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sábado, abril 26, 2008
25 de Abril de 1974
Há 34 anos não era nascido - aliás, fazendo as contas às 40 semanas, constatei recentemente que terei sido produzido 3/4 semanas após o 28 de Novembro de 1975.
Contudo aqui fica o interessante testemunho do Vitor Dias, à data, preso em Caxias.
Contudo aqui fica o interessante testemunho do Vitor Dias, à data, preso em Caxias.
sexta-feira, abril 25, 2008
25 de Abril
Hoje saímos à rua.
Subimos aos Mártires da Pátria, descemos a Rua das Pretas e desfilamos na Avenida.
Vamos vendo amigos, sabendo deles (e de outros) e conversando sobre a situação.
É 25 e é Abril.
Viva!
Subimos aos Mártires da Pátria, descemos a Rua das Pretas e desfilamos na Avenida.
Vamos vendo amigos, sabendo deles (e de outros) e conversando sobre a situação.
É 25 e é Abril.
Viva!
segunda-feira, setembro 03, 2007
Ainda o "Caso de Silves"
Este é um daqueles texto que tenho lido e relido com prazer:
# Paulo Varela Gomes escreveu:
Agosto 21, 2007 às 4:22
A reacção - histérica - ao caso de Silves e ao post do Miguel é um caso dos mais interessantes acontecidos em Portugal de há muito tempo para cá. Neste país de cobardolas, qualquer gesto decidido assume de imediato foros de escândalo. Neste país que enterrou uma revolução debaixo de um manto de mentiras, silêncios e cumplicidades traidoras, qualquer recordação - por mais ténue - daquilo que se passou em 1974-75 cheira a ameaça insuportável. Neste país onde os poderosos violam a lei todos os dias, onde a polícia e os tribunais servem sobretudo para ajudar os poderosos a não cumprir a lei, onde a lentidão e ineficácia dos tribunais criam um estado de não-direito, ninguém se lembra de exigir que seja aplicada toda a força da lei (de imediato! rigorosamente!) quando os salários não são pagos, os patrões fogem aos impostos, as empresas e os bancos defraudam os cidadãos. Mas ai de quem puser o pé num centímetro quadrado da sacrossanta propriedade privada agrária, esse símbolo por excelência da Ordem multi-secular.
Que extraordinário país! Um povo todos os dias enganado, roubado, o mais pobre da Europa, o mais ridículo. E nem um carro incendiado, nem uma montra partida, nem um protesto violento. Dóceis como carneiros, que é naquilo que foram treinados, é aquilo que são - envergonham-me vocês, oh ordeiros de dedinho sentencioso no ar e voz tremeluzende de indignação só porque meia dúzia de miúdos resolveram violar a lei. Pode não ter sido correcto o que os miúdos fizeram, mas mostraram mais coragem que vocês todos juntos. Respeitem ao menos isso: que ainda haja portugueses capazes de arriscar alguma coisa por aquilo em que acreditam. Respeitem ao menos quem é capaz de um gesto.
[comentário a post do blogue Sem Muros]
# Paulo Varela Gomes escreveu:
Agosto 21, 2007 às 4:22
A reacção - histérica - ao caso de Silves e ao post do Miguel é um caso dos mais interessantes acontecidos em Portugal de há muito tempo para cá. Neste país de cobardolas, qualquer gesto decidido assume de imediato foros de escândalo. Neste país que enterrou uma revolução debaixo de um manto de mentiras, silêncios e cumplicidades traidoras, qualquer recordação - por mais ténue - daquilo que se passou em 1974-75 cheira a ameaça insuportável. Neste país onde os poderosos violam a lei todos os dias, onde a polícia e os tribunais servem sobretudo para ajudar os poderosos a não cumprir a lei, onde a lentidão e ineficácia dos tribunais criam um estado de não-direito, ninguém se lembra de exigir que seja aplicada toda a força da lei (de imediato! rigorosamente!) quando os salários não são pagos, os patrões fogem aos impostos, as empresas e os bancos defraudam os cidadãos. Mas ai de quem puser o pé num centímetro quadrado da sacrossanta propriedade privada agrária, esse símbolo por excelência da Ordem multi-secular.
Que extraordinário país! Um povo todos os dias enganado, roubado, o mais pobre da Europa, o mais ridículo. E nem um carro incendiado, nem uma montra partida, nem um protesto violento. Dóceis como carneiros, que é naquilo que foram treinados, é aquilo que são - envergonham-me vocês, oh ordeiros de dedinho sentencioso no ar e voz tremeluzende de indignação só porque meia dúzia de miúdos resolveram violar a lei. Pode não ter sido correcto o que os miúdos fizeram, mas mostraram mais coragem que vocês todos juntos. Respeitem ao menos isso: que ainda haja portugueses capazes de arriscar alguma coisa por aquilo em que acreditam. Respeitem ao menos quem é capaz de um gesto.
[comentário a post do blogue Sem Muros]
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segunda-feira, agosto 13, 2007
Celestino de Castro e Herculano Neves
“Raças, crenças, lutas, ideais, arte, tudo isso vai passando e uma grande dúvida se vai cavando dentro de nós sobre os nossos dias em que se tornará tudo isto que hoje vemos à nossa volta? Em que desandará toda a civilização actual? O que haverá de estável nos nossos dias que poderá manter-se e continuar?”
CASTRO, CELESTINO e HERCULANO NEVES (1948), "Em que se fala de uma pretendida feição nacional a dar à obra arquitectónica e tantas vezes invocada", em "I Congresso Nacional de Arquitectura - Relatório da Comissão Executiva, Teses, Conclusões e Votos do Congresso", pp. 54-60, Lisboa: Sindicato Nacional dos Arquitectos, 1948.
CASTRO, CELESTINO e HERCULANO NEVES (1948), "Em que se fala de uma pretendida feição nacional a dar à obra arquitectónica e tantas vezes invocada", em "I Congresso Nacional de Arquitectura - Relatório da Comissão Executiva, Teses, Conclusões e Votos do Congresso", pp. 54-60, Lisboa: Sindicato Nacional dos Arquitectos, 1948.
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Celestino de Castro
Celestino de Castro (1920-2007)
[Celestino de Castro à conversa com Pitum Keil do Amaral, no Congresso dos Arquitectos em Almada (Novembro de 2006)]
Sandra Ramos, in site da Ordem dos Arquitectos
Foi uma figura central do modernismo português, porém, embora referenciado em muitas publicações, o seu trabalho que se confunde com a sua vida, é pouco conhecido.
Entrevistei-o em 2004[1], para falarmos sobre o 1º Congresso Nacional de Arquitectura (1948) e o Inquérito à Arquitectura Popular (publicado pela 1ª vez em 1961 e recentemente reeditado pela Ordem dos Arquitectos[2]) e acabámos a falar da sua vida, de Portugal, da União Soviética e do Mundo de hoje. Não quis que a entrevista tivesse imagem, pois o que lhe interessava era que as pessoas ouvissem o que tinha para dizer.
Para além da sua participação nestes dois momentos históricos para aquilo que entendemos hoje como arquitectura portuguesa, Celestino de Castro, teve um percurso profissional e de vida indissociável da história de Portugal. Com muitas encomendas de projectos nos anos 50, usufruindo de uma certa abertura do regime, nos anos 60 é obrigado “a mergulhar” na clandestinidade (1963) e, dois anos mais tarde, a exilar-se em França (1965). Regressa a Portugal em 1974 (no mesmo voo de Álvaro Cunhal e Domingos Abrantes), trabalhando fugazmente na Câmara Municipal de Lisboa, para mais tarde vir a desempenhar funções na Direcção Geral das Construções Hospitalares até Junho de 1990.
A sua experiência de vida, de liberdade e de falta dela, de trabalho em França, de viagens de Moscovo a Washington, de sonho e utopia para aquilo que, mantendo-se sempre fiel aos seus príncipios, entendia ser o caminho para a emancipação do seu povo torna-o, uma figura incontornável da arquitectura portuguesa do séc. XX.
Até amanhã, camarada.
[1] CELESTINO DE CASTRO, in entrevista/vídeo a Tiago Mota Saraiva - Lisboa 2004, espólio da Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa.
[2] AAVV (2004), "Arquitectura Popular em Portugal", 4ª edição, Vol. I e II, Lisboa: Centro Editor Livreiro da Ordem dos Arquitectos [Lisboa 1961].
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sábado, agosto 11, 2007
sexta-feira, abril 06, 2007
Votar no Zeca [actualização]
No blogue da Associação José Afonso, li que os CTT puseram a concurso online 20 séries de selos a editar em 2008. A Associação tenta que deste modo o Zeca seja homenageado. Aqui fica o link directo para votar no Zeca e para derrotar temas como "Cavalo lusitano" ou "60 anos da land-rover"...
[actualização]
Tendo em conta que os seleccionados serão 20, e que o Zeca parece ter a eleição assegurada, aqui fica o apelo ao voto útil na proposta da Rosa que está a poucos votos de entrar para os vinte primeiros (link directo)
[actualização]
Tendo em conta que os seleccionados serão 20, e que o Zeca parece ter a eleição assegurada, aqui fica o apelo ao voto útil na proposta da Rosa que está a poucos votos de entrar para os vinte primeiros (link directo)
Gato Fedorento [actualização CARTAZ RETIRADO]
De uma forma célere, que contrasta com a forma como responde aos cidadãos, a Câmara Municipal de Lisboa disse que irá intimar os "Gatos " a retirarem o contra-cartaz no qual ridicularizam o partido fascista PNR.
Será que chegaremos a ter, a triste imagem de um cartaz cómico a ser derrubado e o cartaz fascista a permanecer?
Parece-me que o fascismo não resistirá ao 25 de Abril...
[actualização]«A decisão foi discutida e repensada», explicou fonte do gabinete do vereador António Proa ao PortugalDiário, acrescentado que se «optou por fazer as coisas de forma voluntária». Ou seja, «os representantes dos Gato Fedorento vão ser notificados, até ao fim do dia, pela autarquia para removerem voluntariamente o cartaz que lá foi colocado».
[actualização II]
A Câmara Municipal de Lisboa (CML) retirou, ao início da manhã desta sexta-feira, o outdoor da autoria dos Gato Fedorento, colocado na Praça do Marquês de Pombal, que satiriza um outro cartaz, colocado no mesmo local pelo Partido Nacional Renovador (PNR). Segundo um comunicado da CML, o cartaz dos Gato não possuía licença camarária e portanto a ausência de pedido de licenciamento não permitiu que os infractores fossem notificados, para procederam voluntariamente à sua remoção. Em relação ao cartaz de propaganda política, a nota de imprensa informa que o PNR já foi notificado para que proceda à remoção voluntária. O argumento legal utilizado para a notificação e remoção do cartaz baseia-se no avançado estado de degradação do outdoor, que afecta a estética e o ambiente da paisagem urbana onde se insere.Segundo António Prôa, vereador da CML, apesar da liberdade das forças políticas é necessário que os partidos tenham bom-senso na utilização dos espaços públicos. «A Lei confere total liberdade às forças políticas, não permitindo qualquer actuação da câmara, mesmo quando a razoabilidade e o bom senso assim o pareçam exigir. A CML tem apelado ao bom-senso dos partidos políticos na utilização do espaço público», esclarece. Se o PNR não remover o cartaz voluntariamente o comunicado revela ainda que a Câmara de Lisboa avançará para a remoção, sendo os custos da operação imputados ao infractor.
Será que chegaremos a ter, a triste imagem de um cartaz cómico a ser derrubado e o cartaz fascista a permanecer?
Parece-me que o fascismo não resistirá ao 25 de Abril...
[actualização]«A decisão foi discutida e repensada», explicou fonte do gabinete do vereador António Proa ao PortugalDiário, acrescentado que se «optou por fazer as coisas de forma voluntária». Ou seja, «os representantes dos Gato Fedorento vão ser notificados, até ao fim do dia, pela autarquia para removerem voluntariamente o cartaz que lá foi colocado».
[actualização II]
A Câmara Municipal de Lisboa (CML) retirou, ao início da manhã desta sexta-feira, o outdoor da autoria dos Gato Fedorento, colocado na Praça do Marquês de Pombal, que satiriza um outro cartaz, colocado no mesmo local pelo Partido Nacional Renovador (PNR). Segundo um comunicado da CML, o cartaz dos Gato não possuía licença camarária e portanto a ausência de pedido de licenciamento não permitiu que os infractores fossem notificados, para procederam voluntariamente à sua remoção. Em relação ao cartaz de propaganda política, a nota de imprensa informa que o PNR já foi notificado para que proceda à remoção voluntária. O argumento legal utilizado para a notificação e remoção do cartaz baseia-se no avançado estado de degradação do outdoor, que afecta a estética e o ambiente da paisagem urbana onde se insere.Segundo António Prôa, vereador da CML, apesar da liberdade das forças políticas é necessário que os partidos tenham bom-senso na utilização dos espaços públicos. «A Lei confere total liberdade às forças políticas, não permitindo qualquer actuação da câmara, mesmo quando a razoabilidade e o bom senso assim o pareçam exigir. A CML tem apelado ao bom-senso dos partidos políticos na utilização do espaço público», esclarece. Se o PNR não remover o cartaz voluntariamente o comunicado revela ainda que a Câmara de Lisboa avançará para a remoção, sendo os custos da operação imputados ao infractor.
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