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sábado, setembro 29, 2007

Nada de novo debaixo do sol

Alguém tem dúvida que Sócrates, dentro do PSD, angaria mais votos do que qualquer militante laranja? Alguém tem dúvida que, em Portugal, os grandes interesses estão com Sócrates, Lello (José), Vara (Armando) e Canas (Vitalino)?
É certo que Menezes, também tem nas suas fileiras dois monstros dos interesses instalados: Correia (Ângelo) e Cruz (Martins da), e o último até é estrela de Hollywood!
Diria que os dois partidos estão bem entregues, nada de novo debaixo do sol.

quinta-feira, setembro 27, 2007

O video do momento


"O país está doido!" - disse Santana Lopes.

Intermitentes e Precários



Através do Arrastão segui a notícia dos Prémios Gazeta 2006 e em especial do discurso do Prémio Revelação João Pacheco (na foto 2º a contar da esquerda). O João Pacheco, perante todos, não alinhou pelos discursos de agradecimento e de paródias e tocou na ferida. Aqui fica a cópia do seu discurso:

Lisboa, Ruínas do Convento do Carmo, 25 de Setembro de 2007
Obrigado.
Obrigado à minha família. Obrigado aos jornalistas Alexandra Lucas Coelho, David Lopes Ramos, Dulce Neto e Rosa Ruela.
Obrigado a quem já conhece “O almoço ilegal está na mesa”, “A caça à pedra maneirinha” e “Guardadores de sementes”.
Parabéns aos repórteres fotográficos Nuno Ferreira Santos e Rui Gaudêncio, co-autores das três reportagens, com quem vou partilhar o prémio monetário.
Parabéns também ao Jacinto Godinho, ao Manuel António Pina e à Mais Alentejo, que me deixam ainda mais orgulhoso por estar aqui hoje.
Como trabalhador precário que sou, deu-me um gozo especial receber o prémio Gazeta Revelação 2006, do Clube dos Jornalistas.
A minha parte do dinheiro servirá para pagar dívidas à Segurança Social. Parece-me que é um fim nobre.
Não sei se é costume dedicar-se este tipo de prémios a alguém, mas vou dedicá-lo.
A todos os jornalistas precários.
Passado um ano da publicação destas reportagens, após quase três anos de trabalho como jornalista, continuo a não ter qualquer contrato.
Não tenho rendimento fixo, nem direito a férias, nem protecção na doença nem quaisquer direitos caso venha a ter filhos.
Se a minha situação fosse uma excepção, não seria grave. Mas como é generalizada - no jornalismo e em quase todas as áreas profissionais - o que está em causa é a democracia.
E no caso específico do jornalismo, está em risco a liberdade de imprensa.
Obrigado,
João Pacheco


[link]

segunda-feira, setembro 10, 2007

Comunismos e facções

jcd, mais uma vez, surpreende-me com o seu rigor científico, abrilhantando a blogosfera com um post para "alguns comunistas de várias facções".
O "várias" sou eu e o "facções" é o Daniel Oliveira.
Já respondo, porque agora tenho de trabalhar...

domingo, setembro 09, 2007

PSD v. 02

Luís Filipe Menezes tem como mandatário nacional um ser insuspeito que de acordo com o seu site, actualmente, acumula os seguintes cargos:
* Presidente do C.A. da Lusitaniagás-Compª do Gás do Centro, S.A.
* Presidente do C.A. da TEJO-Ambiente, S.A.
* Presidente da Comissão Executiva da Fomentinvest SGPS, S.A.
* Administrador da Fundação Ilidio Pinho
* Administrador da Compª de Seguros Global e Global Vida, S.A.
* Administrador da Ecoambiente
* Administrador da EcoProgresso
* Administrador da Compª Portuguesa de Higiene, S.A. (PHARMA)
* Consultor da Philips Portuguesa, S.A.
* Presidente da Assembleia Geral da Ferpinta SPPS
* Membro do Conselho Consultivo da Roland, Berger & Partner, Lda.
* Membro do Conselho Consultivo da DVH-FBO (Portugal)
* Presidente da Direcção da Câmara de Comércio e Industria Árabe Portuguesa
* Consul Honorário do Reino Hachemita da Jordânia em Portugal

Menezes promete falar com Ângelo Correia, pelo menos uma vez, até 2009, quando o excelso mandatário estiver a comentar política na SIC.

PSD v.01

Luís Marques Mendes foi ao Porto escolher quem lhe faz a campanha para as directas do PSD. Os mesmos que fizeram o site do Boavista e prepararam a candidatura de Rui Rio: imaginew.
Consta que já saberão a quem passar a factura.

imagem retirada do site imaginew

sábado, setembro 01, 2007

Ainda sobre as FARC

Ler "O burburinho sobre as FARC", no excelente As Vinhas da Ira

Faz-me Festas mais Avante

Indigna-se a pobre direita de "opinion makers", que depois de ter conseguído crucificar o Gualter Baptista, não consigam que o PCP deixe de convidar o Partido Comunista da Colômbia, associando-o às FARC-EC, para a Festa do Avante.
Pode-se ver aqui, aqui, aqui, aqui e mais destacadamente aqui.
O meu homónimo Barbosa Ribeiro, até faz disso enorme destaque e um dos sempre moderados neoliberais insurgentes chama-lhe a "Festa dos Assassinos".
Era fácil comparar o número de mortos, sequestrados e homicídios voluntários das FARC com os perpetrados pelos EUA ou pelos "aliados" (ler P. Lumumba), ou reafirmar a independência política do PCP nas suas escolhas. Mas não perco mais tempo.
No próximo fim de semana lá estaremos!

segunda-feira, agosto 27, 2007

Orçamento Participativo na CML (II) e o voto contra da CDU

Na reunião da CML de 22 de Agosto, o vereador José Sá Fernandes, apresentou a proposta intitulada "Metodologia para um Orçamento Participativo" que foi aprovada com os votos do PS, PSD, "Cidadão Por Lisboa" e Bloco de Esquerda e votos contra de "Lisboa com Carmona" e CDU.
Concordo com a argumentação do José Carlos Mendes quando refere que a proposta enumera um conjunto de princípios consensuais e que pouco ou nada prefigura do sistema participativo a ser montado. Aliás, só assim se poderá explicar o voto favorável do PSD. A proposta de orçamento participativo, cumpre um papel político para dentro do BE, pois José Sá Fernandes - vereador com pelouro, pareceu marcar a agenda política.
Tal como foi apresentada, esta proposta apenas serve para que se inicie um processo que, no calendário vago da proposta, será para ser implementado no orçamento do último ano de mandato da actual legislatura.
Por outro lado, não é claro, o que em meu entender seria o mais importante nesta fase, de que forma poderão ser expostos e confrontados conceitos e ideias alternativas de cidade, ou se o serão. Um Orçamento Participativo instrumentalizado apenas pelos detentores do Governo da CML (PS+BE), pode ser um terrível instrumento para os interesses dos lisboetas ou apenas mais um acto eleitoralista.
Contudo parece-me que foi um erro o voto contra dos vereadores da CDU.
A proposta é fraquinha, mas fala de algo necessário. É óbvio que, Sá Fernandes necessita desesperadamente de marcar a agenda, em tom genérico, com estas propostas ditas "fracturantes" (neste caso até com o voto do PSD). Assim não incomoda o PS e procurar arrefecer as críticas dentro do BE, situação que se repetirá ao longo dos dois anos de mandato.
Neste caso, entendo que o voto da CDU deveria ter sido a favor, utilizando os mesmos argumentos que invocou mas pondo imediatamente em marcha, com a experiência que tem noutras autarquias (Sesimbra, Setúbal ou Palmela), um Orçamento Participativo, de facto. Assim, na minha opinião, deixa-se enredar na artimanha política rapidamente transformada numa gritaria, aludindo ao facto da CDU não querer os cidadãos a participar e de ter votado contra tal como Carmona (veja-se que aqui a notícia não é o OP, mas sim quem votou contra).
Eu não tenho dúvidas, que uma das coisas que mais se teme pelas bandas da Praça do Município, é que a CDU apresente uma proposta, não uma declaração de princípios, para a concretização do Orçamento Participativo e também não tenho dúvidas que o PSD nunca votará a favor da mesma.

Orçamento Participativo na CML

Alguns "trabalhos" e muita limpeza em casa, impediram-me de escrever qualquer coisa sobre o voto do PCP contra a proposta de Sá Fernandes sobre o Orçamento Participativo. Prometo que, assim que pouse a esfregona e desligue o berbequim, escreverei umas linhas sobre o assunto.
Algum material de apoio:
- A proposta
- Os argumentos contra a posição do PCP por Ana Sártoris e Bernardino Aranda.
- Os argumentos a favor da posição do PCP por José Carlos Mendes

quinta-feira, agosto 23, 2007

Tangentes

Em Itália, estas negociatas chamam-se "tangentes".
Parece que em 2001, o PSD encomendou a uma empresa de publicidade uma campanha de mais ou menos 250.000€. Até aqui tudo bem. Hoje sabe-se que, quando tocou a facturar, o PSD remeteu para a construtora (entre outras coisas) Somague.
O PSD está incomodado, Mendes e Menezes dirão sempre que a culpa não é deles e Mendes dirá que agora isto já não funciona assim...
Mas pondo de lado o PSD, o que ganhou a Somague com este "negócio"?
Para os media, isto é "gente de bem", alto-patrocinadores das patuscadas do "Compromisso Portugal", e que "justamente" estão em quase todas as grandes obras lançadas pelo Estado (esteja o PS ou o PSD no poder).
Para o observador atento, é óbvio que faz parte do seu trabalho, a manutenção do PS e do PSD no poder.

A Direita (II)

A direita, por vários blogues (como por exemplo o 31 da armada ou o Insurgente) e artigos de opinião (Maria José Nogueira Pinto), tem vindo a repisar argumentos sobre a acção de destruição do milho transgénico (assunto sobre o qual já aqui escrevi).
Pacheco Pereira, como outros também o fizeram, coloca a questão nestes termos: "se a manifestação de Silves fosse de skinheads ou do PNR, contra uma herdade que tinha trabalhadores indocumentados do Magrebe, a GNR colocaria dois guardas a vigiá-la ou haveria um aparato bélico por tudo quanto era campo?"
Esta argumentação mistificadora da questão, esquece, no calor do entusiasmo direitista, uma diferença fundamental: os skinheads organizariam essa acção para destruir os indocumentados (que até parece que são seres humanos!) e não o milho!
Contudo o que está por trás desta argumentação pode ser interessante.
Na realidade, em Portugal, as acções violentas da Esquerda sempre foram residuais e circunscritas a momentos históricos específicos, o que não acontece com a Direita portuguesa.
Só assim se pode explicar a obsessiva conotação desta estúpida acção a um crime violento e terrorista, e a sua imprudente equiparação às acções da extrema direita.

A Direita (I)

Mesmo numa altura em que a Direita em Portugal, tem dos seus resultados eleitorais mais baixos, o domínio nos orgãos de comunicação social é evidente.
Atente-se ao DN de hoje no qual opinam: Pedro Lomba, Maria José Nogueira Pinto e Ferreira Fernandes.
Com esta nova direcção, o DN transformou-se no jornal de sentido único, que o Público já era com a ortodoxia de José Manuel Fernandes.

sexta-feira, agosto 17, 2007

Ainda José Sócrates no wikipedia

A Fernanda Câncio no artigo que hoje escreve no DN e no post e comentários do 5dias, confunde a discussão. Será legítimo que o cidadão altere aquilo que a Wikipédia diz sobre o próprio? Legítimo é. E fiável também pode até ser.
Contudo o que aqui está em causa não é isso.
O que está em causa na descoberta feita pelo Vasco Carvalho, é a tentativa continuada de ocultação de factos relativos ao Primeiro Ministro e, sobretudo, a utilização instrumental do aparelho de Estado para reescrita da história.

quinta-feira, agosto 16, 2007

Contra-Informação

Com base na ferramenta criada por um estudante de doutoramento de Caltech que nos permite aceder ao historial de alterações feitas no Wikipédia, Vasco Carvalho do Zero de Conduta demonstra o zelo que o aparelho de Estado português tem para com o que é escrito sobre José Sócrates.
Uma investigação de serviço público.

quarta-feira, agosto 15, 2007

O Bloco de Esquerda no seu pior

A Isabel Faria, do Troll Urbano e da Mesa Nacional do BE, havia enviado, há alguns dias, um texto contra "O Acordo" PS/BE, para a Esquerda.net o site do BE. A "linha justa" lá publicou o texto, mas precedido de um texto ultra-sectário do meu ex-camarada João Semedo. João Semedo bate na direita, no PS, no PCP, e lá pelo meio acusa os militantes do BE críticos do acordo, de apenas quererem umas linhas na comunicação social.
Ontem e hoje acho que este tipo de argumentação é uma vergonha.

sábado, agosto 11, 2007

Coisas que ficaram por dizer


Demonstrar solidariedade para com aqueles que ousam combater o autoritarismo vigente.

sexta-feira, agosto 10, 2007

"Foi Assim (ou assado?)"

Durante este período de suspensão, estive pouco atento a leituras na blogosfera, contudo não posso deixar de salientar o excelente texto do Nuno Tito sobre o livro "Foi Assim" de Zita Seabra.

quinta-feira, agosto 09, 2007

"O Acordo"

É um facto que durante a campanha eleitoral Sá Fernandes manifestou disponibilidade para um acordo com "as forças de esquerda" para viabilizar um governo da cidade. Contudo poucos se arriscariam a prever que o BE assinaria um acordo (sozinho!) com o PS, para constituir uma força minoritária de governo da Câmara Municipal de Lisboa - ainda não consegui perceber se o acordo abrangerá a Assembleia Municipal e as Freguesias.
Não partilho a tese que este acordo é uma traição para com as pessoas que votaram na candidatura proposta pelo BE, pois julgo que ainda ninguém percebeu realmente qual a génese sociológica dos votantes do BE, sob que forma é que se manifestam, nem se estarão ou não de acordo em que o BE assuma o papel de consciência crítica do regime neo-liberal (leia-se o que escreve o Rui Faustino sobre a Convenção do BE).
Contudo é irrefutável, por mais silêncios que se pretendam gerir, que há militantes do BE ou simples votantes, que se sentem traídas por este acordo.
Comecemos pelo passado, que como qualquer força política o BE começa a ter. Tal como nos recorda, o Rick Dangerous a última candidatura do BE à CML antes de Sá Fernandes, tinha uma linha estratégica clara de rejeição da candidatura da coligação PS/PCP (com princípios bem mais à esquerda do que a que foi preconizada por António Costa). Há seis anos a candidatura, encabeçada por Miguel Portas, dizia ser inaceitável qualquer tipo de alianças à esquerda pois considerava existirem projectos de cidade inconciliáveis. Então, Santana Lopes venceu as eleições com uma diferença sofrida, de menos de mil votos, tendo o BE obtido alguns milhares de votos sem que elegesse qualquer vereador.
Hoje, é Portas, Louçã e Pedro Soares (nº 2 da Candidatura e coordenador autárquico do BE-Lisboa) que vêm a terreiro de três em três dias defender o acordo como um dever de estado(comentando as declarações de Francisco Martins Rodrigues, comentando as declarações de Marcelo Rebelo de Sousa e comentando as declarações de Joaquim Fortunato respectivamente).
Por outro lado, a tese que Daniel Oliveira procura defender no Arrastão, que com esta aliança o BE tenderá a ocupar o "espaço que vai da esquerda mais radical à esquerda reformista mais consequente" parece-me que ainda fragiliza mais a opção tomada - nunca, nem à esquerda nem à direita uma coligação favoreceu o partido menos votado.
Contudo a tese do Daniel Oliveira é válida e revela uma linha política que, metendo a foice em seara alheia, gostaria que fosse discutida por todos os militantes e simpatizantes do BE continuamente iludidos por folclores socialistas.
Eu que, conforme já o escrevi neste blogue, sempre vi o BE como o partido com o qual o PCP deveria trabalhar no sentido da construção de uma sociedade diferente, preciso que o BE se esclareça.
Um BE de esquerda, com socialistas, libertários e esquerdistas faz-me falta.
Um BE muleta do PS, consciência crítica do neoliberalismo ou como o PP da esquerda, não me faz falta.

[deixo para mais tarde a apreciação sobre o documento "Acordo sobre Políticas para Lisboa"]

quinta-feira, abril 19, 2007

Diz que é uma espécie de "veto"

De acordo com o DN de hoje, o nome do Ricardo Araújo Pereira foi "vetado" pela JCP. Antes de mais, esclareço que o RAP me parece um bom nome, sobretudo se evitasse o discurso do Vasco Lourenço.
Agora a notícia do DN é uma fraude, e revela o anti-comunismo reinante no jornal.
Se a JCP vetou o RAP, então a JS vetou quem a JCP e outras organizações propuseram, e que nem sequer teve direito a nome no texto.
Quem já esteve em reuniões para organização de acções unitárias como esta, sabe que há nomes que são apresentados e discutidos - é normal. O que não é normal, é que esses nomes venham a público como "vetados", a menos que alguém esteja de má fé ou queira dividir essa acção unitária.
Seria igualmente desonesto se a notícia titulasse: "JS e BE unem-se para vetar discurso de jovem ecologista"