segunda-feira, março 31, 2008

Jaime Gama

Diz-nos o Público de hoje que os militantes do PS Madeira estão indignados com os elogios de Jaime Gama a Alberto João Jardim. Nada de novo debaixo do sol. Tanto Gama como Jardim, ao longo dos últimos 30 anos, representam o que de pior tem a política, por isso, defendem-se mutuamente.
Para os jornalistas mais atentos, sugiro que investiguem as eventuais ligações de Jaime Gama à Fundação D. Pedro IV e ao Eng. Canto Moniz - e não digam que fui eu que disse. Como dizia o outro, quem se mete com o PS, leva.

sábado, março 29, 2008

China e o Tibete

Comecemos por referir que não há nada que me desperte especial interesse pelo regime chinês. Diria mais, o facto de se intitularem comunistas (embora cada vez menos) incomoda-me, não me agrada que o PC Chinês participe na Festa do Avante e não vejo que da experiência chinesa se possa retirar qualquer experiência interessante para a construção da democracia avançada, e comunista, que o PCP defende.
Também não compreendo as declarações, mais ou menos embaraçadas de alguns dirigentes do PCP sobre a situação no Tibete até porque, historicamente, o PCP e o PC Chinês nunca estiveram próximos.
Contudo, admito, que não sei o suficiente sobre o Tibete para defender a sua autonomia ou o inverso, embora não embarque numa tese só porque um líder religioso o defende. Para que se perceba alguma coisa sobre o tibetanos e o Dalai Lama, aconselho vivamente o texto do André Levy sobre a matéria.

Vara... Lello... Canas...

Este texto, escrito por João Paulo Guerra, no Diário Económico tem vindo a circular pela blogosfera. Associo-me à divulgação de mais uma pouca vergonha. Desta vez é sobre o "socialista" Vitalino Canas.

Mudança
por João Paulo Guerra

O Diário de Notícias de ontem publicou uma interessante comparação entre a legislação laboral tal como os socialistas a defendiam, enquanto oposição ao governo PSD/CDS, e aquilo que o PS agora preconiza na qualidade de governo.
O que pode concluir-se da comparação é que diversas medidas do Código Laboral de Bagão Félix, então criticadas na declaração de voto dos socialistas, são agora ultrapassadas em diversos aspectos anti-laborais pelo próprio PS.
O que é que mudou nestes cinco anos? O carácter das relações entre o capital e o trabalho, as regras dominantes da economia, a relação entre poder económico e político? O que mudou foi o PS. Aliás, vários acontecimentos da vida política centraram-se nestes últimos cinco no supremo desígnio de liquidar o PS que havia.
Em muitas questões essenciais, o actual PS e o PSD são gémeos separados à nascença. Mas há um aspecto fulcral que os distingue: o PS tem mais facilidade em fazer a vida negra ao mundo do trabalho que a direita propriamente dita. Ou seja: o PS liquida direitos laborais em nome dos trabalhadores o que, por razões históricas e de registo de patente política, condiciona a contestação às suas políticas. Na oposição, o PS capitaliza a contestação às mesmíssimas políticas que, uma vez no governo, põe em prática. Esta regra teve um hiato excepcional durante a liderança de Eduardo Ferro Rodrigues, “ministro dos pobres” no governo e contestatário consequente da política laboral da direita na oposição. Arrumado politicamente Ferro Rodrigues, mais nenhum obstáculo se levantou a que o PS faça no governo igual ou pior que aquilo que critica à direita quando está na oposição. Chamem à mudança “cabala” ou outro palavrão qualquer.

A internacionalização de Sá Fernandes ou a esquerda perdida

O vídeo do herói português na Aljazeera (podem-no encontrar aqui), a polémica das ventoinhas e a ausência na votação sobre a entrega da Medalha da Cidade a Durão Barroso, são mais sinais do lamentável equívoco que o BE e os seus apoiantes continuam a tentar esconder.

Se é para escolher assim, preferia o Rui Costa

Começo a minha participação neste blogue, não escrevendo directamente sobre a Baixa projectada por Manuel da Maia e Eugénio dos Santos, mas de uma realidade que muito a condiciona: a Frente Ribeirinha.
Não é novo o interesse de iminentes advogados da nossa praça por Lisboa. Também não é novo que esse interesse apareça com uma retórica de militância e de desinteresse pelos valores terrenos, associados à ideia de um D. Sebastião "que faz falta".
Hoje, pode ler-se no Público (edição impressa mas em parte referido aqui) que José Miguel Júdice «ameaçou Sócrates de abandonar a Zona Ribeirinha» caso não obtivesse uma data para a constituição das respectivas sociedades gestoras. A notícia refere ainda, citando o famoso advogado, que «se o Presidente [da República] puser obstáculos, deixarei de fazer parte da sociedade", que chefiará a título gracioso».
Esta história também já não é nova, dado que durante a campanha eleitoral António Costa havia apresentado José Miguel Júdice como o único cidadão de Lisboa capaz de levar por diante este enorme desafio.
Eu, arquitecto (e provavelmente tendencioso), sempre me interroguei se não seria melhor nomear alguém que tivesse alguma coisa a ver com o planeamento de cidade, que tivesse conhecimentos técnico-científicos sobre as frentes ribeirinhas (lembrei-me das inúmeras teses de doutoramento e mestrado que existem sobre a frente ribeirinha de Lisboa) ou que o modelo de intervenção territorial fosse objecto de uma discussão pública sendo a nomeação decorrente desse processo. Mas não.
Imediatamente após a vitória de António Costa e, por designação do primeiro-ministro, José Miguel Júdice foi nomeado, aparecendo contra ventos e marés como o promitente salvador da nossa mal tratada frente ribeirinha.
É óbvio, que a perspicácia de Júdice não deve ser desvalorizada. Prevenindo eventuais críticas, conseguiu introduzir na notícia do Público algumas notas sobre os seus conhecimentos: «neste ano que passou dedicou "mais de 350 horas a estes assuntos". Sem quaisquer custos para o erário, sublinhou, visitou zonas ribeirinhas requalificadas na Europa, no Japão e nos Estados Unidos».
Contudo, após esta entrevista/notícia do Público há algo que me deixa muito preocupado. Embora, à primeira vista, seja do agrado de todos a forma militante como alguns advogados têm arregaçado as mangas para trabalhar em prol da nossa cidade, não deixo de me preocupar como irão sobreviver.
Como me parece evidente, José Miguel Júdice, a partir do momento que assuma funções como Presidente do Conselho de Administração da Sociedade para a Reabilitação da Frente Ribeirinha, deverá terminar toda e qualquer relação comercial que tenha (a título individual ou através das empresas em que participa) com operadores que actuem na zona ou que estejam interessados em actuar, o que lhe resultará num prejuízo.



De qualquer forma, se era para escolher assim (alguém que todos conhecêssemos, que tivesse capacidade económica para desempenhar o cargo sem remuneração, e que não implicasse ter os conhecimentos técnico-científicos para o cargo) preferia que tivesse sido nomeado o Rui Costa.
Em primeiro lugar, tendo António Costa sido eleito por apenas 56.751 eleitores dos 524.248 inscritos, a nomeação de uma referência benfiquista aumentaria consideravelmente a sua base social de apoio. Em segundo lugar porque, estando Rui Costa num momento de alteração de carreira, esta nomeação não lhe implicaria tanto com a vida, como aparentemente irá suceder com José Miguel Júdice. Por último, diria que com a nomeação de Rui Costa, se houvesse interesses para favorecer, poderíamos estar descansados que o Benfica estaria na primeira linha - o que nos faria viver mais felizes!

publicado no Observatório da Baixa

Observatório da Baixa

O Observatório da Baixa constituiu-se recentemente. Também irei participar.

sábado, março 22, 2008

Arquitectura ou um futuro desperdiçado

Estando a arquitectura longe de ser um novo ofício, o “Relatório - Profissão: Arquitecto/a” [2006] - organizado pelo Instituto de Ciências Sociais e realizado Manuel Villaverde Cabral (coord.) e Vera Borges, publicado pela Ordem dos Arquitectos, revela uma profissão muito jovem e tendencialmente feminina. Concentremo-nos na análise do acesso à profissão dos primeiros, com o conhecimento que a maioria dos inscritos na Ordem dos Arquitectos tem menos de 35 anos e que cerca de dois terços ainda não terá atingido os 40, de acordo com o referido estudo. Partamos do principio, sem nos preocuparmos em fazer a sua demonstração nestas curtas linhas, que o acesso à profissão é difícil, moroso e destruidor do potencial que o país criou nas universidades.
Perante a precária situação dos jovens arquitectos em Portugal, há uma corrente justificativa que se centra, genericamente, em dois argumentos: 1) as universidades estão longe das necessidades do mercado preparando mal os seus licenciados; 2) no país há arquitectos a mais.
Comecemos pela primeira questão. Sendo uma argumentação de carácter marcadamente ideológico, interroguemo-nos se a academia deve servir o mercado. Veja-se os exemplos recentes das licenciaturas em gestão, em grande destaque nos anos 90, e actualmente máquinas produtoras de licenciados para o fundo de desemprego. Como qualquer teórico do neoliberalismo defende, o mercado é veloz e modifica-se em tempos muito inferiores a de uma licenciatura.
Por outro lado, em Portugal, o Estado ainda é um dos principais agentes de educação de nível superior devendo, à partida, qualificar os seus cidadãos para que intervenham no desenvolvimento do seu país, o que não corresponde necessariamente aos interesses do referido mercado. Como bem soube resumir Manuel Tainha, diria que no caso específico da arquitectura, e contra o sentido do Tratado de Bolonha, a academia não deve papaguear o ofício.
A segunda argumentação, por vezes associada à primeira, é a de que há arquitectos a mais.
De acordo com os números disponíveis, em Portugal existe aproximadamente 1 arquitecto por cada 625 cidadãos. Embora este número possa impressionar, se pensarmos num quadro em que cada cidadão ao longo da sua vida necessitará três vezes dos serviços de um arquitecto, passamos a ter 1875 projectos por arquitecto. Contudo ambos os raciocínios são falaciosos, apenas importando o segundo para destruir a ideia subjacente ao primeiro.
Uma licenciatura em arquitectura deve continuar a ser, uma formação de carácter universitário que produz cidadãos com habilitações para exercer arquitectura, mas também deve poder construir profissionais com conhecimentos técnico-científicos que permitam ao licenciado enveredar por outras áreas profissionais com inevitáveis relações com a arquitectura como crítico de arquitectura, professor, cenógrafo, político ou treinador de futebol. Ou seja, o que importa é que sejam formados mais licenciados, pois o seu trabalho e conhecimento nunca é demais num país que tarda em evoluir. Mas se é verdade que este discurso assentaria bem a qualquer governante da nação, a prática diz-nos que sucede exactamente o contrário.
A utilização abusiva da urgência dos processos ou de empresas públicas e privadas para mascarar os concursos públicos, a continuada concentração da encomenda pública em estruturas bem relacionadas com os partidos do bloco central e as precárias relações laborais dentro dos escritórios de arquitectura, têm conduzido à rejeição da profissão ou a um violento processo de emigração, dos quadros superiores que o país formou.
Em Portugal, em geral, o jovem arquitecto é visto com desconfiança. O seu conhecimento de carácter universitário, a sua dinâmica e a sua prática profissional recente, são desvalorizadas em detrimento de quem está infiltrado nas teias do poder, tantas vezes pouco qualificado e/ou com um historial de resultados medíocre. Aliás as últimas revelações do passado profissional do Primeiro-Ministro actual reforçam este sentimento. Embora a discussão mediática se tenha centrado sobre argumentos de legalidade e de carácter estético, para o comum dos arquitectos é particularmente chocante a forma como hoje, um dos mais alto-responsáveis da nação, assume e corrobora tais actos. A institucionalização da antiga prática de José Sócrates, destruiu com poucas palavras, anos de trabalho pela revogação do DL 73/73, de consciencialização da importância da arquitectura como forma de melhoria das condições de vida e destrói, sobretudo, as expectativas de acesso à profissão de quem após seis anos de estudo e alguns de prática profissional, procura trabalhar no seu país.
Contudo, apesar de todas estas vicissitudes, os ateliers de arquitectura constituídos por jovens arquitectos despontam pelo país, baseados em estruturas colaborativas que vão resistindo, criando emprego e ganhando concursos dentro e fora do país. Contrariando a lógica de mercado que entende o vizinho como o primeiro inimigo, os resultados e notoriedade de uns tem vindo a ajudar outros a projectarem-se.
Urge que este fenómeno seja estudado e desenvolvido como, até ver, única forma de aproveitar o potencial científico-técnico constituído pelas universidades e como forma de subverter as medíocres teias de interesse e compadrio que dominam o país.

Tiago Mota Saraiva
Artigo para a Revista Construir - Março de 2008

Que diz o pivô

Emissão online do Pedro Penilo.
[link]

domingo, março 16, 2008

sábado, março 15, 2008

ps... p..... s.... p...... s........ s........ s.......s......

Sócrates convocou uma manifestação de rua, depois transformo-a em comício dentro de um pavilhão que não encheu. O braço de ferro que o aparelho do PS queria fazer com o país demonstrou que a maioria absoluta está na rua.

Entrevista de Sá Fernandes ao Correio da Manhã

O Daniel Oliveira qualifica a entrevista de Sá Fernandes ao Correio da Manhã de excelente. Eu não posso deixar de me sentir embaraçado por parte da esquerda da minha cidade o ter eleito.

Síndrome "O meu umbigo":

"O meu acordo com o PS traduz-se numa frase: trabalhar com o objectivo Lisboa. É o que dizia o meu cartaz. Lisboa. O meu pensamento é só Lisboa e os lisboetas. Não penso em rigorosamente mais nada."

Síndrome "Cavaco não diria melhor":
"E tenho de trabalhar muito"

Síndrome "A Nova Esquerda":
"Trabalhar muito com os serviços para ter os miradouros arranjados, para ter os corredores feitos, alguns corredores do Plano Verde, para ter as pistas cicladas, para dar pontapés de saída numa espécie de projectos. E isto tudo sem dinheiro."

Síndrome "A Banca como Juiz da República":
"Eu não consigo perceber que tendo os bancos, e foram uma série de bancos, aceite o plano de saneamento, como é que o Tribunal de Contas se meteu nesta conversa."

Síndrome de "Ruas Verdes, Casas Verdes e Marcianos para as habitar":

- Isso vai ser um bico-de-obra?
- Vai ser um bico-de-obra. Mas aí, pode ter a certeza absoluta, que nós vamos pôr os pés bem enterrados na terra porque isso tem um impacto fortíssimo na cidade. Mas sabe que neste Plano Verde já pusemos o aeroporto da Portela verde.
- Todo ou uma área?
- Já está marcado como área verde.
- Toda a zona?
- Toda a zona com excepção das construções. Também não é preciso que seja tudo verde. Mas marcámos já tudo como verde."

Síndrome de "Com o Louçã ou com o Costa?":
"Agora são precisos seis anos"

Síndrome de "...mas como só me interessa Lisboa":

"Como sabe, e eu já o disse publicamente, não sou grande adepto deste Governo. Acho que tem governado mal. Mas no que toca a Lisboa tem havido um bom relacionamento com o Governo. Uma tem a ver com a frente ribeirinha e a passagem para Lisboa das zonas não portuárias. E eu aí também estou orgulhoso do meu contributo. Há muitos anos que luta por isso. Falta concretizar, mas já há um papel escrito. Nesse aspecto acho que houve um bom relacionamento."

Em jeito de conclusão, esta parece-me ser a afirmação mais clarificadora:"Não sei se há posições diferentes. Eu sei o que é que combinei com o Francisco Louçã. E foi tudo muito claro. Trabalhar durante este ano e meio para Lisboa e por Lisboa. O único interesse. O meu cartaz dizia que era esse o único interesse. Daqui a um ano logo se vê o que é que é melhor para Lisboa. Não é o que é melhor para o PS, para o Bloco de Esquerda. É o que é melhor para Lisboa."
Esta afirmação de Sá Fernandes contém duas das noções que mais odeio no discurso político contemporâneo. A secundarização dos conteúdos políticos, em prol do abstracto "melhor para Lisboa", é o elemento comum a todos os fenómenos de populismo e um discurso caro a Cavaco Silva. Por outro lado, simboliza um total desrespeito pelos militantes do Bloco, sujeitando a sua estratégia partidária a uma "combinação" com Louçã.
Por fim diria que toda a entrevista demonstra que o vereador Sá Fernandes ainda não percebeu que o Bloco em Lisboa, vale mais votos do que Sá Fernandes.

Disso já ninguém dúvida:

"Sócrates assinou despacho igual ao dos sobreiros e não foi investigado"

Militantes do PS são melhor acolhidos na manifestação de professores que em comícios do próprio partido

O receio de ter no Pavilhão do Académico do Porto «pessoas menos entusiasmadas ou que até possam vaiar Sócrates» levou a máquina partidária do PS a fazer uma selecção dos militantes para o comício desta tarde, disse ao SOL um dirigente concelhio.

terça-feira, março 11, 2008

Rogério Ribeiro (1930-2008)

Para aliviar

"Sócrates queria um selo com a sua foto para deixar para a posteridade o seu mandato no Governo deste país que está de tanga. Os selos são criados, impressos e vendidos. O nosso PM fica radiante! Mas em poucos dias ele fica furioso ao ouvir reclamações de que o selo não adere aos envelopes.O Primeiro-ministro convoca os responsáveis e ordena que investiguem o assunto. Eles pesquisam as agências dos Correios de todo o país e relatam o problema.O relatório diz:'Não há nada de errado com a qualidade dos selos. O problema é que o povo está a cuspir no lado errado."

domingo, março 09, 2008

Que nojo!

Emídio Rangel, no Correio da Manhã, escreve um texto que é uma consequência lógica do discurso do Governo: um perigoso ataque aos professores, aos direitos democráticos e à liberdade de pensar de cada um.
A culpa não é de Emídio, ele sempre foi a tropa de choque dos governos e quanto mais à direita melhor!

"Hooligans em Lisboa" de Emídio Rangel

sábado, março 08, 2008

Demissão já!



"A liberdade é algo que o País deve a Mário Soares, a Salgado Zenha, a Manuel Alegre. Não deve a Álvaro Cunhal nem a Mário Nogueira"
Ministro Augusto Santos Silva

Confrontado com mais uma manifestação contra o governo, o Ministro Santos Silva de cabeça perdida por alguém se arrogar a manifestar-se à porta de uma reunião do PS, entre provocações directas aos manifestantes, soltou esta violenta frase que aqui transcrevo.
Apesar do calor da situação e do nervosismo do Sr. Ministro, estas palavras mais do que ferirem os visados ou o partido a que pertencem, atingem todos os democratas, comunistas, socialistas, anarquistas, republicanos, católicos progressistas, que foram presos, torturados e todas as famílias daqueles portugueses que nunca mais voltaram das prisões do fascismo e da guerra.
Augusto Santos Silva, insultou o povo (porque não foram só comunistas!) que transformou o enterro de Álvaro Cunhal numa manifestação de massas de homenagem a todos os combatentes anti-fascistas.
Não me interessa comparar os exílios de Soares com os anos de prisão e de tortura de Cunhal, como faz o ministro Silva (que será apenas um precalço na História de Portugal). Interessa-me sim, não deixar que a memória colectiva do meu povo, seja violentada por uma qualquer personagem sinistra.