sábado, março 31, 2007

Fundação D. Pedro IV

A trama adensa-se.
A ser verdade todas as informações que me chegam, coisa que só uma investigação profissional pode garantir, estamos perante um caso que quando vier a público, envergonhará o Portugal democrático e do pós-25 de Abril.
Pena é que não haja muitos jornalistas disponíveis para investigações mais profundas e consequentes, que o "caso da galinha da vizinha".
A ver vamos.

segunda-feira, março 26, 2007

Também tencionam acabar com o Ensino Artístico?



O MovArte realizou com sucesso a sua primeira reunião plenária apenas dois dias depois da esperada publicação do Estudo de Avaliação do Ensino Artístico. Este relatório foi por isso o centro das atenções neste plenário, e embora merecendo uma análise mais aprofundada importa desde já destacar alguns pontos preocupantes:
* O MovArte denuncia a circularidade da investigação subjacente a este relatório, mediante a qual a articulação entre “descrição”, “análise” e “interpretação” parece reiterar a priori as necessidades do “Ministério da Educação”;
* A ausência de uma base factual e científica que contribuiu para um declarado desconhecimento da realidade em estudo;
* Denunciamos a perigosa associação do ensino supletivo a uma “espécie de instituições de ocupação dos tempos livres”, subvalorizando o seu aspecto altamente profissionalizante de onde provém a maioria dos músicos profissionais portugueses;
* Consideramos este estudo um gigantesco artigo de opinião com uma expressa finalidade dirigista, o que é assumido pela própria comissão redactora na introdução do documento.
O Movimento de Defesa do Ensino Artístico junta-se ao período de discussão pública sobre o relatório até dia 30 de Abril. Neste sentido estamos a criar um grupo análise e resolução de uma alternativa sólida a apresentar ao Ministério da Educação no referido período.
Apelamos a todos os interessados a uma colaboração activa com o trabalho do MovArte.


[Comunicado do Movimento]

domingo, março 25, 2007

Do Portugal Profundo*

Mais uma vez, na sua homilia dominical, Marcelo Rebelo de Sousa procurou baralhar.
Ainda não ouvi ninguém defender que um Primeiro Ministro deve ser licenciado ou ter o título de Dr. ou Eng., conforme Marcelo pretendeu fazer crer. O que está em causa é a mesquinhez/pequenez de gente que, sem o ser, utiliza esses títulos.

* peço desculpa pela cópia descarada ao título do blogue Portugal Profundo, mas parece-me ser a medida exacta para o post.

Puristas?

Reparo no artigo de Vital Moreira sobre as frequentes "incorrecções" na utilização de títulos profissionais, considerando normal o que se passa com o título profissional até há uma semana utilizado pelo Primeiro Ministro.
Como considero a inteligência e honestidade de Vital Moreira, penso que este artigo terá, com certeza, sido escrito por um vírus maldoso.
O verdadeiro Vital Moreira, profundo conhecedor do Estatuto das Ordens Profissionais, sabe que o título profissional de arquitecto ou engenheiro é uma competência delegada pelo Estado, nas respectivas associações públicas. O verdadeiro Vital Moreira também sabe que a utilização do título não depende de se desempenhar ou não a profissão, conforme o texto enuncia, mas sim do facto de se estar inscrito como membro efectivo de cada uma das associações públicas.
O verdadeiro Vital Moreira também sabe, que o facto de ser membro efectivo de uma Ordem profissional coloca o sócio ao abrigo de um código deontológico sendo a garantia para o cidadão, que o técnico possui as habilitações necessárias para exercer a sua profissão.

24 de Março - Dia do Estudante

Com a aproximação do 24 de Março, os dias começavam a ficar mais curtos. Havia que começar a pintar as tarjas, a academia mobilizava-se e engalanava-se para mais uma jornada de luta. O dia, em pleno cavaquismo, frequentemente acabava assim:


Sobre a origem e história do 24 de Março, aconselho o escrito do Vítor Dias.

Engenheiro

A Ordem dos Engenheiros "é a associação pública representativa dos licenciados em Engenharia que exercem a profissão de engenheiro" (Artº 1º do seu Estatuto).
O Estado português delegou, nesta associação pública, a competência de atribuição do título de Engenheiro e o seu uso, fazendo depender o exercício da profissão, da inscrição enquanto membro efectivo da Ordem (Artº 3º).
Quando se verifica que um cidadão português utiliza o título de Engenheiro sem estar inscrito na respectiva Ordem, aquela associação pública deverá comunicá-lo ao Ministério Público.
Posso estar muito enganado, mas julgo que não terá sido nem no último mês, nem no último ano, que a Ordem dos Engenheiros se apercebeu que o Primeiro Ministro José Sócrates não constava dos seus registos enquanto Membro Efectivo desta associação pública.

sábado, março 24, 2007

Universidade Independente

Divertidos, foram os dias em que um conjunto de jovens arquitectos se reunia para construir uma nova/reconstruída licenciatura de arquitectura. Assumíamos que não percebíamos nada da actividade de docência, mas que íamos tentar fazer uma escola à imagem de um atelier.
Eu, o Miguel, o Pedro, a Catarina, o Pedro, o Paulo André (ex-emitflesti), o Rogério e a Alessia, entre outros, com uma inconsciente esperança de estruturar um curso de arquitectura e, uma consistente dúvida sobre as vontades da universidade.
Depois dos trabalhos feitos, programas revistos e do curso combinado, lá apareceu um destes doutorados da irmandade para nos tutelar, e o reitor Arouca para nos falar dos dinheiros e de uns quantos amigos que o doutorado gostaria de integrar.
Dou hoje graças a-todos-os-santinhos-que-me-aparecerem-à-frente, por lhes termos voltado as costas.
Pobres alunos de arquitectura da Universidade Independente.

Nuno Ramos de Almeida e a "Focus"

Através dos vizinhos do Spectrum tomei conhecimento que o Nuno era o novo director da "Focus", sendo esse o provável motivo das suas faltas de comparência à sexta-feira no 5dias.
A "Focus" já cá canta, para leitura de fim de semana.

quinta-feira, março 22, 2007

O Homem esse animal perigoso

O DN noticia que quatro cães rottweiler atacaram uma cidadã ucraniana deixando-a sem vida. O DN acrescenta que em 2002 já havia sucedido outro caso semelhante. A notícia corre sob a forma de alarme público e vem noticiada no melhor estilo correiodamanhã.
Sendo lamentável a morte da senhora, e o facto de os donos dos cães não terem tido os necessários cuidados, a forma como esta notícia é empolada dá conta do estado a que o DN chegou.
Objectivamente esta é uma situação fortuita, que não se registava há mais de 5 anos! Ao invés, milhares de portugueses vão morrendo nas estradas, nas obras por este pais fora, de doenças apanhadas nos hospitais... e tantas outras coisas.
Situações alarmantes para as quais urge tomar medidas concretas.
Esta estória relata a loucura de quatro cães que assassinam uma pessoa. Interrogo-me quantas pessoas, entre 2002 e 2007, não enlouqueceram e cometeram o mesmo delito.

[link da notícia]

terça-feira, março 20, 2007

...diz que é uma espécie de censura

Os Gato Fedorento recusaram encontrar-se com José Sócrates, a pedido do mesmo. Terão respondido que o farão quando ele já não for Primeiro-Ministro, ou eles humoristas. Este gesto só lhes fica bem. Quem ontem viu o «Best Of» dos Gatos, entendeu bem a mensagem. Os sketches seleccionados foram apenas os que parodiavam os nossos políticos (com excepção de Valentim Loureiro). E, no final, revimos a figura do «censor». Há, como sabemos, várias formas de censurar. Uma delas é convidar a(s) pessoa(s) em causa para um almoço ou um jantar, impor-lhes um amistoso charme e oferecer-lhes um lugar cativo à mesa dos poderosos, desde que entendam bem as regras da etiqueta. Com Herman, resultou e teve o efeito que se viu. Com os Gato Fedorento pelos vistos não resulta. Rapazes sérios, estes nossos comediantes.

do Corta-Fitas

PAPAPAPAPAPAPAPAPAP



[retirado do o-nome]

domingo, março 18, 2007

Agradecimentos

Grande ajuda da magnólia, que me ensinou como retirar a barrinha deprimente do Blogger, e do João Pedro Graça que me fez recuperar o software de edição do blogue.
Um grande abraço e espero que gostem do novo layout.

Moreira

Já aqui o fiz para discordar, mas agora escrevo para concordar com Rodrigo Moita Deus.
Mais uma vez Moreira não teve uma oportunidade. Os valores "comerciais" (capitalistas) falam mais alto dizem, e Moretto terá um cifrão escrito na testa - que todos vêm menos eu. Assim, lá foi Moretto, alegremente cozinhado no caldeirão de um estádio da Luz que exerce o seu papel histórico na denúncia do disparate capitalista.

Problemas com o novo blogger

Conforme seria de esperar a mudança para o novo blogger trouxe alguns problemas para os quais peço a ajuda de quem os souber resolver:
1. A barrinha irritante do Blogger, voltou! Como é que se tira?
2. Para postar utilizava um software (wbloggar), no qual já não consigo fazer login do meu blog. Haverá solução ou agora cada vez que quiser escrever qualquer coisa, terei de gramar com o péssimo layout do Blogger?

O novo Público


O Público tem nova imagem e uma campanha de "publicidade agressiva". Na nova campanha diz-se existirem "novos movimentos", "novas manifestações", tudo muito neo-conservador, fora de época e lugar. De Vicente Jorge Silva para José Manuel Fernandes as vendas cairam e a qualidade do Público decaiu a olhos vistos. Aquele que era o diário de tanta gente, entre os quais me incluia, passou a ser o feudo de uma pandilha que, com Durão Barroso atingiu o seu auge, precipitando-se desde então numa deriva demiurga e totalitária, bem caracterizada nas páginas da Sindicalista Deslumbrante, e nas purgas políticas entre comentadores (ver Vitor Dias).
Cada vez mais a opinião, o comentário e a discussão saiem dos jornais e vêm para a blogosfera.

Talvez...

... talvez para refrescar o blogue... talvez para anunciar o regresso à escrita... talvez por estarmos nos primeiros dias de calor... talvez por se viver um Inverno cada vez mais quente...

quinta-feira, março 08, 2007

Fundação D. Pedro IV


Apelo a toda a blogosfera para a assinatura/divulgação desta petição sobre a Fundação D. Pedro IV.

PETIÇÃO

terça-feira, março 06, 2007

Pais ameaçados por administração de creches

do LxRepórter

Os pais das crianças das creches e jardins de infância da Fundação D. Pedro IV que têm criticado a administração e pedido a sua destituição foram ameaçados por manifestarem vontade de constituir uma associação de pais.
O processo que envolve a Fundação tem sido, no mínimo, rocambolesco. Depois de estar envolvida numa transferência de prédios nos bairros de Lóios e das Amendoeiras [ver notícia relacionada], agora é a gestão das sete «Casas de Infância» a criar polémica.
De acordo com um «relatório-síntese» de um grupo de pais - publicado num blogue entretanto criado, onde fazem um «apelo urgente para a denúncia da situação que se vive na Fundação D. Pedro IV» -, os pais das cerca de 850 crianças foram surpreendidos, após o início deste ano lectivo de 2006/07, «com decisões e medidas» anunciadas pelo Conselho de Administração da instituição particular de solidariedade social. Entre as decisões e medidas anunciadas, segundo a denúncia dos pais, estavam a «redução do pessoal de acção educativa; ameaças de mais despedimentos de pessoal de acção educativa; [e o] anúncio, por circular entregue à porta, de uma decisão da Administração informando que a Fundação encerraria [as portas] durante o mês de Agosto de 20007, sem que em qualquer momento anterior isso constasse do Regulamento e ao contrário do sucedido em anos anteriores».
«Alarmados», este grupo decidiu avançar com reuniões de pais, onde se decidiu «mandatar [um] grupo de representantes para dar início a um processo de constituição de Assembleia de Pais, seguido de Associação de Pais e Encarregados de Educação das Casa de Infância da Fundação D. Pedro IV». Destas e de outras decisões deram conta, no relato dos próprios, ao presidente do Conselho de Administração, Vasco do Canto Moniz, em reunião tida a 24 de Janeiro. «Foi ainda igualmente solicitado pelos representantes dos pais autorização para o uso do nome da Fundação na Associação a constituir, da morada da Fundação com morada sede da futura Associação, das instalações para reuniões», relatam no referido relatório divulgado na internet, que Canto Moniz terá autorizado. A reunião para formalizar a criação da associação teve lugar a 14 de Fevereiro.
É esta decisão que agora a Fundação vem contestar, com ameaças. Em carta datada desta segunda-feira, 5 de Março, assinada por uma responsável do Departamento de Gestão [clicar na imagem para aumentar], disponibilizada no blogue dos pais, este grupo é instado a divulgar as «deliberações tomadas» em nova assembleia, por alegadamente serem «contrárias à orientação da Fundação». A ameaça, sem ser especificada, está no final da curta mensagem: se se confirmarem as tais deliberações, que incluem a constituição da associação, «levarão o Conselho de Administração a ter de extrair as naturais consequências».


[O LxRepórter tem em preparação um conjunto de notícias sobre este caso.]