos indicasse que era redigido por um membro do Conselho Directivo Nacional cessante e por um apoiante da Lista A.
Contudo, não posso deixar passar as considerações que o Babel Logos faz sobre os supostos "riscos" que os arquitectos comunistas correm ao "atacar" a lista A. Defendendo a tese que a "lista A é a única que se propõe combater, de uma forma clara e sem ambiguidades, as tentativas de presidencialização da ordem, o que parece vir ao encontro daqueles que defendem as formas colegiais de exercício do poder político". O blogger afirma ainda como exemplo, aparentemente positivo, o seguinte: "Veja-se o que se passa na Assembleia da República. Todos os dias os deputados comunistas fustigam o governo de José Sócrates e a sua vontade de presidencializar as estruturas democráticas que gerem o quotidiano dos cidadãos".
Eu, se este Fernando Gonçalves for o que esteve comigo na direcção da OA nos últimos 3 anos, estranho vê-lo preocupado com os arquitectos comunistas. E, sobretudo, estranho que um apoiante da Lista A, saia "fora-da-ordem" para enunciar que a lista A, vai dizer uma ou outra coisa sobre Sócrates e a destrutiva governação deste país.
P.S. - Embora haja um longo rol de factos enunciados no texto, falta um documento que considero fundamental para a boa percepção de tudo o que se passou dentro da OA nos últimos tempos: Declaração de Voto do CDN sobre o Contencioso Eleitoral, aprovado por unanimidade.
P.S. 2 - E faltam ainda outras coisas, mal jeitosas, para a tese que perfilha...
Esta situação não me coibiu de ter opinião, de a manifestar e de me defender de alguns ataques, normalmente anónimos, de apoiantes de uma das listas, por sinal, a que integra mais elementos dos orgãos sociais cessantes.
Até ao dia de hoje, dos colegas que comigo participaram no anterior Conselho Directivo Nacional e que não se candidatam à reeleição, apenas o Fernando Gonçalves apoia uma lista (Lista A) - não se percebe bem, mas julgo que será o autor do blogue que inundou recentemente algumas caixas de comentários - Babel Logos.
Nesta medida ficaria mais claro, que para a elaboração deste texto nos indicasse que era redigido por um membro do Conselho Directivo Nacional cessante e por um apoiante da Lista A.
Contudo, não posso deixar passar as considerações que o Babel Logos faz sobre os supostos "riscos" que os arquitectos comunistas correm ao "atacar" a lista A. Defendendo a tese que a "lista A é a única que se propõe combater, de uma forma clara e sem ambiguidades, as tentativas de presidencialização da ordem, o que parece vir ao encontro daqueles que defendem as formas colegiais de exercício do poder político". O blogger afirma ainda como exemplo, aparentemente positivo, o seguinte: "Veja-se o que se passa na Assembleia da República. Todos os dias os deputados comunistas fustigam o governo de José Sócrates e a sua vontade de presidencializar as estruturas democráticas que gerem o quotidiano dos cidadãos".
Eu, se este Fernando Gonçalves for o que esteve comigo na direcção da OA nos últimos 3 anos, estranho vê-lo preocupado com os arquitectos comunistas. E, sobretudo, estranho que um apoiante da Lista A, saia "fora-da-ordem" para enunciar que a lista A, vai dizer uma ou outra coisa sobre Sócrates e a destrutiva governação deste país.
P.S. - Embora haja um longo rol de factos enunciados no texto, falta um documento que considero fundamental para a boa percepção de tudo o que se passou dentro da OA nos últimos tempos: Declaração de Voto do CDN sobre o Contencioso Eleitoral, aprovado por unanimidade.
P.S. 2 - E faltam ainda outras coisas, mal jeitosas, para a tese que perfilha...
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domingo, fevereiro 24, 2008
Isenção das Taxas ao Rock in Rio:
por Paulo Ferrero
Votação da passada 3ª Feira na AML:
Favor: PS e PSD
Contra: CDS-PP, PCP, PEV
Abstenção: BE
Ou seja, a CML está em crise mas dispensa taxas a mega-concertos. Curiosidades: o PS que tinha votado contra a isenção nas edições passadas
Mas, em 30 de Maio de 2006 tinha sido:
Favor: PSD e CDS
Contra: PCP, PEV e BE
Abstenção: PS
Descubra as diferenças, ao sabor das conveniências.
Votação da passada 3ª Feira na AML:
Favor: PS e PSD
Contra: CDS-PP, PCP, PEV
Abstenção: BE
Ou seja, a CML está em crise mas dispensa taxas a mega-concertos. Curiosidades: o PS que tinha votado contra a isenção nas edições passadas
Mas, em 30 de Maio de 2006 tinha sido:
Favor: PSD e CDS
Contra: PCP, PEV e BE
Abstenção: PS
Descubra as diferenças, ao sabor das conveniências.
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Professores manifestam-se
De acordo com o Público mais de 2000 professores, nas Caldas da Rainha, Porto e Leiria, participaram ontem numa manifestação convocada por SMS. Utilizando uma prerrogativa da lei, que nem Cavaco se arvorava usar e que actualmente é regra, os "agentes de autoridade" identificaram quem falava à comunicação social.
Já sabemos que a "justiça de Sócrates" será tão célere a julgar estes cidadãos quanto eficiente a esconder outros processos.
Já sabemos que a "justiça de Sócrates" será tão célere a julgar estes cidadãos quanto eficiente a esconder outros processos.
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sábado, fevereiro 23, 2008
Eleições
Apesar do favoritismo da lista A, a lista C vence as eleições na blogosfera:
- "Campanha" - Complexidade e Contradição
- "Declaração de Voto" - Khiasma
- "Voto C" - o despropósito
- "Campanha" - Complexidade e Contradição
- "Declaração de Voto" - Khiasma
- "Voto C" - o despropósito
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Tristeza
Pouco me tem apetecido escrever sobre a Ordem dos Arquitectos. Costumo dizer que estou a fazer o meu "período de nojo" - expressão utilizada na advocacia. Contudo, acompanho com atenção o que se vai passando e não posso deixar de me indignar perante comunicados como este, onde a partir de uma suposta defesa da honra se parte para o auto-elogio e para o assassínio de carácter dos opositores políticos.
Por trás deste comunicado, não consigo reconhecer as pessoas que prezo da lista A.
Por trás deste comunicado, não consigo reconhecer as pessoas que prezo da lista A.
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quarta-feira, fevereiro 20, 2008
terça-feira, fevereiro 19, 2008
António Costa, sinais de um país em perigo
01. As críticas que António Costa lançou ao Público e, mais concretamente, a José António Cerejo são perigosas. Para além de se procurar desqualificar sem apresentar contra-prova, enunciam-se ameaças.
02. A imediata reacção da estranha entidade "Gabinete de Costa" - "Gabinete de Costa acusa TC de fazer «avaliação política»", sobre a apreciação do Tribunal Constitucional, revela a irritação perante as instituições democráticas. Não tarda, pedirá a maioria absoluta.
02. A imediata reacção da estranha entidade "Gabinete de Costa" - "Gabinete de Costa acusa TC de fazer «avaliação política»", sobre a apreciação do Tribunal Constitucional, revela a irritação perante as instituições democráticas. Não tarda, pedirá a maioria absoluta.
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Tribunal de Contas chumba empréstimo de Costa
por Margarida Davim
O Tribunal de Contas não deu luz verde ao pedido apresentado pela Câmara de Lisboa para contrair um empréstimo de 360 milhões de euros para saldar as dívidas a fornecedores.
Os juízes da instituição liderada por Guilherme d’Oliveira Martins entenderam que o artigo 40.º da Lei das Finanças Locais, invocado por António Costa, não se aplicava à situação de Lisboa , já que esta se encontra em desequilíbrio financeiro estrutural e não conjuntural, como argumentava o executivo da autarquia da capital.
Segundo o TC, as receitas do município são inferiores a 50% do valor total da dívida a fornecedores, pelo que o desequilíbrio financeiro é estrutural. Uma condição que obriga a autarquia a cumprir o disposto no artigo 41.º da Lei das Finanças Locais e a pedir a intervenção do Governo.
A decisão do TC, que teve como relator o juiz António Manuel dos Santos Soares, foi votada por unanimidade e apenas contou com uma declaração de voto – feita para justificar a decisão tomada e não para ir contra o proposto pelo relator.
Ao que o SOL apurou, a Assembleia Municipal vai, na sequência desta decisão, reunir de urgência na quinta-feira. A reunião vai juntar os líderes das várias bancadas municipais, para debater os passos que a autarquia deverá dar depois de conhecido este chumbo.
[link]
O Tribunal de Contas não deu luz verde ao pedido apresentado pela Câmara de Lisboa para contrair um empréstimo de 360 milhões de euros para saldar as dívidas a fornecedores.
Os juízes da instituição liderada por Guilherme d’Oliveira Martins entenderam que o artigo 40.º da Lei das Finanças Locais, invocado por António Costa, não se aplicava à situação de Lisboa , já que esta se encontra em desequilíbrio financeiro estrutural e não conjuntural, como argumentava o executivo da autarquia da capital.
Segundo o TC, as receitas do município são inferiores a 50% do valor total da dívida a fornecedores, pelo que o desequilíbrio financeiro é estrutural. Uma condição que obriga a autarquia a cumprir o disposto no artigo 41.º da Lei das Finanças Locais e a pedir a intervenção do Governo.
A decisão do TC, que teve como relator o juiz António Manuel dos Santos Soares, foi votada por unanimidade e apenas contou com uma declaração de voto – feita para justificar a decisão tomada e não para ir contra o proposto pelo relator.
Ao que o SOL apurou, a Assembleia Municipal vai, na sequência desta decisão, reunir de urgência na quinta-feira. A reunião vai juntar os líderes das várias bancadas municipais, para debater os passos que a autarquia deverá dar depois de conhecido este chumbo.
[link]
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lisboa
Crise?
"1. A Câmara Municipal de Lisboa foi hoje notificada do Acórdão do Tribunal de Contas relativo ao pedido de visto para o empréstimo que faz parte do Plano de Saneamento Financeiro do Município.
2. A Câmara Municipal de Lisboa irá proceder à análise do conteúdo do referido Acórdão, não se pronunciando sobre o conteúdo mesmo até terminar essa análise.
3. O Presidente da Câmara Municipal de Lisboa decidiu convocar uma reunião extraordinária da Câmara Municipal de Lisboa para a próxima quinta-feira, dia 21 de Fevereiro, às 15h00.
4. O Presidente da CML ouvirá amanhã, dia 20 de Fevereiro, os principais credores da Câmara Municipal e reunirá ao final da tarde com a senhora presidente da Assembleia Municipal de Lisboa e com os cabeças de lista de cada uma forças políticas representadas no Executivo Municipal."
[site da CML]
2. A Câmara Municipal de Lisboa irá proceder à análise do conteúdo do referido Acórdão, não se pronunciando sobre o conteúdo mesmo até terminar essa análise.
3. O Presidente da Câmara Municipal de Lisboa decidiu convocar uma reunião extraordinária da Câmara Municipal de Lisboa para a próxima quinta-feira, dia 21 de Fevereiro, às 15h00.
4. O Presidente da CML ouvirá amanhã, dia 20 de Fevereiro, os principais credores da Câmara Municipal e reunirá ao final da tarde com a senhora presidente da Assembleia Municipal de Lisboa e com os cabeças de lista de cada uma forças políticas representadas no Executivo Municipal."
[site da CML]
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domingo, fevereiro 17, 2008
Vergonhoso
Não concordo com o Daniel. Os professores têm todo o direito de se indignar e de se manifestar junto à sede do PS num dia em que Sócrates e a "independente" Ministra procuram arregimentar as tropas. Aliás também o independente João Ferrão foi (obrigado?) a ir a outra reunião de militantes socialistas em Vila Franca de Xira.
Lamentável, mais uma vez, é a forma como o Primeiro-Ministro responde, começando imediatamente a lançar a calúnia e a suspeita sobre os manifestantes.
Lamentável, mais uma vez, é a forma como o Primeiro-Ministro responde, começando imediatamente a lançar a calúnia e a suspeita sobre os manifestantes.
sábado, fevereiro 16, 2008
As artes de Sócrates

[imagem via Khiasma]
Só hoje li com alguma atenção os comentários do Público a cada um dos projectos de Sócrates. O mais grave é pensar que, 9 anos depois, José Sócrates, era nomeado por Guterres Ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território!
Que curriculum tinha este Ministro!
P.S. - Vejo no "Perfil" que está no Portal do Governo, que José Sócrates já era porta-voz do PS para a área do Ambiente desde 1991.
Túnel do Rossio

+ uma obra de "concurso público" escondido
+ 9,5 milhões de euros do que o esperado
+ inauguração de ... milhões de euros
- transparência e democracia
Voz do Operário
A Voz faz 125 anos.
Lá estaremos hoje no Jantar Convívio.
Lá estaremos hoje no Jantar Convívio.
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voz do operário
CGTP
Decorre neste fim de semana o Congresso da CGTP. Li e indignei-me várias vezes sobre algumas notícias que vieram a público nas últimas semanas.
O combate e a teia de suspeitas que o governo e a maioria dos orgãos de comunicação social tem lançado sobre a CGTP, é uma prova que o movimento sindical não-governamentalizado, está vivo, e ameaça as negociatas que estão em cima da mesa.
A CGTP é "a" central sindical, e tem de ser capaz de, em unidade, conseguir arranjar espaço dentro dela para todos os movimentos sociais, partidos e organizações cujo objectivo seja a conquista (se calhar já não se trata da defesa...) de direitos para os trabalhadores.
[ver o Congresso Online]
O combate e a teia de suspeitas que o governo e a maioria dos orgãos de comunicação social tem lançado sobre a CGTP, é uma prova que o movimento sindical não-governamentalizado, está vivo, e ameaça as negociatas que estão em cima da mesa.
A CGTP é "a" central sindical, e tem de ser capaz de, em unidade, conseguir arranjar espaço dentro dela para todos os movimentos sociais, partidos e organizações cujo objectivo seja a conquista (se calhar já não se trata da defesa...) de direitos para os trabalhadores.
[ver o Congresso Online]
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cgtp
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
Eleições...
Mais desordem na acta da Comissão Eleitoral:
A Comissão Eleitoral reuniu com a presença de apenas um membro efectivo da anterior Mesa da Assembleia Geral da Ordem dos Arquitectos (também compareceu um membro suplente).
A actual Comissão de Gestão do CDN assistiu à reunião, ainda que pela acta, uma das listas se tenha manifestado contra a sua presença.
Carlos Guimarães demite-se em discordância com a decisão judicial, com a candidatura de Manuel Vicente e com a decisão da lista de João Belo Rodeia de não recorrer da decisão judicial.
[ver a acta]
A Comissão Eleitoral reuniu com a presença de apenas um membro efectivo da anterior Mesa da Assembleia Geral da Ordem dos Arquitectos (também compareceu um membro suplente).
A actual Comissão de Gestão do CDN assistiu à reunião, ainda que pela acta, uma das listas se tenha manifestado contra a sua presença.
Carlos Guimarães demite-se em discordância com a decisão judicial, com a candidatura de Manuel Vicente e com a decisão da lista de João Belo Rodeia de não recorrer da decisão judicial.
[ver a acta]
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eleições para a ordem dos arquitectos
domingo, fevereiro 03, 2008
Classe política
No seu comentário político na SIC Notícias, Mário Bettencourt Resendes procurou enquadrar os "esquemas" de Sócrates. Em primeiro lugar relativizou as questões rematando que "é mais um factor de descredibilização da classe política".
Não vejo porquê. Todas estas tramóias apenas atingem Sócrates e os dirigentes municipais da altura. Mais ninguém.
O que descredibiliza a classe política é a sua acção política. O que descredibiliza a política, por exemplo, são as ausências e votos favoráveis de Manuel Alegre em contradição com os seus discursos fora da Assembleia da República. Quando se vota em Sócrates sabe-se, cada vez melhor, no que se está a votar. O que descredibiliza a política é pensar-se que se vota no Alegre quando discursa fora da Assembleia, e no fundo estar-se a votar no Alegre da Assembleia - fiel de Sócrates.
Não vejo porquê. Todas estas tramóias apenas atingem Sócrates e os dirigentes municipais da altura. Mais ninguém.
O que descredibiliza a classe política é a sua acção política. O que descredibiliza a política, por exemplo, são as ausências e votos favoráveis de Manuel Alegre em contradição com os seus discursos fora da Assembleia da República. Quando se vota em Sócrates sabe-se, cada vez melhor, no que se está a votar. O que descredibiliza a política é pensar-se que se vota no Alegre quando discursa fora da Assembleia, e no fundo estar-se a votar no Alegre da Assembleia - fiel de Sócrates.
Assembleia da Ordem dos Arquitectos do dia 1 de Fevereiro
Ordem de Trabalhos
Ponto Único: Apresentação e justificação da decisão do Conselho Directivo Nacional relativamente ao resultado dos processos judiciais interpostos contra a Ordem dos Arquitectos pelo Arq. Manuel da Conceição Machado Vicente, membro n.º 665 da Ordem dos Arquitectos.
Ainda perguntam porque não fui à Assembleia?
Ponto Único: Apresentação e justificação da decisão do Conselho Directivo Nacional relativamente ao resultado dos processos judiciais interpostos contra a Ordem dos Arquitectos pelo Arq. Manuel da Conceição Machado Vicente, membro n.º 665 da Ordem dos Arquitectos.
Ainda perguntam porque não fui à Assembleia?
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"Sem fundamento?????"
"“(...) declaro por minha honra (...) que pertenço ao quadro técnico da firma Sebastião dos Santos Goulão, Industrial de Construção Civil, na qual exerço as funções que competem à minha profissão por forma efectiva e permanente (...).”
Tenho Vital Moreira como uma pessoa inteligente. Não arranjo explicação para o seu argumentário sobre os "esquemas" de José Sócrates (aqui, aqui, aqui e aqui).
Que parte é que este professor da Universidade de Coimbra não terá percebido?
Tenho Vital Moreira como uma pessoa inteligente. Não arranjo explicação para o seu argumentário sobre os "esquemas" de José Sócrates (aqui, aqui, aqui e aqui).
Que parte é que este professor da Universidade de Coimbra não terá percebido?
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O carácter
"No caso de José Sócrates o eventual conflito de interesses nunca foi suscitado pelos seus superiores. Mas o PÚBLICO encontrou no arquivo municipal da Covilhã processos de obras feitas pela firma de cujo alvará ele era responsável em que as vistorias camarárias eram feitas por ele próprio e mais dois colegas."
A serem verdade as inúmeras histórias que o Público tem vindo a revelar, da Universidade Independente à Câmara Municipal da Covilhã, revelam um Primeiro-Ministro que sempre viveu de "esquemas" - alguns pequenos crimes (fazer vistorias em nome do Estado de projectos seus), outros de compadrios e "amiguismos", mas todos pouco recomendáveis.
Sou dos que acha que a existência de Sócrates, desde que foi eleito Primeiro Ministro, é muito mais prejudicial para o país do que o seu passado aparentemente pouco recomendável. Contudo, o seu passado, ajuda a explicar o presente - a guerra do BCP, o desvirtuar da Segurança Social, o desmantelamento sem complexos do Serviço Nacional de Saúde ou a ratificação parlamentar do Tratado Europeu.
A serem verdade as inúmeras histórias que o Público tem vindo a revelar, da Universidade Independente à Câmara Municipal da Covilhã, revelam um Primeiro-Ministro que sempre viveu de "esquemas" - alguns pequenos crimes (fazer vistorias em nome do Estado de projectos seus), outros de compadrios e "amiguismos", mas todos pouco recomendáveis.
Sou dos que acha que a existência de Sócrates, desde que foi eleito Primeiro Ministro, é muito mais prejudicial para o país do que o seu passado aparentemente pouco recomendável. Contudo, o seu passado, ajuda a explicar o presente - a guerra do BCP, o desvirtuar da Segurança Social, o desmantelamento sem complexos do Serviço Nacional de Saúde ou a ratificação parlamentar do Tratado Europeu.
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sexta-feira, fevereiro 01, 2008
Quem aprovou?
Afinal quem terá aprovado os "projectos de José Sócrates" na Câmara da Guarda? Terão sido os verdadeiros autores?
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sócrates
"Casas Vergonhosas"*
* Expressão utilizada por Vicente Jorge Silva, ex-deputado do PS.

[Notícia do Público]
[Galeria de Fotos]
[Resposta de Sócrates ao Público]
De acordo com mais uma brilhante investigação do José António Cerejo, constata-se que José Sócrates nos anos 80 terá assinado um conjunto de projectos na sua zona de influência.
Esclareça-se, desde já, a primeira coisa: o Engenheiro Técnico José Sócrates, podia em 1980 tal como pode hoje, assinar projectos de arquitectura, de estruturas e de todas as outras especialidades necessárias, de casas como as registadas na galeria de fotografias. O DL 73/73, por mais incrível que pareça (ou talvez não) continua em vigor.
Por outro lado, ciente que um ex-Primeiro Ministro deste país, anulou um contrato com um arquitecto, porque queria um projecto "com cortinadinhos e telhadinhos", parece-me que a questão da qualidade global dos projectos de arquitectura de José Sócrates, poderão ser diluídas num contexto cultural muito débil e que não se muda de um dia para o outro.
O problema para o país, é outro.
De acordo com o Público e com o Presidente da Câmara de então, Sócrates terá assinado projectos para a Câmara da Guarda, realizados por técnicos da própria Câmara. Ora para além desta informação ter de ser notícia (ao contrário da ridícula argumentação do visado) e matéria do foro criminal, é uma matéria que põe em causa o Estado. A ser verdade, José Sócrates, pôs em causa o Estado de Direito democrático e não deverá permanecer à frente do seu governo, sem que volte a ser sufragado.
A ver vamos o que acontece.
P.S. - aguardo com especial curiosidade o que terão a Ordem dos Arquitectos e dos Engenheiros para dizer sobre a matéria.
[Notícia do Público]
[Galeria de Fotos]
[Resposta de Sócrates ao Público]
De acordo com mais uma brilhante investigação do José António Cerejo, constata-se que José Sócrates nos anos 80 terá assinado um conjunto de projectos na sua zona de influência.
Esclareça-se, desde já, a primeira coisa: o Engenheiro Técnico José Sócrates, podia em 1980 tal como pode hoje, assinar projectos de arquitectura, de estruturas e de todas as outras especialidades necessárias, de casas como as registadas na galeria de fotografias. O DL 73/73, por mais incrível que pareça (ou talvez não) continua em vigor.
Por outro lado, ciente que um ex-Primeiro Ministro deste país, anulou um contrato com um arquitecto, porque queria um projecto "com cortinadinhos e telhadinhos", parece-me que a questão da qualidade global dos projectos de arquitectura de José Sócrates, poderão ser diluídas num contexto cultural muito débil e que não se muda de um dia para o outro.
O problema para o país, é outro.
De acordo com o Público e com o Presidente da Câmara de então, Sócrates terá assinado projectos para a Câmara da Guarda, realizados por técnicos da própria Câmara. Ora para além desta informação ter de ser notícia (ao contrário da ridícula argumentação do visado) e matéria do foro criminal, é uma matéria que põe em causa o Estado. A ser verdade, José Sócrates, pôs em causa o Estado de Direito democrático e não deverá permanecer à frente do seu governo, sem que volte a ser sufragado.
A ver vamos o que acontece.
P.S. - aguardo com especial curiosidade o que terão a Ordem dos Arquitectos e dos Engenheiros para dizer sobre a matéria.
quinta-feira, janeiro 31, 2008
"Só esses?"
Foi o comentário mais ouvido esta tarde na Assembleia da República entre os deputados do PS. Também houve quem celebrasse a saída de Correia de Campos.
[notícia do Expresso]
[notícia do Expresso]
quarta-feira, janeiro 30, 2008
"Remodelação"
A saída de Correia de Campos e de Isabel Pires de Lima não surpreende ninguém. A Ministra da Cultura fez um péssimo trabalho e até 2009 o governo terá de tentar voltar a seduzir todos os intelectuais e gentes do espectáculo das áreas próximas do PS para integrarem as listas de notáveis para as eleições.
O Ministro da Saúde fez um óptimo trabalho para os grupos privados, foi mantido até à última, e só uma enorme contestação popular o terá feito cair. A Correia de Campos e a Sócrates deverão ser atribuídas todas as culpas de carácter criminal decorrentes das decisões contra o Serviço Nacional de Saúde que tomaram.
O Ministro da Saúde fez um óptimo trabalho para os grupos privados, foi mantido até à última, e só uma enorme contestação popular o terá feito cair. A Correia de Campos e a Sócrates deverão ser atribuídas todas as culpas de carácter criminal decorrentes das decisões contra o Serviço Nacional de Saúde que tomaram.
domingo, janeiro 27, 2008
BCP, a arma secreta para o controle do défice do Estado no ano 2008!
por Delfim Sousa [*]
Este documento foi emitido e enviado aos media no dia 2 de Janeiro de 2008. Resistir.info aguardou até hoje que, face à gravidade da denúncia, ele fosse noticiado pela comunicação social – os jornais económicos e aqueles que se dizem "de referência". Como isso não aconteceu – o silêncio foi total – é legítimo suspeitar que estão a praticar a auto-censura. Foi por essa razão que resistir.info resolveu publicá-lo, embora consciente de que o seu autor (ex-militante do CDS) é um homem de formação conservadora.
É estranho o manto de silêncio, o tabu, sobre a provável e principal razão que envolve o interesse súbito de "todo o mundo" sobre o Banco Comercial Português: a possível transferência para a Segurança Social do fundo de pensões dos colaboradores do Banco avaliado em cerca de quatro mil milhões de euros. Esta transferência, a concretizar-se, será contabilizada como receita extraordinária da Segurança Social neste ano 2008 e controlará o défice do Estado satisfatoriamente. Esta solução que estará na mira do Governo Sócrates (sem dúvidas), já foi testada pelo Governo de Guterres (com a transferência do fundo de pensões do BNU, realizado pelo ex-ministro Sousa Franco) e pelo Governo de Santana Lopes, para controlar o défice e cumprir os valores limite fixados pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento. Assim, no ano de 2004, o ex-ministro das Finanças Bagão Félix transferiu fundos de pensões de empresas públicas (entre outros, o Fundo da Caixa Geral de Depósitos) para a Caixa Geral de Aposentações, conseguindo um encaixe financeiro de cerca de 1,9 mil milhões de euros (segundo foi noticiado). Estamos, na verdade, no cerne das negociações das cadeiras na Administração do BCP! Isto é, poderá o PS garantir um perfeito e tranquilo sucesso orçamental no Ano 2008, com uma total concordância do maior partido da oposição (?), tendo em vista o ano de eleições de 2009? Mas, é bom recordar e não esquecer (PS e PSD) o parecer do Tribunal de Contas sobre este tipo de operações:
"O impacto directo sobre as finanças públicas, que se projectará por um período longo, resultante das transferências referidas, tem um efeito positivo sobre as receitas do Estado no ano em que ocorreram, mas têm um efeito inverso nos anos posteriores, uma vez que as receitas não serão suficientes para suportar o valor das despesas".
Neste cenário, bem descrito pelo Tribunal de Contas, afirmamos que não se augura nada de bom para os reformados e trabalhadores no activo com a transferência do Fundo de Pensões para o Estado. Denunciamos a apatia e a ingenuidade dos Sindicatos e da Comissão de Trabalhadores do BCP em não verem e não perceberem o fundo real da situação. Ou, será que querem ver e perceber? Porque será que não defendem os legítimos interesses dos trabalhadores com absoluta firmeza e determinação? O Accionista mediático do BCP, Joe Berardo, o homem que "Sabe Tudo", que no seu apostolado de críticas e denúncias emite opiniões diversas, ainda não se pronunciou sobre esta matéria? Ou, será que sabe e não quer dizer? Ou, sabe mesmo da medida desejada pelo Governo de Sócrates? O Senhor Joe Berardo não é seguramente um "capitalista do povo", como quer fazer passar na imagem que vende. Pelo contrário, Berardo defende unicamente o seu dinheiro, os seus investimentos e o Fundo de Pensões representa uma responsabilidade para o Banco que quer ver eliminada, ou antes, transferida para o Estado. Finalmente, independentemente dos respeitáveis nomes que são apontados como candidatos às cadeiras do Conselho de Administração Executivo do BCP, os accionistas, os clientes, os colaboradores do Banco, gostavam de saber da voz dos Candidatos a Presidente , nos próximos dias que antecedem a Assembleia Geral, quais são os modelos e as orientações que pretendem imprimir na organização, se vão seguir a política das fusões, se vão continuar o Programa em marcha "Millennium 2010", etc. Ou seja, os Curricula Vitae de Santos Ferreira e Miguel Cadilhe são inquestionáveis, mas urge sentir e reflectir as linhas orientadoras de liderança que sustentam as suas candidaturas. Até agora vivemos no campo vago da dança dos nomes. Historicamente, o Banco Comercial Português sempre nos habituou à excelência na liderança e à clareza sólida dos objectivos a atingir. Por esta via, se atingiu o patamar de importância que o BCP hoje ocupa no sistema financeiro português.
[*] Accionista, Ex-Quadro do BCP, Ex-Sindicalista, Ex-Membro da Comissão de Trabalhadores do BCP, delfimsousa1@netcabo.pt
[via Abafos & Desabafos]
Este documento foi emitido e enviado aos media no dia 2 de Janeiro de 2008. Resistir.info aguardou até hoje que, face à gravidade da denúncia, ele fosse noticiado pela comunicação social – os jornais económicos e aqueles que se dizem "de referência". Como isso não aconteceu – o silêncio foi total – é legítimo suspeitar que estão a praticar a auto-censura. Foi por essa razão que resistir.info resolveu publicá-lo, embora consciente de que o seu autor (ex-militante do CDS) é um homem de formação conservadora.
É estranho o manto de silêncio, o tabu, sobre a provável e principal razão que envolve o interesse súbito de "todo o mundo" sobre o Banco Comercial Português: a possível transferência para a Segurança Social do fundo de pensões dos colaboradores do Banco avaliado em cerca de quatro mil milhões de euros. Esta transferência, a concretizar-se, será contabilizada como receita extraordinária da Segurança Social neste ano 2008 e controlará o défice do Estado satisfatoriamente. Esta solução que estará na mira do Governo Sócrates (sem dúvidas), já foi testada pelo Governo de Guterres (com a transferência do fundo de pensões do BNU, realizado pelo ex-ministro Sousa Franco) e pelo Governo de Santana Lopes, para controlar o défice e cumprir os valores limite fixados pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento. Assim, no ano de 2004, o ex-ministro das Finanças Bagão Félix transferiu fundos de pensões de empresas públicas (entre outros, o Fundo da Caixa Geral de Depósitos) para a Caixa Geral de Aposentações, conseguindo um encaixe financeiro de cerca de 1,9 mil milhões de euros (segundo foi noticiado). Estamos, na verdade, no cerne das negociações das cadeiras na Administração do BCP! Isto é, poderá o PS garantir um perfeito e tranquilo sucesso orçamental no Ano 2008, com uma total concordância do maior partido da oposição (?), tendo em vista o ano de eleições de 2009? Mas, é bom recordar e não esquecer (PS e PSD) o parecer do Tribunal de Contas sobre este tipo de operações:
"O impacto directo sobre as finanças públicas, que se projectará por um período longo, resultante das transferências referidas, tem um efeito positivo sobre as receitas do Estado no ano em que ocorreram, mas têm um efeito inverso nos anos posteriores, uma vez que as receitas não serão suficientes para suportar o valor das despesas".
Neste cenário, bem descrito pelo Tribunal de Contas, afirmamos que não se augura nada de bom para os reformados e trabalhadores no activo com a transferência do Fundo de Pensões para o Estado. Denunciamos a apatia e a ingenuidade dos Sindicatos e da Comissão de Trabalhadores do BCP em não verem e não perceberem o fundo real da situação. Ou, será que querem ver e perceber? Porque será que não defendem os legítimos interesses dos trabalhadores com absoluta firmeza e determinação? O Accionista mediático do BCP, Joe Berardo, o homem que "Sabe Tudo", que no seu apostolado de críticas e denúncias emite opiniões diversas, ainda não se pronunciou sobre esta matéria? Ou, será que sabe e não quer dizer? Ou, sabe mesmo da medida desejada pelo Governo de Sócrates? O Senhor Joe Berardo não é seguramente um "capitalista do povo", como quer fazer passar na imagem que vende. Pelo contrário, Berardo defende unicamente o seu dinheiro, os seus investimentos e o Fundo de Pensões representa uma responsabilidade para o Banco que quer ver eliminada, ou antes, transferida para o Estado. Finalmente, independentemente dos respeitáveis nomes que são apontados como candidatos às cadeiras do Conselho de Administração Executivo do BCP, os accionistas, os clientes, os colaboradores do Banco, gostavam de saber da voz dos Candidatos a Presidente , nos próximos dias que antecedem a Assembleia Geral, quais são os modelos e as orientações que pretendem imprimir na organização, se vão seguir a política das fusões, se vão continuar o Programa em marcha "Millennium 2010", etc. Ou seja, os Curricula Vitae de Santos Ferreira e Miguel Cadilhe são inquestionáveis, mas urge sentir e reflectir as linhas orientadoras de liderança que sustentam as suas candidaturas. Até agora vivemos no campo vago da dança dos nomes. Historicamente, o Banco Comercial Português sempre nos habituou à excelência na liderança e à clareza sólida dos objectivos a atingir. Por esta via, se atingiu o patamar de importância que o BCP hoje ocupa no sistema financeiro português.
[*] Accionista, Ex-Quadro do BCP, Ex-Sindicalista, Ex-Membro da Comissão de Trabalhadores do BCP, delfimsousa1@netcabo.pt
[via Abafos & Desabafos]
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domingo, janeiro 20, 2008
quinta-feira, janeiro 17, 2008
OPA hostil sobre as autarquias
Hoje na Assembleia da República prepara-se um verdadeiro assalto aos valores democráticos. PS e PSD, juntos em cartel como sucede sempre nestas situações, aprovarão uma lei autárquica que transformará toda a lógica das Câmaras Municipais. De acordo com este dois partidos os principais problemas nas Câmaras Municipais não são a corrupção, a burocracia, o distanciamento para com o povo. Para o PS e o PSD o principal problema é haver oposição nas Câmaras Municipais.
Desta forma os dois partidos que reinam em Portugal há mais de 30 anos, preparam-se para dar uma última machadada na representatividade dos governos municipais. Assim autarcas corruptos, que trabalhem pouco ou que se utilizem das respectivas Câmaras Municipais para alcançar lugares de protagonismo dentro dos seus partidos, agradecem.
Em 2009, competirá ao povo não ficar em casa e dar-lhes a resposta que merecem.
Desta forma os dois partidos que reinam em Portugal há mais de 30 anos, preparam-se para dar uma última machadada na representatividade dos governos municipais. Assim autarcas corruptos, que trabalhem pouco ou que se utilizem das respectivas Câmaras Municipais para alcançar lugares de protagonismo dentro dos seus partidos, agradecem.
Em 2009, competirá ao povo não ficar em casa e dar-lhes a resposta que merecem.
domingo, janeiro 13, 2008
Tratado de Lisboa
Em Portugal, poucos confiariam que a máquina mediática do Bloco Central deixasse que a discussão sobre a ratificação do Tratado de Lisboa fosse um pouco além do "ser-se ou não, a favor da Europa". Contudo, poucos pensariam que, para evitar a discussão e o voto em países em que a discussão política vai um pouco mais além do pensamento único, o Bloco Central Europeu impusesse a todos a decisão na secretaria.
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«Comunismo e Nacionalismo»
Fui assistir ao doutoramento do Zé Neves sobre «Comunismo e Nacionalismo» em Portugal no século XX, e também me irritei com o pedantismo académico entre verdades fechadas e pensamentos de café. Aqui fica um interessante texto do Rick Dangerous sobre a matéria.
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domingo, janeiro 06, 2008
em mudanças...
Comecei a escrever na blogosfera em 21 d Agosto de 2003, numa coisa a que chamei Ranbomblog. Mais tarde, fiz a mudança de site e de design do blogue para o Randomblog02. Nos próximos tempos estarei novamente de mudança de design e interactividade do blogue, no mesmo sítio, para o mais pós-moderno :RB02:.
Luiz Pacheco 1925-2008
Pela blogosfera despontam inúmeros escritos de homenagem ao Pacheco. Eu, opto pelo silêncio remetendo, mais uma vez, a homenagem para o escrito do José Mário Silva.
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quarta-feira, janeiro 02, 2008
Salários: Presidentes das empresas portuguesas ganham 30 vezes mais que trabalhadores
2 de Janeiro de 2008, 17:21
Lisboa, 02 Jan (Lusa) - Os presidentes das empresas portuguesas ganham, em média, 21,7 mil euros por mês, um valor 30 vezes superior ao rendimento salarial médio mensal dos trabalhadores por conta de outrém, que se situa nos 720 euros.
O ranking das funções mais bem pagas em Portugal, da Mercer Consulting, a que a agência Lusa teve acesso, revela que os presidentes delegados recebem em média, por ano, 304 mil euros (vencimento base e componentes fixas), o que, dividido por 14 meses, representa 21,7 mil euros por mês.
Seguem-se os administradores delegados, que usufruem de 167,8 mil euros por ano (12 mil euros por mês), e os directores gerais, com uma média anual de 127,4 mil euros (9 mil euros por mês), adianta o ranking da Mercer, com base em dados recolhidos junto das empresas em Junho de 2007.
Os últimos dados do Inquérito ao Emprego do Instituto Nacional de Estatística (INE), referentes ao terceiro trimestre do ano passado, revelam que o rendimento salarial médio mensal líquido dos trabalhadores por conta de outrém é de 720 euros.
Na tradicional mensagem de Ano Novo, o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, interrogou-se se "os rendimentos auferidos por altos dirigentes de empresas não serão, muitas vezes, injustificados e desproporcionados, face aos salários médios dos seus trabalhadores".
Os dados do INE revelam que o rendimento salarial médio mensal líquido dos trabalhadores por conta de outrém, por sectores de actividade, é de 779 euros nos serviços, 636 euros na indústria, construção, energia e água e 489 euros na agricultura, silvicultura e pesca.
Tendo em conta o escalão de rendimento salarial mensal líquido, os dados do INE referem que 41 por cento dos trabalhadores por conta de outrém integrava o escalão de rendimento salarial entre os 310 e os 600 euros.
Com salários entre os 600 e os 900 euros situavam-se cerca de 25 por cento dos trabalhadores por conta de outrém, de acordo com os dados do terceiro trimestre do ano passado.
Pelo contrário, apenas 0,5 por cento dos trabalhadores por conta de outrem integram o escalão de rendimento salarial mensal líquido de 3.000 ou mais euros.
Também apenas 0,6 por cento dos trabalhadores por conta de outrém recebe entre 2.500 e 3.000 euros.
TSM.
Lusa/Fim
Lisboa, 02 Jan (Lusa) - Os presidentes das empresas portuguesas ganham, em média, 21,7 mil euros por mês, um valor 30 vezes superior ao rendimento salarial médio mensal dos trabalhadores por conta de outrém, que se situa nos 720 euros.
O ranking das funções mais bem pagas em Portugal, da Mercer Consulting, a que a agência Lusa teve acesso, revela que os presidentes delegados recebem em média, por ano, 304 mil euros (vencimento base e componentes fixas), o que, dividido por 14 meses, representa 21,7 mil euros por mês.
Seguem-se os administradores delegados, que usufruem de 167,8 mil euros por ano (12 mil euros por mês), e os directores gerais, com uma média anual de 127,4 mil euros (9 mil euros por mês), adianta o ranking da Mercer, com base em dados recolhidos junto das empresas em Junho de 2007.
Os últimos dados do Inquérito ao Emprego do Instituto Nacional de Estatística (INE), referentes ao terceiro trimestre do ano passado, revelam que o rendimento salarial médio mensal líquido dos trabalhadores por conta de outrém é de 720 euros.
Na tradicional mensagem de Ano Novo, o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, interrogou-se se "os rendimentos auferidos por altos dirigentes de empresas não serão, muitas vezes, injustificados e desproporcionados, face aos salários médios dos seus trabalhadores".
Os dados do INE revelam que o rendimento salarial médio mensal líquido dos trabalhadores por conta de outrém, por sectores de actividade, é de 779 euros nos serviços, 636 euros na indústria, construção, energia e água e 489 euros na agricultura, silvicultura e pesca.
Tendo em conta o escalão de rendimento salarial mensal líquido, os dados do INE referem que 41 por cento dos trabalhadores por conta de outrém integrava o escalão de rendimento salarial entre os 310 e os 600 euros.
Com salários entre os 600 e os 900 euros situavam-se cerca de 25 por cento dos trabalhadores por conta de outrém, de acordo com os dados do terceiro trimestre do ano passado.
Pelo contrário, apenas 0,5 por cento dos trabalhadores por conta de outrem integram o escalão de rendimento salarial mensal líquido de 3.000 ou mais euros.
Também apenas 0,6 por cento dos trabalhadores por conta de outrém recebe entre 2.500 e 3.000 euros.
TSM.
Lusa/Fim
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terça-feira, janeiro 01, 2008
segunda-feira, dezembro 31, 2007
O Natal do Capital
... Primeiro veio o Berardo. E comeu.
... Depois veio o Santos Ferreira. E comeu.
... Depois veio o Vara. E comeu.
... Depois veio a Opus Dei...
Não, não. A Opus Dei, foi com o Cadilhe e o Bagão no comboio ao Circo.
... Depois veio o Santos Ferreira. E comeu.
... Depois veio o Vara. E comeu.
... Depois veio a Opus Dei...
Não, não. A Opus Dei, foi com o Cadilhe e o Bagão no comboio ao Circo.
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domingo, dezembro 30, 2007
O. [actualizado]
O esperado telefonema com a notícia de um novo nascimento, esbarrou afinal, na notícia inesperada da morte de um amigo. Os amigos caiem quando menos esperamos e sempre de uma forma injusta.
[actualização]
Pela blogosfera surpreendo-me com a quantidade de memórias do textos Olímpio. Destaco o texto do José Mário Silva, por ser o que mais se aproxima do Olímpio que conheci e das linhas que não consegui escrever.
[actualização]
Pela blogosfera surpreendo-me com a quantidade de memórias do textos Olímpio. Destaco o texto do José Mário Silva, por ser o que mais se aproxima do Olímpio que conheci e das linhas que não consegui escrever.
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sábado, dezembro 29, 2007
Faria de Oliveira - CGD
Afinal Menezes tinha razão. Menezes falou e Cavaco "à sucapa" facturou. Mais um boy "competente", neste Carnaval do Bloco Central.
Já não há pachorra.
Já não há pachorra.
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Armando Vara - tudo bons rapazes
Sobre Armando Vara destaco o texto do José Carlos Mendes, e os links que nos faculta:
"Morais, GEPI e construtora da Covilhã fizeram moradia de Armando Vara" - Público, 20.04.2007
"Armando Vara administrador não executivo da PT" - Agência Financeira, 02.02.2006
"Sovenco - Sociedade de Venda de Combustíveis" - Blog Acanto, 17.02.2005
"Armando Vara é um bluff?!..." - Avante, 12.04.2001
"Armando Vara recorreu a instituto público para fazer casa particular" - Notícias Lusófonas, 20.04.2007
"Em defesa da confidencialidade das fontes" - Sindicato dos Jornalistas, 15.01.2001
"Morais, GEPI e construtora da Covilhã fizeram moradia de Armando Vara" - Público, 20.04.2007
"Armando Vara administrador não executivo da PT" - Agência Financeira, 02.02.2006
"Sovenco - Sociedade de Venda de Combustíveis" - Blog Acanto, 17.02.2005
"Armando Vara é um bluff?!..." - Avante, 12.04.2001
"Armando Vara recorreu a instituto público para fazer casa particular" - Notícias Lusófonas, 20.04.2007
"Em defesa da confidencialidade das fontes" - Sindicato dos Jornalistas, 15.01.2001
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Carlos Santos Ferreira
«Carlos Santos Ferreira é, sem qualquer dúvida, um homem competente, e por isso pergunto: como é que alguém que é pago com o dinheiro público para defender esse interesse público, pode aceitar a simples ideia de «deslocar» o Presidente da Caixa para o seu maior concorrente e ainda por cima privado? Achará o próprio Carlos Santos Ferreira, bem como os promotores da ideia, que ele esquecerá tudo o que sabe sobre a Caixa no dia em que dela se demitir?»
Público, Prof. Catedrático do ISEG João Duque
O problema é que isto não é só verdade para gestores públicos mas também para Ministros, veja-se Pina Moura ou Ferreira do Amaral. Ou seja, é cada vez mais frequente, a utilização de um lugar público privilegiado como trampolim para um cargo num privado.
Público, Prof. Catedrático do ISEG João Duque
O problema é que isto não é só verdade para gestores públicos mas também para Ministros, veja-se Pina Moura ou Ferreira do Amaral. Ou seja, é cada vez mais frequente, a utilização de um lugar público privilegiado como trampolim para um cargo num privado.
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quarta-feira, dezembro 26, 2007
"Os Operários do Natal" (II)

Alguém que não conheço, fez um site que disponibiliza online todas as músicas d' "Os Operários do Natal". O disco que no ano passado tanto procurei está a partir deste ano largamente difundido. Aqui fica o site: "Os Operários do Natal"
[via LisboaLisboa]
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segunda-feira, dezembro 24, 2007
Manifesto da Antropofagia Periférica

Através do Paisagir, descubro este manifesto:
Manifesto da Antropofagia Periférica
"A Periferia nos une pelo amor, pela dor e pela cor. Dos becos e vielas há de vir a voz que grita contra o silêncio que nos pune. Eis que surge das ladeiras um povo lindo e inteligente galopando contra o passado. A favor de um futuro limpo, para todos os brasileiros.A favor de um subúrbio que clama por arte e cultura, e universidade para a diversidade. Agogôs e tamborins acompanhados de violinos, só depois da aula.Contra a arte patrocinada pelos que corrompem a liberdade de opção. Contra a arte fabricada para destruir o senso crítico, a emoção e a sensibilidade que nasce da múltipla escolha.A Arte que liberta não pode vir da mão que escraviza.A favor do batuque da cozinha que nasce na cozinha e sinhá não quer. Da poesia periférica que brota na porta do bar.Do teatro que não vem do “ter ou não ter...”. Do cinema real que transmite ilusão.Das Artes Plásticas, que, de concreto, querem substituir os barracos de madeira.Da Dança que desafoga no lago dos cisnes.Da Música que não embala os adormecidos.Da Literatura das ruas despertando nas calçadas.A Periferia unida, no centro de todas as coisas.Contra o racismo, a intolerância e as injustiças sociais das quais a arte vigente não fala.Contra o artista surdo-mudo e a letra que não fala.É preciso sugar da arte um novo tipo de artista: o artista-cidadão. Aquele que na sua arte não revoluciona o mundo, mas também não compactua com a mediocridade que imbeciliza um povo desprovido de oportunidades. Um artista a serviço da comunidade, do país. Que, armado da verdade, por si só exercita a revolução.Contra a arte domingueira que defeca em nossa sala e nos hipnotiza no colo da poltrona.Contra a barbárie que é a falta de bibliotecas, cinemas, museus, teatros e espaços para o acesso à produção cultural.Contra reis e rainhas do castelo globalizado e quadril avantajado.Contra o capital que ignora o interior a favor do exterior. Miami pra eles? “Me ame pra nós!”.Contra os carrascos e as vítimas do sistema.Contra os covardes e eruditos de aquário.Contra o artista serviçal escravo da vaidade.Contra os vampiros das verbas públicas e arte privada.A Arte que liberta não pode vir da mão que escraviza.Por uma Periferia que nos une pelo amor, pela dor e pela cor.É TUDO NOSSO!"
Sérgio Vaz
Poeta da Periferia
domingo, dezembro 23, 2007
Carlos Santos Ferreira
Numa pesquisa rápida no Google, não consegui encontrar qualquer fotografia de Carlos Santos Ferreira. De acordo com a SIC Online é casado e tem dois filhos (mesmo o que eu queria saber!). É a este homem, cujo nome ouvi nos últimos dias pela primeira vez, que entrego mensalmente a coima por não ter dinheiro para comprar uma casa (e muito menos para alugar!). Quando oiço falar em BCP, CGD, Ulrich, Vara e afins recordo o Zeca Afonso:
No céu cinzento
Sob o astro mudo
Batendo as asas
Pela noite calada
Vêm em bandos
Com pés veludo
Chupar o sangue
Fresco da manada
Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada [Bis]
A toda a parte
Chegam os vampiros
Poisam nos prédios
Poisam nas calçadas
Trazem no ventre
Despojos antigos
Mas nada os prende
Às vidas acabadas
São os mordomos
Do universo todo
Senhores à força
Mandadores sem lei
Enchem as tulhas
Bebem vinho novo
Dançam a ronda
No pinhal do rei
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
No céu cinzento
Sob o astro mudo
Batendo as asas
Pela noite calada
Vêm em bandos
Com pés veludo
Chupar o sangue
Fresco da manada
Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas à chegada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada [Bis]
A toda a parte
Chegam os vampiros
Poisam nos prédios
Poisam nas calçadas
Trazem no ventre
Despojos antigos
Mas nada os prende
Às vidas acabadas
São os mordomos
Do universo todo
Senhores à força
Mandadores sem lei
Enchem as tulhas
Bebem vinho novo
Dançam a ronda
No pinhal do rei
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
Clarificar as águas
Por mais que as cabeças mais exaltadas rapidamente generalizem, não consigo associar aos amigos que tenho na Lista A candidata à Ordem dos Arquitectos e, designadamente ao João Belo Rodeia, o tipo e modos de acção que alguns dos seus correlegionários estão a ter nestas eleições. Sob o anonimato, e de blogue em blogue, tentam denegrir e espalhar calúnias sobre todos os arquitectos que não apoiam e/ou são candidatos pela referida lista. A estes e aos meus amigos, nem os consigo imaginar sentados à mesma mesa.
Entendo que seria interessante para a própria lista, identificar o(s) impulsionador(es) deste(s) comportamento(s) e destas atitudes cobardes, pois com toda a certeza caso ocupem um qualquer cargo de poder, transformar-se-ão em pequenos inquisidores, continuando a lógica das perseguições internas e em nada favorecendo o espírito associativo.
Entendo que seria interessante para a própria lista, identificar o(s) impulsionador(es) deste(s) comportamento(s) e destas atitudes cobardes, pois com toda a certeza caso ocupem um qualquer cargo de poder, transformar-se-ão em pequenos inquisidores, continuando a lógica das perseguições internas e em nada favorecendo o espírito associativo.
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eleições para a ordem dos arquitectos,
ordem
"Operários do Natal" (I)

Operários do Natal (1978)
Textos de Ary dos Santos e Joaquim Pessoa.
Música e interpretação de Carlos Mendes, Fernando Tordo, Paulo de Carvalho.
Voz de Maria Helena D'Eça Leal
Saído de uma época em que o Natal não era visto a uma só cor, os "Operários do Natal", contribuíram para este que vos escreve nunca ter tido a desilusão de descobrir que o Pai Natal não existe. Mas não é só isso que estas músicas nos dizem, focam a essência do Natal em quem realmente o faz, transformam a vida e o Natal numa festa de pais os amigos e combatem-se as construções da mentira:
"não nos mintam nunca mais
a mentira é uma vergonha
fomos feitos pelos pais
não viémos na cegonha"
No ano passado, depois de um procura sem frutos nas lojas de discos de referência, graças aos avós, conseguimos transformar a cópia de vinil em CD, para que estas músicas também fizessem parte da construção da vida da Amélia.
Na altura pensei disponibilizá-lo também na internet, para quem como eu, também passou muitos natais a ouvir que o Natal é feito pelos amigos. Contudo este ano surpreendi-me pelo facto da Mir estar a disponibilizá-lo no seu blogue, mais tarde também acompanhada pelo Samuel. É bom partilhar estas coisas:
|
[ouvir mais "Operários do Natal"]
quinta-feira, dezembro 20, 2007
PCP sobre a Situação na Ordem dos Arquitectos
A situação é inusitada, cada vez mais alarmante no que diz respeito às boas práticas democráticas e preocupante numa associação de direito público que se quer forte e representativa de todos os seus associados. Não sei se pela primeira vez, o PCP entendeu, de uma forma pública e clara, apelar a que todos os arquitectos intervenham na Ordem dos Arquitectos para "libertar a OA da estreita teia de interesses particulares em que alguns dirigentes a foram fechando".
Neste momento, nenhum outro partido poderia emitir um comunicado com esta clareza e que fizesse de uma forma tão firme eco do que pensa a esmagadora maioria dos associados da Ordem dos Arquitectos:
"Sobre a situação na Ordem dos Arquitectos
A Ordem dos Arquitectos chegou às eleições do passado dia 30 de Outubro com uma situação interna particularmente degradada. Ao longo dos três últimos anos, com órgãos sociais de diferentes composições, a OA foi-se deparando com sucessivas situações de bloqueio que têm sido, em grande medida, expressão de uma continuada e irresponsável disputa de poder entre órgãos nacionais e regionais. A grande maioria dos arquitectos portugueses alheou-se da vida da OA, e muitos encaram-na com desinteresse e desconfiança.
A essa situação veio acrescentar-se um processo eleitoral polémico, conflituoso e pouco transparente, que levou uma candidatura, excluída do processo, a interpor recurso dessa decisão no Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa. O tribunal acaba de considerar procedente o recurso e, em consequência, de considerar nulo o processo eleitoral.
A lista mais votada nas eleições agora anuladas tinha entretanto tomado posse, acrescentando uma precipitação incompreensível à confusão existente. No discurso proferido na altura o candidato dessa lista a Presidente do Conselho Directivo Nacional, embora sabendo que o referido processo ainda decorria, assumiu uma posição agressiva e fechada que em nada indicia que nesta lista existam capacidade ou condições para ultrapassar a lamentável situação com que a OA se depara. Esse discurso não deu início a qualquer “novo ciclo”. Foi mais um momento de um velho ciclo e mais um elemento de agravamento da crise que paralisa a OA.
Dificilmente uma candidatura consegue, como esta conseguiu, perder a credibilidade ainda antes de ser validamente votada. Pela sua composição, pelas responsabilidades que os seus representantes têm no actual estado da Ordem dos Arquitectos, pela forma como lidaram com este processo eleitoral e pelo comportamento assumido desde então esta candidatura, hoje sem legitimidade, não justifica qualquer crédito.
A situação na OA poderá eventualmente ser ultrapassada. Mas os obstáculos são muitos e complexos. A degradação da sua situação interna e o alheamento dos arquitectos não são dissociáveis da própria configuração estatutária da Ordem, do modelo de institucionalização seguido, da distância crescente entre a natureza e os limites corporativos da instituição face ao perfil e às necessidades concretas de acesso e exercício da profissão.
Os arquitectos comunistas do Sector Intelectual da ORL do PCP lançam um veemente apelo a todos os arquitectos no sentido de que intervenham na vida da sua associação profissional. No sentido de que contribuam para libertar a OA da estreita teia de interesses particulares em que alguns dirigentes a foram fechando. No sentido de que se possa reconstruir uma OA legítima e credível, e mais capaz de representar efectivamente os interesses, as aspirações e o papel dos arquitectos na sociedade portuguesa."
[link]
Neste momento, nenhum outro partido poderia emitir um comunicado com esta clareza e que fizesse de uma forma tão firme eco do que pensa a esmagadora maioria dos associados da Ordem dos Arquitectos:
"Sobre a situação na Ordem dos Arquitectos
A Ordem dos Arquitectos chegou às eleições do passado dia 30 de Outubro com uma situação interna particularmente degradada. Ao longo dos três últimos anos, com órgãos sociais de diferentes composições, a OA foi-se deparando com sucessivas situações de bloqueio que têm sido, em grande medida, expressão de uma continuada e irresponsável disputa de poder entre órgãos nacionais e regionais. A grande maioria dos arquitectos portugueses alheou-se da vida da OA, e muitos encaram-na com desinteresse e desconfiança.
A essa situação veio acrescentar-se um processo eleitoral polémico, conflituoso e pouco transparente, que levou uma candidatura, excluída do processo, a interpor recurso dessa decisão no Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa. O tribunal acaba de considerar procedente o recurso e, em consequência, de considerar nulo o processo eleitoral.
A lista mais votada nas eleições agora anuladas tinha entretanto tomado posse, acrescentando uma precipitação incompreensível à confusão existente. No discurso proferido na altura o candidato dessa lista a Presidente do Conselho Directivo Nacional, embora sabendo que o referido processo ainda decorria, assumiu uma posição agressiva e fechada que em nada indicia que nesta lista existam capacidade ou condições para ultrapassar a lamentável situação com que a OA se depara. Esse discurso não deu início a qualquer “novo ciclo”. Foi mais um momento de um velho ciclo e mais um elemento de agravamento da crise que paralisa a OA.
Dificilmente uma candidatura consegue, como esta conseguiu, perder a credibilidade ainda antes de ser validamente votada. Pela sua composição, pelas responsabilidades que os seus representantes têm no actual estado da Ordem dos Arquitectos, pela forma como lidaram com este processo eleitoral e pelo comportamento assumido desde então esta candidatura, hoje sem legitimidade, não justifica qualquer crédito.
A situação na OA poderá eventualmente ser ultrapassada. Mas os obstáculos são muitos e complexos. A degradação da sua situação interna e o alheamento dos arquitectos não são dissociáveis da própria configuração estatutária da Ordem, do modelo de institucionalização seguido, da distância crescente entre a natureza e os limites corporativos da instituição face ao perfil e às necessidades concretas de acesso e exercício da profissão.
Os arquitectos comunistas do Sector Intelectual da ORL do PCP lançam um veemente apelo a todos os arquitectos no sentido de que intervenham na vida da sua associação profissional. No sentido de que contribuam para libertar a OA da estreita teia de interesses particulares em que alguns dirigentes a foram fechando. No sentido de que se possa reconstruir uma OA legítima e credível, e mais capaz de representar efectivamente os interesses, as aspirações e o papel dos arquitectos na sociedade portuguesa."
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PCP
quarta-feira, dezembro 19, 2007
Há qualquer coisa que parece não estar a acontecer:
"A possibilidade de não recorrer, explica Rodeia, "tem a vantagem de devolver às pessoas a hipótese de voltar a escolher, e nós não tememos novas eleições". No entanto, afirma, "o acórdão do tribunal põe em causa a colegialidade, que sempre foi um valor identitário da Ordem". Se a actual direcção aceitar a decisão judicial estará a aceitar essa quebra da colegialidade."
Pode a Ordem dos Arquitectos não aceitar uma decisão do tribunal?
" Para Rodeia, é "uma tristeza, e um péssimo precedente, os assuntos da Ordem estarem a ser tratados em tribunal e por advogados".
Concordo. É muito triste que um associado da OA se veja impedido de apresentar recurso dentro desta instituição e tenha de ser um tribunal a por ordem na Ordem. Por isso entendo que devem ser convocadas rapidamente novas eleições e responsabilizado quem, pelo seu entendimento autocrático, colocou a Ordem nesta situação.
"Nos próximos dias a direcção da Ordem dos Arquitectos deverá anunciar se vai ou não interpor recurso à decisão judicial"
Tal como sucedeu, com a não participação de Manuel Vicente e outros candidatos nas decisões que diziam respeito a este processo, toda a nova direcção recentemente empossada deverá estar politicamente inibida de tomar a decisão de recurso. Não se trata de "defesa da Ordem", pois o processo foi interposto contra uma decisão da Comissão Eleitoral, não acarreta qualquer custo/multa para a OA - que não a da equipa de advogados contratada. A decisão do recurso implica apenas a defesa do acto eleitoral que elegeu a actual direcção, situação da qual os actuais dirigentes da OA são os únicos beneficiários.
Assim sendo, apenas a Assembleia Geral pode decidir se quer ou não apresentar recurso e lutar pela validade do acto eleitoral que elegeu a actual direcção. Todos os órgãos da Ordem, após a decisão judicial e ainda que haja recurso, passaram a estar em Gestão apenas podendo deliberar sobre a actividade corrente da Ordem.
Pode a Ordem dos Arquitectos não aceitar uma decisão do tribunal?
" Para Rodeia, é "uma tristeza, e um péssimo precedente, os assuntos da Ordem estarem a ser tratados em tribunal e por advogados".
Concordo. É muito triste que um associado da OA se veja impedido de apresentar recurso dentro desta instituição e tenha de ser um tribunal a por ordem na Ordem. Por isso entendo que devem ser convocadas rapidamente novas eleições e responsabilizado quem, pelo seu entendimento autocrático, colocou a Ordem nesta situação.
"Nos próximos dias a direcção da Ordem dos Arquitectos deverá anunciar se vai ou não interpor recurso à decisão judicial"
Tal como sucedeu, com a não participação de Manuel Vicente e outros candidatos nas decisões que diziam respeito a este processo, toda a nova direcção recentemente empossada deverá estar politicamente inibida de tomar a decisão de recurso. Não se trata de "defesa da Ordem", pois o processo foi interposto contra uma decisão da Comissão Eleitoral, não acarreta qualquer custo/multa para a OA - que não a da equipa de advogados contratada. A decisão do recurso implica apenas a defesa do acto eleitoral que elegeu a actual direcção, situação da qual os actuais dirigentes da OA são os únicos beneficiários.
Assim sendo, apenas a Assembleia Geral pode decidir se quer ou não apresentar recurso e lutar pela validade do acto eleitoral que elegeu a actual direcção. Todos os órgãos da Ordem, após a decisão judicial e ainda que haja recurso, passaram a estar em Gestão apenas podendo deliberar sobre a actividade corrente da Ordem.
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"Tribunal anula eleições da Ordem dos Arquitectos, direcção pondera recurso"
PÚBLICO 17.12.2007, Alexandra Prado Coelho
Decisão judicial dá razão a Manuel Vicente, cuja candidatura não foi aceite nas eleições de Outubro
Nos próximos dias a direcção da Ordem dos Arquitectos deverá anunciar se vai ou não interpor recurso à decisão judicial de anular as eleições realizadas a 18 de Outubro, e contestadas pelo arquitecto Manuel Vicente, cuja candidatura não fora aceite pela comissão eleitoral da Ordem.
Na sexta-feira, o Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa veio dar razão a Manuel Vicente - o que significa que um eventual recurso terá que ser apresentado num prazo de 15 dias.
"Ainda não temos uma decisão tomada", disse ao PÚBLICO o arquitecto João Rodeia, o recém-eleito presidente da Ordem. "As duas possibilidades [recorrer ou avançar para novas eleições] têm prós e contras."
Manuel Vicente, por seu lado, diz que a decisão judicial o deixou "muito mais feliz como cidadão do que como arquitecto" e que irá reunir o colectivo da candidatura no início de Janeiro para discutir a posição a tomar perante a nova situação.
Quanto ao candidato da Lista B nas últimas eleições, o arquitecto Luís Conceição, manifestou, em declarações ao PÚBLICO, a sua satisfação "por se ter feito justiça" e por "terem ganho a ética e a moral". Sublinhando que sempre defendeu que Manuel Vicente deveria poder concorrer, Luís Conceição declara-se disponível para voltar a participar em eventuais novas eleições. "Não tenho dúvidas de que não serei eleito, mas para mim é uma questão de princípio", disse.
Risco da paralisia
A possibilidade de não recorrer, explica Rodeia, "tem a vantagem de devolver às pessoas a hipótese de voltar a escolher, e nós não tememos novas eleições". No entanto, afirma, "o acórdão do tribunal põe em causa a colegialidade, que sempre foi um valor identitário da Ordem". Se a actual direcção aceitar a decisão judicial estará a aceitar essa quebra da colegialidade.
O que está em causa é a figura do presidente, que, para Manuel Vicente, é um orgão próprio dentro da direcção - o que justificaria que ele se pudesse candidatar, tendo já sido por duas vezes vice-presidente. O entendimento da lista de João Rodeia foi sempre diferente: o presidente, o vice-presidente e os vogais do conselho directivo nacional são um órgão só, por isso, ninguém se pode candidatar pela terceira vez, mesmo que seja a um cargo diferente, dentro do mesmo órgão.
A divergência - que parte de interpretações diferentes dos estatutos - ameaça paralisar a Ordem. "Há assuntos importantes que estão a ser negociados e tudo fica paralisado", lamenta Rodeia, sublinhando que a direcção da Ordem "não concorda com a decisão do tribunal, mas respeita-a".
Neste momento, os advogados estão a estudar os passos seguintes, e as respectivas consequências. Se houver novas eleições, será necessário fazer nova campanha eleitoral e o processo poderá demorar pelo menos um mês e meio, calcula João Rodeia. Se for interposto recurso, o processo poderá arrastar-se nos tribunais por um período bastante mais longo.
Para Rodeia, é "uma tristeza, e um péssimo precedente, os assuntos da Ordem estarem a ser tratados em tribunal e por advogados".
Dos 15 mil arquitectos inscritos na Ordem, apenas 16 por cento votaram nas eleições de 18 de Outubro.
Decisão judicial dá razão a Manuel Vicente, cuja candidatura não foi aceite nas eleições de Outubro
Nos próximos dias a direcção da Ordem dos Arquitectos deverá anunciar se vai ou não interpor recurso à decisão judicial de anular as eleições realizadas a 18 de Outubro, e contestadas pelo arquitecto Manuel Vicente, cuja candidatura não fora aceite pela comissão eleitoral da Ordem.
Na sexta-feira, o Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa veio dar razão a Manuel Vicente - o que significa que um eventual recurso terá que ser apresentado num prazo de 15 dias.
"Ainda não temos uma decisão tomada", disse ao PÚBLICO o arquitecto João Rodeia, o recém-eleito presidente da Ordem. "As duas possibilidades [recorrer ou avançar para novas eleições] têm prós e contras."
Manuel Vicente, por seu lado, diz que a decisão judicial o deixou "muito mais feliz como cidadão do que como arquitecto" e que irá reunir o colectivo da candidatura no início de Janeiro para discutir a posição a tomar perante a nova situação.
Quanto ao candidato da Lista B nas últimas eleições, o arquitecto Luís Conceição, manifestou, em declarações ao PÚBLICO, a sua satisfação "por se ter feito justiça" e por "terem ganho a ética e a moral". Sublinhando que sempre defendeu que Manuel Vicente deveria poder concorrer, Luís Conceição declara-se disponível para voltar a participar em eventuais novas eleições. "Não tenho dúvidas de que não serei eleito, mas para mim é uma questão de princípio", disse.
Risco da paralisia
A possibilidade de não recorrer, explica Rodeia, "tem a vantagem de devolver às pessoas a hipótese de voltar a escolher, e nós não tememos novas eleições". No entanto, afirma, "o acórdão do tribunal põe em causa a colegialidade, que sempre foi um valor identitário da Ordem". Se a actual direcção aceitar a decisão judicial estará a aceitar essa quebra da colegialidade.
O que está em causa é a figura do presidente, que, para Manuel Vicente, é um orgão próprio dentro da direcção - o que justificaria que ele se pudesse candidatar, tendo já sido por duas vezes vice-presidente. O entendimento da lista de João Rodeia foi sempre diferente: o presidente, o vice-presidente e os vogais do conselho directivo nacional são um órgão só, por isso, ninguém se pode candidatar pela terceira vez, mesmo que seja a um cargo diferente, dentro do mesmo órgão.
A divergência - que parte de interpretações diferentes dos estatutos - ameaça paralisar a Ordem. "Há assuntos importantes que estão a ser negociados e tudo fica paralisado", lamenta Rodeia, sublinhando que a direcção da Ordem "não concorda com a decisão do tribunal, mas respeita-a".
Neste momento, os advogados estão a estudar os passos seguintes, e as respectivas consequências. Se houver novas eleições, será necessário fazer nova campanha eleitoral e o processo poderá demorar pelo menos um mês e meio, calcula João Rodeia. Se for interposto recurso, o processo poderá arrastar-se nos tribunais por um período bastante mais longo.
Para Rodeia, é "uma tristeza, e um péssimo precedente, os assuntos da Ordem estarem a ser tratados em tribunal e por advogados".
Dos 15 mil arquitectos inscritos na Ordem, apenas 16 por cento votaram nas eleições de 18 de Outubro.
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domingo, dezembro 16, 2007
sábado, dezembro 15, 2007
Ordem dos Arquitectos - cenários possíveis
Após a decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa que anula o acto eleitoral, a Ordem dos Arquitectos poderá adoptar duas soluções: o recurso da decisão ou a convocação de novas eleições.
A julgar por aquilo que foram dizendo, tanto João Belo Rodeia como Manuel Vicente, que aceitariam a decisão de primeira instância, a hipótese de existir um recurso será pouco crível. Contudo, o comunicado do CDN, é pouco claro e revela uma expressão que poderá enunciar a tentação de recorrer da decisão sob o pretexto da "defesa da Ordem dos Arquitectos" - esclareça-se que de acordo com a sentença não resulta qualquer ónus para a OA, para além das despesas inerentes ao escritório de advogados que o Presidente da Comissão Eleitoral entendeu indicar.
No caso de haver recurso torna-se ainda pouco claro quem o deverá decidir. Os actuais membros do Conselho Directivo Nacional são parte interessada do processo estando desta forma inibidos de o decidir. Sendo assim, apenas restará convocar uma Assembleia Geral Extraordinária para legitimar a decisão de recurso.
No caso de convocação de novas eleições, mais crível se o bom senso imperar, terá de ser constituída uma Comissão de Gestão para assumir a gestão da OA (serviços nacionais e regionais) até ao acto eleitoral, também ela eleita pelo único orgão que a partir da decisão do tribunal, legitima a Ordem dos Arquitectos - a Assembleia Geral. A Comissão de Gestão deverá ser nomeada em Assembleia Geral e constituída por arquitectos não participantes no acto eleitoral, ou por representantes de todas as listas. Estou em crer que, em virtude do extremar de posições ocorrido, a Ordem dos Arquitectos só conseguirá manter uma actividade regular e garantir um acto eleitoral transparente e livre de suspeições, se a Comissão de Gestão for composta por elementos exteriores às listas.
Por último resta-me uma palavra para que a serenidade e o bom senso impere em todo este processo. A Ordem dos Arquitectos para além de ser uma entidade que deve servir a arquitectura e os arquitectos, tem uma elevada responsabilidade social para com as pessoas que dela dependem, os seus funcionários. Decisões que, por motivos políticos, a transformem num "embrulho jurídico" e que ponham em causa a sua actividade regular, deverão ser evitadas.
A julgar por aquilo que foram dizendo, tanto João Belo Rodeia como Manuel Vicente, que aceitariam a decisão de primeira instância, a hipótese de existir um recurso será pouco crível. Contudo, o comunicado do CDN, é pouco claro e revela uma expressão que poderá enunciar a tentação de recorrer da decisão sob o pretexto da "defesa da Ordem dos Arquitectos" - esclareça-se que de acordo com a sentença não resulta qualquer ónus para a OA, para além das despesas inerentes ao escritório de advogados que o Presidente da Comissão Eleitoral entendeu indicar.
No caso de haver recurso torna-se ainda pouco claro quem o deverá decidir. Os actuais membros do Conselho Directivo Nacional são parte interessada do processo estando desta forma inibidos de o decidir. Sendo assim, apenas restará convocar uma Assembleia Geral Extraordinária para legitimar a decisão de recurso.
No caso de convocação de novas eleições, mais crível se o bom senso imperar, terá de ser constituída uma Comissão de Gestão para assumir a gestão da OA (serviços nacionais e regionais) até ao acto eleitoral, também ela eleita pelo único orgão que a partir da decisão do tribunal, legitima a Ordem dos Arquitectos - a Assembleia Geral. A Comissão de Gestão deverá ser nomeada em Assembleia Geral e constituída por arquitectos não participantes no acto eleitoral, ou por representantes de todas as listas. Estou em crer que, em virtude do extremar de posições ocorrido, a Ordem dos Arquitectos só conseguirá manter uma actividade regular e garantir um acto eleitoral transparente e livre de suspeições, se a Comissão de Gestão for composta por elementos exteriores às listas.
Por último resta-me uma palavra para que a serenidade e o bom senso impere em todo este processo. A Ordem dos Arquitectos para além de ser uma entidade que deve servir a arquitectura e os arquitectos, tem uma elevada responsabilidade social para com as pessoas que dela dependem, os seus funcionários. Decisões que, por motivos políticos, a transformem num "embrulho jurídico" e que ponham em causa a sua actividade regular, deverão ser evitadas.
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Conselho Directivo Nacional e as eleições na OA
Relativamente às tomadas de posição do anterior Conselho Directivo Nacional, do qual fiz parte, cumpre-me esclarecer alguns factos:
Perante dúvidas levantadas sobre a elegibilidade de alguns pré-candidatos à Ordem dos Arquitectos, o Conselho Directivo Nacional a 6 de Setembro, entendeu solicitar um parecer jurídico ao escritório "SÉRVULO CORREIA & ASSOCIADOS
SOCIEDADE DE ADVOGADOS, RL"
A Ordem dos Arquitectos recebeu o parecer do Dr. Rui Medeiros - "Estatuto da Ordem dos Arquitectos - Normas de Direito Eleitoral" no dia 14 de Setembro.
Na primeira reunião da Comissão Eleitoral (18 de Setembro), o Sr. Presidente da Assembleia Geral da Ordem Arq. Carlos Guimarães e por inerencia deste orgão, na posse do parecer do Dr. Rui Medeiros, entendeu referi-lo mas não o disponibilizar às restantes candidaturas nem aos delegados de cada uma das listas na Comissão Eleitoral, embora o mesmo tenha sido requerido. Nesta reunião é decidida a não aceitação da lista C aos orgãos nacionais, tendo sido ratificada a decisão de exclusão, no dia 20 de Setembro. Nenhuma das listas presentes a sufrágio votou a favor da exclusão da lista, tendo a decisão sido aprovada pela votação em bloco dos representantes da Mesa da Assembleia Geral da OA.
A 24 de Setembro, o CDN apercebendo-se que o parecer jurídico não havia sido facultado às listas, resolve torná-lo público através do site da OA.
Dá entrada no Tribunal Administro do Círculo de Lisboa, um processo contra a decisão da Comissão Eleitoral.
É solicitado à Ordem dos Arquitectos, a partir do seu legítimo orgão - CDN, que se pronuncie sobre a matéria da queixa interposta e que nomeie um advogado. O CDN informa o Presidente da Comissão Eleitoral que lhe dará todas as condições necessárias para que a OA se possa defender, ficando a cabo desta comissão a nomeação de um representante legal e elaboração da resposta da OA ao Tribunal, garantindo, o CDN, a integral independência de decisão da Comissão Eleitoral.
O Presidente da Comissão Eleitoral informa o CDN que o escritório de advogados escolhido é o "PLMJ" do Dr. José Miguel Júdice. O CDN reúne e aprova a resposta à queixa elaborada pela Comissão Eleitoral em Reunião Plenária de 4 de Outubro de 2007 com uma declaração de voto subscrita por todos os seus membros com direito de voto (ver aqui).
O Conselho Directivo Nacional, a meio de todo este processo mas em dia que não posso precisar, é informado por quem estava a preparar a defesa da Ordem, que as eleições deveriam ser suspensas até sair a decisão do Tribunal. O Presidente da Comissão Eleitoral é informado, dado que a respectiva comissão era o único orgão que o poderia fazer. A Comissão Eleitoral decide continuar o acto eleitoral.
Nenhum dos membros do Conselho Directivo Nacional, durante a campanha, se pronunciou publicamente sobre esta situação.
Após o acto eleitoral e na sequência de outros factos graves resultantes do próprio dia das eleições, das discrepâncias nos resultados e da eventual posterior violação das urnas de voto, o Conselho Directivo Nacional na sua Reunião Plenária de 28 de Novembro, deliberou enviar todo o processo para os orgãos próprios da Ordem dos Arquitectos e Ministério Público.
Importa ainda esclarecer que, destas deliberações e decisões do CDN, nunca tomaram parte os membros deste orgão candidatos ou proponentes de listas, designadamente, o seu Presidente Manuel Vicente.
Perante dúvidas levantadas sobre a elegibilidade de alguns pré-candidatos à Ordem dos Arquitectos, o Conselho Directivo Nacional a 6 de Setembro, entendeu solicitar um parecer jurídico ao escritório "SÉRVULO CORREIA & ASSOCIADOS
SOCIEDADE DE ADVOGADOS, RL"
A Ordem dos Arquitectos recebeu o parecer do Dr. Rui Medeiros - "Estatuto da Ordem dos Arquitectos - Normas de Direito Eleitoral" no dia 14 de Setembro.
Na primeira reunião da Comissão Eleitoral (18 de Setembro), o Sr. Presidente da Assembleia Geral da Ordem Arq. Carlos Guimarães e por inerencia deste orgão, na posse do parecer do Dr. Rui Medeiros, entendeu referi-lo mas não o disponibilizar às restantes candidaturas nem aos delegados de cada uma das listas na Comissão Eleitoral, embora o mesmo tenha sido requerido. Nesta reunião é decidida a não aceitação da lista C aos orgãos nacionais, tendo sido ratificada a decisão de exclusão, no dia 20 de Setembro. Nenhuma das listas presentes a sufrágio votou a favor da exclusão da lista, tendo a decisão sido aprovada pela votação em bloco dos representantes da Mesa da Assembleia Geral da OA.
A 24 de Setembro, o CDN apercebendo-se que o parecer jurídico não havia sido facultado às listas, resolve torná-lo público através do site da OA.
Dá entrada no Tribunal Administro do Círculo de Lisboa, um processo contra a decisão da Comissão Eleitoral.
É solicitado à Ordem dos Arquitectos, a partir do seu legítimo orgão - CDN, que se pronuncie sobre a matéria da queixa interposta e que nomeie um advogado. O CDN informa o Presidente da Comissão Eleitoral que lhe dará todas as condições necessárias para que a OA se possa defender, ficando a cabo desta comissão a nomeação de um representante legal e elaboração da resposta da OA ao Tribunal, garantindo, o CDN, a integral independência de decisão da Comissão Eleitoral.
O Presidente da Comissão Eleitoral informa o CDN que o escritório de advogados escolhido é o "PLMJ" do Dr. José Miguel Júdice. O CDN reúne e aprova a resposta à queixa elaborada pela Comissão Eleitoral em Reunião Plenária de 4 de Outubro de 2007 com uma declaração de voto subscrita por todos os seus membros com direito de voto (ver aqui).
O Conselho Directivo Nacional, a meio de todo este processo mas em dia que não posso precisar, é informado por quem estava a preparar a defesa da Ordem, que as eleições deveriam ser suspensas até sair a decisão do Tribunal. O Presidente da Comissão Eleitoral é informado, dado que a respectiva comissão era o único orgão que o poderia fazer. A Comissão Eleitoral decide continuar o acto eleitoral.
Nenhum dos membros do Conselho Directivo Nacional, durante a campanha, se pronunciou publicamente sobre esta situação.
Após o acto eleitoral e na sequência de outros factos graves resultantes do próprio dia das eleições, das discrepâncias nos resultados e da eventual posterior violação das urnas de voto, o Conselho Directivo Nacional na sua Reunião Plenária de 28 de Novembro, deliberou enviar todo o processo para os orgãos próprios da Ordem dos Arquitectos e Ministério Público.
Importa ainda esclarecer que, destas deliberações e decisões do CDN, nunca tomaram parte os membros deste orgão candidatos ou proponentes de listas, designadamente, o seu Presidente Manuel Vicente.
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Situação na Ordem dos Arquitectos
Um conjunto de emailes recebidos nas últimas 24 horas, alertam-me para o facto de não existir informação sobre a actual situação na Ordem dos Arquitectos. Este blogue irá tentando fazer o ponto da situação, do ponto de vista de alguém que não se candidatou nem apoiou nenhuma das candidaturas e que fez parte da direcção da Ordem nos últimos dois triénios.
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sexta-feira, dezembro 14, 2007
Tribunal declara a nulidade das eleições na Ordem dos Arquitectos [actualização]
[sentença]
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[actualização]
Jornal de Notícias: "Tribunal anula eleições para a Ordem"
Sem comentários...
[actualização]
Jornal de Notícias: "Tribunal anula eleições para a Ordem"
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domingo, dezembro 09, 2007
Cimeira UE-África
O problema está no centro.
Os países da Europa continuam a ver-se como o centro de uma determinada cultura avançada, sociedades exemplares que os africanos não conseguem absorver. Num planeta esférico continuam a falar em defesa dos valores ocidentais ou nas suas democracias como um património exportável.
Os dirigentes europeus indignam-se quando ouvem falar em campos de concentração africanos (olhando para o lado quando se fala em Guantánamo), prestam solidariedade quando opositores dos diferentes regimes são presos e torturados (pondo uma pala quando manifestantes anti-G8 são presos, torturados e obrigados a entoar canções fascistas em Bolzaneto) e fazem discursos com a lágrima no canto do olho quando há crianças maltratadas (e procuram ocultar os casos de pedofilia).
O problema está no poder e até que ponto o povo deixa ir os seus governantes.
Os países da Europa continuam a ver-se como o centro de uma determinada cultura avançada, sociedades exemplares que os africanos não conseguem absorver. Num planeta esférico continuam a falar em defesa dos valores ocidentais ou nas suas democracias como um património exportável.
Os dirigentes europeus indignam-se quando ouvem falar em campos de concentração africanos (olhando para o lado quando se fala em Guantánamo), prestam solidariedade quando opositores dos diferentes regimes são presos e torturados (pondo uma pala quando manifestantes anti-G8 são presos, torturados e obrigados a entoar canções fascistas em Bolzaneto) e fazem discursos com a lágrima no canto do olho quando há crianças maltratadas (e procuram ocultar os casos de pedofilia).
O problema está no poder e até que ponto o povo deixa ir os seus governantes.
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globalização,
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quarta-feira, dezembro 05, 2007
PETIÇÃO em prol das crianças vítimas de abusos sexuais

Num país, onde ano após ano, se tem vindo a adensar as notícias que revelam a existência de uma enorme rede de pedofilia que aparentemente se encontra bem alicerçada nos corredores do poder político e económico, urge construir uma mobilização popular para a sua desarticulação:
http://www.petitiononline.com/criancas/petition.html
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petição
sábado, dezembro 01, 2007
Paulo Pedroso
Janeiro de 2003. Paulo Pedroso entrevistado por Carlos Andrade e Carlos Magno no Grande Júri TSF. Fala sobre justiça e sobre ilegalidades, fala sobre Fátima Felgueiras dizendo que a sua prisão terá sido precipitada pois a Presidente de Câmara de Felgueiras não dava sinais de poder fugir. Era o delfim de Ferro e Guterres e o "Inquiridor" do PS, de acordo com Carlos Magno.
É um documento histórico.
[link]
É um documento histórico.
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terça-feira, novembro 27, 2007
segunda-feira, novembro 26, 2007
O estado do Estado
Pedro Namora, ex-casapiano e advogado, denuncia que está em curso uma reorganização da rede de angariação de jovens para actos pedófilos responsabilizando José Sócrates, Vieira da Silva e Joaquina Madeira pelo facto.
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Joaquina Madeira "no seu melhor"
«Não há nenhuma instituição que não tenha problemas. Só quem não faz é que não peca»
Joaquina Madeira sobre a Fundação D. Pedro IV, ao semanário "Sol".
Esta senhora, funcionária pública, foi destacada para representar o Estado no Conselho Fiscal de uma Instituição Particular de Solidariedade Social. Em 2001, uma Inspecção da Segurança Social, diagnosticou uma série de alegados crimes constantes no processo 75/96, propondo a destituição por via judicial da administração da Fundação e/ou a extinção da mesma. Dizia o relatório, entre outras coisas, que não se podia considerar que actuação da Fundação D. Pedro IV fosse de cariz social. A funcionária pública Joaquina Madeira, representante do Estado na Instituição, disse aos seus colegas inspectores, disse desconhecer "por completo as questões colocadas pelas auditoras, a nível das despesas da instituição" (pp. 52). O que parecia ser mais um caso de incompetência de alguém que representava o Estado há 10 anos na instituição, transforma-se também num caso de polícia. A funcionária pública Joaquina Madeira, entende que "só quem não faz" é que não lesa o Estado, e após ter tido conhecimento do sucedido e de acordo com o "Sol", ainda conseguiu para a Fundação D. Pedro IV mais uma doação que ainda vai dar que falar: Mansão de Marvila.
Mas a história vai ter novos capítulos... E já não adianta demitir-se e desaparecer para uma qualquer representação de Portugal no estrangeiro.
Joaquina Madeira sobre a Fundação D. Pedro IV, ao semanário "Sol".
Esta senhora, funcionária pública, foi destacada para representar o Estado no Conselho Fiscal de uma Instituição Particular de Solidariedade Social. Em 2001, uma Inspecção da Segurança Social, diagnosticou uma série de alegados crimes constantes no processo 75/96, propondo a destituição por via judicial da administração da Fundação e/ou a extinção da mesma. Dizia o relatório, entre outras coisas, que não se podia considerar que actuação da Fundação D. Pedro IV fosse de cariz social. A funcionária pública Joaquina Madeira, representante do Estado na Instituição, disse aos seus colegas inspectores, disse desconhecer "por completo as questões colocadas pelas auditoras, a nível das despesas da instituição" (pp. 52). O que parecia ser mais um caso de incompetência de alguém que representava o Estado há 10 anos na instituição, transforma-se também num caso de polícia. A funcionária pública Joaquina Madeira, entende que "só quem não faz" é que não lesa o Estado, e após ter tido conhecimento do sucedido e de acordo com o "Sol", ainda conseguiu para a Fundação D. Pedro IV mais uma doação que ainda vai dar que falar: Mansão de Marvila.
Mas a história vai ter novos capítulos... E já não adianta demitir-se e desaparecer para uma qualquer representação de Portugal no estrangeiro.
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Fundação D. Pedro IV
sábado, novembro 24, 2007
"Vasto currículo"
In SOL, 24 de Novembro de 2007
Com uma longa carreira na área social, foi comissária da Luta contra a Pobreza, directora-geral da Acção Social e vogal do conselho directivo do Instituto de Segurança Social. A única mancha no «vasto currículo», que Vieira da Silva lhe elogia, será talvez a sua passagem pela Fundação D. Pedro IV, onde esteve sete anos.
Joaquina Madeira foi vogal do conselho fiscal desta instituição, que um inquérito da Inspecção-Geral de Segurança Social propôs encerrar, depois de ter detectado várias irregularidades, em 2000 – ano da sua saída da instituição.
O relatório final deste inquérito – que conclui que o «Estado foi enganado pelos responsáveis da fundação» - acabou, porém, por ficar esquecido na gaveta do então inspector-geral da Segurança Social Simões de Almeida – que Paulo Pedroso haveria de convidar para Secretário de Estado da Segurança Social.
Perante as irregularidades apontadas pelo documento, Joaquina madeira limitou-se a comentar na altura: «Não há nenhuma instituição que não tenha problemas. Só quem não faz é que não peca».
Quatro anos mais tarde, Joaquina Madeira, então administradora do Instituto de Solidariedade Social, recomendou aquela mesma instituição à Segurança Social para gerir a Mansão de Marvila – um dos mais importantes estabelecimentos públicos de apoio a idosos.
Vasco Canto Moniz, presidente da polémica Fundação D. Pedro IV, assegura porém a total transparência e rigor das acções de Joaquina Madeira e elogia as suas qualidades. «É uma pessoa de grande personalidade, exigência e correcção», sublinha Canto Moniz, que acrescenta: «Feliz do Ministro que a tenha como directora».
Impressão que Madeira deixou também em Armando Leandro, presidente da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco, que a conhece há mais de vinte anos: «Alia a determinação a uma grande capacidade de organização e a um espírito independente».
Para o juiz, Joaquina Madeira na Casa Pia é a pessoa certa no lugar certo: «Tem um projecto de humanização, de garantia dos direitos das crianças e da redução da dimensão dos lares».
Por Margarida Davim
Com uma longa carreira na área social, foi comissária da Luta contra a Pobreza, directora-geral da Acção Social e vogal do conselho directivo do Instituto de Segurança Social. A única mancha no «vasto currículo», que Vieira da Silva lhe elogia, será talvez a sua passagem pela Fundação D. Pedro IV, onde esteve sete anos.
Joaquina Madeira foi vogal do conselho fiscal desta instituição, que um inquérito da Inspecção-Geral de Segurança Social propôs encerrar, depois de ter detectado várias irregularidades, em 2000 – ano da sua saída da instituição.
O relatório final deste inquérito – que conclui que o «Estado foi enganado pelos responsáveis da fundação» - acabou, porém, por ficar esquecido na gaveta do então inspector-geral da Segurança Social Simões de Almeida – que Paulo Pedroso haveria de convidar para Secretário de Estado da Segurança Social.
Perante as irregularidades apontadas pelo documento, Joaquina madeira limitou-se a comentar na altura: «Não há nenhuma instituição que não tenha problemas. Só quem não faz é que não peca».
Quatro anos mais tarde, Joaquina Madeira, então administradora do Instituto de Solidariedade Social, recomendou aquela mesma instituição à Segurança Social para gerir a Mansão de Marvila – um dos mais importantes estabelecimentos públicos de apoio a idosos.
Vasco Canto Moniz, presidente da polémica Fundação D. Pedro IV, assegura porém a total transparência e rigor das acções de Joaquina Madeira e elogia as suas qualidades. «É uma pessoa de grande personalidade, exigência e correcção», sublinha Canto Moniz, que acrescenta: «Feliz do Ministro que a tenha como directora».
Impressão que Madeira deixou também em Armando Leandro, presidente da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco, que a conhece há mais de vinte anos: «Alia a determinação a uma grande capacidade de organização e a um espírito independente».
Para o juiz, Joaquina Madeira na Casa Pia é a pessoa certa no lugar certo: «Tem um projecto de humanização, de garantia dos direitos das crianças e da redução da dimensão dos lares».
Por Margarida Davim
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Fundação D. Pedro IV
quinta-feira, novembro 22, 2007
terça-feira, novembro 20, 2007
segunda-feira, novembro 19, 2007
+ Joaquina Madeira
1. O blogue "Do Portugal Profundo", foi dos primeiros sítios onde ouvi falar sobre o rocambolesco processo da licenciatura do Primeiro Ministro. Agora, com uma referência a um escrito meu, revela um pouco do passado cinzento da Dra. Joaquina Madeira. As ligações começam a ser evidentes, e ainda há muito por contar.
2. A entrevista da Dra. Joaquina Madeira à Judite de Sousa deixa no ar algumas perguntas:
- Há 9 meses que a Presidente da Casa Pia tinha indícios da existência de abusos, o que fez para os parar/denunciar?
- Terá estado tão empenhada em denunciar os abusos como em rebater a entrevista da Dra. Catalina Pestana?
É vergonhosa a forma como esta Sra. se refere às crianças abusadas, quase como um mal menor, e a relevância que dá às declarações da anterior provedora.
2. A entrevista da Dra. Joaquina Madeira à Judite de Sousa deixa no ar algumas perguntas:
- Há 9 meses que a Presidente da Casa Pia tinha indícios da existência de abusos, o que fez para os parar/denunciar?
- Terá estado tão empenhada em denunciar os abusos como em rebater a entrevista da Dra. Catalina Pestana?
É vergonhosa a forma como esta Sra. se refere às crianças abusadas, quase como um mal menor, e a relevância que dá às declarações da anterior provedora.
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A ler:
"Fundação D. Pedro IV e a impunidade neste País!!" do blog Comadres, Compadres e Companhia.
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domingo, novembro 11, 2007
+ eleições na Ordem dos Arquitectos
Ainda sem tecer qualquer comentário, mas para quem quiser tentar perceber o que se está a passar nas eleições para a Ordem dos Arquitectos, a leitura da Acta da Comissão Eleitoral é um bom documento:
[Acta da Comissão Eleitoral]
Entretanto, a candidatura da Lista C aos orgãos nacionais, anuncia novidades sobre o processo judicial até ao dia 23 de Novembro.
O Conselho Directivo Nacional divulgou no dia 22 de Outubro, após o acto eleitoral a seguinte nota:
"Os membros do Conselho Directivo Nacional (CDN) apresentaram uma Declaração de Voto lamentando a situação criada pela exclusão de uma lista candidata aos órgãos nacionais e alertando para os riscos da continuação do Acto Eleitoral do passado dia 18 de Outubro antes de uma decisão sobre o Processo Judicial de contencioso eleitoral interposto contra a Ordem.
A decisão remonta a 4 de Outubro e não foi antes divulgada de forma a não interferir com o normal curso do processo eleitoral; mas a sua pertinência mantêm-se atendendo a que a decisão do Tribunal deverá ser conhecida no dia 3 de Novembro de 2007."
A declaração de voto foi subscrita por todos os membros do CDN presentes na reunião de 4 de Outubro e que não são nem candidatos nem proponentes de qualquer lista.
[Declaração de Voto]
[Acta da Comissão Eleitoral]
Entretanto, a candidatura da Lista C aos orgãos nacionais, anuncia novidades sobre o processo judicial até ao dia 23 de Novembro.
O Conselho Directivo Nacional divulgou no dia 22 de Outubro, após o acto eleitoral a seguinte nota:
"Os membros do Conselho Directivo Nacional (CDN) apresentaram uma Declaração de Voto lamentando a situação criada pela exclusão de uma lista candidata aos órgãos nacionais e alertando para os riscos da continuação do Acto Eleitoral do passado dia 18 de Outubro antes de uma decisão sobre o Processo Judicial de contencioso eleitoral interposto contra a Ordem.
A decisão remonta a 4 de Outubro e não foi antes divulgada de forma a não interferir com o normal curso do processo eleitoral; mas a sua pertinência mantêm-se atendendo a que a decisão do Tribunal deverá ser conhecida no dia 3 de Novembro de 2007."
A declaração de voto foi subscrita por todos os membros do CDN presentes na reunião de 4 de Outubro e que não são nem candidatos nem proponentes de qualquer lista.
[Declaração de Voto]
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domingo, outubro 28, 2007
"15 minutos de fama" ?
Pedro Correia, jornalista do DN e blogger do Corta-Fitas, caracteriza a Dra. Joaquina Madeira como alguém que evita polémicas e que pretende estar à margem da vida mediática, coisa que me parece fazer todo o sentido. Lamentavelmente apenas refere que a Dra. Joaquina Madeira foi comissária nacional da Luta contra a Pobreza e assumiu a presidência da Comissão Nacional do Rendimento Social de Inserção, omitindo a sua passagem pela Fundação D. Pedro IV ou o seu papel como administradora da ISSS.
Nisso o DN é cada vez mais coerente, nunca sai uma notícia sem ter o aval do poder.
Nisso o DN é cada vez mais coerente, nunca sai uma notícia sem ter o aval do poder.
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Como quem não quer a coisa:
A licenciada em Direito Ana Gomes e o distinto catedrático da Universidade de Coimbra e constitucionalista Vital Moreira, do blogue a Causa Nossa, têm vindo a defender que a "verdadeira" pergunta que deveria ser referendada era: "Portugal deve sair da UE?".
Pergunta do Vítor Dias, ainda sem resposta:
"importam-se então de explicar aqui ao ignorante e antigo fracassado estudante de Direito a que «convenção internacional», «tratado» ou «acto legislativo» se reportaria um referendo, como o que aventam, sobre a absurda questão da saída de Portugal da União Europeia?"
Pergunta do Vítor Dias, ainda sem resposta:
"importam-se então de explicar aqui ao ignorante e antigo fracassado estudante de Direito a que «convenção internacional», «tratado» ou «acto legislativo» se reportaria um referendo, como o que aventam, sobre a absurda questão da saída de Portugal da União Europeia?"
sexta-feira, outubro 26, 2007
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