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sábado, outubro 25, 2008

Movimentações Eleitorais

Paulo Pedroso publica um texto sobre o comportamento eleitoral dos portugueses e as suas mais recentes tendências.
Esquecendo os nomes dos "grupos", esquerda comunista e radical é (no mínimo) pouco rigoroso, parece-me que a questão fundamental destes gráficos são as fronteiras. Se é verdade que um PS, quando em oposição pode ser visto como Centro-Esquerda, quando está no Governo isso já não acontece - veja-se por exemplo as posições deste partido sobre o Código do Trabalho. Assim sendo, o gráfico terá de ser mais dinâmico e muito ténue no que concerne às fronteiras entre o único grupo, de acordo com Pedroso, que apenas tem um partido e os que estão, teoricamente, à sua direita.

sexta-feira, outubro 10, 2008

Casamento entre pessoas do mesmo sexo

O mundo anda preocupado com a "crise". Durante o fim de semana tenciono escrever um pouco sobre isso.
Contudo, hoje mesmo, o PS prepara-se para baixar a democracia ao grau zero. Os seus deputados demonstrando um "elevado" valor cívico e moral aceitarão, depois do reconhecimento do Kosovo, mais um ditame do Pai Sócrates ao votarem contra as propostas de legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Se a questão fosse posta num dos partidos de esquerda, facilmente os jornais lhe chamariam um comportamento estalinista. Como é com o PS referem que é o respeito pela decisão maioritária.

terça-feira, julho 29, 2008

Para refletir com factos:

DN de 29.07.2008

Maioria das propostas do Governo apoiada pelo PSD
Existe de facto um 'bloco central' na aprovação parlamentar das leis oriundas do Governo. Os números são indesmentíveis. A maioria dos diplomas (30 em 55) obteve luz verde da bancada social-democrata. Segue-se o CDS-PP. À esquerda, o panorama é exactamente o oposto
Em 55 propostas do Governo, PSD votou a favor de 30

O PSD é o partido que mais vezes vota ao lado do PS na aprovação das propostas do Governo. Na última sessão parlamentar, os sociais-democratas votaram favoravelmente mais de metade das iniciativas que o Executivo de José Sócrates levou à Assembleia da República: de um total de 55 propostas de lei aprovadas em votação final global, a maior bancada da oposição deu o seu acordo a 30.
Os deputados do PSD são também os que menos vezes votaram contra os diplomas do Governo - fizeram-no em 14 propostas. E optaram pela abstenção em 11 casos. A seguir ao PSD é ainda à direita que as leis socialistas encontram maior adesão: o CDS-PP votou 24 vezes ao lado do PS (absteve-se em 16 e votou contra 15).
À esquerda, a tendência é bem diferente: PCP e BE acusam o Governo de ser de direita e agem em conformidade. Os dois partidos têm votações muito semelhantes - ambos chumbaram 32 propostas oriundas dos ministérios. O Bloco aprovou 18, os comunistas menos uma. A posição inverte-se na abstenção, com o PCP a votar essa opção seis vezes e os bloquistas cinco.
O PEV revela números iguais aos dos comunistas nas votações finais globais (a última etapa do processo legislativo no Parlamento, após o que os diplomas seguem para aprovação do Presidente da República).
A terceira sessão legislativa - que decorreu entre Setembro de 2007 e Julho de 2008 - marcou um decréscimo significativo nos diplomas que o Governo levou ao Parlamento: no ano anterior foram 60, agora 43. O facto de o número de propostas aprovadas ser superior deve-se à circunstância de algumas terem transitado da sessão anterior.
Dos 55 textos do Executivo aprovados nesta sessão, houve 13 casos em que o PS puxou da sua maioria absoluta para fazer aprovar propostas de lei que recolheram o parecer desfavorável de todas as bancadas da oposição. Em percentagem representa cerca de 24%, mas desta lista constam alguns dos mais emblemáticos diplomas da sessão. A começar no Orçamento do Estado, continuando pela gestão e avaliação do desempenho da administração pública, as alterações ao Estatuto do Jornalista (que voltou ao Parlamento depois de ter sido vetado por Cavaco), a lei de Segurança Interna ou a da Organização e Investigação Criminal. Além destas, há mais seis propostas em que o PS foi o único partido que votou a favor, mas com abstenções entre a oposição.

Bloco antagoniza-se
A situação contrária aconteceu exactamente o mesmo número de vezes: no último ano, 13 propostas do Governo mereceram aprovação unânime no plenário. Tratou-se, em vários casos, da transposição de directivas europeias, noutros de um processo negocial nas comissões parlamentares que acabou em consenso.
As votações da terceira sessão legislativa vêm confirmar a tendência de anos anteriores: o PSD é o partido que mais vota favoravelmente as propostas de lei do Executivo de Sócrates, seguido pelo CDS.
Já os comunistas são os campeões nos "chumbos". O Bloco de Esquerda foi o partido que variou mais em termos de votação - na primeira sessão os bloquistas votaram mais vezes a favor do que contra, no segundo ano inverteram a tendência, que mantém agora.

quinta-feira, abril 24, 2008

Vergonha na Assembleia Municipal de Lisboa

Utilizando uma maioria de deputados municipais (em que os lisboetas há muito não se revêm) PSD e CDS, chumbaram a proposta do PCP em atribuir o nome de uma rua na parte oriental da cidade, ao artista plástico Rogério Ribeiro.

[ver aqui]

quarta-feira, abril 09, 2008

Lá chegaremos [actualização]



[actualização]
Recebido por email de Aqui quem fala sou eu

Pensando bem...

segunda-feira, outubro 08, 2007

Durão Barroso e a Construção da História

Durante o fim-de-semana operário, alguém terá tentado que o vídeo "Durão Barroso e o Ensino Burguês" que revelava um jovem com um discurso de chavões e pouco claro, e que declarava que qualquer coisa era anti-operário, desaparecesse.
Contudo o jovem Durão vai brotando por várias páginas.

quarta-feira, outubro 03, 2007

Durão Barroso e o Ensino Burguês [actualizado]



[vídeo a partir do Spectrum]

Durante o fim de semana, este vídeo foi retirado. Contudo já está online noutro sítio.

quinta-feira, agosto 23, 2007

Tangentes

Em Itália, estas negociatas chamam-se "tangentes".
Parece que em 2001, o PSD encomendou a uma empresa de publicidade uma campanha de mais ou menos 250.000€. Até aqui tudo bem. Hoje sabe-se que, quando tocou a facturar, o PSD remeteu para a construtora (entre outras coisas) Somague.
O PSD está incomodado, Mendes e Menezes dirão sempre que a culpa não é deles e Mendes dirá que agora isto já não funciona assim...
Mas pondo de lado o PSD, o que ganhou a Somague com este "negócio"?
Para os media, isto é "gente de bem", alto-patrocinadores das patuscadas do "Compromisso Portugal", e que "justamente" estão em quase todas as grandes obras lançadas pelo Estado (esteja o PS ou o PSD no poder).
Para o observador atento, é óbvio que faz parte do seu trabalho, a manutenção do PS e do PSD no poder.

A Direita (II)

A direita, por vários blogues (como por exemplo o 31 da armada ou o Insurgente) e artigos de opinião (Maria José Nogueira Pinto), tem vindo a repisar argumentos sobre a acção de destruição do milho transgénico (assunto sobre o qual já aqui escrevi).
Pacheco Pereira, como outros também o fizeram, coloca a questão nestes termos: "se a manifestação de Silves fosse de skinheads ou do PNR, contra uma herdade que tinha trabalhadores indocumentados do Magrebe, a GNR colocaria dois guardas a vigiá-la ou haveria um aparato bélico por tudo quanto era campo?"
Esta argumentação mistificadora da questão, esquece, no calor do entusiasmo direitista, uma diferença fundamental: os skinheads organizariam essa acção para destruir os indocumentados (que até parece que são seres humanos!) e não o milho!
Contudo o que está por trás desta argumentação pode ser interessante.
Na realidade, em Portugal, as acções violentas da Esquerda sempre foram residuais e circunscritas a momentos históricos específicos, o que não acontece com a Direita portuguesa.
Só assim se pode explicar a obsessiva conotação desta estúpida acção a um crime violento e terrorista, e a sua imprudente equiparação às acções da extrema direita.