quarta-feira, outubro 10, 2007

As "saudades" de Sócrates

Não creio que terá sido Sócrates a determinar a visita dos dois polícias às instalações do Sindicato dos Professores da Região Centro na Covilhã, mas sim um qualquer cacique local. Contudo este facto, em articulação com outras informações que têm vindo a público sobre pressões e obstaculização do direito à greve, configuram uma realidade preocupante.
A resposta do Primeiro Ministro, pondo de lado as referências sectárias a uma mística organização comunista, obrigam-nos a ver o problema com maior preocupação pois o seu discurso irónico e mal criado, revela nas entrelinhas que ninguém será responsabilizado pelas pressões ou pela acção policial do passado dia 8.
Sócrates deve recordar-se que é Primeiro Ministro, e que num momento em que está em causa o direito à greve e a independência política e de acção de um sindicato não pode fazer ironia nem um jogo de palavras.
Como não sou Primeiro Ministro, posso-lhe responder no mesmo tom:
Começo a ter dúvidas que José Sócrates tenha frequentado a escola primária que ontem visitou, ou então, terá faltado às aulas sobre Respeito.

1 comentário:

Mais um farto de brincadeiras disse...

Quanto às eleições na Ordem, e tendo em conta que fez parte de orgãos directivos da mesma, que explicação deram os responsáveis pelo Inquérito à Arquitectura Portuguesa do Séc. XX pela publicação miserável e pobre de conteúdos que apresentaram, sobretudo quando comparada com o volume da editora Blau intitulado "Arquitectura em Lisboa e Sul de Portugal desde 1974"? Tinha esperança que a Blau publicasse outros volumes relativos ao resto do país, já que o tão publicitado Inquérito apresenta pouca e má informação sobre as poucas obras seleccionadas.
Se era para se compararem com o Inquérito à Arquitectura Popular Portuguesa, obra datada e declaradamente incompleta (pelos próprios autores), ficaram a milhas de distância, já que as equipas desse inquérito eram compostas por arquitectos sérios e com obra e capacidade analítica reconhecida e não por compadrios, e porque nesse inquérito foi feita uma análise séria do objecto de estudo e não apenas um inventário de obras sem qualquer informação crítica de interesse.